Graves erros editoriais

Em 1996, a excelente Cotovia editou apenas 1200 exemplares da excelente tradução portuguesa deste não menos excelente livro. Erro grave: dado o interesse massivo da nossa juventude nas subtilezas das civilizações minóica e micénica, atrevo-me a pensar que a dita tradução conseguiria com facilidade rivalizar em número de exemplares e, logo, de leitores com outras obras de grande porte, como, sei lá, o “Equador”, que eu prometo à Nossa Senhora de Fátima que hei-de ler quando fizer 80 anos (para ver se Ela mete uma cunha ao Altíssimo e me deixa viver até tão tarde, quando a malta que eu conheço já estiver toda a fazer tijolo). Em qualquer caso, garanto-vos que o raio do livro (descoberto, poeirento, na “Ler Devagar” um destes dias), é do melhor a acompanhar um lombo de bacalhau Pingo Doce e um tinto da (posso dizer excelente outra vez?) casa Ermelinda Freitas, de Fernão Pó (terra sita no distrito de Setúbal e não no Golfo da Guiné, conforme alguns javardolas terão desde já pensado).

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SEXTA | António Figueira
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8 Responses to Graves erros editoriais

  1. Ricardo Noronha says:

    Sempre achei que todos os segredos do mundo estão encriptados nessa escrita. Os micénicos não desconheciam, por exemplo, que o benfica este ano vai ser campeão.

  2. António Figueira says:

    Ricardo,
    Apenas o pudor me impede de reproduzir aqui o desenhinho que os minóicos usavam em linear A para se referir ao Benfica.

  3. CL says:

    A Reserva da Casa Ermelinda Pereira, com a marca Pingo Doce, a 3,00 euritos, ou coisa que o valha, é uma rica pomada. Ao preço, atrevo-me a dizer, é do melhor. Excelente para acompanhar lombos, de bacalhau graúdo ou de grande ruminante tenro. Se o livro for de semelhante cepa, estamos conversados sobre o que se perdeu.

  4. ezequiel says:

    safa, que injustiça!! o Equador é uma obra de referência na enciclopédia de grandes obras das ilhas Galápagos. LOL

  5. miguel duarte says:

    Ermelinda Freitas, em Fernando Pó. Vale a pena a visita, gente boa e sabedora.

  6. CL says:

    Perante a divergência quanto ao nome da empresa produtora da pomada, fui à despensa, onde ainda moram duas garrafitas de reserva, porque é coisa de que as prateleiras do supermercado se esvaziam regularmente, e confirmo: Casa Ermelinda Freitas. Fernão Pó é mera questão de vernáculo. E a troca do apelido da senhora deve ter tido a ver com essa outra querida, a Carmelinda Pereira.
    Experimentem, ó curiosos, porque vale a pena, pela leveza, pela frescura, pelo sabor a madeira nova, e… pelo preço, uma autêntica pechincha.

  7. António Figueira says:

    Desculpem todos mais este grave erro editorial: claro que é Ermelinda Freitas, e claro – o CL topou logo – que o Pereira se insinuou no nome da Ermelinda por via da sua quase homónima Carmelinda. É o que dá beber muita Ermelinda…

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