Ordem dos Arquitectos procura desqualificar petição sobre os Ajustes Directos da Parque Escolar


Na penúltima página do “Boletim dos Arquitectos” cuja edição é da responsabilidade da actual direcção da Ordem dos Arquitectos, publica-se um texto de Nuno Portas intitulado: “O Parque Escolar e os Concursos de Arquitectura – uma opinião“. Não procurarei, neste texto, rebater o apelo de Nuno Portas, profissional e académico que estimo, embora os factos em que se sustenta revelem, no mínimo, alguma desactualização sobre o que é comum entender-se como políticas de transparência e bom governo ou sobre os procedimentos administrativos sobre os quais escreve.
Contudo, não posso deixar de notar que, a publicação deste artigo, no qual se apela à não subscrição de uma petição que, curiosamente, a Ordem dos Arquitectos não subscreve, noticia ou divulga é extremamente relevante.
Não me choca a opinião de Nuno Portas, que compreendo, e até aprecio a frontalidade. O que me choca é que a actual direcção da Ordem dos Arquitectos (com excepção de um ou outro dirigente) não tenha a coragem política de assumir a sua tentativa de silenciar e desqualificar a petição e, consequentemente, não tenha a frontalidade de se colocar ao lado da Parque Escolar na subscrição dos seus procedimentos – será que a OA não concorda só com alguns ajustes?
A publicação do artigo de Nuno Portas contra a petição sem sequer se aventar a possibilidade de um contraditório, tem um significado político determinante que o comunicado rotundo do seu presidente não consegue esconder.
A actual direcção da Ordem dos Arquitectos há muito que fez a sua escolha de classe e, apesar de um ou outro sinal contrário desenvolvido às custas de uma minoria de dirigentes activos com boas intenções, revela, a cada passo e a cada silêncio, o seu lado da barricada.
Também por isso, a petição, subscrita por inúmeros cidadãos (muitos deles arquitectos), primeiro silenciada e agora desqualificada pela Ordem, assume-se como uma pedrada no charco, sendo entendida (e bem!) pela maioria dos dirigentes da Ordem dos Arquitectos como uma ameaça.
Porém, não nos esqueçamos que a gula é um pecado capital.

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6 Responses to Ordem dos Arquitectos procura desqualificar petição sobre os Ajustes Directos da Parque Escolar

  1. am diz:

    ainda não li mas não me custa nada concordar com o texto da posta
    no mínimo, como dizes, o “contraditório”
    ver tb
    http://quando-as-catedrais-eram-brancas.blogspot.com/2010/03/o-arquitecto-visto-por-quem-nao-o-e.html

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  6. francisco diz:

    Isto é simples, a parque escolar tem a teresa valsassina como responsável, a vice-presidente da ordem é a ana tostões. A ana tostões que era uma simples funcionária da câmara de loures quando a amiga teresa a pôs no Técnico a dar aulas e isso foi um trampolim para toda a sua ascensão até hoje. A vice-presidente tostões mesmo discordasse das adjudicações da parque escolar, jamais faria algo que fosse complicar a vida à sua amiga teresa valsassina a quem ficou a dever uns quantos favores. Simples, não tem nada de mais.

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