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O Arrastado oliveira continua a sua cruzada contra Cuba e agora, sem respeito pela memória, e sem dignidade, foi buscar as Mães da Praça de Maio argentinas: não sabe o pobre demagogo que estas já refutaram todas e quaisquer comparações com as “Mulheres de Branco” oliveirescas; porque não enviamos este lutador para Miami já?

18 de Março de 2010 por Carlos Vidal


Sim, era bom que o Oliveira-”arrastão” soubesse respeitar quem tem de ser respeitado!

Que se cale o Arrastado oliveiresco, fala agora Hebe de Bonafini, presidente das Madres de la Plaza de Mayo. Que este espécime de pessoa e espécie de blogger sem ética nem vergonha se cale e ouça as Mães de Maio, e a sua presidente:

Consultada, Hebe de Bonafini, presidente da associação Madres de la Plaza de Mayo, universalmente reconhecida e respeitada por sua incansável luta contra as injustiças, denunciou a relação falaciosa entre as duas organizações.

“Primeiro, deixe-me dizer-lhe que a Plaza de Mayo está na Argentina e em nenhum outro lugar. Nosso lenço branco simboliza a vida, enquanto que essas mulheres  [de Cuba] das quais vocês me falam representam a morte. Esta é a diferença mais importante e mais substancial que devemos assinalar aos jornalistas. Não vamos aceitar que nos comparem ou utilizem nossos símbolos para pisotear-nos. Estamos em total desacordo com elas”, afirmou.

“Essas mulheres defendem o terrorismo dos Estados Unidos. Defendem o primeiro país terrorista do mundo, o que tem mais sangue nas mãos, o que lança mais bombas, o que invade mais países, o que impõe as sanções econômicas mais duras aos demais. Estamos falando da nação que é responsável pelos crimes de Hiroshima e Nagasaki”, enfatizou.

“Essas mulheres não percebem que a luta das Madres de la Plaza de Mayo simboliza o amor por nossos filhos desaparecidos, assassinados pelos tiranos impostos pelos Estados Unidos. Nosso combate representa a revolução, a que nossos filos e filhas quiseram fazer. Sua luta é diferente, pois elas defendem a política subversiva dos Estados Unidos, que somente contém opressão, repressão e morte”, afirmou.

Pois é, o nível desta gentalha lusa é este: vale tudo, até espezinhar a memória de quem lutou e ficou sem os familiares próximos às mãos dos militares argentinos. Ou seja, se esta gente, estes lusitos, não se dão ao respeito nem respeitam quem sofre e sofreu, será que devem ser RESPEITADOS??

Por mim, não serão respeitados.


Madres de la Plaza de Mayo (Argentina)

(Post-scriptum: note-se ainda que a patrocinadora das “Mulheres de Branco” de Cuba é Laura Bush - mas para o Arrastado oliveira isso é o menos)

Comentários

Comentário de Sarrabulho
Data: 19 de Março de 2010, 0:13

Grotesca comparação. As damas de blanco são conhecidas em cuba como as damas de el verde (das notitas verdes que vêm do norte entenda-se).

Comentário de Carlos Vidal
Data: 19 de Março de 2010, 1:11

caro xatoo, é perguntar ao arrastado, o mentecapto da bloga.
Se o tipo tivesse um pingo de decência e vergonha retirava de imediato a comparação com as Mães argentinas.
Vou ficar à espera sentado.

Comentário de LGF Lizard
Data: 19 de Março de 2010, 1:23

Esquisito como quem diz que defende a liberdade pode apoiar uma ditadura. Quem lutou contra uma ditadura para defender a liberdade, não pode apoiar outra ditadura, só porque a ditadura que apoia é da sua linha ideológica.
Bem, tal comentário vindo da Hebe de Bonafini, já não choca ninguém. Basta o apoio declarado aos autores do 11 de Setembro…

Comentário de Aurélio Malva
Data: 19 de Março de 2010, 1:37

Sobre as “damas de blanco”, quem as patrocina e quais os seus objectivos, estamos esclarecidos.
Mas gostaria que lessem e dissessem o que pensam desta entrevista de Pablo Milanés.
É que, embora aceite que estas greves dos chamados dissidentes cubanos sejam tudo menos “inocentes” e tenham uma agenda escondida, Pablo parece ter alguma razao quando diz que “los revolucionarios […] Se han convertido en reaccionarios de sus propias ideas. Por eso […] hace falta otra revolución”. E para que ninguém duvide do que defende, esclarece: “Más que elecciones, que en Cuba hubiera cambio, porque tampoco creo en las elecciones. Ése es un juego democrático entre comillas que también es una farsa.”

