Carvalho da Silva à presidência!

Não sou daquelas pessoas que só aceitam como candidatos a cargos políticos alguém com quem concordem a mais de 95%, em tudo o que diz.
Muito menos quando se trata de eleições uninominais, como as que temos para Presidente da República.

Aí, é necessário que um candidato seja plausivelmente capaz de agregar, em torno da sua mensagem e figura, forças políticas e (cada vez mais) cidadãos comuns como nós.
A não ser que se queira, apenas, marcar posição de uma qualquer pureza ideológica ou de uma qualquer particularíssima visão da sociedade, independentemente de esperados resultados marginais naquilo que é, afinal, uma eleição.
E em que, sendo-o, a ideia é eleger alguém ou, pelo menos, discutir essa vitória e, de caminho, marcar a agenda do debate público com aquilo que se considere mais importante e essencial.

De cada vez, a questão é mais complicada à esquerda, sempre mais dada, historicamente, a enfatizar as suas diferenças, mesmo antes de o maior partido dessa área ter abraçado, como uma inevitabilidade mas de sobrolho franzido, políticas e práticas mais liberalistas do que as de muitos conservadores.

Um pouco por tudo isto, não me impressionava quase nada, há uns 2 ou 3 meses atrás, vir a votar numa figura de que pouco esperava, mas que expressava uma simpática cultura de esquerda e não levantava particulares anti-corpos sociais, como Manuel Alegre.

Acontece que muita coisa ocorreu desde então.
E também que ouvi hoje, logo de manhã, Manuel Carvalho da Silva na SIC.

Já o tinha ouvido dizer coisas semelhantes ao que agora ouvi.
E suponho que dirigentes dos partidos mais à esquerda as tentem também dizer – ou, pelo menos, concordem com elas.
Mas a verdade é que, se o tentam, não o conseguem fazer de forma eficaz. Como é verdade que, sempre que os tenho ouvido, costumam lançar pedaços desconexos de uma avaliação da realidade, dos problemas e dos caminhos que, se pode ser que exista enquanto um todo coerente, não chega a quem os ouve. Fica o slogan e a opinião casuística.

Hoje de manhã, Carvalho da Silva transmitiu, como se de apenas uma mera questão de bom senso se tratasse, a visão global de uma alternativa socialmente justa à situação actual.
Sempre ancorada em questões e exemplos concretos, mas sem se limitar a eles ou, muito menos, a slogans, a receitas keynesianas, à mera posição defensista dos direitos dos trabalhadores, ou a isolacionismos serôdios.
E desmontando, de forma acessível e sistemática, os irracionais ou injustos pressupostos que formatam, como se de evidências ou inevitabilidades se tratasse, as novas histerias orçamentais e “reajustadoras”. E os absurdos que sustentam esta possibilidade de tornar os estados e a União Europeia reféns dos especuladores financeiros.

Não me surpreende essa capacidade de falar, de forma sintética, acessível e integrada, do global e do local, de justiça social básica e de constrangimentos externos, de opções políticas nacionais, europeias e dos mercados financeiros, de falácias económicas e de necessidades sociais.
É um homem que, para desempenhar o melhor possível as suas responsabilidades sindicais, teve que projectar o olhar para lá do mero defensismo e da lógica das fronteiras nacionais, apostando na reflexão crítica glocal, pondo a análise à frente do jargão e partindo dos seus valores sociais.

Mas tive hoje de manhã a completa certeza de que, em Maio de 2010, já não nos chegam (não apenas a mim, ou à tal de “esquerda”, mas aos nossos concidadãos que não engordam à conta da crise) candidatos com uma simpática cultura de esquerda e um saudável desagrado pelas desigualdades sociais.
Já não nos chegam figuras que, afinal, partilhem os pressupostos falaciosos que, a nível financeiro e económico, regem as “respostas à crise”, ou que nem partilhem nem deixem de partilhar, porque nem sequer pensam nisso.

É necessário, nas presidenciais, que alguém diga o que precisa de ser dito – e que Carvalho da Silva hoje disse.

