O embuste Alegre do Partido Socialista

Começa a ser desmascarado o embuste da candidatura presidencial do Partido Socialista. Não haja dúvidas: Sócrates está Alegre e Alegre está Sócrates. É o próprio Manuel Alegre que o esclarece, dia após dia, no seu site de candidatura: “a minha família política é o PS”. Claro que mente logo de seguida: “a minha candidatura presidencial é supra-partidária”, para logo depois voltar a dizer a verdade: “mas, como já disse, a minha casa política é o PS”.

As razões de tanta troca de tintas são fáceis de compreender. O PS de Sócrates é hoje uma albarda que não dará mais nenhuma vitória a ninguém. Assim, quer o PS, quer Manuel Alegre, quer o Bloco de Esquerda, sabem que só ganham as presidenciais se ninguém perceber que este é de facto e substância o candidato do Governo.

O resto faz parte da encenação política. O PS foi o primeiro a decidir mas será o último a falar; o BE falou primeiro para depois comer e calar (dizem que até já ganham mesmo se perderem); Alegre falou antes, fala durante e falará depois, para repetir à exaustão que é supra-partidário mas nunca falará mal do Governo (não há almoços grátis, em troca do seu apoio ainda teve que ir defender a maioria absoluta ao comício de Coimbra); O PS e o Governo dizem que têm um calendário próprio para apoiar o acto consumado que consumaram antes do acto. Mete nojo mas percebe-se o porquê de tanta engenharia.

E o leitor? Vai comer gato por lebre?

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