Comentário de Carlos Vidal
Data: 19 de Março de 2010, 1:40

Sr. Lagarto,
Parece que a senhora só serve quando apoia os seus.

O Arrastado citou-a, ou melhor, a sua associação.
Telefone então para o Arrastado e diga-lhe: cite as Mães da Praça de Maio, mas não se refira à sua presidente.
Cite, Arrastado, apenas o que interessa. CUIDADO.

Comentário de Abilio Rosa
Data: 19 de Março de 2010, 1:41

Resposta adequada à fracturância burguesa e esquerdista que faz o jogo objectivo dos senhores do mundo e da alta finança.
Esses críticos de Cuba não sabem que este pequeno país está num estado de guerra não-declarado com o seu musculado vizinho do norte há já cinquenta anos e tem sofrido as consequências dum criminoso embargo comercial, para além de ter sido vitíma de ataques terroristas a partir de Miami.

Saberão esses burguesinhos totós – alimentados com coca-cola e humburguers – o que é a Liberdade e a Honra dum Povo?

Serão eles mais livres do que os cubanos, só pelo facto de berrarem umas tretas e aparecerem nas tvs com teorias queques?

Comentário de Aniceto Azevedo
Data: 19 de Março de 2010, 1:47

Caríssimo Carlos,

começa a ser preciso tocar nas coisas desse tal de oliveira com muito cuidado, com a maior distância possível, com nojo e com asco. Mais propriamente: com uma enorme vara. Que é o que se faz quando é preciso tocar em merda.

Comentário de Roger
Data: 19 de Março de 2010, 2:32

A punheta que o Manuel João Vieira bate antes de ir para a cama é equivalente ao habitual post do Carlos Vidal pré-xixi-cama.

Eu que ando com falta de dinheiro, vou-me fazer passar por dissidente cubano. Pode ser que acorde milionário, quando me passar desta para melhor.

No meio desta merda toda importa discutir uma coisa, e uma coisa só: existem cidadãos cubanos presos por opinião política contrária à do Regime?
(Note-se que legalmente eles não estão presos por essa razão. Era o que acontecia antes do 25 de Abril, como bem notou o arrastãozeco)

Comentário de Carlos Vidal
Data: 19 de Março de 2010, 2:53

O meu ex-colega Manuel João ainda bate punhetas todos os dias e à mesma hora?

A sua pergunta também é uma pequena punheta.
Mas tem resposta, a pergunta: pergunta-me se há gente em Cuba presa por ter opiniões diferentes do que você chama o “regime”?
Deve haver, e não me icomoda muito.

Por outro lado, há tanto como cá, em França ou Itália. Ou seja, não há. Ora, se eu manifestasse o meu anti-socratismo como gostaria, seria preso. Se eu manifestasse o meu anticapitalismo como gostaria eu seria preso. Não por motivos ideológicos, não é verdade??
O Arrastado descobre cada coisa. Infra-genialidade.

Você, punheteie-se e deite-se que é que eu vou fazer agora mesmo (as duas coisas, note bem).

Comentário de Roger
Data: 19 de Março de 2010, 3:27

Bravo, clap clap clap. Nos tempos da outra senhora, ser da resistência anti-fascista era a coisa mais elevada que podia haver. Pois hoje, num regime que se reclama comunista (seja ele Cubano ou Chinês) não pode haver protesto. Os dissidentes são obrigatoriamente as pessoas, não as castas burocratas. É esse o caminho, kamarada Vidal.

