
(JIMMIE DURHAM)
Ora bem, o PEC vai passar hoje na Assembleia da República com o obscuro assentimento do PSD. O PS fará o que tem de fazer: aquele sr. do Porto, qualquer coisa Assis, o melhor parlamentar europeu da história da instituição, recosta o seu corpo ético para trás, fisionomiza-se dramaticamente (nunca riu na vida, nem do PEC, nem do seu partido), e pretende apenas um segundo Prémio Nobel da Ética, o sr. manda, e o seu partido já mandou – porque agora, como se sabe, já nem há socialismo na gaveta, nem gaveta (há muito, desde sempre). Ora, o que pretende o PEC: basicamente, reduzir o défice orçamental em 6,5% SEM ACOMPANHAMENTO DE CRESCIMENTO!! (não esquecer!!), de 9,3% para 2,8%. Pois bem, apesar do corte em despesas de 10 880 000 de Euros, Teixeira dos S. promete um crescimento económico em 2013 de 1,2%. Bravo PEC!! Será que em Economia se aprende que se sai de uma crise com crescimento económico de 1,2%, ou seja, com crescimento praticamente ZERO. Que escola os srs. PECS frequentaram?? Que Academia de Milagres?? Isto são factos: o resto são “galambices”.
Repare-se: cortar no Rendimento Social de Inserção; penalizar as reformas; congelar salários; recusa de tributação de mais-valias especulativas-bolsistas; recusa de tributação de transferências para off-shores, e mais e mais cortes em múltiplas despesas sociais… tudo para um crescimento de 1,2% em 2013. Força sucialistas, força social-democratas. Deixem a coisa passar hoje, deixem.

(JIMMIE)

(JIMMIE)
(ADENDA 16:30: De facto, J Sócrates não existe mesmo; nem vai estar hoje, dia de PEC, na chamada “Assembleia da República”)




