Smell of burning flesh

Bastam dois ou três episódios desta magnífica reportagem para deixar claro o que se passa na Palestina. Para lá de todos os factos no terreno, indiscutíveis, o trabalho dá voz a variadíssimos judeus que rejeitam o projecto sionista. O seu testemunho reforça a ideia de que o Estado de Israel não é verdadeiramente um Estado mas um gigantesco e perigoso colonato, fascizante e racista, que os vencedores da 2ª Grande Guerra cravaram no coração dos seus “novos” inimigos. A impossibilidade da vida imposta aos palestinianos é paradoxalmente a certidão de óbito dos israelitas. Setenta e dois anos de Strange Fruit parecem não chegar…

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4 respostas a Smell of burning flesh

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  2. Diogo diz:

    Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controle de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.

    Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, “É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho.” O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.

    O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.

    Na realidade, um Estado israelita em constante estado de guerra – tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos, está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.

    Israel recebe actualmente três mil milhões de dólares por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.

  3. Abilio Rosa diz:

    A União Soviética foi o primeiro estado do Mundo a reconhecer Israel.

    Dizem que foi para se ver livre dos judeus que viviam nas suas fronteiras.

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