O primeiro-ministro veio acusar os partidos de esquerda (PCP e Bloco) de serem uma “muleta da direita” ao colaborarem na comissão parlamentar de inquérito à tentativa de compra da TVI pela PT. Com aquele ar de vítima que o caracteriza, o construtor das casinhas da Guarda, o licenciado dominical da Independente, o organizador da construção da central da Cova da Beira, o ministro que licenciou o Freeport, o depositário das prendinhas do sucateiro, o campeão dos ajustes directos e o grande privatizador do resto do sector público acusa a esquerda de colaborar numa campanha para o denegrir. Não querendo discutir que era impossível limpá-lo, tantas são as nódoas, é de admirar a imensa lata do homem. O governante que aprovou o código do trabalho, o autor do PEC que faz reformados e trabalhadores pagar as consequências da crise, ao mesmo tempo que abriu linhas de apoio milionárias para os especuladores financeiros responsáveis por essa mesma crise… acusa a esquerda de ser muleta da direita. E ele é o quê?




Como escrevi há tempos, sempre preferi George W. Bush.
Ou melhor, entre este indivíduo e George W. há que ter cuidado na escolha (se tivesse de haver escolha; mas, infelizmente, vai ter de haver escolha parecida: porque o bloco central é vencedor antecipado das próximas eleições, a escolha que se segue não é muito diferente de George W. ou J Sócrates – cerca de 50% do eleitorado vai andar por estas bandas; eu escolho George W., pelo menos apreciava vinho, talvez bom vinho, sabe-se lá).
Uma síntese perfeita sobre o poltrão que tomou conta de Portugal e que quer continuar a bovinizar a sociedade portuguesa.
Por outro lado temos o Cavaco em Sintra , numa «cooperação estratégica» muito obscura, a «limpar Portugal».
Só não se lembrou que para limpar Portugal ele tem de começar pela zona de S.Bento e o povo deve começar a desratizar o respectivo largo!
E ele é o quê?
um aprendiz de liberal, mentiroso!
Já desconfiava Carlos Vidal.
Mas, caramba, não era preciso ser tão inequívoco.
NRAlmeida, concordo a 100% por cento com isto que escreve, e já reparou, a propósito do escandalo dos ajustes directos, o silêncio ensurdecedor dos media, incluindo os opinion makers que lá escrevem por vezes tantas banalidades, isto já para não falar dos partidos da treta, desta oposição política que é portanto uma maravilha para qualquer governo…