Da arrogância jornalistica

Por acaso, encontrei este video e este artigo. Por acaso, vi que a vida humana para alguns jornalistas nao é mais que um mero motivo para uma graçola num directo. Por acaso, indignei-me com a forma humilhante e degradante que um meu semelhante foi tratado nos media, anedoctizado, tornado objecto. Por acaso, nao estou sozinho e um grupo no facebook que pede a demissao deste jornalista e seus colegas já têm mais de 160 000 membros. Por acaso, ainda há esperança…

Publicado originalmente aqui.

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7 respostas a Da arrogância jornalistica

  1. Se subscrevesse a demissão deste jornalista pela maneira como fabricou e conduziu a reportagem teria de criar e subscrever tantas outras petições pedindo a demissão de outros tantos jornalistas que humilham e tratam os tele-espectadores como retardados mentais porque repetem 3 e mais vezes os mesmos pormenores numa única notícia. E ainda porque alguns são peritos em manipular e torcer o que entrevistados acabam de dizer.

  2. psd da boa-fé diz:

    Rafael,
    É capaz de me indicar alguém que, depois de tocado pelos média, nao se torne objecto – isto é, uma mercadoria para cativar audiências e vender publicidade (Coca-cola, carros, bancos, shampôs…)?
    Repugna-se com este caso quem tolera tudo o resto.
    Cá em casa nao entram média (a nao ser para a lareira no Inverno) porque precisamente TODOS eles sao repugnantes. Se estiver interessado explico-lhe porquê…

  3. Portela Menos 1 diz:

    chamar jornalista ao animal é um bocado forçado.

  4. Rafael Fortes diz:

    octavio, e porque nao assinar todos?
    psd de boa fé (isso existe?) ora explique, ora explique
    portela menos 1, infelizmente é um dos principais pivots desportivos de um dos principais canais espanhois de sinal aberto…

  5. psd da boa-fé diz:

    Espectador Rafael Fortes,

    Esqueceu-se de responder à pergunta que coloquei…

    Explicacao muito simples acerca da repugnância que os média (em que você tanto acredita, para ficar horrorizado apenas com um caso tao pontual… imagine-se o que tem andado a papar ultimamente) me provocam:
    enquanto conferem uma ordem, um sentido, uma explicação ao mundo, dando forma a um sistema de representação do real que procura fornecer orientação ao espectador (incapaz de habitar um mundo que não pode compreender), os média dissimulam aquilo que quem dirige a sociedade (a elite financeira-industrial e a sua vassala, a elite política) não quer mostrar do real: a dominação, a hierarquia, a miséria, a desumanidade. De forma a que as breves alusões, feitas por ex. nos noticiários televisivos, à barbaridade a que se encontra exposta uma parte colossal da humanidade – por causa da fome, da poluição, da escravatura, da homofobia, das guerras, das pandemias, dos genocídios – obedecem ao propósito de não provocar no espectador qualquer indignação, qualquer revolta, qualquer princípio de acção para ousar inverter o drama.

    Antes de queimar os média que tem aí por casa, descubra aqui as várias técnicas, empregues nos noticiários, para gerar no espectador um desprezo profundo pela miséria e o infortúnio a que está sujeita grande parte da humanidade: http://www.jornalmudardevida.net/?p=1009

  6. Rafael Fortes diz:

    Caro psd da boa fé

    a pressa muitas vezes é inimiga da claridade e nesse sentido, assumo o meu pecadilho. Nao sou consumidor de media, no sentido em que os coloca, dizendo-lhe mais: praticamente toda a informaçao que consumo é via internet, tendo a vantagem de ler os mainstream mediaticos cruzados com as redes alternativas de informaçao (kaos en la red, rebelion, cubainformacion, etc) para assim poder construir o meu juizo critico. e aí está o meu ponto de discordância consigo (talvez seja só formal) é que eu considero que ao escrever neste blog, que as tais redes alternativas de que falo tranforma-nos aos cidadaos normais opinativos e seres pensantes em produtores de informaçao, logo criadores de media e nesse sentido mais livres dos constrangimentos das agencias noticiosas e dos formatos mainstream. Logo, nao queimo todos os media que cá entram (e nao só por serem em formato digital) mas porque a minha definiçao de media, creio eu, é diferente da sua…

    ah, e repugna-me este caso, como tantos outros, mas este choca-me particularmente pelo “passar de uma linha” que pensava que nao era possivel mesmo neste tipo de comunicaçao social…

  7. psd da boa-fé diz:

    Uso ‘média’ naturalmente no sentido de ‘mass media’:
    http://www.en.wikipedia.org/wiki/Mass_media

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