NeoSocialismoPopular

Ainda não passou meio ano das eleições legislativas  e o PS já mandou o discurso anti-neoliberal às malvas. Mais uma vez as linhas mestras das políticas do país assentam na costumeira ideia de diminuir a despesa do Estado à custa dos salários  dos trabalhadores e dos encargos sociais a que o Estado ainda está obrigado e no aumento da receita a curto prazo vendendo os seus activos mais rentáveis. Mais uma vez se cumpre a velha máxima que o PS quer o voto da esquerda para governar à (ou com) a direita. Contudo, este texto, não é sobre a legitimidade política do governo para realizar estas políticas, mas sobre os militantes socialistas que se demarcam da agenda neoliberal deste governo.

A estória não é nova.

Sempre que o PS assume o seu posicionamento político de direita (no contexto actual, Cravinho resume a ideia dizendo que até Portas “dá lições de esquerda a Sócrates”) surgem os militantes do partido, de sempre, a “alertar”, a “criticar” a solicitar que “não se faça” – esta é a famosa ala esquerda do PS cuja importância eleitoral é inversamente proporcional à vontade de determinar as políticas do partido. Por outro lado, a linha popular-direitista, lança-se no ataque aos sindicatos ou aos “direitos adquiridos” dos desempregados promovendo um discurso de ódio, que envergonharia o CDS.

Ora, estes posicionamentos divergentes desenham a quase  totalidade do espectro das políticas possíveis – da extrema direita à esquerda não-revolucionária, o que na hora do voto faz com que o PS seja o partido em que a maior parte dos portugueses se pode vir a identificar. O PS é como um supermercado de políticas onde se pode encontrar de tudo e no qual, a única certeza que temos, é que regressaremos a casa com cada vez menos.

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5 Responses to NeoSocialismoPopular

  1. Helder says:

    Qual a possibilidade de avisar , sempre que um link der para um texto desse esgoto humano que é o galamba?

  2. xatoo says:

    o P”S” pode ser encarado como um supermercado com produtos ideologicos estragados à venda – é assim que pode ser visto pela populaça embuida do espirito maligno do centro comercial – mas o verdadeiro patrão do negócio tem de ser reconhecido como o Sr. Polvo…
    a propósito, há por aí confirmação que o Rui Pedro Soares seja sobrinho de Mário Soares?

  3. ALEX. says:

    1-Antes de mais,xatoo,desde os meus tempos de juventude que o termo “populaça” é utilizado pela direita nas discussões entre correligionários.Espero esteja,dalgum modo,acentuando a maneira como a burguesia nos vê.
    2-Já antes do momento de cristalização no PEC da política de direita,verdadeiramente concernente do Partido dito “Socialista”,apareceram umas vozes desgarradas,as velhas “jarras”,que se colocam em pose para o retrato histórico.
    3-Vozes desgarradas aparecem também aparentemente contra o PEC.
    4-Este Partido é,e só posso eventualmente pecar por defeito,um Partido de Centro-Direita em deriva direitista e a fazer coisas que marcarão indelévelmente o País.
    5-Teremos de ser nós–de esquerda–a dizer a verdade ás pessoas chamando-lhes a atenção que aquelas “bocas de esquerdas”, de dentro de um partido de centro-direita, tão de direita, estarão totalmente condenadas á ineficácia,como o têm estado,como o estarão com a agravante das pessoas,no geral,reconhecerem com dificuldade que essas pessoas pertencendo a este P”S” são coresponsáveis por estas políticas.
    E se alguém tiver dúvidas em reconhecer a realidade é dar-lhes o exemplo do Manuel Alegre que há tanto tempo anda a” pregar no deserto”sem ter sido capaz de mudar uma linha do essencial.
    E para os verdadeiros Socialistas do P”S”:”Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele”.

  4. Mr Y says:

    ou ele ou ela, Diana Barroso Soares, mulher de Rui Pedro Soares, e funcionária da direcção municipal de Gestão Urbanística da Câmara de Lisboa, desde Outubro de 2007.

    uma intocável lá no sítio, ao que parece…

  5. Pingback: cinco dias » Sem insultar, com certeza

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