de novo o Ricky

Uma coisa é haver uma forte suspeita (como há em relação ao Paulo Portas ou ao Herman José e afins e, por mais que seja uma suspeita muito muito muito forte, não passa disso: de uma suspeita). Sobre Ricky Martin, como homem bonito que é, sempre recaiu suspeitas de homossexualidade (seja por inveja de homens heterossexuais que pretendiam desqualifica-lo em relação a mulheres heterossexuais seja por gays ansiosos para o trazer às luzes da ribalta como ícone da comunidade). Motivos para as suspeitas? Ser um homenzão e não ter um relacionamento fixo com uma mulher (todas as tentativas acabaram por sair goradas após alguns meses), levar um homem diferente para o seu quarto, em cada tour, e pedir um quarto de casal (muitooo suspeito!) e ter filhos de uma forma não muito convencional (filhos de uma barriga de aluguer).

Ricky Martin, após declarações dúbias (daquelas que são quase semi-certezas) como “o meu coração pode pertencer tanto a um homem como uma mulher” e tanta especulação da comunicação social, decidiu finalmente assumir. Aleluia!

É fácil uma estrela latina de renome mundial (a América Latina é terrivelmente machista e patriarcal), com inúmeras fãs mulheres heterossexuais (que certamente não se importam muito com o facto porque se o tiverem que o violar violam…), assumir a sua homossexualidade? Não é. Nem é fácil, dizer após a assumpção, que se tem orgulho em ser-se gay (é fácil cair em homofobias internalizads). Por isso, o homem deste mês (desculpas ao Jason Lewis) é o Ricky Martin!

Texto do Hugo Santos no Natchobox que apesar das referências lusas subscrevo totalmente.

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