Materialismo dialéctico Διαλεκτικός υλισμός

Aos 1’30, o jornalista da Bloomberg tenta dar uma aula de marxismo a Teixeira dos Santos. Para mostrar que não ficava por baixo em matéria de filosofia política, o ministro das finanças respondeu com uma aula de leninismo aplicado ao socialismo democrático. Confirmou que o PEC é a doer mas que ninguém vai refilar muito. Mete o maior partido da oposição no governo, a direita da direita com mão no tesouro orçamental e alguma esquerda a votar o dinheiro para o PEC dos outros.

Isto do governo português ter crédito bonificado pelo povo ser sereno, não lhe garante que continuemos a olhar para o centrão que nos governa como um burro olha para um palácio. É que aqui como na Grécia, depois do Verão vem o Inverno. As medidas de austeridade e o apertar de cinto que servem de garantia para evitar a bancarrota, não podem ser aceites como a via sacra das diferentes populações da Europa pobre. Não se deve ceder à chantagem do eixo franco-alemão, da artilharia pesada do FMI e dos bancos centrais. Ao neo-colonialismo, respondemos com o que se aprende desde criança: “quem dá, não tira”.

Há alternativas ao martírio do PEC e ao pagamento dos juros da solidariedade: a suspensão da dívida externa e o envio da factura da crise a quem tem lucrado com os seus prejuízos.

O que fazer depois do 29 de Maio?

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