Isabel Stilwell cita Oliveira Salazar e não deixa Alberto João sozinho no ataque às comemorações do 25 de Abril

“‘Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar.’”

Citar Salazar em qualquer altura é um acto desprezível que oscila entre a imbecilidade e a ignorância. Citar Salazar nas comemorações do 25 de Abril é como disse o leitor que divulgou esta nota: “uma provocação cobarde”. O que Stilwell teme é que isto se volte a ouvir numa destas madrugadas.

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38 Responses to Isabel Stilwell cita Oliveira Salazar e não deixa Alberto João sozinho no ataque às comemorações do 25 de Abril

  1. Abilio Rosa says:

    Hoje faz 36 anos após o 25 de Abril 1974.
    Para a grande maioria do povo português, este dia foi o Dia da Liberdade.
    Passados estes 36 anos devemos ter consciência que o povo foi novamente enganado.
    O mesmo tipo de exploradores, aldrabões, mânfios, chulos, banqueiros e capitalistas continuam a dominar a sociedade portuguesa.
    Os portugueses continuam pobres, humilhados, excluidos, ofendidos e ainda mais com uma pátria hipotecada.
    36 anos a pregar pregos no caixão da nossa «liberdade»!

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  3. simples says:

    Mais uma fascista.Oops!digo democrata.Só há democratas e comunistas.Portugal no seu mais pequeno viver com esta ‘elite’(dos dentes podres e cheios de nhenha amarela,ca nojo!).Está bem encostada ao serviço publico,pago pelo nosso dinheiro.A PQP!

  4. Raul says:

    “O senhor Oliveira Salazar quando tiver vontade de cagar venha até nós!… Solícito, calado, busque um terreno que estiver lavrado e, como Presidente do Concelho, queira espremer-se até ficar vermelho!” (Carta ao Ministro da Agricultura, de Don Tancredo, 1934).

  5. ??? says:

    Porra! Vocês leram a crónica ou começaram logo a espumar?
    Que parte não entenderam em :

    “Vamo-nos fiando em que a História não se repete, mas para problemas iguais a tentação de encontrar soluções que resultaram no passado é imensa. Como reagiria o bom povo português se surgisse agora um político a proferir, com convicção, os discursos do Dr. António Oliveira Salazar que se seguem?”

    A crónica é um dos melhores alertas contra o surgimento de messias ditatoriais que tenho lido.
    Tenho de explicar devagarinho? É melhor.

    “Isto está uma bandalheira tal que qualquer dia surge um Salazar e o povinho vai todo atrás. Ora digam lá se estas palavras não são certas para agora e se não havia muita gente a apoiar. ”

    Assim já entenderam?

  6. antonio says:

    Bom, vamos a ver se não me crucificam já aqui:

    “If I can’t dance, I don’t want to be part of your revolution”.

  7. Mai nada e quem gosta do Salazar é burro! Tristeza de gentinha intolerante…

    • teresa says:

      Mas que povo mais carneiro. Começo a pensar que merecem tudo o que lhes acontece. Porque carga de àgua é ” imperdoável citar Salazar”? Goste-se ou não, foi um estadista, como outros o foram, à direita ou à esquerda.
      Não tarda, apenas teremos licença para citar a verborreia dos ditadores assassinos, tipo Kadhafi, Hugo Chavez, Fidel de Castro.

  8. Curioso says:

    “Citar Salazar em qualquer altura é um acto desprezível que oscila entre a imbecilidade e a ignorância”

    Por que carga de água citar Salazar, Estaline, o Joaquim das Iscas há-de ser um acto tão torpe? A liberdade de expressão que defendeis afinal é condiconada aos vossos medos e complexos. Posso citar Karl MArx, sehor professor? E o Marcelo?… Ai, esse não porque é fascista. Xi que imbecilidade anda mergulhado tanto português. O que vale é que há o Dr. Renato para dar umas sessões de esclarecimento a iluminar o povo!

  9. luis t. says:

    A minha liberdade acabou quando Mário Soares chegou a Lisboa.

  10. jcd says:

    Não me parece que a Isabel seja a única a citar ditadores.

