Amanhã: todos à esquadra da PSP de Benfica!

O trabalho dos jornalistas foi vergonhoso, a justificação da polícia foi um ultraje e o tiro foi criminoso. Temos memória e sabemos o que fazer. “Cá se fazem cá se pagam” ou não aprenderam com as lições do Rodney King? E Paris? E Atenas? Também não vos ensinou nada? Pelo Snake mas também pelo Kuku, pelo Angoi, pelo Tete, pelo Tony, pelo PTB, pelo Corvo e por aqueles que nem o nome se sabe.

Domingo é dia de calar as armas à polícia. Domingo é dia de revolta e de gritar por justiça. Porque só a luta pode travar a matança. Depois do luto aqui é hora de reivindicar aqui.

E tu? De que lado ficas?

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17 respostas a Amanhã: todos à esquadra da PSP de Benfica!

  1. In Memoriam diz:

    É isso mesmo, kamaradas…”cá se fazem cá se pagam”…no domingo matamos um polícia, na segunda os polícias fazem uma manif. e matam um cidadão qualquer…quarta-feira, fica combinado à mesma hora na esquadra de Benfica, Ok?

    E…é bem feito que os polícias ganhem 600 euros por mês.
    Que tenham que comprar a própria farda.
    Que não tenham formação adequada com a arma com exercem a sua actividade.
    E ele de certeza que sabia que ele era um Rapper.
    E eles são todos racistas e fascistas.

    E….é triste que Vc não compreenda que fomos todos nós q matámos o Snake!

  2. Renato Teixeira diz:

    In Memoriam, o que é lamentável (tristes são outras coisas mais sérias do que a minha compreensão) é que não perceba que a culpa nunca é de todos no geral.

    A polícia é precária como precário somos quase todos nos tempos que correm e não andamos para aí aos tiros.

    A única consequência do peso que nos quer colocar aos ombros é absolvição dos verdadeiros culpados.

    Aparece na manifestação ou fica pelo silêncio solidário?

  3. Abilio Rosa diz:

    Eu vou estar do lado da policia e dos seus sindicatos.

  4. Renato Teixeira diz:

    Abílio Rosa,
    contra a precariedade ou pelos tiros?

  5. Abilio Rosa diz:

    Vou estar contra a precaridade e a falta de condições que a polícia exerce a sua actividade.
    Eu não alinho no folclore que muitas vezes se monta quando acontece uma tragédia desta natureza.
    Lamento a morte desse jovem mas não podemos carregar todo o ónus para os polícias que são assalariados e muitas vezes também são vítimas de erros ou pior vítimas mortais de bandidos e criminosos.
    Prefiro segurança nas ruas, seja de noite ou de dia.
    Quando a polícia diz «alto» devemos obedecer. Quem não deve não teme.

    E

  6. In Memoriam diz:

    É, de facto, triste e lamentável que Vc não perceba que fomos nós que criámos todas as “Chelas” e a “Covas da Moura” deste país e q só nos lembramos desses sítios quando morre alguém…daqui a 15 dias já o Renato andará distraído a defender uma qualquer direcção islâmica e continuará a evitar esses ghetos depois do anoitecer…como eu e todos nós q aqui teclamos. O problema é estrutural. E fomos nós que o criámos e mantemos covardemente para protegermos a nossa pequenez burguesa. A minha consciência não se aquieta com vigilias em frente a esquadras da polícia. Vc é jornalista. Vc tem esse poder. Use-o a mostra ao país essa ilhas de vergonha que criámos em todas as grandes cidades. Mostre como as pessoas lá sobrevivem. Avalie a percentagem de desemprego nessas áreas. DENUNCIE. Isso é que respeitar e honrar a memória de todos os Snake deste mundo. Isso é que é contribuir para q não se repitam tragédias destas. Denuncie, também, a forma leviana e criminosa como põem nas ruas miúdos de vinte e poucos anos de farda e arma na mão sem a minima formação civica, psicológica e técnica. Investigue e DENUNCIE. O folclore violento resolve o quê? Nada vezes nada…

    Que o Snake repouse em paz!

  7. Renato Teixeira diz:

    Abílio Rosa, e o tiro? Eu perguntei pelo tiro. Vai estar contra ou a favor dele?

    Im Memoriam,
    seguramente conhece o FMI do José Mário Branco. Não percebe a armadilha da história que a culpa é de todos no geral e de ninguém em particular? Não percebe que é precisamente essa a via da impunidade e da absolvição dos verdadeiros culpados?