Não para que, simplesmente, se ouça.
Mas para que, ao ouvir-se, se quebrem os consensos sobre supostas inevitabilidades e sobre regras do jogo que só existem porque os estados e as instituições internacionais as deixaram instalar e deixam vigorar. Em grande medida, precisamente, porque partem dos mesmos pressupostos falaciosos dos senhores da crise e dos mercados financeiros; outros, porque não param para pensar e para aprender com o que se passa à sua volta.

Não é qualquer pessoa que o possa dizer ou, sobretudo, criar esse efeito.
Não é qualquer pessoa, tão pouco, que possa, com o seu prestígio trans-partidário e a sua mensagem, enfrentar Cavaco Silva com plausibilidade de sucesso, apesar dos tiros no pé que este vai dando.

O candidato que mobilize a esquerda, para lá das fronteiras partidárias ou de quem nelas não se reconheça, não tem que sair de uma franja do PS.
Mais que isso, não o conseguirá fazer, hoje, com pensamento e discurso de ontem.

É por tudo isso que digo

«Carvalho da Silva à presidência!»

E é por tudo isso que desejo que ele me ouça, que muitas mais pessoas o digam, e que os dirigentes partidários nos venham a ouvir.

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38 Responses to Carvalho da Silva à presidência!

  1. antonio diz:

    É impressão minha, ou o Carvalho da Silva, além da licenciatura, ainda tem um doutoramento em cima, salvo erro pelo ISCSTE ?

    • paulogranjo diz:

      Sou novo nesta tasca e não sei como é que se desliga a autorização prévia de comentários, que não é dos meus hábitos.
      Por isso, mais velhos, peço que me digam.
      Quanto aos comentadores, não se admirem se, até lá, levarem muito tempo a ser afixados. Vou ter uma semana difícil.

      Quanto ao antonio, sim, é verdade. Embora, como imagina, não foi isso que me levou a escrever o post.

  2. Renato Teixeira diz:

    Boa estreia.

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  4. antonio diz:

    Pois será, mas axo boa ideia não ter analfabetos e ignorantes a mandar em nóizinhos

    😉

  5. Pascoal diz:

    O Carvalho da Silva está em pré-campanha?
    Lamento
    Há bastante tempo que certos sectores do PC o querem tirar da sua posição (que tem assumido com muita qualidade) de dirigente sindical.
    Será mais um prego para o caixão da CGTP.
    E para a presidência da Républica será mais uma maneira de dividir a esquerda e de reeleger Cavaco.

  6. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Paulo,
    Boa estreia e era tão bom que te ouvissem.

  7. Abilio Rosa diz:

    Oh Sr. Paulo, nos tempos que correm não vamos dissertar sobre experimentalismos politicos.

    O Sr. Carvalho da Silva não é uma pessoa que aposte na mudança do nosso paradigma politico e social.

    É uma espécie de Alegre sem a arte da poesia e do bem falar….

  8. lpb diz:

    Fala, ao menos, de seres humanos e de sofrimento real, em vez de se deixar vergar pela análise económica da dignidade humana. Mostra sensibilidade, em vez de se pôr com efabulações teóricas revolucionaristas, loquacidades líricas ou fundamentalismos numéricos. Concordo, também teria o meu voto.

  9. Renato Teixeira diz:

    Abilio Rosa, a possibilidade de surgir alguém nos parâmetros que anseia é tão grande como o PCP vir a apoiar o Carvalho da Silva. É evidente que se trata do melhor candidato, e caso o PCP domine as suas pulsões sectárias, poderia vir a ser um candidato histórico. Ser claramente contra o liberalismo e não alinhar com este governo são razões de sobra que se juntam ao facto de ser o representante (para o mal e para o bem) da mais representativa estrutura sindical do país.

    As duas poesias não são comparáveis.

    Cumps.

  10. Leo diz:

    “O candidato que mobilize a esquerda, para lá das fronteiras partidárias ou de quem nelas não se reconheça, não tem que sair de uma franja do PS.” ???

    Nem da franja do António Costa?