  11. Leitor Costumeiro says:

    Sim Luis t esse era dispensável à revolução…

    O problema é que todas estas conversas, acusações, compartimentações, etc nos afastam do que é o nosso verdadeiro objectivo. Esqueçam lá por um bocado aquilo que o vosso cerebrosito concebeu como ideologia e vejam que não somos livres. Não somos submetidos mas submetemo-nos.
    Parem de culpar quem quer que seja, pois Nós somos todos culpados, temos o poder para mudar mas perdemos o nosso tempo com o Futebol, com o Facebook ou a recriminar os politicos eleitos pelas maiorias acéfalas…Mas será sempre assim porque verdadeiramente utópico é aquele que acredita o bom senso será o minimo denominador comum…

  12. antonio says:

    Eu por mim hei-de sempre citar-me a mim próprio se por acaso me faltar espelho, ou a quem me der na veneta, e não tenho muito a ideia de por isso ter que pedir licensinha a ninguém, e a ainda menos com certeza a recém-chegadequinhosos carregados de razões desconhecidas de qualquer razão que se preze, ou então de empáfia recém-adquirida na lojeca lá muito da da esquina.

    Desculpem lá o incómodo, sim ? …

    e a seguir… poix vcs. sabem o que eu axo que vcs. julgam que eu axo que vcs. também sabem e que chatice, agora de repente faltou-me o vernáculo que se imporia…
    Mas realmente o que eu queria dixer era para se irem montar num pôrco verde ou então irem dar ordens a uma avó-torta que possam de repente desencantar…

    Fica mais ou menos demonstrado que gatos sodomitas e cães fanxiornos é assim a dime a dozen e, pior, … ils ne savent pas quoi faire à une langue.

    :-D

    :-(

  13. LAM says:

    Prefiro o leninismo do Aguiar Branco. Sei lá, tem mais graça.

  14. O artigo de Isabel Stillwell não apenas não é um ataque ao 25 de Abril como constitui um sério alerta para as condições sociais e políticas que estão criadas, como um pano de fundo, para ameaças muito sérias.
    Talvez Isabel Stillwell precisasse de ser mais óbvia, atendendo ao impressionante número de reacções que vi nos mais diversos locais, mas fá-lo-ia sempre à custa da inteligência. Aquele texto seria de facto plenamente aceite e “normal” nos dias de hoje. Como diria João Canijo, “as pessoas estão menos vivas agora” (que no fascismo).

  15. Bolota says:

    Renato,
    Não lhe déssemos a importância que ela não tem e ninguém dava por ela.
    Estas Isabeis mal amanhadas para não dizer outra coisa, só merecem o desprezo de quem sofreu e sofre ás mão destas intelectuais de merda.

  16. Abilio Rosa says:

    Se alguém analisar em profundidade a doutrina e a acção do ditador Salazar vai chegar à conclusão que ele era muito mais «socialista» do que a actual camarilha que nos (des)governa….

    Se citar Salazar é crime de lesa-pátria, como será citar os actuais próceres do «sucialismo demucrático»????

  17. Renato Teixeira says:

    Pela barulheira que deu já valeu a pena ter Isabel S. ter aberto a alma. Como diz o Boa Fé, dêem-lhe bifes.

    Afinal, uma fonte próxima de Isabel S. que não posso evidentemente denunciar, confidenciou-me que a dita cuja apenas estava sem tempo para escrever o seu editorial e ao googlar a palavra “citações” era Salazar ou Rui Pedro Soares. Como desconhecia quem era o segundo optou pelo ditador sem que isso tivesse a ver com a sua admiração pelo conteúdo do enunciado. Outra fonte, esta agora do departamento financeiro do Destak, garantiu que apenas um terço da crónica foi paga, tendo o restante sido doado à Câmara Municipal de Santa Comba Dão.

  18. antonio says:

    Much ado about nothing, como diria aquele senhor cujo nome momentâneamente se me passou…

    ;-)

  19. antonio says:

    Sorry, esse comentário acima correu-me mal …

  20. Parece-me que a interpretação de ??? é evidente da leitura do texto. Mesmo que não concorde com a crónica, é evidente que é essa a única função da citação. E não vejo porque será um acto desprezível citar seja quem for. Muito menos quando é evidente que a citação não corresponde a uma simpatia com o citado.

  21. Renato Teixeira says:

    Estava só à espera que o Daniel Oliveira aparece-se para poder argumentar com o ???.