Comentário de Sérgio
Data: 19 de Março de 2010, 11:31

O Carlos Vidal, se pinta, devia usar uma máscara ou então escolher materiais não tóxicos.

E é claro que não comento o seu post. Seria mais ou menos como tentar provar a um padre que deus é uma matéria de opinião e não de factos.

Comentário de In Memoriam
Data: 19 de Março de 2010, 11:42

Excelente ideia para combater o déficit: Criar um banco de esperma do estado; o contribuinte pagava os impostos com uma doação mensal e exportavamos o “material”. E já agora criávamos um novo partido: POP (Partido Onanista Português). Isto de continuarmos a chorar sobre o leite derramado é falta de visão de estado!!!

Comentário de A fonte do Lima
Data: 19 de Março de 2010, 11:50

Está boa! O Vidal diariamente manifesta o seu anti-socratismo. Por acaso está a fazê-lo da prisão? O Vidal quase todos os dias manifesta o seu anticapitalismo. Por acaso perdeu o seu emprego no Estado, a sua família sofreu represálias e foi visitado à noite pela polícia? É cada alucinação, para estas bandas…

Comentário de Ai nao faz o menino?
Data: 19 de Março de 2010, 11:53

“Ora, se eu manifestasse o meu anti-socratismo como gostaria, seria preso. Se eu manifestasse o meu anticapitalismo como gostaria eu seria preso”

Se nao o faz e porque e um cobarde, ou entao nao acredita o suficiente para o fazer. Por isso continue a bater pivias e a sonhar com a revolucao.

Comentário de Antonio Cunha
Data: 19 de Março de 2010, 11:58

Carlos Vidal você é um anormal. Rima e é verdade.

25 de Novembro sempre, Comunalha nunca mais.

Comentário de lingrinhas
Data: 19 de Março de 2010, 12:01

ó sr vidal muitas das damas de blanco deviam ser damas de negro pelo luto dos filhos ,maridos e familiares.

Comentário de nerd
Data: 19 de Março de 2010, 12:07

Estes palhaços dos direitos dos reaccionários pagos pelo EUA,nada falam de Guantanamo.Nada falam de Riga ,Letónia,UE e quejandos q fazem manifs de fascistas das SS,velhos e novos criminosos-ainda dizem q Stalin matou milhões!Como é possível?Deve-se informar q eram esta escória quem metia os espiões na ex-URSS,logo heróis do capitalismo selvagem,logo apaparicados pela europa ‘democrática’.Democrática para os bandidos do Kosovo e para os banksters.E,depois,há cada idiota a comentá-lo,que só me aptyece mandá-los para a real puta queos pariu mais o seu(deles) apego aos ‘valores democráticos’.Gente de merda,nem seker comentam o video pq a verdae é fodida .

Comentário de Luis Rainha
Data: 19 de Março de 2010, 12:13

Mas acontece que ali não é preciso que se manifestem sem limites; muito menos basta. Não é, de todo, como cá.

Comentário de Antonio Cunha
Data: 19 de Março de 2010, 13:00

ó Nerd andamos a descascar batatas justos lá no teu Gulag meu anormal de merda ?

O comunismo é responsável pelo assassinato de 100 milhões de seres humanos meu monte de esterco. Vive com isso.

Comentário de Augusto
Data: 19 de Março de 2010, 13:37

E A COMPARAÇÃO ESTÁ MUITO BEM FEITA.

Ou será que uma mãe cubana que se manifesta por ter um filho preso pela ditadura cubana, tem menos direito ao protesto…

Foi vergonhoso as imagens que as televisões passaram, e demonstraram bem o que são os direitos humanos em Cuba…..

Comentário de Camarro
Data: 19 de Março de 2010, 13:53

Caro António Cunha

Se não se põe a pau ainda passa a ser a vítima nº 100.000.001 do comunismo…

Comentário de Leo
Data: 19 de Março de 2010, 14:24

Em Cuba nem ditadura, nem presos políticos e a passeata das familiares de presos comuns o que foi senão uma manifestação? Devidamente repudiada pela população como ficou comprovado. E desta vez sem o apoio expresso da mentora, Laura Bush. Mas com todo o apoio dos boys do Oliveira.

