O PSD prepara-se para se abster na votação do PEC. Como neste partido, dito democrático, o processo de decisão está centrado no líder, daqui a uns dias, com novo presidente, o partido passará a estar contra o PEC – posição manifestada pelos dois mais prováveis vencedores das eleições. Como a decisão não é fundamentada no colectivo partidário ou num processo de decisão minimamente democrático, esta é uma abstenção a prazo, para que dela não decorra qualquer responsabilidade política.
P.S. – Ler: “Até amanhã sou eu a líder”




Diga-me um exemplo de partido onde a decisão é fundada num colectivo partidário e eu dar-lhe-ei um potro de Alter.
A estratégia do PSD parece simples:
Deixar o odioso para o PS, manter José Sócrates a ferver em lume brando, formar uma aliança com o CDS (nova AD), fazer cair o governo, ganhar as eleições, governar com este Orçamento e este PEC.
Seria uma espécie de euromilhões e totoloto, tudo junto.
Passos Coelho já se vê primeiro-ministro, a argumentar que não pode modificar os compromissos assumidos com a União Europeia, o BCE e o FMI sob pena de ….
Nunca a direita alguma vez se atreveu a pensar receber de José Sócrates e Teixeira dos Santos um presente destes.
Terá sido tudo combinado?
É que já tem havido presentes destes, como o que recebeu Durão Barroso, por exemplo.