Em 1996, a excelente Cotovia editou apenas 1200 exemplares da excelente tradução portuguesa deste não menos excelente livro. Erro grave: dado o interesse massivo da nossa juventude nas subtilezas das civilizações minóica e micénica, atrevo-me a pensar que a dita tradução conseguiria com facilidade rivalizar em número de exemplares e, logo, de leitores com outras obras de grande porte, como, sei lá, o “Equador”, que eu prometo à Nossa Senhora de Fátima que hei-de ler quando fizer 80 anos (para ver se Ela mete uma cunha ao Altíssimo e me deixa viver até tão tarde, quando a malta que eu conheço já estiver toda a fazer tijolo). Em qualquer caso, garanto-vos que o raio do livro (descoberto, poeirento, na “Ler Devagar” um destes dias), é do melhor a acompanhar um lombo de bacalhau Pingo Doce e um tinto da (posso dizer excelente outra vez?) casa Ermelinda Freitas, de Fernão Pó (terra sita no distrito de Setúbal e não no Golfo da Guiné, conforme alguns javardolas terão desde já pensado).




Sempre achei que todos os segredos do mundo estão encriptados nessa escrita. Os micénicos não desconheciam, por exemplo, que o benfica este ano vai ser campeão.
Ricardo,
Apenas o pudor me impede de reproduzir aqui o desenhinho que os minóicos usavam em linear A para se referir ao Benfica.
A Reserva da Casa Ermelinda Pereira, com a marca Pingo Doce, a 3,00 euritos, ou coisa que o valha, é uma rica pomada. Ao preço, atrevo-me a dizer, é do melhor. Excelente para acompanhar lombos, de bacalhau graúdo ou de grande ruminante tenro. Se o livro for de semelhante cepa, estamos conversados sobre o que se perdeu.
safa, que injustiça!! o Equador é uma obra de referência na enciclopédia de grandes obras das ilhas Galápagos. LOL
Ermelinda Freitas, em Fernando Pó. Vale a pena a visita, gente boa e sabedora.
Perante a divergência quanto ao nome da empresa produtora da pomada, fui à despensa, onde ainda moram duas garrafitas de reserva, porque é coisa de que as prateleiras do supermercado se esvaziam regularmente, e confirmo: Casa Ermelinda Freitas. Fernão Pó é mera questão de vernáculo. E a troca do apelido da senhora deve ter tido a ver com essa outra querida, a Carmelinda Pereira.
Experimentem, ó curiosos, porque vale a pena, pela leveza, pela frescura, pelo sabor a madeira nova, e… pelo preço, uma autêntica pechincha.
Desculpem todos mais este grave erro editorial: claro que é Ermelinda Freitas, e claro – o CL topou logo – que o Pereira se insinuou no nome da Ermelinda por via da sua quase homónima Carmelinda. É o que dá beber muita Ermelinda…
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