Comentário de ezequiel
Data: 19 de Março de 2010, 14:52

sr prof

eu n me importava nadinha de ir pa Miami. eu acho que o sr deveria convidar o DO a ir, sei lá, para Cuba, por exemplo. o sr prof e ele, para cuba, por razões diferentes. assim seria coerente. pa Miami não.

não faz qualquer sentido LOL :)

Comentário de ezequiel
Data: 19 de Março de 2010, 14:55

Luís,

ethical opportunism (DO) versus ethical miopia (CV).

why bother?

dead end. double bind. alternating distortions.

f… i.

Comentário de rms
Data: 19 de Março de 2010, 15:26

O Daniel assinou a petição contra a ilegalização da Juventude Comunista Checa? E já se pronunciou sobre a tentativa de ilegalização do PC do Chile?

Comentário de Antonio Cunha
Data: 19 de Março de 2010, 16:33

Caro Camarro

Nem homens, quanto mais aves raras

Comentário de Ana Santos Cunha
Data: 19 de Março de 2010, 16:40

Ponho agora fim à leitura do vosso Blog. Carlos Vidal que vomite o seu reacionarismo doentio. Eu não tenho que levar com ele.

Comentário de Carlos Vidal
Data: 19 de Março de 2010, 16:46

Ah, o horror, Luis Rainha, o horror.

Por igual, não aprecio nada os seguintes termos:
democracia, ditadura, partido único, livre expressão, livre iniciativa, direitos humanos, direito de manifestação, etc.
Ou inventamos mais do que isto, ou nunca mais saímos disto, e tu, Luis, poderás sempre acusar ou criticar quem quer sair disto (dos significantes vazios que apontas como valiosos e do teu agrado) como estando a violar isto (os mesmos).

Mas nós não nos entendemos por duas razões, pelo menos:
- não estou nesta sociedade que tu chamas de democrática como um fim de história. Não a aprecio, não a defendo.
- não partilho de nenhum termo que tu usas (que toda a gente é obrigada a usar) para conversar sobre política.
Portanto…

Comentário de lingrinhas
Data: 19 de Março de 2010, 16:53

rms#não me fale republica checa que me faz lembrar a checoslovaquia nos idos anos da fartura «de porrada»

Comentário de lingrinhas
Data: 19 de Março de 2010, 17:01

Abilio rosa# se duvidas que são mais livres vai lá berrar umas tretas que sejam e vez o que te acontece

Comentário de lingrinhas
Data: 19 de Março de 2010, 17:03

O Daniel já está MARCADO pelo vidal

Comentário de Miguel Lopes
Data: 19 de Março de 2010, 17:04

“continua a sua cruzada contra Cuba” Carlos Vidal

“Esses críticos de Cuba (…)” Abilio Rosa

Cautela com esta gente se não querem ser críticos de Portugal – ou estar contra Portugal -, da próxima vez que derem a justa ferroada no governo de Sócrates. Cautela… eles falam na “Honra dum Povo”.
Cautela com gente que abusa de teleologia barata para evitar arrostar o argumento, ou seja, o valor do argumento é sopesado pelas consequência positivas ou negativas que provoca no inimigo. O argumento não tem valor em si. Não podem existir princípios, a menos que possam ser moldados à circunstância de podermos estar ou não a fazer o “jogo da reacção”. Exemplo: o inimigo defende a liberdade de associação política em Cuba e o fim do partido único. Nós também. Como fugir deste berbicacho? Podemos invocar as “condições específicas de cada país”, ou então usar o escapismo barato: a causa deixa de ser válida, porque se fosse, estaríamos a fazer o “jogo da reacção”.
Então cautela, da próxima vez que colocarem a questão: será correcto não existir direito de associação política e só haver um partido legalmente constituído, ainda que não eleitoral? Vejam lá se não estarão a fazer o “jogo da reacção”. Cautela da próxima vez que acharem que são mais livres por poder “berrar uma tretas”. Estão a defender os “direitos dos reaccionários” (e também dos nerds por extensão, porquanto a liberdade dos reaccionários confirma a de outrém).

