As 6 (!) ridículas Damas de Branco, de Havana

As Damas de Branco, como são conhecidas as mulheres e mães de dissidentes cubanos detidos que têm protestado para exigir a sua libertação, foram ontem impedidas de se manifestar em Havana por um grupo de apoiantes do regime castrista.
As mulheres eram apenas seis, mas foram rodeadas de um grupo que lhes gritou slogans pró-governo e as forçou a sair da rua e ficar num parque. Imagens mostram as mulheres a ouvir gritos do grupo pró-governo e a serem empurradas para fora da rua por agentes da segurança cubana (…)

ANÁLISE CRÍTICA:

1.
As questões que devemos colocar são as seguintes: porque é que cinco ou seis mulheres, ou seis manifestantes, devem ou têm o direito de concitar ou conseguem atenções na imprensa nacional cubana e, sobretudo e estupidamente (mas não inocentemente!!) na imprensa internacional (das merdas portuguesas do costume à BBC)??

2.
Quem determina que, numa democracia, uma parte significativa da população não pode e mesmo não deve (e eu acho que deve!) impedir aquela caricatura de manifestação de 6 (seis) mulheres de lançarem para o ar disparates encomendados por Laura Bush, querendo pôr em causa o modo de vida legitimamente escolhido por uma comunidade??

3.
Os patetas do costume que enchem a boca com a apalavra “democracia”, e que espetam um cravo vermelho atrás da orelha para fingirem que têm alguma coisa a ver com o assunto (até a Anã Vidigal do Jugular já diz “25 de Abril Sempre”, insultando a memória de um Zeca Afonso), porque querem os patetas impedir os contramanifestantes de realizarem as suas legítimas acções? Que entendimento de “democracia” é o desta gente? Porque é que a democracia (seja lá o que isso for) não pode, e eu julgo mesmo que DEVE!, despoletar, enquadrar e estimular uma violência que tenho de considerar, essa sim, verdadeiramente livre e espontânea??

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104 respostas a As 6 (!) ridículas Damas de Branco, de Havana

  1. Leo diz:

    “Gostava que referisse o exemplo de empresas lucrativas que tenham fechado”

    Por absoluta falta de tempo mas não posso deixar de referir aquela onde trabalhou o meu pai – e certamente pais, avós e irmãos doutros milhares – a Siderurgia Nacional e outra onde esteve um irmão meu, a Sorefame.

  2. manhell diz:

    Sou absolutamente a favor desta democracia (ocidental, entenda-se), que lhe permite desopilar as suas frustraçoes nestes maravilhosos blogs da treta! Necessitamos de continuar a ler e ouvir estas doutas opiniães para nos lembrarmos que vocês ainda mexem. Porque não vai para Cuba, Coreia do Norte ou China, que soube tão bem introduzir um capitalismo selvagem no socialismo? Escreva sempre!

  3. Leo diz:

    Ainda há crápulas como o manhell que lamentam não ter autoridade para exilar quem não pensa como ele.

  4. Raul diz:

    Bastou eu virar as costas para a conversa descambar; para os vãos ataques pessoais, etc.

    Até posso não ser um poço de erudição. Até posso parecer um “lacaio do capitalismo”. Até posso, concedo, ser um bocadinho “pateta”.

    Mas se há coisa que não sou é mal intencionado e respeito toda a gente.

    Hei-de voltar um dia, consoante me apeteça e tenha tempo. Verdade se diga que tenho que trabalhar muito. Nem sequer patrão tenho… (-;

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