O prof. Marcelo regressou e isso quer dizer uma coisa: o governo vai mesmo ser substituído quando ele receber luz verde, não se sabe bem de onde. É o costume. No entanto, se compararmos o prof. com a maioria comentadeira que nos enche a mioleira com lixo futebolês, esfrego as mãos de contente. Uma boa intrigalhada e a leitura de entrelinhas em MAIÚSCULAS, sabe sempre bem.
Nuno, ficarás com os cabelos em pé, mas realmente, creio que a questão do patriotismo, impossível de encontrar nos costumeiros “círculos bem informados pela Judite de Sousa”, está ainda bem presente nos marginais sectores “medievalescos do PC+monárquicos”. O resto é uma chusma de botõezinhos dourados, carrões a leasing e leitores de cassetes nos bolsos. É mesmo assim, doa a quem doer. O resto, é uma questão de estrebaria e balcão de mercearia gourmet. Infelizmente.
*Acredita mesmo na tal “conspiração plutocrático-maoísta” (sem sábios do sião inventados numa cave qualquer de S. Petersburgo). Vê bem por andam os maoístas de outros tempos e mede-lhes a temperatura, a alegria na compra da dívida pública algures pela Wall Street e nos beijinhos Jin-Tao/Hillary. Que bom deverá ser para os “empresários” poderem produzir a milhares de quilómetros de distância, dispondo de manadas de mãozinhas disponíveis e que em menos de uma semana possam ser enviadas de volta algures para o Sinquiangue, Mongólia Interior, etc. Com um trapinho maoísta à lapela, cá está a desculpa que cala muitas bocas. Simples e eficaz.
Olá Nuno,
Fique esclarecido que não estudei a crise na Tailândia, ou mesmo a sua permanente crise. O meu comentário ao teu camarada do Corta-Fitas deve-se a uma certa desconfiança em relação às teorias da conspiração. Fazem-me sempre lembrar uns gajos liquidados pelo Estaline como espiões titistas, da CIA e mais meia duzia de serviços secretos. Gosto bastante da tua escrita e a do teu irmão, não compartilho evidentemente o vosso posicionamento político e admirações pelas teocracias existentes. Mas quem sou eu para me meter com as religiões dos outros…. A minha já é suficientemente complicada.
Caro Nuno, em matéria de fé, parece que estamos na mesma. Infelizmente não fui iluminado. Paciência, fica para uma “outra vez”, se houver.
Não há qualquer teoria da conspiração, mas factos indesmentíveis. Aliás, pergunta a ti próprio a razão do silêncio dos PC/”clássicos” de todo o mundo no que aos acontecimentos tailandeses se refere. Uma tristeza que se tornaria cómica, se não estivesse a vida de tanta gente em jogo. Horrível.
Nuno,
Não vi ninguém dos partidos a falar da tailândia. E não é por isso que dizes que há uma conspiração dos democratas-cristãos, da internacional socialista, etc…
Sobre o Partido Comunista da Tailândia, partido ilegalizado pela “democracia” tailandesa, com militantes mortos, presos e simpatizantes massacrados, a história é mt mais longa.
Voltando ao nosso assunto, há milhões de tailandeses, muitos deles no norte do país, que vivem em condições miseráveis ignorados pelo governo da thai. Esse é um problema real e não resolvido, independentemente dos “vermelhos” e do antigo primeiro-ministro derrubado por um golpe de Estado, e alegadamente corrupto, num país com muitos alegados corruptos, a maioria dos quais continua no governo.
O Marcelo é uma peneirosa, ainda me lembro do tempo em que o gajú (ou seria a mãe dele ?) tinha um tolde logo ao lado do dos meus pai e mãe (all dead) enal lá muito do m frente à piscina do Tamariz, e nos dava âs quartas o que ia sair naquele jornal lá muito do tio Chico aos sábados…
Como nós éramos putos, ao fim de 15 minutos daquilo ficávamos enjoados, cavávamos dali e íamos dar um mergulho.
O Marcelo que me v+a buscar um gin tónico e logo a seguir para a p.q.o p.
Hoje em dia, as tais conspirações existem, mas sob outro tipo de mantos. Fazem-se em termos de aglomerados empresarias que se estendem em muitos casos, à organização territorial dos países onde pretendem actuar. Não sei se a gente de Wall Street – vê com quem Thaksin se dá, tenho os links publicados no Estado Sentido – e concluirás que essa gente não é propriamente comunistas e que antes pelo contrário, se parece estranhamente com uma fauna que por cá pasta alegremente. Se queres chamar-lhes socialistas, demo-cristãos ou “social-democratas” – sempre gostei de me rir um pouco com este carimbo -, podes fazê-lo , porque provavelmente alguns, senão a maioria, estão inscritos nesses muquifos.