    • paulogranjo diz:

      “Não tem que sair” não quer dizer, para mim, que não pudesse sair. Só que não vejo de onde.
      Agora se quer sugerir que o MCS, lider de uma confederação sindical unitária e com várias tendências organizadas, se torna um “vendido” relativamente à pureza dos 5 “camaradas firmes” lá da sua rua por dialogar com forças políticas diferentes da sua, talvez seja melhor você pensar a política à escala da sua rua.
      Suponho que a seguir irá dizer que, como o homem é discretamente católico e convidou o bispo das FAs para apresentar o seu último livro, está ao serviço do Vaticano, não?
      Um enorme potencial dele como eventual candidato seria, pelo contrário, a capacidade de contactar, dialogar e envolver gente muito diferente – para além, claro, de não viver nem numa torre de marfim nem numa fortaleza sitiada, mas no nosso mundo.

  11. José Jardim diz:

    Apoio o Carvalho da Silva como candidato à Presidência da República.

    Actualmente a CGTP-IN tem quadros sindicais tão bons como o Carvalho da Silva.

    Arménio Carlos ou o Nogueira da FENPROF (embora em menor vantagem,pois não é operário) E a Gloriosa CGTP tem predominância E CARIZ OPERARIA.
    Saudações.

  12. Leo diz:

    “Ser claramente contra o liberalismo e não alinhar com este governo são razões de sobra”, mais a mais porque alinhou com o António Costa, certo?

  13. antonio diz:

    Desculpinhas, mas eu se fosse o referido, logo que me passasse a mania do sindicalismo, ia era dar aulas p’ra uma universidade qualquer…

    🙂

  14. Leo diz:

    “Um enorme potencial dele como eventual candidato seria, pelo contrário, a capacidade de contactar, dialogar e envolver gente muito diferente – para além, claro” de se deixar envolver pelo António Costa, certo?

  15. Leo diz:

    “o MCS, lider de uma confederação sindical unitária e com várias tendências organizadas” ???? Até fui obrigado a ir reler os Estatutos da CGTP e nada ló encontrei sobre as “várias tendências organizadas”. Deixo o link para ver se me esclarece, pode ser que tenha visto mal.

    http://cgtp.pt//index.php?option=com_content&task=view&id=116&Itemid=46

  16. Nuno Ramos de Almeida diz:

    É como as bruxas: a gente não acredita, e contudo há tendências na CGTP: os católicos (ex-base fut), socialistas, alguns do bloco e claro a maioria dos dirigentes afectos ao PC. Fica aqui o blogue da tendência socialista, uma das tais que não há: http://corrente-css.blogspot.com/

  17. Leo diz:

    Acontece que ele falou em “várias tendências organizadas”. Agora o Nuno responde-me com o link da tendência socialista. Está a sugerir que o MCS tem alguma coisa a ver com isso?

  18. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Leo,
    Como é bom desconversar. Você disse que não havia tendências. Eu mandei-lhe um link de uma delas. Você fingiu que não percebeu e chutou para canto. Comentou mais um disparate. E aqui estamos. Fingindo que você comenta para esclarecer, eu respondo-lhe e mantenho o teatrinho, o Carvalho da Silva é militante do PCP, por definição não pode ser do PS ou de outra corrente. Volte sempre.

  19. Assino por baixo. Numa eleição em que nos deparamos com o indescritível Cavaco, um Alegre a rebaixar-se de forma oportunista para ter o apoio do gang socratino e um Nobre que, até agora, desiludiu pelas suas indecisões e pela falta de alma e de frontalidade do seu discurso, Carvalho da Silva teria seguramente o meu voto e seria uma forma de combater o marasmo que se está a tornar esta campanha presidencial.

    Quanto ao apoio a António Costa, não me revolta. Não tenho problemas em admitir que, se votasse em Lisboa, talvez o tivesse feito em Costa, não só porque é das figuras da cúpula socratina com que menos antipatizo, mas principalmente para derrotar Santana Lopes.

  20. Leo diz:

    Pois é, desconversar às vezes é óptimo.

    Acontece que escrevi que não encontrei nos Estatutos da CGTP nada sobre as “várias tendências organizadas” (expressão do Paulo Granjo e não minha).

    E o link que o Nuno me mandou presumo que seja duma “entidade” do PS que se auto-denomina “Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN” pois não consta dos Estatutos da CGTP.

