“Encontro um sentido, tou catalogado, não apago o meu Passado, nem o posso meter de lado, sou mais um Cadastrado neste mundo civilizado será que sou, Culpado?” MC Snake
“Encontro um sentido, tou catalogado, não apago o meu Passado, nem o posso meter de lado, sou mais um Cadastrado neste mundo civilizado será que sou, Culpado?” MC Snake
Que bonito! Os clichés dos suburbios todos metidos numa só frase. Reparem que a responsabilidade nunca é própria, é sempre “da sociedade”.
A frase só não explica porque é que o jovem não parou na operação STOP e fugiu. Mais importante, não explica porque é que ele achou que não tinha que parar numa operação STOP.
E você Tiago não explica o que é que se deve fazer quando alguém desrespeita uma ordem de paragem de uma autoridade.
A sério, estou curioso por saber…
Porque é não parou na operação STOP?
Não sabia que se não parasse a polícia poderia recorrer à força para fazer cumprir A LEI?
E se o menino depois de sair dali se tivesse espetado contra um loja com gente ou contra uma paragem de autocarro ou atropelado uma pessoa? A culpa já era da polícia por não ter detido o jovem?
Esta forma de desculpar alguém apenas por ser pobre ou ser de uma minoria étnica é absurda!
Ele infringiu a lei e por isso – E APENAS POR ISSO – ficou sujeito a que o parassem compulsivamente. O tiro falhou (era para ir para a roda e acertou nele) é pena, mas foi ele e APENAS ELE que se meteu nessa situação.
Chega de desculpabilização!
É verdade JP, sempre o cliché dos subúrbios a seguir ao cliché “balázio nos cornos”. E você JP? Gostava de levar com um balázio se não pagasse uma multa da EMEL?
JP sabe tanto sobre o que se passou que devia estar no local do crime… sim, porque até ver, morreu uma pessoa.
O raciocinio é este:
Quem não pára numa paragem stop ? Mata-se(se for pobre e com aspecto de que vive num bairro social)
Quem rouba os bancos como os meninos do BPP e do BPN? Dá-se dinheiro!
A justiça é cega? Claro que não…
não percebo a indignação
um blog que tem membros aprovam a execução de perssoas, desde que americanas ou ao serviço dete pais.
quanto ao resto os tiros da psp para as rodas falham sempre….
é obvio que ninguem deve ser abatido só porque não para numa operação stop mas registo que o valor da vida humana é muito relativo para essas bandas
Mas qual balázio nos cornos Tiago? Viu-me a defender isso em algum momento? Está a distorcer a minha posição porque lhe faltam argumentos.
O que referi foi que, a partir do momento em que ELE e só ELE desrespeita uma ordem de paragem passa a constituir um perigo para a população em geral, uma vez que no momento não são conhecidas as razões da não-paragem e não existe a garantia de que ele não venha a causar danos graves mais adiante.
Nessa situação, e bem, a polícia partiu em perseguição e tentou pará-lo com DOIS tiros para o AR. Neste momento o sujeito OPTOU por continuar em fuga e passa a ser o único responsável por essa sua escolha.
O polícia tentou imobilizá-lo com um tiro para os pneus mas falhou e INFELIZMENTE acertou-lhe.
Note que em qualquer momento ele poderia ter PARADO e acabado com o perigo para si e para outros mas não o fez e insistiu.
Atribuir esta cadeia de acontecimentos a preconceito contra os pobres ou negros dos subúrbios é simplesmente má-fé.
Resumo, o MC teve tempo para perceber o que estava a fazer, andou 10 km a fugir da polícia, tentaram fazê-lo parar várias vezes e mesmo assim ele ESCOLHEU infringir a lei e pôr-se A SI e a outros em risco. O resultado está à vista.
Respondendo directamente à sua pergunta. Não, não gostaria de levar um balázio por não pagar uma multa da emel mas tb não haveria razão para isso uma vez que 1) eu pagaria a multa; 2) Mesmo que não a pagasse, esse facto – por si só – não coloca ninguém em perigo.
Continuo a aguardar a sua opinião acerca do que fazer quando alguém não pára numa operação stop e foge da polícia.
Este JP ou é polícia, bufo ou inventor. Sabe tudo, até aos míninos pormenores. E o que não sabe inventa.