O PC Tailandês. Como muito bem sabes, o percurso não foi dos mais aconselháveis. Após a estonteante derrota USA no sudeste asiático, pensaram que o efeito dominó funcionaria e os acontecimentos dos anos 70 levaram à transferência do esforço para o velho Sião. O problema é que este antigo país, jamais foi uma colónia e sendo permeável à influência branca, é contudo, muito fechado a intromissões tal como ocorreram na China (ideologia branca), Vietname (idem), Laos (idem) e Camboja (ibidem). O PC Thai foi maoízado, à semelhança dos Khmers vVermelhos e a rejeição popular foi aquela que se conhece. Um erro fatal, dado o claro pendor imperialista da RP China, bem no seguimento do Japão dos anos 30. Para mais, na Tailândia, a estrutura anímica tradicional é fortíssima. Numa capital com a população portuguesa, onde ficou o “levantamento” operário, dos pequenos serviços, dos intelectuais e estudantes? Em casa e pelo que se viu, num posicionamento bastante crítico e revoltado quanto aos acontecimentos. Onde ficaram os Nunos Ramos de Almeida? Em casa, escandalizados. Nem mais! Não há volta a dar.
Os recursos financeiros postos à disposição do movimento “red” foram simplesmente astronómicos, a logística inimaginável, liquidando o fetiche da “contribuição camponesa” à guisa de patriótico e sacrificial óbulo. O dinheiro correu a rodos, comprou-se a 500 Baht/dia + alimentação+entretenimento+ assistência de saúde+ transportes, a permanência daquela gente. Caciquismo é a palavra exacta. Onde é que já vimos isto?
Evidentemente, existem profundos contrastes no país, a começar pela megalópole Bangkok e imensas regiões de pequenas cidadezinhas ou vilas rurais. Sem dúvida. No entanto, há que reconhecer que em apenas dois o britanizado Thaksin investiu mais no nordeste – o triplo – que aquilo que Thaksin fez. Mais, o crédito de consumo que o candidato a Duce distribuiu, criou as inevitáveis relações de vassalidade/dependência, arruinando milhões que se encontram num estado desesperado de débito. Veremos o que por cá acontecerá, a propósito…
Quando falei em “reds” – nos meus posts coloco-os sempre entre aspas -, quis sempre dizer que se tratava de mero recurso oratório funcional, da parte dos dirigentes. As condições de vida e diferenças sociais são óbvias, embora o crescimento económico ininterrupto tenha inevitavelmente esbatido essa dicotomia. Esta é a verdade à qual não podemos fugir. Plena literacia (97%!), criação de indústrias locais, vastos projectos de modernização agrícola – que trarão os problemas que decorrem da mecanização – e sobretudo, a ausência do espectáculo da fome que se vê em todos os Estados vizinhos, excluindo-se a Malásia. Não se pode comparar a Tailândia, nem remotamente, com a Birmânia, o Laos, o Camboja, o Bangla Desh, etc e até na questão religiosa, estão incomparavelmente mais confortáveis relativamente ao pesado véu islâmico que vai caindo sobre a Malásia. A propósito, a comunidade muçulmana da capital e das cidades do sul, levantou-se em apoio do governo, dado o escabroso palmarés assassino do regime de Thaksin.
É a segunda economia da região, com uma indústria moderna e poderosa. O disco rígido do teu computador tem mais de 70% de possibilidades de lá ter sido produzido. Boas escolas técnicas – outra “comunisse” ou “nazisse” -, desemprego baixíssimo, excedentes alimentares e uma sociedade urbana fortíssima. Que contraste com o resto. Inevitavelmente, as reformas terão de ser aceleradas. Aliás, a nossa espécie exige constantes reformas e nem se entende a sociedade humana de outra forma. A História não acaba ou é susceptível de atingir um estádio final. Se nos cair um meteoro colossal em cima, aí chegaremos, mas esperemos mais uns milhões de anos…
Pah, consegui finalmente (e completamente por acaso…) ver isso na TiVu.