Agora topem lá a cena: onde é que nós já ouvimos todos estes estribilhos reaccionários?
Pois é…mas são os estribilhos que não fazem o “jogo da reacção”, e se calhar por isso não são reaccionários.

Cautela com esta gente… Cautela para não fazerem o jogo dos Carlos Vidais e dos Abilios Rosas desta vida…

¡Patria o Muerte!

Comentário de Miguel Lopes
Data: 19 de Março de 2010, 17:09

“E já se pronunciou sobre a tentativa de ilegalização do PC do Chile?” rms

http://arrastao.org/sem-categoria/diz-que-e-uma-especie-de-democracia/

Comentário de almajecta02
Data: 19 de Março de 2010, 17:20

ainda a desmontar o dito mito da modernidade? e a romper com a opressiva cadeia de genialidades e ídolos das massas? anda por aqui um cheiro a pescoço sangrante e divos arrastados mui obsoletos.

Comentário de zé do boné
Data: 19 de Março de 2010, 18:39

Viva Cuba Viva Fidel
-Corram com as putas de branco. Caralho !
-É vê-las a lamber o cu aos funcionários da oficina de interesses dos USA.

Comentário de Leo
Data: 19 de Março de 2010, 19:09

Em Cuba os tribunais punem as pessoas pelas suas acções, não pelas suas ideias.

Comentário de Miguel Lopes
Data: 19 de Março de 2010, 19:49

Leo,

Concorda que só um partido possa estar legalmente organizado?

Comentário de Olaio
Data: 19 de Março de 2010, 20:00

Realmente, não há pachorras para respeitos por estas pessoas!

Comentário de Leo
Data: 19 de Março de 2010, 20:16

Claro que não Miguel. Mas o que é que isso tem a ver com a discussão? Além de que neste preciso momento ocorrem em todos os concelhos cubanos as eleições para delegados – é a base do sistema de poder deles – em plenários onde qualquer pessoa pode participar e onde qualquer um se pode candidatar e propor candidatos. A pertença a um partido não é condição para a participação política, nem sequer para concorrer.

Comentário de zé do boné
Data: 19 de Março de 2010, 20:30

- Essa dos partidos é treta!
- Qual o partido dos grandes interesses económicos?
-Podia haver só um? Podia! – Mas não era a mesma coisa.
Enfim dava mais nas vistas Já o Guerra Junqueiro tinha descoberto tal. Embora não fosse a mesma coisa… claro!

Comentário de xatoo
Data: 19 de Março de 2010, 21:40

e mais nada, Leo
chama-se à coisa, a participação no debate de ideias em assembleias, apresentação de candidatos e eleição para os conselhos locais: “democracia directa das bases”
de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades. E não falamos aqui apenas de bens materiais, falamos de capacidade intelectual para nos podermos pronunciar sobre assuntos que extravasam o nosso entendimento local. Como pode um trabalhador do campo pronunciar-se e decidir dela a decisão de se construir uma central nuclear em determinado ponto do país? tem obrigatoriamente de delegar a decisão em alguém com saber técnico e, fundamental, que lhe mereça confiança politica!
Pode o “voto secreto e universal dito democrático” resolver a contento a contradição da participação nestes casos? não pode. Tomemos o caso do PSD: qualquer que seja a alimária que saia lider daquela cloaca, e se por azar os zés votantes tropeçarem na decisão de alcandorar o tipo a 1º ministro, uma coisa é certa, já se sabe antecipadamente que o próximo ministro da defesa é o Paulo Portas. Mas que raio de merda de democracia é esta?
Um caso mais simples: pode uma besta como o nosso prezado comentador António Cunha ver o seu voto contar para tomadas de decião democráticas e humanisticas? (p/e sobre a redistribuição social equitativa)? não pode. Se calhar nem tem direito a voto lá em casa quando a patroa manda consertar o cano de esgoto (que anda de certeza sempre entupido, porque o Cunha passa a vida a escarrar no lava-loiça…)

Comentário de Miguel Lopes
Data: 19 de Março de 2010, 22:10

“Mas o que é que isso tem a ver com a discussão?”