    No único parágrafo escrito por si, IS diz: “Vamo-nos fiando em que a História não se repete, mas para problemas iguais a tentação de encontrar soluções que resultaram no passado é imensa. Como reagiria o bom povo português se surgisse agora um político a proferir, com convicção, os discursos do Dr. António Oliveira Salazar que se seguem? Mas há mais, para quem quiser consultar a compilação dos seus discursos públicos, depois de ler, obviamente, os relatos do País nos últimos anos da I República.”

    Vamos por partes que a coisa é de uma militância anti-fascista tal que cega.

    Alega a autora: “Vamo-nos fiando em que a História não se repete” logo pode repetir-se. Cautelosa, previdente, alerta: Cuidado que “para problemas iguais a tentação de encontrar soluções que resultaram no passado é imensa”.
    Assim sendo e para evitar qualquer mal entendido aconselha a compilação dos discursos de Salazar “depois de ler, obviamente, os relatos do País nos últimos anos da I República”.

    Experimente o Daniel Oliveira e o ??? comer açúcar depois de trincar limão e verão que ele parece mais doce que nunca…

    Eu posso ler a crónica de IS vinte vezes e vou continuar sem ver qualquer acto de resistência anti-fascista.

  22. Pingback: Arrastão: A preguiça do leitor

  23. Extraordinário que estivesse à minha espera, já que é a primeira vez que venho ler o cinco dias em muitas semanas.

  24. helder says:

    Por acaso, numa leitura transversal, interpretei o texto como o ???, mas acho que o Renato chama e bem a atenção para o “…resultaram…” e faz realmente diferença.
    Realmente resultaram, resultaram em meio século de atraso em relação á Europa , em milhares de mortos presos e torturados. Mas pior que isso, tanto tempo a desconfiar do vizinho, a temer a pide, temer pensar e depois a própria sombra resultou na destruição de um Povo. Resultou na matéria prima perfeita para o capitalismo selvagem, para os chicos espertos, até para os abortos que o botas cagou .
    salazar matou Portugal, o 25 de Abril foi o desfibrilhador que, conforme constatamos, tinha pouca bateria.
    Claro que isto vai ter que mudar, mas não vai ser este País que vai contribuir para isso, vamos por arrasto com as alterações de ordem mundial e sempre com os 50 anos de atraso.
    O trabalho de dividir para reinar resultou em pleno.

  25. Pingback: cinco dias » Oliveira, Stilwell, Lenine e Aguiar Branco: um serão promíscuo

  26. ??? says:

    E alguém pode negar que resultaram? Equilibraram-se as contas ou não? Acabaram a instabilidade política e insegurança pública ou não?
    Claro que depois o preço a pagar foi terrível e conduziu ao atraso económico. moral e social. Mas nos primeiros tempos a coisa resultou e teve apoio popular.Por isso temos de ter cuidado-

    Claro que quem usa palas nos olhos não vê isso.

    (Espero que o Daniel venha cá comentar para eu ter a honra de uma resposta. Não sabia que uma coisa só ganha valor se for apoiada por alguém conhecido. Tenho de inventar um nick “Lili Caneças” e comento os meus próprios comentários. Assim, perante a hipótese de holofotes, o Renato já responde)

  27. Renato Teixeira says:

    ??? não se iluda, o Daniel Oliveira é tão famoso como o Padre Antunes lá da paróquia. Tem porém uma honestidade que ainda não o contaminou: assina o seu nome quando fala.

  28. antonio says:

    Oh diabo, assim de repente está-me a parecer que istinho transcendeu o assunto em epígrafe, primeiro era essa senhorex/gajah qualquer coisa de tal, depois de repente veio à colação o semi-iliterado fulano de Sta. Comba, seguiu-se o ‘muito nosso’ semi-delicodôce-e não-sei-bem-como-torturar-decentemente-estes-gajús-de-fascismo

    (querem uma torturinha e um ‘faxaforistismo’ como deve ser ? Experimentem outras localizações geográficas, e se não fôr pedir demasiado, put your friggin’ money/and btw yourselves too, where your mouth is, and then come back, and please report….)

    Ou é impressão minha ou por aqui a ‘coisa’ já vai na feira de vaidades, e no whos’ who ??

    Infelixmente para mim não quero/posso competir, é um jogo que me diz pouco e já dei para esse peditório.

    Como diria o outro, ‘boa-sorte e pedro’.

    :-(

  29. antonio says:

    Adorei essa aí em cima de analisar em profundidade a doutrina e a acção do (…) Salazar.