Disparar para a roda e acertou-lhe? Antes do 25 de Abril, e até depois, a policia também disparava para o ar, mas as balas acertavam e matavam as pessoas…
Manuel Monteiro
Fugir à policia é capaz de ser uma actividade de risco…não sei, digo eu…
Oh Manuel Monteiro procure ser um pouco mais lúcido. Parece que a memória já anda a atraiçoá-lo. Ou já esqueceu que antes do 25 de Abril se disparava por outras razões? Como diz BB “onde é que você estava no 25 de Abril”?
Não fez parte daqueles que Abel Manta satirizou no rol dos vira casacas, pois não?
As leis são para cumprir por todos cidadãos. Se alguém desobedece a uma ordem e se põe em fuga é porque tem algo a esconder. Ou os policias além do dever que têm em manter a ordem também devem ser bruxos?
Segundo reza a imprensa o individuo foi morto cerca de 8 km do local onde desobedeceu à ordem de paragem.
Os que diabolizam a policia nestes casos, é porque ainda não se viram em palpos de aranha , com a bandidagem.
Toda a gente sabe meter o colherão no assunto, mas ninguém é capaz de dizer como a situação deve ser resolvida.
Se mais de 90 % dos caos de delinquência têm origem na exclusão social. Porque razão não se tomam medidas preventivas nessa área?
Porque é mais seguro usar a lei do cacete com policias em abundância. Nada melhor como ter sempre uma grande força repressiva à mão, não vá o diabo tece-las.
Jp,
o sono da razão produz monstros como você, que deixam por toda a humanidade um mesmo rasto de racismo, humilhação, exclusão e tortura, uma mesma geografia de guetos e valas comuns.
Libertário
Sei o que era a policia antes do 25 de Abril porque fui daqueles que levei duro da policia de choque, por exemplo em 1969, no Congresso da oposição democrática, em Aveiro. Sabe o que isso é? E já agora: onde estava você nessa altura?
Sei também o que é apontar para o ar e matar uma pessoa porque estava no Largo Camões, já depois do 25 de Abril, quando a policia assassinou o meu camarada José Jorge Morais e condenou a uma cadeira de rodas para toda a vida O Falcato Simões.
Portanto, não cante de galo nem me venha dar lições de luta contra a repressão…
Quanto ao que diz no final: de acordo consigo. O capitalismo não resolve os problemas sociais e depois recorre à repressão para tentar abafar a contestação.
Manuel Monteiro
É tão lindo ver a “esquerda pura e incontaminada” indignar-se com um caso de polícia apenas porque um dos intervenientes era uma imitação reles e barata de alguns arquétipos de negro norte-americano.
A sério que me faz rebolar de riso. Depois o Daniel Oliveira e os jugulentos são isto e aquilo.
O comentário anterior, de um anónimo que se “rebola de riso” com a indignação causada pela morte a tiro de um puto que não parou numa operação stop, não sei se é barato, reles é, é muito.
António, nem sei que escreva sobre alguns comentários que aqui tenho lido. Este “bem pensar salazarento” que acha bem que um polícia leve a mão ao gatilho quando se trata de abater um “arquétipo de negro norte-americano” que não parou ao seu apito, é assustador.
Em relação aos detalhes que referi, são os que vinham na notícia do CM que podem consultar online. Não tendo mais dados neste momento tenho que admitir que o que ali aparece é verdade.
Em relação aos arautos da moral e dos bons costumes, verifico que além da crítica estéril ainda não conseguiram dizer o que é que a polícia devia ter feito e não fez. Continuo à espera de saber.
Já agora, o Publico de hoje noticia que o “puto” (?) de 30 anos andou em contramão e que por diversas vezes desligou as luzes do carro no que isso pode ser considerado um sinal de perigo para os agentes em perseguição.
Digam lá de forma objectiva e sem conversa fiada o que é que a polícia deveria ter feito nesta situação?
JP
Não me foda. Então porque ninguém lhe responde o que há-de a policia fazer em casos destes, você defende a lei da bala?
Diga-me: quantos ricos a PSP abateu, apesar dos crimes cometidos por eles, desde crimes económicos, bebedeiras na condução, grandes chefes da droga, zaragatas em discotecas? Porquê esse pequeno pormenor de perder a vida só acontece aos pobres?