Tem tudo. Aliás, essa é a discussão.

“Claro que não Miguel (…) A pertença a um partido não é condição para a participação política, nem sequer para concorrer.”

Primeiro diz que não, depois dá o flanco e no fim afiança que não é condição para a participação política. É falso!!
Não é necessário para a participação eleitoral, mas para a participação política, isto é, a organização das massas em torno de um projecto.. aí dá um jeitão dos diabos!
Chegámos então ao busílis da questão: se as pessoas se quiserem organizar em torno de um projecto político, só têm uma opção, constitucionalmente definida:

“artículo 5o.- El Partido Comunista de Cuba, martiano y marxista-leninista, vanguardia organizada de la nación cubana, es la fuerza dirigente superior de la sociedad y del Estado, que organiza y orienta los esfuerzos comunes hacia los altos fines de la construcción del socialismo y el avance hacia la sociedad comunista.”

Não há alternativa! União Nacional!

E portanto a pergunta mantém-se: concorda com a inexistência de liberdade de associação política, excepto para o PCC? Concorda com esse artigo constitucional?

Cumprimentos

Comentário de Carlos Vidal
Data: 19 de Março de 2010, 23:42

Chega um gajo a casa depois do seu único dia de trabalho semanal e, traiçoeiramente digamos, vê a sua caixa de comentários cheia de disparates sobre “democracia” e “direitos humanos”. Porra! Mau, para fim de dia e de noite!!

Já disse ao Luis Rainha que não me revejo nos termos usados nas nossas sociedades de “bloco central” ou “mexicanizadas” (lembram-se do PSI mexicano? Era a sociedade inteira não era?), ou seja, nos termos que muitos comentadores aqui usam. “Direitos”, “democracia”, “partido único”, “ditadura” são significantes sem qualquer interesse para se discutir proveitosamente.
Portanto…

De resto, sublinho o que o xatoo acima diz, que me interessa e muito:

“a participação no debate de ideias em assembleias, apresentação de candidatos e eleição para os conselhos locais: democracia directa das bases (…)”

Oh democratas, não gostam. paciência eu também não gosto lá muito de vocês (o António Cunha é um caso à parte: até me dizer que ele é o Chico da Tasca, que anda desaparecido, eu estou tentado a censurar-lhe os comentários; repito, “censurar-lhe”; é ou não o sr. o Chico da Tasca? Onde está o Chico da Tasca?).

Entretanto, vejo o ezequiel muito azafamado neste post e muito incomodado com a “ditadura” cubana. Logo o amigo ezequiel, tão condescendente com o fascismo israelita!

Há aqui entretanto uma pessoa que diz não mais voltar:
É uma tal Ana Santos Cunha. Adeus.

Comentário de Leo
Data: 20 de Março de 2010, 9:46

O Miguel não desconhece que há poucos anos, os cubanos aprovaram a Constituição da sua República, num referendo largamente participado, certo? É a Constituição que o seu Parlamento antes tinha aprovado, reflectindo o amadurecimento da sua Revolução. E repito, foi aprovada, por grande maioria, em referendo.

Sou dos que nunca interfere nas questões internas dos outros povos, portanto se eles decidiram do seu sistema político, respeito essa escolha. Por cá, em 1976, também a nossa Assembleia Constituinte, decidiu da nossa Constituição. Também não gostaria que outros – fossem eles cubanos, norte-americanos ou espanhóis – interferissem nas nossas.

Eu se quero que me respeitem, tenho que me dar ao respeito.

Comentário de zé do boné
Data: 20 de Março de 2010, 10:43

-Alguém ouviu falar de um negro em greve de fome que ontem morreu em pleno Aeroporto de Zurique, quando era arrastado a força para ser deportado por ter cometido o crime horrível de ser imigrante ilegal.
-Não ouviram pois não? Pois não ouviram!
-Não haverá por aqui uma alma caridosa tipo -Daniel Oliveira o petições -
-Que ponha a circular um baixo assinadozito contra a paupérrima e democraticíssima Suíça do capital financeiro internacional -Matadora de pretos.