    Deve ser defeito meu, mas sempre julguei que o Salazar era um idiota e que doutrina era uma coisa qualquer que ele mandava a Dona Maria comprar baratinho na mercearia da esquina, junto com as botinhas, a cadeira e o cobertor…

  30. Pedro Magalhães says:

    Citar é legítimo. Ser directora de um jornal e assinar uma coluna de opinião em que dois dos três parágrafos que constituem o texto são citados, já me levanta outras questões. Mais valia ter assumido logo que cedia o espaço da sua coluna à transcrição das palavras de outro para assinalar a efeméride do 25 de Abril. Que jeito que dá o artifício do recurso à citação para mascarar o facto de não se ter nada para dizer!…
    Por esta altura a senhora deve estar aos pulos de alegria. Nem ela, que faz questão de estampar a fotografia em todos os lugares que pode, deve ter imaginado que um texto tão simplista lhe havia de render tantos comentários. Para ela óptimo, é mais uma oportunidade para dar nas vistas:… “não interessa que seja para criticar ou dizer mal, mas falem de mim, por favor”.
    É triste mas é assim que passou a funcionar. Que interessa a falta de rigor e a superficialidade? O que interessa é que “gerou polémica”, logo prova que se é lida e se é lida é porque é boa. Mais do que a citação, o seu teor e a sua intenção, o equivoco maior de todos parece-me ser este. E nele me incluo porque ao comentar estou a contribuir para alimentar a farsa.
    Vão-me perdoar, mas mais do que saudades de bons textos sobre Abril é a saudade de directores capazes de textos dignos de serem considerados editoriais. Independentemente das ideias ou posições com que se identifiquem.

  31. Manuel Monteiro says:

    O meu comentário é mais cientifico: quero que essa gaja se foda!…
    Manuel Monteiro

  32. psd da boa-fé says:

    Dêem-lhe bifes!!!!!!
    (… o rapaz, um dos bons fregueses cá da tasca, tem andado ‘muitas semanas’ sem tempo para vir ao petisco. Deve andar esfomeado!)

  33. isabel stilwell says:

    Boa tarde. Um alerta do google levou-me a este site, e à magnífica ilustração em que sou cover girl de uma revista nazi, a que se seguem um chorrilho de disparates, à excepção de um tal ????, o único que leu, percebeu e a quem agradeço a lucidez. O meu pai deve estar a dar saltos no túmulo: lutou contra os nazis na II Guerra Mundial, assim como todos os meus tios, tanto do lado do meu pai como da minha mãe. Mais grave, dois deles morreram durante a Guerra e um terceiro ficou para sempre surdo. A Guerra de que os pais dos que aqui escrevem não sofreram porque Oliveira Salazar quis que o país permanecesse “orgulhosamente só!”, para podendo ir dando uma no cravo e outra na ferradura. De facto a cretinisse não tem limites. Talvez antes de escreverem tanto, fosse melhor aprenderem primeiro a ler. Mas é muito mais fácil presumir coisas que nos dão jeito, do que ler as que lá estão. E já agora, porquê a ligação ao 25 de Abril quando o texto foi escrito em Abril, é certo, mas a 21 e sem qualquer referência à revolução? Com tanto analfabetismo funcional o medo que retratei no artigo, no primeiro parágrafo sim, o da minha autoria, tornou-se mais real: sem capacidade para ler e interpretar, para pensar pela cabeça própria em lugar de se deixar arrastar pelo “comentário” anterior (ou recorrendo ao insulto gratuito sem qualquer sentido ou fundamento) há de facto perigo que um Salazar qualquer arraste multidões.

  34. xico says:

    Este post é um acto desprezível.

  35. JCF says:

    ridiculo… abrilistas por amor de deus ganhem o minimo de sentido critico.

    Salazar foi o maior estadista de todos os tempos, o homem mais inteligente da epoca e um exemplo da honestidade e probidade que o Estado deve ter…

    Ja agora, para quem comete a estupidez de sequer ousar comparar o Estado Novo ao Fascismo/Nazismo, lembrem-se sempre: Foi Salazar que combateu os totalitarismos em Portugal e acabou com todos os movimentos Comunistas e Fascistas clandestinos. Pesquisem, por exemplo: Camisas-Azuis de Rolao Preto.

    A Historia nao muda, meus amigos.

    Bem-haja

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