
BALLA
Lê-se e, uma vez mais, deparamos com um texto e uma situação inacreditáveis.
A Procuradora Cândida Almeida (ver post em baixo do Tiago, que cita o “i” e um despacho da Lusa), diz que o caso Freeport vai ser rapidamente resolvido. E acrescenta que os procuradores responsáveis não querem prolongar por muito mais tempo esta situação. Certo (claro que não, nada certo, aliás).
Agora imagine-se um trabalho de investigação científica ou histórica ou de outro domínio sério. Uma equipa, um coordenador. Este diz para os seus colaboradores, isto tem de ser resolvido “rapidamente”, não queremos “prolongar por muito mais tempo esta situação”, ou seja, esta “investigação”. Muito bem (claro que não, nada bem, evidentemente).
Depois imagine-se que o coordenador da equipa de investigação vem dizer à imprensa ou a uma publicação científica e da especialidade que a investigação vai encerrar “rapidamente” e que a equipa “não quer prolongar mais tempo a situação”. E mais, o coordenador diz ainda, para culminar, que o trabalho irá ter uma “grande qualidade”.
Que se pode comentar depois disto?
Vamos, ninguém tem nada a dizer?




Pode juntar ao arquivo a Face Oculta, o BPN, os Sobreiros, os Submarinos, etc.
Pingback: Tweets that mention cinco dias » DESPUDOR -- Topsy.com
Comentários para quê,se já sabemos o que a “casa” gasta.É uma artista portuguesa, e está tudo dito.
por acaso inté tenho, apesar de concordar com o que dizes relativamente ao freeport, e o que digo é: em que academia vives tu?
é que o “isto tem que ser resolvido rapidamente” é o pão nosso de cada dia no mundo da investigação. e desafio qualquer um a dizer o contrário.
Bom, nuno castro, eu falei da conjugação de duas frases: a do “rapidamente” com a que diz “não se pode prolongar isto por mais tempo”. E aqui, se uma qualquer academia as conjuga, cairemos no abismo. Seja, já começou com Bolonha, muito bem. Pelas minhas bandas uma licenciatura de 5 anos já passou a 3, logo “isto tem de ser resolvido rapidamente”. Já agora, não me diga que o outro tinha razão, “rapidamente e em força” !?
Ainda bem que a justiça começa a falar em rapidez…. agora é só passar aos actos…
numa primeira instância o que há a dizer sobre isto é que, independ/ de Sócrates ter recebido umas lecas (para foi ele ou para o partido, é irrelevante) o crime fundamental está lá e parece não fazer sequer parte do grande alarido que se formou em redor do caso. Trata-se do licenciamento de uma um mamaracho comercial, um mega-superficie, numa zona de protecção da natureza à revelia de toda a legislação em vigor (que foi despudoradamente alterada para o efeito). Tudo isto porque a sociedade de investimentos que pressionou a construção tinha capitais da Casa Real de Inglaterra!
o que politicamente continua a fazer aqui do cubiculo o mesmo protectorado de sempre… e é desta venda a retalho que a nossa burguesiazita arvorada em proconsul do Império enche a pança (juizes incluidos, claro) Hunc unum plurimi consentiunt Romae, puta que os pariu… e um poema de Brecht como activista da mundivisão de CVidal:
Dentro de mim debatem-se
a exaltação pela macieira em flor
e o horror dos discursos do pintor de paredes
mas só o segundo
me impele para a mesa de trabalho
Bertolt Brecht, Maus Tempos para o Lirismo (1939)
Prof. Vidal, eu gosto das coisas no seu lugar. Vou a certos blogues para ver textos curtos bem escritos (Tempo Contado, p.ex.), a outros para ver a Situação (Jugular, p.ex.), a outros para ver as fracturas e o que diz o seu ódio de estimação (Arrastão), e a outros ainda por razões várias. Venho aqui porque se deve estar de olho no Inimigo e, vá lá, a malta até diz, às vezes, umas coisas com interesse. Agora se V. se põe pr’aí a escrever coisas sensatas, como com este post, mau, fica o meu mundo dessincronizado. Já sei: V. quer que eu me foda mais as minhas manias. Mas é que há outros, excelentíssimo Senhor. Respeito.
Bom, um provisório ponto da situação:
- ninguém contesta a rapidez da justiça, ou melhor, a necessidade de rapidez no fazer justiça,
- o que se contesta é a recente descoberta da “rapidez” depois de anos de arrastamento suspeito, polémico ou equívoco.
Claro assim?
Estou preocupadíssima com a filha da D. Cândida. Há uns meses, a doutora apareceu em todos os canais nacionais, dizendo que não tinha mais nada para legar à filha a não sua “Honra”.
Leve o tempo que levar… só espero que a filha seja Herdeira.
Solidariedade absoluta com a filha (que não conheço) da dona Cândida!
Corrector: # a não ser a sua “Honra”
Vamos encerrar já o caso Casa Pia, tanto tempo para dizerem que foi tudo uma invenção das crianças, como tal poderiam dar já, hoje, agora, o caso por encerrado. Demore 1 ou 20 anos, no que toca aos grandes só mesmo um foi dentro, de resto não se faz justiça.
Triste país este e triste é termos tantas Candeirinhas, lol lol lol
A única coisa que pretendemos dizer é que este processo poderá ser encerrado em breve. Esse é de facto o grande objectivo das pressões que se exercem sobre os titulares do mesmo.
De facto e antevendo essa possibilidade, pedimos em devido tempo o afastamento da drª Cândida Almeida, mas como previsto, foi recusado o nosso pedido.
Acontece que somos assistentes no processo Freeport, e tudo faremos para que o mesmo possa ser reaberto, caso se confirme a existência de novos elementos probatórios.
Isto, como se não chegassem os já existentes.
E eu tenho a declarar o seguinte: ESTA MERDA SÓ VAI À BOMBA!
Manuel Monteiro
Sobre o Sistema de Encobrimento de Politicos Corruptos, poderão consultar o Site da nossa Associação, onde se encontra documentado o pedido de afastamento da Drª Cândida Almeida.
Acedam a http://forcemergente.blogspot.com/
não me digam que não espremeram tudo .se calhar descobriram mais um dvd. mais uma carta de amor ao socrates. o que faz odio.chamem a policia militar. tenham vergonha.
Como diz a Dona Cândida, por mim também não gostava de “prolongar mais tempo a situação”.
Só que a situação de que a Dona Cândida fala não é a mesma da que estou a pensar: Bóra lá correr com esta tropa fandanga?
e por si se movem, podes por favor referir a grande raposa manhosa e beirã de cabeça? O incontornável orientador deste projecto de desinvestigação, subordinado ao título “Behind the Times – The Decline and Fall of the Twentieth-Century Avant-Garde co-orientado por Eric Hobsbawn.