Sem cerimónia, nem parcimónia, entro nesta tasca

Bati à porta da tasca. Cá de fora ouviam-se os gritos do taberneiro, os impropérios dos comensais num redemoinho embriagado de opinioes e discussoes. Sempre apaixonados, sempre exaltados, insultando os seus irmaos para de seguida abraçá-los.

Entrei na tasca. Como ninguém conhecia, sentei-me numa mesa sozinho, olhando o circo reinante. Como espectador atento fui ficando, copo atrás de copo, e quando já sentia o cerebro etilizado soltava um ou outro apoio, um ou outro repudio. Por vezes, lá trocava um comentário mais prolongado, uma opiniao mais profunda, um sentir mais acutilante. Até que um dia me convidaram a sentar à mesa, a partilhar do seu vinho.

Arquitecto, 33 anos, comunista e conimbricense. Serrano por adopçao e irmandade fraterna. Futebolisticamente ateu, espiritualmente cristao. Exilado laboral numa Galiza ocupada pelo centralismo nacionalista madrilenho. Politicamente, sectário moderado. Libertário nos costumes, conservador nas opçoes pessoais.

E aqui estou, esperando emborrachar-me no debate, na polémica e na solidariedade que supoe este espaço, esta tasca. Uma saudaçao fraterna a tod@s @s que acompanharao o que aquí for escrevendo, assim como às/aos camaradas blogueir@s que já cá estavam e aos que virao, em particular ao Tiago, pelo convite endereçado.

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