“Oportunamente iguais”

Na série de personalidades que o DN convidou para um painel sobre a vinda de Bento XVI a Portugal, incluem-se, and I quote:  o sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa; Esther Mucznic, vice-presidente da Comunidade Israelita; Palmira Silva, da associação República e Laicidade; José Leote, coordenador nacional do Rumos Novos, grupo homossexual católico; Alexandre Bonito, padre ortodoxo; Tiago Oliveira Cavaco, pastor evangélico e músico; Isabel Moreira, jurista; Pedro Espírito Santo, “um dos melhores alunos de 2009, ex-catequista em crise teológica”; e Laura Abreu Cravo, “advogada católica”, que hoje defende a ideia peregrina de que a fé nos torna a todos “deliciosamente provincianos e oportunamente iguais”.

Como se vê, a lista é abrangente, embora talvez não tão “oportunamente igual” como seria desejável. Eu, por exemplo, lamento que o jornal não tenha tido a preocupação de representar outras vozes igualmente importantes no mundo do Direito, dando a palavra também aos advogados ateus, aos juízes agnósticos, aos notários judeus e aos muitos causídicos SFD (Sem Fé Declarada) por esse Portugal fora.

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