    Tudo o que diz de seguida tem razão de ser. Concordo com boa parte. Não são só os jornalistas que têm o poder de fazer fazer. Toda a gente tem. É esse o convite de domingo.

    Culpados seremos se a nossa via for a do silêncio em geral e solidário. Não serve. Não chega.

    (os jornalistas destas tasca fazem o que podem para divulgar o assunto. O melhor e mais recente exemplo disso: http://5dias.net/2009/12/09/reportagem-tvi-%C2%ABsom-e-furia%C2%BB/)

  8. Renato Teixeira diz:

    Im Memoriam,
    a violência não é folclore, é a consequência.

  9. Semeador de Favas diz:

    Creio que não se deve conduzir de modo casuístico, isto é, à peça, a questão da violência policial, nem, por outro lado, procurar subterfúgios sociológicos que a justifiquem e, finalmente, absolvam.
    Neste caso expecífico é necessário cortar a direito e acusar sem tibiezas a polícia de se comportar como força repressiva e antisocial que não actua «em defesa» dos cidadãos, mas contra eles, em defesa (armada) exclusiva da manutenção da ordem social desejada pelas classes dominantes. Portanto, se esta Polícia é uma polícia de classe, ainda que (concerteza) constituída por homens e mulheres também explorados, resta a quem não tem essa protecção -trabalhadores em luta; «minorias étnicas»; populações segregadas pela cor da pele ou pelos euros da carteira ;- garantir a sua própria defesa e segurança.
    Esta manifestação – e outras que venham – é da mais elementar justiça. É preciso continuar a denunciar estes casos, e outros: como visitas a sedes de sindicatos; cargas policiais e detenções contra manifestantes, etc. É preciso continuar a perguntar a esta polícia – por que é preciso questionar a Autoridade e a legitimidade da ordem vigente, sempre – para quem é que (ela) trabalha.

  10. fernando antolin diz:

    Então e os meus amigos moram aonde ?? Eu, em Almada e embora a ti Maria Emília diga que é o lado certo,vou duvidando. Caparica à noite, como há dez ou quinze anos ?? Esqueçam. Virou favela mas sem môrro. Almada, a cidade ?? Já se começam a tomar precauções e a escolher itinerários, conforme as horas. Realmente isto vai estando perigoso, mau grado os nossos simpáticos desejos e causas nobres,convenientemente distantes.

  11. In Memoriam diz:

    Renato:
    1. Os culpados (entendidos individualmente) devem ser julgados e punidos pelos tribunais. A responsabilidade colectiva está na forma como todos nós criámos, alimentamos e toleramos o modelo político- social onde vivemos.
    2. De tudo o que escreveu sobre os vários assuntos que fomos por aqui debatendo, nomeadamente este, chega-se a uma conclusão preocupante (para mim, claro): se fôr consequente com todas as posições que defende, o que aqui está a preconizar é uma guerra civil permanente à escala planetária, sempre legitimada pelo argumento de responder “na mesma moeda” às injustiças, assimetrias, agressões, etc. que a cada minuto acontecem pelo mundo.
    É, realmente, isto que deseja?
    É, realmente isto que defende?
    3. Responder com violência à violência é um folclore que não resolve nada, pelo contrário, serve para legitimar e aumentar o grau de violência do agressor. Eu sei que não concorda…mas infelizmente é o que a realidade nos mostra todos os dias em todas as partes do mundo.
    cump.

