Sem comentários, ouçamos um português feliz (porque também é preciso dar espaço a outras vozes, aqui no 5dias)


PIPILOTTI RIST. Do vídeo “Pour your body out (7354 cubic meters)”. 2008

Os portugueses assistiram há minutos (em directo) a uma cena nunca repetida depois dos idos de 1983-85, ao tempo do IX Governo Constitucional, presidido por Mário Soares, tendo Mota Pinto como seu vice. Sócrates e Pedro Passos Coelho falaram ao país a partir da residência do primeiro-ministro. Nada de muito substantivo, valha a verdade. Importa o simbolismo do acto e a mensagem que imprime: PS e PSD vão trabalhar juntos para fazer frente à especulação dos mercados contra a nossa dívida pública. É um bom começo. O PSD caceteiro pode arrumar as botas.

Para desagrado dos jornalistas especializados, ainda não foi desta que o governo congelou a construção da linha do TGV entre Lisboa e Madrid. Para desagrado do PCP e do BE, vai apertar o controlo (e, em certos casos, mudar as regras de atribuição) do subsídio de desemprego e outras prestações sociais.

[João Gonçalves descobre cada coisa!…]

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6 respostas a Sem comentários, ouçamos um português feliz (porque também é preciso dar espaço a outras vozes, aqui no 5dias)

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  2. O controlo das grandes fortunas nascidas do nada é um desperdício de tempo, pois está tudo claro. Não é visto um Ferrari em Felgueiras há 2 dias.

  3. carlos graça diz:

    É habitual que, em alguns países, e dou por exemplo a Alemanha, nas noites de eleições, o líder do partido que fica em segundo lugar, e portanto líder da oposição, quando lhe perguntam que vai fazer, diz: ” Vamos AJUDAR A GOVERNAR”…. Só com esta postura se criam estados capazes e prósperos, cá na minha opinião claro, que não conta para nada…

  4. Zé Muacho diz:

    Notícias da Barbielândia
    Washington Postas

    Após terem conseguido a reforma compulsiva da bruxa que lhes derramava leite azedo sobre o há muito prometido leito conjugal Barbie e Ken, embalados por coros celestiais e música para fundos gostos, finalmente encontraram-se a sós. Antes, T. Solha, dedicado aio, entregou à nervosa mas esperançada donzela uma bandeja com o dote destinado ao noivo.

    Após três horas de íntimo tête-à-tête, Barbie e Ken abandonaram a alcova com um ar cansado mas feliz.

    Aos jornalistas, que ansiosamente aguardavam o final do encontro, por entre olhares lânguidos de cumplicidades adivinhadas, foram então transmitidas as importantes decisões que tinham tomado.

    Disseram então que com vista a exorcizar as nuvens negras que têm pairado sobre o seu tão prometido e desejado casamento, irão partir em romagem; assim, após uma meditação junto a um parque eólico e do respectivo registo nos seus Magalhães, viajarão de TGV até um qualquer novo aeroporto.

    Daí, num avião Embraer voarão até perto de um porto onde, por causa do furacão, embarcarão num submarino que os depositará num local livre de magos de Medina e onde o Sol já se pôs e a lua não tem face oculta.

    Lá chegados, proceder-se-á a esconjuração de todas as cabalas e campanhas negras que os têm apoquentado bem assim como aos seus amigos; os oficiantes serão os prestigiados feiticeiros Pinto M. e Candinha A. sob a supervisão do super-sacerdote Noronha M; se bem executado, o ritual remeterá para o olvido palavras e siglas como BPN, BPP, Cova da Beira, Casinhas, Registoss da AR, Licenciaturas, Freeport, Parque Escolas, etc., etc. e a boda terá lugar a curto prazo.

    E, assim dito, retiraram-se de mão dada.

    Angelito C., padrinho de Ken, como sempre incapaz de estar calado perante um jornalista, apressou-se a afirmar que, assim a mesa esteja posta, regressará dos desertos do norte de África onde tem estado a jejuar nos últimos anos.

    Cavaco S., presidente da Barbielândia, que se temia estar gravemente doente dado que nos últimos tempos as únicas palavras que conseguia pronunciar serem “não posso” ou “não devo” parece ter recuperado a razão; voltou a pedir bolo-rei e já se encontra de novo alcandorado na marquise de onde conta os navios que passam no Tejo.

  5. idi na hui diz:

    o sr.carlos graça é de uma graça (ou ingenuidade), vem para aqui dizer-nos q descobriu a árvore mas não viu a floresta…é o senso comum na sua idiotice saloia mais desavergonhada. E está todo contente, orgulhoso, e deve ir a fátima de joelhos num mercedes pq os sacrificios são para todos. não há pachorra.

  6. apenas desagrado do PCP, o BE gosta pouco gosta.

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