uma nova etapa

Para os que se interessam por novos modos de fazer ciências sociais dou a conhecer o blog/caderno de campo do meu trabalho de campo para uma tese em Geografia sobre espacialidades e sociabilidades lésbicas e gays em Lisboa.

Neste espaço as/os minhas/meus leitoras/res encontrarão notas, comentários e situações retiradas do trabalho etnográfico que pretendo socializar e partilhar com todas e todos para assim potenciar a construção de um discurso emancipatório sobre a espacialidades lésbicas e gays na cidade de Lisboa.

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4 Responses to uma nova etapa

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  2. O Arquitecto says:

    Eu sou um pouco antigo e por isso fico de certa forma, surpreso com estas modernices.
    No meu tempo, uma tese de mestrado ou doutoramento era um trabalho científico. E, como tal, os “cadernos de campo”, “recoha de elementos e dados”, etc… eram elementos que não se publicavam antes da publicação da tese de mestrado ou doutoramento, excepto em publicações científicas.
    No meu tempo, a ciência tinha valores de rigor cientifico.
    Não consigo ver, se calhar pela idade, como é que uma pessoa que publica na Internet os seus “cadernos de campo” e afirma à partida que com esta atitude pretende “potenciar a construção de discursos emancipatórios” está a realizar um trabalho rigoroso, objectivo, independente e científico.
    Enfim, no meu tempo não estava! Mas, pelos vistos, agora está.
    Bom trabalho, e boa sorte.

  3. Paulo Jorge Vieira says:

    meu caro arquitecto
    sobre o trabalho de campo etnográfico, sobre os cadernos de campos e sobre o potencial da discussao publica sobre o trabalho de campo muitas páginas se tem escrito.
    um dos pais fundadores da antropologia contempoanea – Malinnovski – teve os seu publicado post mortem o que levantou imensao polémica devido a enormes contradições entre a sua obra e as suas notas.
    hoje a investigação em que me coloco que chamarei de um modo simples de “investigação/participação/acção” potencia a acção, o discurso e a participação de todos os intervenientes no processom investigatório e isso nada impede na busca do rigor da cientificidade do trabalho a realizar!

    PS pessoalmente nao gosto de “ailas” ou pseudónimos e tenho algum dificuldade em perceber a necessidade do seu uso!

  4. O Arquitecto says:

    Caro Paulo Jorge
    Não entenda as minhas palavras como ofensivas.
    Estou convicto que temos ideias diferentes e vemos a realidade que nos rodeia de forma diferente.
    Como percebeu pelo nome e pela sua visita ao Blog do Arquitecto da cml eu sou Arquitecto. Portanto nem sequer estou muito ligado à Área da Ciência mas mais à área das Artes.
    Contudo tenho muitos (mesmo muitos) amigos e amigas ligados à área da Ciência e da Investigação Científica.
    Julgo, que são atitudes e opcções como a que está a tomar que faz com que todos estes meus amigos e amigas se sorriam quando se fala da Geografia como Ciência. Das dezenas que conheço – Investigadores em Portugal e no Estrangeiro – nem um único considera a Geografia uma Ciência.
    Serão retrógrados? Antiquados? Não sei, mas posso dizer-lhe que andam na casa dos quarenta/cinquenta anos.
    Em relação ao seu Ps final gostaria de lhe dizer o seguinte:
    O Paulo não gosta de “alias” ou pseudónimos e está no seu direito de não gostar. Eu, também não gosto de muita coisa, como por exemplo de pretensiosismo intelectual! E julgo que ambos estamos no nosso direito de não gostar. Não acha?
    Cada um gosta do que gosta!
    Em relação à sua dificuldade em perceber a necessidade do seu uso, eu explico-lhe essa necessidade em dois pontos:
    - Eu não tenho e não quero ter qualquer protagonismo neste mundo dos Blogs e da opinião.Eu gosto do meu anonimato!
    - Eu trabalho, tenho família, tenho filhos e tenho opinião, luto por causas e infelizmente vivo numa falsa democracia. As minhas opiniões e as minhas causas (que são bem diferentes das do Paulo) apesar de justas e honestas levariam ao meu imediato despedimento. Daí (família/filhos) a necessidade do pseudómino. Espero que tenha percebido.
    Um abraço e continuação de um bom trabalho.

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