    Claro que o MCS é militante do PCP e é do conhecimento geral que apoiou o candidato do PS António Costa nas últimas autárquicas. Será que isso faz dele membro da “entidade” auto-denominada “Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN”? Foi isso que lhe perguntei e a que o Nuno não respondeu.

  21. Abilio Rosa diz:

    Quem apoiou ou apoia o edil Costa para mim está queimado!

    Niet!

  22. O PCP “matava” Alegre e teria o seu candidato na 2ª volta, caso indicasse Carvalho da Silva. Isso não acontece, porque ele é demasiadamente abrangente!

  23. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Leo,
    Acho-lhe uma graça. O facto de os estatutos da CGTP não escreverem sobre isso, torna logicamente a realidade de acordo os estatutos. Deixe-me dizer, como é óbvio existem correntes organizadas na CGTP. Basta ter olhos para o comprovar. A sua posição é curiosa, para o Leo, os estatutos da CGTP podiam até prever a ausência da lei da gravidade, e isso era a garantia que a lei de Newton não existia.

    Finalmente, a tentativa de fazer sair Carvalho da Silva da CGTP e do PCP não é muito inteligente. O PCP tem um duplo padrão para os pecadilhos dos militantes: o Saramago pode apoiar todos os governos corruptos da Peninsula Ibérica, ser favorável a todos os interesses de Madrid, dizer que abandona o apoio a Cuba e ninguém lhe diz nada. O Carvalho da Silva diz uns disparates sobre o António Costa e passa logo à tendência socialista. Eu tenho pena que o PCP não tenha a inteligência tactica de apoiar o seu militante Carvalho da Silva, era uma grande jogada política e eleitorar e permitia recuperar muitos sectores que se afastaram do partido. Mas é a vida.

  24. LAM diz:

    Há alguns anos, umas dezenas, havia uma publicidade na tv a umas gabardinas que, diziam, tinham o tratamento “scotchgard” o que as tornava impermeáveis. Pala mesma razão, a da impermeabilidade, o PCP nunca aceitaria um candidato como o Carvalho da Silva, ou outro que pudesse congregar outras forças políticas exteriores ao partido. Como tal, isto vai dar candidato scotchgard. Ou preservativo, pronto, não entra nem sai nada.

  25. Leo diz:

    Nuno:

    Basta de facto ter olhos para comprovar que há uma organização do PS denominada “Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN” e presumo que também haja outra de “Sindicalistas Socialistas da UGT”. Mas nada deste tipo consta dos Estatutos da CGTP, coisa que o Nuno confirma. Lá saberá o Nuno doutras correntes organizadas, mas que não são da CGTP, não são.

    Pode-me chamar burro à vontade, mas também nada sei de qualquer tentativa para fazer sair MCS da CGTP e do PCP e muito menos sei se MCS tem as ambições que lhe aponta. Quanto a Saramago não consta que alguma vez tivesse tais ambições e de certo que o Nuno conhece todas as suas posições sobre Cuba e não apenas a que indica.

    E de certeza que o Nuno também conhece a posição aprovada pelo último Congresso e recentemente desenvolvida pelo Comité Central sobre as próximas presidenciais. Se quiser eu trago o link. E deve estar para breve – coisa de meses, no máximo como lembrou Jerónimo – a escolha do candidato. Quando isso acontecer, discutiremos depois.

  26. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Leo,
    A conversa não tem fim. Vamos por partes, pq você não é burro e percebe. A Contituição Portuguesa fala do direito ao emprego. Você acha que em Portugal há direito ao emprego? Certamente que não. Com este pequeno exemplo, concluimos que existe um nível legal e existe uma realidade e que elas não coincidem obrigatoriamente. Você diz que nos Estatutos da CGTP não existem tendências organizadas, eu digo-lhe que existem na realidade. Acrescento-lhe que mesmo antes dos congressos a discussão dos cargos de direcção na central também tem em conta essas tendências. Mesmo no PCP, existe um responsável do sector sindical, e não lhe conto nenhum segredo se lhe disse que durante muitos anos foi o Jerónimo de Sousa. Acha que nessas reuniões não se discute política e não se articulam posições? Claro que essas reuniões não se fazem para discutir a época futobolista do Benfica. Podemos, portanto, concluir que embora os estatutos da CGTP não falem de tendências elas existem. E foi apenas isso que eu contestei no seu primeiro comentário.