O pessoal é todo extremamente articulado, e tu também
Agora aquela conversa do ‘Tallon’: ou comes menos ou deixas de passar nas portas…
Mas não és só tu… havias de ver como o meu ‘vizinho’ MEC está, género 200 kilos…
O prof. Marcelo regressou e isso quer dizer uma coisa: o governo vai mesmo ser substituído quando ele receber luz verde, não se sabe bem de onde. É o costume. No entanto, se compararmos o prof. com a maioria comentadeira que nos enche a mioleira com lixo futebolês, esfrego as mãos de contente. Uma boa intrigalhada e a leitura de entrelinhas em MAIÚSCULAS, sabe sempre bem.
Nuno, ficarás com os cabelos em pé, mas realmente, creio que a questão do patriotismo, impossível de encontrar nos costumeiros “círculos bem informados pela Judite de Sousa”, está ainda bem presente nos marginais sectores “medievalescos do PC+monárquicos”. O resto é uma chusma de botõezinhos dourados, carrões a leasing e leitores de cassetes nos bolsos. É mesmo assim, doa a quem doer. O resto, é uma questão de estrebaria e balcão de mercearia gourmet. Infelizmente.
*Acredita mesmo na tal “conspiração plutocrático-maoísta” (sem sábios do sião inventados numa cave qualquer de S. Petersburgo). Vê bem por andam os maoístas de outros tempos e mede-lhes a temperatura, a alegria na compra da dívida pública algures pela Wall Street e nos beijinhos Jin-Tao/Hillary. Que bom deverá ser para os “empresários” poderem produzir a milhares de quilómetros de distância, dispondo de manadas de mãozinhas disponíveis e que em menos de uma semana possam ser enviadas de volta algures para o Sinquiangue, Mongólia Interior, etc. Com um trapinho maoísta à lapela, cá está a desculpa que cala muitas bocas. Simples e eficaz.
Olá Nuno,
Fique esclarecido que não estudei a crise na Tailândia, ou mesmo a sua permanente crise. O meu comentário ao teu camarada do Corta-Fitas deve-se a uma certa desconfiança em relação às teorias da conspiração. Fazem-me sempre lembrar uns gajos liquidados pelo Estaline como espiões titistas, da CIA e mais meia duzia de serviços secretos. Gosto bastante da tua escrita e a do teu irmão, não compartilho evidentemente o vosso posicionamento político e admirações pelas teocracias existentes. Mas quem sou eu para me meter com as religiões dos outros…. A minha já é suficientemente complicada.
Caro Nuno, em matéria de fé, parece que estamos na mesma. Infelizmente não fui iluminado. Paciência, fica para uma “outra vez”, se houver.
Não há qualquer teoria da conspiração, mas factos indesmentíveis. Aliás, pergunta a ti próprio a razão do silêncio dos PC/”clássicos” de todo o mundo no que aos acontecimentos tailandeses se refere. Uma tristeza que se tornaria cómica, se não estivesse a vida de tanta gente em jogo. Horrível.
Nuno,
Não vi ninguém dos partidos a falar da tailândia. E não é por isso que dizes que há uma conspiração dos democratas-cristãos, da internacional socialista, etc…
Sobre o Partido Comunista da Tailândia, partido ilegalizado pela “democracia” tailandesa, com militantes mortos, presos e simpatizantes massacrados, a história é mt mais longa.
Voltando ao nosso assunto, há milhões de tailandeses, muitos deles no norte do país, que vivem em condições miseráveis ignorados pelo governo da thai. Esse é um problema real e não resolvido, independentemente dos “vermelhos” e do antigo primeiro-ministro derrubado por um golpe de Estado, e alegadamente corrupto, num país com muitos alegados corruptos, a maioria dos quais continua no governo.
Abraço
Akilo na Tailândia, seja o que fôr, é a doer.
O Marcelo é uma peneirosa, ainda me lembro do tempo em que o gajú (ou seria a mãe dele ?) tinha um tolde logo ao lado do dos meus pai e mãe (all dead) enal lá muito do m frente à piscina do Tamariz, e nos dava âs quartas o que ia sair naquele jornal lá muito do tio Chico aos sábados…
Como nós éramos putos, ao fim de 15 minutos daquilo ficávamos enjoados, cavávamos dali e íamos dar um mergulho.
O Marcelo que me v+a buscar um gin tónico e logo a seguir para a p.q.o p.
