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Graves erros editoriais

17 de Março de 2010 por António Figueira

Em 1996, a excelente Cotovia editou apenas 1200 exemplares da excelente tradução portuguesa deste não menos excelente livro. Erro grave: dado o interesse massivo da nossa juventude nas subtilezas das civilizações minóica e micénica, atrevo-me a pensar que a dita tradução conseguiria com facilidade rivalizar em número de exemplares e, logo, de leitores com outras obras de grande porte, como, sei lá, o “Equador”, que eu prometo à Nossa Senhora de Fátima que hei-de ler quando fizer 80 anos (para ver se Ela mete uma cunha ao Altíssimo e me deixa viver até tão tarde, quando a malta que eu conheço já estiver toda a fazer tijolo). Em qualquer caso, garanto-vos que o raio do livro (descoberto, poeirento, na “Ler Devagar” um destes dias), é do melhor a acompanhar um lombo de bacalhau Pingo Doce e um tinto da (posso dizer excelente outra vez?) casa Ermelinda Freitas, de Fernão Pó (terra sita no distrito de Setúbal e não no Golfo da Guiné, conforme alguns javardolas terão desde já pensado).

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Comentários

Comentário de Ricardo Noronha
Data: 17 de Março de 2010, 1:47

Sempre achei que todos os segredos do mundo estão encriptados nessa escrita. Os micénicos não desconheciam, por exemplo, que o benfica este ano vai ser campeão.

Comentário de António Figueira
Data: 17 de Março de 2010, 2:12

Ricardo,
Apenas o pudor me impede de reproduzir aqui o desenhinho que os minóicos usavam em linear A para se referir ao Benfica.

Comentário de CL
Data: 17 de Março de 2010, 3:12

A Reserva da Casa Ermelinda Pereira, com a marca Pingo Doce, a 3,00 euritos, ou coisa que o valha, é uma rica pomada. Ao preço, atrevo-me a dizer, é do melhor. Excelente para acompanhar lombos, de bacalhau graúdo ou de grande ruminante tenro. Se o livro for de semelhante cepa, estamos conversados sobre o que se perdeu.

Comentário de ezequiel
Data: 17 de Março de 2010, 4:19

safa, que injustiça!! o Equador é uma obra de referência na enciclopédia de grandes obras das ilhas Galápagos. LOL

Comentário de miguel duarte
Data: 17 de Março de 2010, 11:46

Ermelinda Freitas, em Fernando Pó. Vale a pena a visita, gente boa e sabedora.

Comentário de CL
Data: 17 de Março de 2010, 19:56

Perante a divergência quanto ao nome da empresa produtora da pomada, fui à despensa, onde ainda moram duas garrafitas de reserva, porque é coisa de que as prateleiras do supermercado se esvaziam regularmente, e confirmo: Casa Ermelinda Freitas. Fernão Pó é mera questão de vernáculo. E a troca do apelido da senhora deve ter tido a ver com essa outra querida, a Carmelinda Pereira.
Experimentem, ó curiosos, porque vale a pena, pela leveza, pela frescura, pelo sabor a madeira nova, e… pelo preço, uma autêntica pechincha.

Comentário de António Figueira
Data: 18 de Março de 2010, 12:22

Desculpem todos mais este grave erro editorial: claro que é Ermelinda Freitas, e claro – o CL topou logo – que o Pereira se insinuou no nome da Ermelinda por via da sua quase homónima Carmelinda. É o que dá beber muita Ermelinda…

Pingback de cinco dias » O 5dias feito pelos seus leitores
Data: 25 de Março de 2010, 0:19

[...] da Dona Ermelinda, a legítima, e o da sua menos recomendável parente, a Carmelinda; felizmente, o leitor Miguel Duarte repôs a verdade dos factos e os portugueses puderam continuar a beber em paz. Outro exemplo: [...]

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