  27. Leo diz:

    Nuno:

    Já parece o Lacão no exagero, francamente, a propósito da comparação da coisa chamada “Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN” com o direito ao emprego constitucionalmente consagrado. E depois continua a falar da existência de “tendências organizadas” e só aponta a dos “Sindicalistas Socialistas da CGTP-IN”.

    Claro que no PCP existe um responsável do sector sindical, precisamente no PCP, diz bem. Cada partido – PS, PCP ou outro qualquer – organiza-se como bem entende mas isso não tem nada a ver com a CGTP, organização sindical de classe, unitária, democrática, independente e de massas.

  28. João diz:

    Leo, já que anda de olhos fechados experimente o google. Não dói nada.
    “VIII Congresso da Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN – A sessão de encerramento contou com as intervenções de Carlos Trindade – Secretário-Geral da Corrente Sindical Socialista, Ulisses Garrido – Corrente Sindical Autonomia e Unidade da CGTP-IN e João Proença – Secretário-Geral da Tendência Sindical do Partido Socialista, que agrupa a Tendência da UGT e a Corrente Sindical Socialista da CGTP-IN.”
    Expresso, Novembro 2009 – As várias minorias da CGTP realizam dia 7, em Lisboa, uma conferência sindical internacional. A iniciativa foi precedida de um manifesto, subscrito por onze sindicatos ligados a todas as correntes minoritárias: desde o PS ao BE, passando por católicos e ex-comunistas.

  29. Leo diz:

    João

    Continua a dar-me razão pois a notícia menciona a Sindical Socialista da CGTP-IN (Carlos Trindade) e a Sindical Autonomia e Unidade da CGTP-IN (Ulisses Garrido). E a intervenção final desse Congresso foi feita por Maria Helena André, em representação do partido Socialista, que como sabemos é a nova Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social. Pode confirmar aqui:

    http://corrente-css.blogspot.com/2009/11/sessao-de-encerramento.html

  30. antonio diz:

    Bossasmercêses estão feitas umas baratas tontas, a discutir o sexo dos anjos, enquanto os bárbaros se amontoam às portas da cidade.

    Eu não voto há um milhão de anos e nunca fui do PêQuêPê, antes pelo contrário. Não sei onde anda o meu cartão de eleitor.

    Mas se o referido senhor se apresentasse (do que duvido, deve estar farto…) eu arranjaria modo de votar nele, sem espinhas…

    🙂

  31. Leo diz:

    Normalmente as baratas tontas não sabem do cartão de eleitor.

  32. António Paço diz:

    O Carvalho da Silva devia ser candidato à presidência da República essencialmente porque é o secretário-geral da CGTP, e se há alguma organização em Portugal que pode e deve ser o eixo da resistência ao PEC e à ofensiva contra os salários e os direitos dos trabalhadores protagonizada, no Estado, pelo Governo Sócrates, essa é a CGTP. Não é uma questão de se gostamos mais ou menos do Carvalho da Silva. A questão é que ele pode e deve protagonizar nas presidenciais esse combate, enquanto outros (como Alegre ou Nobre) não podem. Pode e deve. Para mim é quase uma obrigação moral.

  33. Leo diz:

    “A questão é que ele pode e deve protagonizar nas presidenciais esse combate, enquanto outros (como Alegre ou Nobre) não podem. Pode e deve. Para mim é quase uma obrigação moral.” diz o António Paço.

    Mas quem é que o impede de o fazer? Cumpre os requisitos básicos (português, mais de 35 anos) só tem que angariar as 5.000 assinaturas. Porque não se disponibiliza para o ajudar?

  34. Vocês andam por aqui tão entretidos, que eu nem escrevo nada.

  35. Leo diz:

    Mas devia, Paulo Granjo, devia admitir que as várias tendências organizadas de que falou existem afinal no PS mas o Paulo imputou-as à CGTP. Não lhe caiam os parentes na lama se admitisse o erro.

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