  12. Azul diz:

    Amigos… é através destas manifestações pseudo justiceiras que caminhamos para o caos.
    A actuação das polícias será sempre discutível, basta que analisemos os factos na vertente de quem actua, ou na face contrária, de quem é alvo da actuação.
    Podemos, e devemos, centrar a nossa reflexão naquilo que é importante, e no meu entender o que é importante é saber porque motivo morreu um cidadão.
    Ao analisar os factos que saíram na comunicação social podemos dizer que a actuação do polícia foi incorrecta, de certo fora dos protocolos estabelecidos pela lei, mas convém não esquecer que na origem desta actuação está o desrespeito por um cidadão de uma norma que também ela é importante (sublinhando desde já que incomparavelmente inferior ao valor da vida).
    Como cidadão deste país gostava de ver todos a pugnar pelo direito à igualdade e que esta estivesse alicerçada no respeito pela liberdade de todos. A polícia tem de respeitar cada cidadão em particular, mas todos os cidadãos, sem excepção, têm de obedecer à lei instituída, isto é a democracia, sem lugar para discriminações de cor, credo, sexo ou qualquer outra que vos ocorra.
    Incentivar manifestações de ódio (esta não é outra coisa, sendo aqui a polícia uma minoria que está a ser posta em causa pela actuação pontual de alguns – muito poucos – indivíduos) [ao analisar a acção hostil sobre minorias, não nos podemos cingir aos grupos étnicos, ou outros que fique bem perante as câmaras de televisão proteger, temos que ter em atenção que hoje podemos estar a querer queimar na fogueira os polícias, amanhã serão os professores, depois serão os jornalistas, etc, etc, o que interessa é que haja sangue], portanto, acabemos com manifestações que não são mais que chamadas para a guerra e vamos é exigir que o problema seja erradicado pela raiz – se existam polícias que não têm formação adequada – é proceder desde já á sua formação; se existem cidadãos que pensem que estão acima da lei e que estão protegidos por qualquer prorrogativa que advém da sua condição social, étnica, ou outra – é ensinar a todos os cidadãos que o país precisa de todos e trata todos de igual, desde que a nossa conduta seja de respeito pelas liberdades dos outros e pelas normas instituídas pela lei – a liberdade individual de cada um cessa logo que ameaça a liberdade de qualquer outro cidadão – a polícia bem treinada e equipada é necessária para manter a democracia no caminho – sejam felizes.

  13. Renato Teixeira diz:

    Azul e Im Memoriam, o Semeador de Favas responde bem às vossas dúvidas sobre a justeza desta manifestação: “Esta manifestação – e outras que venham – é da mais elementar justiça. É preciso continuar a denunciar estes casos, e outros: como visitas a sedes de sindicatos; cargas policiais e detenções contra manifestantes, etc. É preciso continuar a perguntar a esta polícia – por que é preciso questionar a Autoridade e a legitimidade da ordem vigente, sempre – para quem é que (ela) trabalha.”
    O convite ao ódio foi feito pela bala do agente da PSP. O resto, como já disse, é a sua consequência.
    Calados ou em silêncio solidário é que não se muda nada. Que aumente a pressão para que o gatilho fique mais pesado. Se não é com manifestações destas como é que querem cessar a origem da violência? Petições e abaixo-assinados? Declarações apaixonadas mas inconsequentes?
    À rua pois claro.

    fernando antolin, não é só Almada. A grande Lisboa está a ser transformada num gigantesco subúrbio, com todas as consequências disso mesmo.

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  15. In Memoriam diz:

    Renato:
    Mais uma vez não responde ao essencial dos posts.

    “1. Os culpados (entendidos individualmente) devem ser julgados e punidos pelos tribunais. A responsabilidade colectiva está na forma como todos nós criámos, alimentamos e toleramos o modelo político- social onde vivemos.
    2. De tudo o que escreveu sobre os vários assuntos que fomos por aqui debatendo, nomeadamente este, chega-se a uma conclusão preocupante (para mim, claro): se fôr consequente com todas as posições que defende, o que aqui está a preconizar é uma guerra civil permanente à escala planetária, sempre legitimada pelo argumento de responder “na mesma moeda” às injustiças, assimetrias, agressões, etc. que a cada minuto acontecem pelo mundo.
    É, realmente, isto que deseja?
    É, realmente isto que defende?”

  16. Renato Teixeira diz:

    Memoriam,
    Sou a favor de guerras justas. As que procuram acabar com a opressão.

    Quanto à ideia de “guerra civil permanente à escala planetária” é uma realidade que só deve ser imputada ao capitalismo e não as desejos de nenhum esquerdista de turno.

  17. In Memoriam diz:

    Voltamos às questões que inicialmente debatemos quando comecei a aparecer por aqui…
    Lembra-se da questão da “VERDADE”??
    Cada lado da trincheira acha que a SUA guerra é justa…
    O q acontece no fim de uma guerra? Há vencedores e vencidos… O que acontece aos vencedores? Impõem a Sua VERDADE aos vencidos…
    A História mostra-nos, à exaustão, que não há guerras justas…há guerras inevitáveis, evitáveis…mas todas brutalmente injustas para os povos que as sofrem enquanto as elites políticas e militares continuam a comer caviar nos salões dos palácios….

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