vocês são muito bons em percentagens desde que não sejam sondagens que dão vantagens do ps é só odio.
Está a referir-se à Eurosondagem do sr. Oliveira e Costa, não é meu caro lingrinhas?
caro professor Vidal
“Forca sucialistas, força social-democratas”?
não há aqui uma redundância? não são os dois a mesma coisa?
Pois é, amigo xatoo, são a mesma trampa, ou armadilha se se preferir.
Mas os tipos são espertos: duplicaram-se, falam 2 vezes, adquiriram dupla exposição e duplo tempo de fala. Por isso, devemos mencioná-los também em separado (mesmo sabendo o que sabemos).
duas vozes mas também de uma só voz, por há muito integrados em seu seio, de ambos como fica evidente.
este cemitério de automóveis em Arrabal está muito pos-colonial via biblioteca do congresso (o Jimmy) em estudos culturais da pedra e do pão de milho género os imbecis a taxar em pesante sempre os mesmos. Morte aos imbecis.
Está a ver a diferença entre Zizek e Sloterdijk; entre Debord e Rebatet; entre Nabe e Houellebecq- entre Benjamin e Schmitt- a coisa é igual.
Como é que é igual, CRF? Como é que são iguais??
Zizek é menos original que Sloterdijk, embora este seja um ultra (como lhe chamam, injustamente) e Zizek se considere comunista. (Bom, Zizek diz-se comunista quando se encontra junto ao seu/meu mestre Badiou, é um facto – mas às vezes os reaccionários Sloterdijk ou Schmitt são fascinantes. Porque Schmitt inspira Benjamin, isso não significa que sejam iguais: ou a retina é igual ao telescópio? São, de certo modo, pois o telescópio é uma retina potente, diz-se que a visão é exossomaticamente melhorada pelo telescópio – mas não são iguais.)
Dê mais notícias (provocantes, de preferência).
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C. Vidal: Em que pontos é que Schmitt inspira W. Benjamin, meu caro?
No tipo de messianismo revolucionário imanente? Schmitt define a natureza do político pelas categorias de amigo e inimigo. Benjamin fala do problema” indécidable” de todos os problemas de direito: ” O que decide, por conseguinte sobre a legitimidade dos meios e a justificação dos fins, não é a razão mas, uma violência que tem a forma de destino, para a primeira, e o próprio Deus para a segunda “. Adorno mostrou-se céptico acerca da ” ilusória pureza” do intelectual- ” porque ele vive na relação imposta pela ´terceira pessoa `-o que o leva a deixar triunfar o mundo no exterior e no canto mais recuado dos seus pensamentos “. Sorel e Marx, meditados por Benjamin na ” Critica da Violência “, podem-nos fornecer outras perspectivas ainda. Bom vento! Niet
o ministro lá fazer faz, a boa da alemanha é que já não está para alimentar o idealismo latino dos piig’s mais o do pudim francez em rápido deslace ( continua a ler o le monde proxenetique para ir longe e mais alem ), o real está a chegar afundando portantus a grande ilha da utopia.
Meu caro C. Vidal: Estou esperando pelo seu comentário. Eu sei que é sexta-feira alucinante em Lisboa….Niet
sr prof
parabéns por ter colocado aqui 3 das mais horríveis voitures do planeta. coisas mesmo feias. e aquela cena no primeiro boginhas? qual é a piada daquilo? assim, até um gajo com disfunção mente debilis consegue ser artista! o sr prof, q tanto valoriza o mérito!? o sr é um caixa de surpresas. decididamente +.
Caro Niet, hoje não foi uma sexta-feira alucinante em particular.
Todas as sextas-feiras são alucinantes em geral, porque são o meu único dia de trabalho semanal (isto é meio verdade, meio brincadeira, vá lá, quase verdade…).
Ora bem, Schmitt inspira Benjamin e este inspira Schmitt. Escreviam-se, admiravam-se, citavam-se (releia o capítulo 4. Gigantomachie autour d’un vide, de “État d’Exception” [trad. francesa], de Agamben, o autor contemporâneo que melhor os liga, no que os separa e os faz seguirem-se mutuamente).
Quando Schmitt inscreve o estado de excepção no direito, Benjamin reage. O escrito de Benjamin de crítica à violência compreende-se se o ligarmos (em radical confronto) à cobertura jurídica do estado de excepção schmittiana. Neste sentido, “au geste de Schmitt, qui tente chaque fois de réinscire la violence dans un contexte juridique, Benjamin répond en cherchant chaque fois à lui assurer – comme violence pure – une existence en dehors du droit”.
A luta de gigantes entre Benjamin e Schmitt pode assim ser então resumida: de um lado a violência pura, exterior ao direito (Benjamin), do outro a excepção, o direito e a violência (Schmitt).
É muito pertinente convocar um para compreender o outro.
caro amigo ezequiel,
não maldiga o meu mui interessante artista Jimmie Durham, que eu tenho o prazer de conhecer pessoalmente e considerar um dos nomes essenciais da arte actual (tenho com ele uma conversa/entrevista publicada na “Lapiz” de Madrid – proximamente ponho-a aqui, contextualizada).
Contra os estereótipos de uma arte identitária, o velho cherokee Durham parodia a moda multicultural e pós-colonial produzindo uma arte cherokee, sim, mas estereotipada e ridícula. A crítica da identidade como forma de “aparecer” e ser “considerado” na sua especificidade, fá-la Durham recorrendo à identidade, ridicularizando-a, mostrando-a no que tem de ridículo (não é esse exactamente o problema de Durham nestas obras das “pedras”, mas passa por aqui o tema essencial da produção global deste cherokee).
Cumps.
CV
o conceito de aletheia a ser usado para justificar esta porcaria.
grande crítica de identidade como forma de revelação !?
cumps
z
tambem podia ser um índio cherokee com uma pena no cu, ou não?
Ou é um caso muito específico, particular, original e diferente?
vai jimmie, fá-la mole, povos de todo o mundo uni-vos.
Carlos vidal# estou a referir-me às sondagens da universidade católica mas dessas percentagens voces nada dizem viva a democracia.
Não, ezequiel, não creio que seja o conceito de aletheia a legitimar a arte do Durham.
Em Jimmie Durham trata-se de, precisamente, não aderir à equivalência entre verdade e identidade.
É isso.
Excelentíssimo Sr. Artista,
Visto que tem um contacto privilegiado com o Cherokee, seria muito difícil pedir a Jimmie Durham que retomasse esta linha de trabalho e fizesse uma Obra Prima destas com o bólide de Sócrates??
Seria assim uma espécie de PEC divergente… (Programa de Esmagamento da Corrupção Calimérica).
Ah, mas poderia propor-lhe uma pequenina originalidade… um minúsculo detalhe pioneiro, que faria toda a diferença… encurralado, o utente do carro faria parte da escultura.
(“Fraude contra Fraude?”)
Eu acho que seria uma revelação… Un Évènement!
Já agora Jimmie Durham é anti- Beuys e anti-Boys, não?
(Seria muito difícil persuadi-lo numa conversa de artista para artista?)
E… é Tudo!
Como disse, caro “Seria muito difícil?”
Persuadir o grande Durham a fazer uma obra destas com o próprio do próprio?
É pra já. Vou tentar fazer com que a coisa avance.
E o utente não faria parte da escultura, ele seria a escultura. Seria sim parte de uma performance inédita, o Durham tb é um grande performer.
Veremos. A coisa chamada “os portugueses” também têm algo a dizer. Ou estes estão habituados a comerem tudo e não dizerem nada?
Caro Sr. Artista,
Então avancem rápido,sff.
Informe o grande Durham que pedregulhos e rochedos em Portugal é o que não falta. A matéria prima é abundante… nada tem de ser importado…
Gosto mais de pensar no “próprio do próprio” como um detalhe encurralado, isto é, os únicos pormenores visíveis do “próprio do próprio” (já é altura de nos protegermos da cara do dito…) poderia ser um bracito, saindo da janela do bólide, envolto com o melhor dos tecido Armani e na maõzita híbrida, uma mistura de dedos e de fax, ler-se-ia “It is a double for me”, ainda jazendo encostada ao fax, haveria uma simbólica cabeça de robalo(?), ou talvez de polvo (?), de cuja boca aberta se ouviria a seguinte gravação, incessante: “Eu comi tudo e não deixei nada”.
Bem, mas isto são detalhes… Os artistas são vocês… O que importa é que se decidam e rápido! A bem do PEC e da Arte, está bom de ver.
(Ah, não contem com os portugueses… a populaça é “mainstream”, caraças! Comem tudo e não piam! Os portugueses amargam e deixam-se estar impávidos e serenos… A iarte tem de avançar, a iarte tem de desempenhar o seu papel de ruptura…)
E… é tudo!
Então?
Já está decidido?
Xisto, mármore ou granito???
As vozes já estão afinadas:
http://www.youtube.com/watch?v=5F9oKh_3s_M&feature=related
neste caso o Jimmie comporta-se como racista, julga que por “pertencer” a uma minoria se converte em anjo e neste caso guerreiro. Reminiscências dos desfiladeiros e canyons exóticos em civilização post colonial modern.
Vou apresentar-te uns amigos caramurus.
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