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-É para que não digam que não há justiça, de Classe.
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Meus amigos, isto não é um país. É uma merda.
Estamos quase a comemorar 36 anos de 25 Abril e com toda a honestidade, deixemos de folclore e discursos pseudo-festivos, e vamos reflectir o que é que mudou que antes já não tinha mudado.
As moscas?
Quando é que este povo manso e servil sai à rua e vai às ventas de quem nos rouba permanentemente e ainda goza na nossa cara?
Isto já não vai com bravatas discursivas ou artigos incendiários.
Isto só vai com o povo na rua a defenestrar quem pôs Portugal na bancarrota e arruinou todos os sonhos do 25 de Abril.
Viva a Liberdade! Abaixo o «sucialismo» (das súcias que tomaram conta do Estado)!
Pahs… dessa gente toda só conheço vagamente esse MP, não joga no Liverpool ?
E esse outro Gama não será vagamente parente daquele outro que descobriu qualquer coisa no caminho de qualquer outra ??
Que maçada, estas dúvidas existenciais um dia hão-de dar cabo de mim…
Onde estão os revolucionários?
É necessário oKupar as Ruas, esta palhaçada de capitalismo “espertista” tem de ter um fim. Moção de Censura, já! ou a direcção do BE adormeceu, Semedo não merece a humilhação do RPSoares.
De facto. O resumo é eloquente. Concordo e tenho pena. E também me revolto.
A direcção do BE não adormeceu. A direcção do BE não quer é que o governo caia. Quer aumentar a sua quota parlamentar. A todo o custo.
E agora parece que ainda não é a melhor hora para a censura… basta ouvir os discursos de louçã…
Ninguém propõe uma Moção de Censura porque ninguém está interessado em que o governo caia. Pelo menos para já.
Dar tempo ao regime para respirar parece ser o lema. Ver se dá para aguentar até depois das presidenciais. Ver se o cheiro nauseabundo da (in)justiça abafa pouco o presidente. A malta vai lá meter o voto e fica mais aliviada. E quem sabe até sai da urna (qual coelho da cartola) um … poeta (ou um dom sebastião ou assim)!
Nem o PC nem o BE estão minimamente interessados que o governo caia já. Querem fazê-lo apodrecer devagarinho para ver se sobem nas sondagens, com a ajuda da contestação popular crescente.
Não confiam em si próprios e muito menos na capacidade de indignação e de mobilização das pessoas. Por isso não querem acabar com esta pouca vergonha já.
Trágico seria se no final PC e BE acabassem a fazer o que o Sampaio fez com o Sócrates… prolongar o cancro (na altura Santana, agora Sócrates) e apodrecê-lo bem até cheirar mesmo mal e ser insuportável. Dar tempo para se consolidar o resto da podridão (a oposição diretamente burguesa PS +/- D +/- PP, na altura o “bonito” e jovem Sócrates, agora o bem posto e impoluto Passos e o sorridente Portas) e emergir de lá alguma merda de cara nova.
A seguir deitar o governo abaixo, baralhar e dar novo!!!
E andamos nisto. E aqueles que se diziam anti sistémicos tornam-se perpetuadores do sistema… e assim vão prostituindo os sonhos de quem vai ainda sonhando. E assim vão prolongando o sofrimento a quem vai sobrevivendo mal e desesperadamente.
”
Do que um homem é capaz
As coisas que ele faz
Para chegar aonde quer
É capaz de dar a vida
Para levar de vencida
Uma razão de viver
A vida é como uma estrada
Que vai sendo traçada
Sem nunca arrepiar caminho
E quem pensa estar parado
Vai no sentido errado
A caminhar sòzinho
Vejo a gente cuja a vida
Vai sendo consumida
Por miragens de poder
Agarrados alguns ossos
No meio dos destroços
Do que nunca vão fazer
Vão poluindo o percurso
Com as sobras do discurso
Que lhes serviu pr’abrir caminho
À custa das nossas utopias
Usurpam regalias
Para consumir sòzinho
Com políticas concretas
Ímpões essas metas
Que nos entram casa dentro
Como a Trilateral
Com a treta liberal
E as virtudes do centro
No lugar da consciência
A lei da concorrência
Pisando tudo pelo caminho
Para castrar a juventude
Mascaram de virtude
O querer vencer sòzinho
Ficam cínicos, brutais
Descendo cada vez mais
Para subir cada vez menos
Quanto mais o mal se expande
Mais acham que ser grande
É lixar os mais pequenos
Quem escolhe ser assim
Quando chegar ao fim
Vai ver que errou o seu caminho
Quando a vida é hipotecada
No fim não sobra nada
E acaba-a sòzinho
Mesmo sendo poderosos
Tão fracos e gulosos
Que precisam do poder
Mesmo havendo tanta gente
Para quem é indiferente
Passar a vida a morrer
Há principios e valores
Há sonhos e há amores
Que sempre irão abrir caminho
E quem viver abraçado
À vida que há ao lado
Não vai morrer sòzinho
E que morrer abraçado
À vida que há ao lado
Não vai viver sòzinho
“