Nuno RA,
Hoje em dia, as tais conspirações existem, mas sob outro tipo de mantos. Fazem-se em termos de aglomerados empresarias que se estendem em muitos casos, à organização territorial dos países onde pretendem actuar. Não sei se a gente de Wall Street – vê com quem Thaksin se dá, tenho os links publicados no Estado Sentido – e concluirás que essa gente não é propriamente comunistas e que antes pelo contrário, se parece estranhamente com uma fauna que por cá pasta alegremente. Se queres chamar-lhes socialistas, demo-cristãos ou “social-democratas” – sempre gostei de me rir um pouco com este carimbo -, podes fazê-lo , porque provavelmente alguns, senão a maioria, estão inscritos nesses muquifos.
O PC Tailandês. Como muito bem sabes, o percurso não foi dos mais aconselháveis. Após a estonteante derrota USA no sudeste asiático, pensaram que o efeito dominó funcionaria e os acontecimentos dos anos 70 levaram à transferência do esforço para o velho Sião. O problema é que este antigo país, jamais foi uma colónia e sendo permeável à influência branca, é contudo, muito fechado a intromissões tal como ocorreram na China (ideologia branca), Vietname (idem), Laos (idem) e Camboja (ibidem). O PC Thai foi maoízado, à semelhança dos Khmers vVermelhos e a rejeição popular foi aquela que se conhece. Um erro fatal, dado o claro pendor imperialista da RP China, bem no seguimento do Japão dos anos 30. Para mais, na Tailândia, a estrutura anímica tradicional é fortíssima. Numa capital com a população portuguesa, onde ficou o “levantamento” operário, dos pequenos serviços, dos intelectuais e estudantes? Em casa e pelo que se viu, num posicionamento bastante crítico e revoltado quanto aos acontecimentos. Onde ficaram os Nunos Ramos de Almeida? Em casa, escandalizados. Nem mais! Não há volta a dar.
Os recursos financeiros postos à disposição do movimento “red” foram simplesmente astronómicos, a logística inimaginável, liquidando o fetiche da “contribuição camponesa” à guisa de patriótico e sacrificial óbulo. O dinheiro correu a rodos, comprou-se a 500 Baht/dia + alimentação+entretenimento+ assistência de saúde+ transportes, a permanência daquela gente. Caciquismo é a palavra exacta. Onde é que já vimos isto?
Evidentemente, existem profundos contrastes no país, a começar pela megalópole Bangkok e imensas regiões de pequenas cidadezinhas ou vilas rurais. Sem dúvida. No entanto, há que reconhecer que em apenas dois o britanizado Thaksin investiu mais no nordeste – o triplo – que aquilo que Thaksin fez. Mais, o crédito de consumo que o candidato a Duce distribuiu, criou as inevitáveis relações de vassalidade/dependência, arruinando milhões que se encontram num estado desesperado de débito. Veremos o que por cá acontecerá, a propósito…
Quando falei em “reds” – nos meus posts coloco-os sempre entre aspas -, quis sempre dizer que se tratava de mero recurso oratório funcional, da parte dos dirigentes. As condições de vida e diferenças sociais são óbvias, embora o crescimento económico ininterrupto tenha inevitavelmente esbatido essa dicotomia. Esta é a verdade à qual não podemos fugir. Plena literacia (97%!), criação de indústrias locais, vastos projectos de modernização agrícola – que trarão os problemas que decorrem da mecanização – e sobretudo, a ausência do espectáculo da fome que se vê em todos os Estados vizinhos, excluindo-se a Malásia. Não se pode comparar a Tailândia, nem remotamente, com a Birmânia, o Laos, o Camboja, o Bangla Desh, etc e até na questão religiosa, estão incomparavelmente mais confortáveis relativamente ao pesado véu islâmico que vai caindo sobre a Malásia. A propósito, a comunidade muçulmana da capital e das cidades do sul, levantou-se em apoio do governo, dado o escabroso palmarés assassino do regime de Thaksin.
É a segunda economia da região, com uma indústria moderna e poderosa. O disco rígido do teu computador tem mais de 70% de possibilidades de lá ter sido produzido. Boas escolas técnicas – outra “comunisse” ou “nazisse” -, desemprego baixíssimo, excedentes alimentares e uma sociedade urbana fortíssima. Que contraste com o resto. Inevitavelmente, as reformas terão de ser aceleradas. Aliás, a nossa espécie exige constantes reformas e nem se entende a sociedade humana de outra forma. A História não acaba ou é susceptível de atingir um estádio final. Se nos cair um meteoro colossal em cima, aí chegaremos, mas esperemos mais uns milhões de anos…