Comentário de Ricardo
Data: 20 de Março de 2010, 12:06

Você é mais um facista disfarçado de comunista…

Agradeço a publicação destes posts. Refrescam-me a memória e fazem-me lembrar porque jamais votarei num partido que apesar de ter representação democraticamente eleita no Parlamento, não é Democrático. Já para não falar nesta esquizofrenia conceptual que torna desculpável todas as atrocidades, desde que estas venham do lado certo do espectro político.

Fale mais. Escreva mais. Os Portugueses precisam de saber que gente assim (ainda) existe.

Comentário de Antonio Cunha
Data: 20 de Março de 2010, 16:15

ó Vidal

O Chico da Tasca é do PS, ainda não percebeu ? Ai essa cabecinha….

Eu sou Social Democrata, da ala mais à esquerda do PSD, com cartão de militante e candidato a uma das juntas de freguesia do concelho do Seixal. Percebeu agora, ou quer que lhe faça um desenho ? Bem acho que a si nem um desenho chegava.

O que que você ainda não percebeu é que existem muitas pessoas em Portugal, aliás a maioria, que pensam como o Chico e como eu.
Meu caro, o povo é sereno e Portugal é do povo não é de Moscovo.
E é por causa disso que você e a cambada de vermelhuscos como você NUNCA chegarão ao poder neste país.

Por isso deixe lá o Chico da Tasca sossegadito.

Comentário de Leo
Data: 20 de Março de 2010, 18:12

Eu preocupo-me com a qualidade da “minha” democracia, cá em Portugal. Os cubanos preocupam-se com o aprofundamento da democracia deles, em Cuba.

Com tantas preocupações com a democracia cubana, alguns até já está a parecer-se com um antigo chefe da Repartição de Interesse dos EUA (SINA) em Havana, James Cason, que em 2007chegou ao absurdo de criar um partido em Cuba: Partido Liberal Cubano. Vejam só, um diplomata de outro país criando partidos em Cuba! Claro que esse partido não tem existência legal, mas o que importa é a clara provocação aberta realizada por um diplomata norte-americano em Cuba.

Pensemos juntos. Porquê provocações tão ofensivas e inaceitáveis? Não vejo como não concluir que seja para que mais cedo ou mais tarde o governo cubano faça valer a lei prendendo os mercenários que participam dessas provocações. O próximo passo do jogo macabro é dar a eles o honroso e politicamente frutífero título de “presos de consciência” e poder fazer o maior alarde possível sobre a “crueldade e despotismo dos Castro”.

Quando um desses presos se mata aí eles choram baba e ranho: “mais um assassinato frio e cruel na ilha dos Castro vitimando um pobre defensor da democracia e liberdade, condenado às mais terríveis torturas por ter cometido o crime de dizer pacificamente o que pensa. Viram só como é preciso não só manter como endurecer e estender o bloqueio contra essa ilha-prisão?”

O objectivo das provocações é exactamente esse. Ou então, na pior das hipóteses, que as pessoas pensem: “Ai meu deus que complicado tudo isso. Sabe o que…vou deixar tudo isso pra lá e vou ‘cuidar da minha vida’”. Um a menos para criticar.

Cuba, que tem demonstrado em excesso que tem como principal divisa a vida e a dignidade humana, não vai aceitar pressões ou chantagens. E faz ela muito bem. Podem pois tirar o cavalinho da chuva.

Comentário de Leo
Data: 20 de Março de 2010, 23:28

Afinal a que “atrocidades” se refere o Ricardo?

Comentário de João Amaral
Data: 21 de Março de 2010, 11:50

Pôrra que cambada de metecaptos. Afinal os presos politicos em Cuba e a maioria que vive no terror de ser apelidada de traidor se criticar o regime não existem. Afinal a Pide e o Slazar eram uns tipos porreiros que existiram por causa do imperialismo americano. O Salazar até recusou a ajuda americana e a coca-cola, não foi ?

