
Sim, era bom que o Oliveira-”arrastão” soubesse respeitar quem tem de ser respeitado!
Que se cale o Arrastado oliveiresco, fala agora Hebe de Bonafini, presidente das Madres de la Plaza de Mayo. Que este espécime de pessoa e espécie de blogger sem ética nem vergonha se cale e ouça as Mães de Maio, e a sua presidente:
Consultada, Hebe de Bonafini, presidente da associação Madres de la Plaza de Mayo, universalmente reconhecida e respeitada por sua incansável luta contra as injustiças, denunciou a relação falaciosa entre as duas organizações.
“Primeiro, deixe-me dizer-lhe que a Plaza de Mayo está na Argentina e em nenhum outro lugar. Nosso lenço branco simboliza a vida, enquanto que essas mulheres [de Cuba] das quais vocês me falam representam a morte. Esta é a diferença mais importante e mais substancial que devemos assinalar aos jornalistas. Não vamos aceitar que nos comparem ou utilizem nossos símbolos para pisotear-nos. Estamos em total desacordo com elas”, afirmou.
“Essas mulheres defendem o terrorismo dos Estados Unidos. Defendem o primeiro país terrorista do mundo, o que tem mais sangue nas mãos, o que lança mais bombas, o que invade mais países, o que impõe as sanções econômicas mais duras aos demais. Estamos falando da nação que é responsável pelos crimes de Hiroshima e Nagasaki”, enfatizou.
“Essas mulheres não percebem que a luta das Madres de la Plaza de Mayo simboliza o amor por nossos filhos desaparecidos, assassinados pelos tiranos impostos pelos Estados Unidos. Nosso combate representa a revolução, a que nossos filos e filhas quiseram fazer. Sua luta é diferente, pois elas defendem a política subversiva dos Estados Unidos, que somente contém opressão, repressão e morte”, afirmou.
Pois é, o nível desta gentalha lusa é este: vale tudo, até espezinhar a memória de quem lutou e ficou sem os familiares próximos às mãos dos militares argentinos. Ou seja, se esta gente, estes lusitos, não se dão ao respeito nem respeitam quem sofre e sofreu, será que devem ser RESPEITADOS??
Por mim, não serão respeitados.


Madres de la Plaza de Mayo (Argentina)
(Post-scriptum: note-se ainda que a patrocinadora das “Mulheres de Branco” de Cuba é Laura Bush - mas para o Arrastado oliveira isso é o menos)
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Pôrra que cambada de metecaptos. Afinal os presos politicos em Cuba e a maioria que vive no terror de ser apelidada de traidor se criticar o regime não existem. Afinal a Pide e o Slazar eram uns tipos porreiros que existiram por causa do imperialismo americano. O Salazar até recusou a ajuda americana e a coca-cola, não foi ?
…Ingenuidade ou juventude… ou miopia descartável… ou dualidade de pensamento e de critérios…ou atrofia ideológica…
…continuo a ficar Arrepiado e Infeliz quando se continua a ver o mundo a preto e branco, sempre, e da forma mais maniqueísta possível…
…condenar a ausência de liberdade é condenar a ausência de liberdade, onde, como e quando ela se manifestar. Ponto.
…houve o tempo das Grandes Revoluções que iam mudar o mundo; houve o tempo da Guerra Fria e da sua divisão Tordesilhiana do(s) espaços planetários em BONS e MAUS.
Mas hoje?!?!…
Há dias o ex-responsável de uma Reforma Monetária na Coreia do Norte, um senhor com 77 anos, membro usufruidor da nomenclatura dirigente, foi executado porque a dita correu mal. A China pratica abundantemente a amálgama entre “deliquente comum” e, para eles inexistente, “prisioneiro político” (neste momento leio as memórias de Zhao Ziang que viveu 16 anos em prisão domiciliária depois dos massacres de Tianammen…bem a propósito…).
O Chile de Pinochet (tão elogiado por Madame Thatcher), todas as ex-ditaduras latino-americanas, as ex-ditaduras do Leste europeu com especial relevo para a Romena, as ex-ditaduras africanas e as actuais, a guerra na(s) Coreia(s) em 1950-53, os massacres no Irão em 1953, na Indonésia em 1956, na Hungria no mesmo ano, a invasão da Checoslováquia em 1968, as guerras no(s) Vietname(s) (primeiro com franceses e depois com norte-americanos), o eterno e terrível conflito árabo-israelita e subsequente opressão sobre os palestinianos, a invasão do Iraque, a invasão e infindável guerra no Afeganistão, os terrorismos brancos e vermelhos (OAS, ETA, BR, KKK,etc), os terrorismos de estado (DGS espanhola, PIDE, MI5, MOSSAD, CIA, KGB, etc.), ainda que matizados,
Mesmo, nos países democráticos, a luta permanente entre a manipulação e a usurpação de direitos dos cidadãos (a Itália actual que é –para cúmulo- outorgada eleitoralmente) nunca se pode dar por finda ( ver a Socratiniana situação actual lusa).
Como é que, nos dias de hoje, se pode ainda aceitar que 77 dissidentes cubanos tenham sido condenados há alguns anos só por terem manifestado ideias contrárias às oficiais?
Como é possível ainda ver o mundo com os olhos de que num lado estão tenebrosos agitadores comunistas e do outro puros democratas, ou vice-versa?
As mães de Havana, como as mães de Buenos Aires, como as mães de Pequim, como as mães de Santiago do Chile existem ou existiram. Nalguns casos, -em muitos casos infelizmente!- nem nunca puderam ter a veleidade de poder manifestar-se (as de Lisboa no tempo da ditadura; muito embora tivesse havido a vigília do Rato com as repercussões conhecidas).
Condenar selectivamente não é ser honesto.
Como é que, nos dias de hoje, depois de tudo o que se sabe sobre a luta de 50 anos dos USA para organizar e financiar a quinta coluna interna ainda há quem possa escrever que “77 dissidentes cubanos tenham sido condenados há alguns anos só por terem manifestado ideias contrárias às oficiais?” Em que país é que vive quem pensa que qualquer Estado pode deixar de sancionar – aplicando as suas leis – cidadãos seus mercenários por conta de um país estrangeiro que unilateralmente lhe declarou guerra há 50 anos? O que pensa que aconteceria a cidadãos e cidadãs norte-americanos que o FBI descobrisse que recebiam dinheiro da embaixada dos USA para promover acções nos USA contra os USA? Pois não, condenar selectivamente, como o Luís faz não é honesto.