Responda, homem! Puxe desse limitado cérebro…
Manuel Monteiro
Caro Manuel Monteiro, é muito difícil explicar algo a quem não está disposto a perceber.
Passe bem.
JP, o que é que a polícia devia ter feito?
Parado o carro.
Aliás, como refere o Público:
“Uma lei interna de 2005, baseada no Decreto-lei 4/75 de 1979, proíbe a utilização de armas de fogo em situações idênticas à ocorrida na Radial de Benfica.”
Mas era um bólide, não era? Um Y10 inalcançável.
Tenha juízo.
Acho, e não devo ser o único, que o sr. Manuel Monteiro apenas peca por se referir elogiosamente a Jp, apelidando o mais bárbaro comentador que passou por estas págs. (superando de longe o ‘paulo’ e o ‘???’) de ‘limitado cérebro’; parte do princípio equivocado de que ali há cérebro…
Jp não raciocina, no sentido de fazer uso da razão para depreender, julgar ou compreender: apenas reproduz o discurso da ordem que décadas de salazarismo deixaram entranhado em milhares de cabeças ocas.
Ser vazio, sem interioridade, Jp é uma simples concavidade oca; apenas o amor da norma se ocupa da sua insubstancialidade; o fascismo vive dentro de si.
Há que sublinhar: dá medo saber que as ruas estão inundadas de gajos como Jp.
Mais nada… Depois de se arrumar com o lingrinhas, embrulha-se o Juventude Popular.
Caro JP, convido-o desde já a ir beber um copo à Cova da Moura ou ao Bairro J. Vai haver lá uns debates e uns concertos. Não quer participar?
Caríssimo da boa fé! A verdade e as formas, sendo que há verdade nas formas!
O amor à norma, em singelo, puro positivismo normativo, pode repentinamente aparentar uma reduzida densidade valorativa, mas sem dúvida que será o oposto ao fascismo.
Imp. Justiniano,
O que seria do ego de um imperador sem o seu momento masturbatório e egoísta de glória?
Já a segregação, a ‘exclusão’ social e racial, o apartheid não são temas que façam perder o sono a um imperador.
Bata mas é as suas punhetas caladinho!
Desculpem lá os apologistas do assassino estragar-vos a festa mas a lei diz que numa perseguição a polícia está PROIBIDA de usar as armas de fogo. Aliás, a polícia só pode usar a arma de fogo praticamente em resposta ou prevenção de fogo da parte de quem persegue!
Isto porque o disparo de uma arma de fogo põe em perigo a vida não só do perseguido (que tem direito a um julgameno!) como também de transeuntes da via pública!!
Num assalto há cerca de dois anos no Minho a polícia desatou aos tiros contra o veículo que perseguia e atingiu uma pessoa que ia a passar na rua!
Desta vez, por causa de uma contra-ordenação (atenção! não por um crime!!) a polícia, que tem ordens EXPLÍCITAS para nestes casos deixar fugir o suspeito (procurem o que diz o procurador geral clemente lima aqui, disparou a matar!
Para todos os que dizem que o assassino estava apenas a cumprir o seu dever, o seu trabalho: O SEU TRABALHO NÃO É MATAR PESSOAS NEM DAR TIROS EM CARROS EM FUGA! o seu trabalho é garantir, desde que isso não ponha ninguém em perigo de vida, que os suspeitos tenham direito a julgamento! Isso é que é estado de direito!!!
É irónico que agora o assassino vai ter direito a julgamento, acompanhamento psicológico, etc, TUDO COISAS DE QUE PRIVOU O NUNO DE TER.
Vocês gostam de justiça?! Ora este polícia PRIVOU o Nuno de ter justiça!!!
Ò da boa fé, Vcmcê vem aqui com um cancioneiro desconchavado, de harpa em punho e tripé, assim à laia de jogral vergastado, nomear de fascista um seu concidadão e espera ser untado e crismado saindo a trote de asno.
O que lhe vale é que está de boa fé!!
Fiquei a saber que o uso de armas de fogo em perseguições automoveis foi expressamente proibido (decisão anterior a este incidente), estamos , então , perante um homicidio.