Comentário de Luís
Data: 21 de Março de 2010, 14:07

…Ingenuidade ou juventude… ou miopia descartável… ou dualidade de pensamento e de critérios…ou atrofia ideológica…
…continuo a ficar Arrepiado e Infeliz quando se continua a ver o mundo a preto e branco, sempre, e da forma mais maniqueísta possível…
…condenar a ausência de liberdade é condenar a ausência de liberdade, onde, como e quando ela se manifestar. Ponto.
…houve o tempo das Grandes Revoluções que iam mudar o mundo; houve o tempo da Guerra Fria e da sua divisão Tordesilhiana do(s) espaços planetários em BONS e MAUS.
Mas hoje?!?!…
Há dias o ex-responsável de uma Reforma Monetária na Coreia do Norte, um senhor com 77 anos, membro usufruidor da nomenclatura dirigente, foi executado porque a dita correu mal. A China pratica abundantemente a amálgama entre “deliquente comum” e, para eles inexistente, “prisioneiro político” (neste momento leio as memórias de Zhao Ziang que viveu 16 anos em prisão domiciliária depois dos massacres de Tianammen…bem a propósito…).
O Chile de Pinochet (tão elogiado por Madame Thatcher), todas as ex-ditaduras latino-americanas, as ex-ditaduras do Leste europeu com especial relevo para a Romena, as ex-ditaduras africanas e as actuais, a guerra na(s) Coreia(s) em 1950-53, os massacres no Irão em 1953, na Indonésia em 1956, na Hungria no mesmo ano, a invasão da Checoslováquia em 1968, as guerras no(s) Vietname(s) (primeiro com franceses e depois com norte-americanos), o eterno e terrível conflito árabo-israelita e subsequente opressão sobre os palestinianos, a invasão do Iraque, a invasão e infindável guerra no Afeganistão, os terrorismos brancos e vermelhos (OAS, ETA, BR, KKK,etc), os terrorismos de estado (DGS espanhola, PIDE, MI5, MOSSAD, CIA, KGB, etc.), ainda que matizados,
Mesmo, nos países democráticos, a luta permanente entre a manipulação e a usurpação de direitos dos cidadãos (a Itália actual que é –para cúmulo- outorgada eleitoralmente) nunca se pode dar por finda ( ver a Socratiniana situação actual lusa).
Como é que, nos dias de hoje, se pode ainda aceitar que 77 dissidentes cubanos tenham sido condenados há alguns anos só por terem manifestado ideias contrárias às oficiais?
Como é possível ainda ver o mundo com os olhos de que num lado estão tenebrosos agitadores comunistas e do outro puros democratas, ou vice-versa?
As mães de Havana, como as mães de Buenos Aires, como as mães de Pequim, como as mães de Santiago do Chile existem ou existiram. Nalguns casos, -em muitos casos infelizmente!- nem nunca puderam ter a veleidade de poder manifestar-se (as de Lisboa no tempo da ditadura; muito embora tivesse havido a vigília do Rato com as repercussões conhecidas).
Condenar selectivamente não é ser honesto.

Comentário de Leo
Data: 21 de Março de 2010, 18:55

Como é que, nos dias de hoje, depois de tudo o que se sabe sobre a luta de 50 anos dos USA para organizar e financiar a quinta coluna interna ainda há quem possa escrever que “77 dissidentes cubanos tenham sido condenados há alguns anos só por terem manifestado ideias contrárias às oficiais?” Em que país é que vive quem pensa que qualquer Estado pode deixar de sancionar – aplicando as suas leis – cidadãos seus mercenários por conta de um país estrangeiro que unilateralmente lhe declarou guerra há 50 anos? O que pensa que aconteceria a cidadãos e cidadãs norte-americanos que o FBI descobrisse que recebiam dinheiro da embaixada dos USA para promover acções nos USA contra os USA? Pois não, condenar selectivamente, como o Luís faz não é honesto.

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