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É sem dúvida uma boa propaganda à malta do Vias de Facto. Fiquei com curiosidade de dar uma espreitadela…
einen grossen sheit, herr prof
fabuloso, o minimal repetitivo legitimado e promovido pelo povo eleito-MoMa etc, os mesmos dos antigos casinos de Havana e tal. A pesar de todo, el planteamiento conceptual de la obra minimalista dificulta nuestro enfoque puesto que cada una de las decisiones tomadas por el artista es preconcebida, esto es, consideradas de antemano como um todo al tratar de hacer coincidir la percepción del objecto con la percepción que el espectador tiene de su próprio cuerpo.
Como nas obras adjudicadas ao arquitonto da reconstrução do antigo liceu nacional de Gil Vicente em lisboa as entradas são feitas por baixo para dar mais espaço ao plano térreo tapando consequentemente mais acima a vista para o rio por vias da pedagogia e qualidade do ar.
p.s.d. da boa fé,
verá que não vai valer a pena.
(Por aqui damos-lhe todos os dados que necessita para se manter bem informado.)
Muito bom! Quando achamos que o CV não pode superar-se eis que nos surpreende novamente!
tudo vale a pena, quando o “paper” ou a lauda não é pequena.
Ad Reinhardt explica.
O Carlos Vidal sugere neste post que quem, como a malta do Vias de Facto, critica o regime cubano, contesta a natureza avançada ou progressista da ex-União Soviética, etc., etc. faz o jogo da reacção – ou melhor, está ao serviço dela, em geral, e, no momento presente, ao serviço do governo de José Sócrates e, por exemplo, da aprovação do PEC.
Sustenta, por outras palavras, que defender as liberdades em Cuba e denunciar como um regime de opressão e exploração classistas a ditadura caribenha é ajudar a fazer passar o PEC em Portugal e defender o regime político e económico que temos na região europeia.
Mas o que se passa, como verá quem queira ser lúcido, é exactamente o contrário. Identificar os que se opõem à dominação dos aparelhos de Estado e de direcção capitalista da economia na Europa com gente apostada em implantar por cá uma “democracia” de tipo castrista, ou ao jeito dos países de Leste do ex-”socialismo real”, é a manobra e o alibi preferido das oligarquias que nos governam e exploram.
É uma trave mestra da ideologia dominante dos regimes capitalistas da esfera ocidental dizer aos cidadãos e eleitores que, se as coisas aqui não são perfeitas, a única alternativa que o socialismo tem a oferecer é um regime em que as liberdades cívicas e os direitos do trabalho são radicalmente cerceadas e em que o espaço público é confiscado pelo Estado e pelo Partido conjugados, instaurando uma ordem regressiva que impõe ao conjunto dos elementos da população um estatuto semelhante aos dos súbditos de uma monarquia de direito divino (cujos monarcas souberam também jogar a cartada da mobilização dependente e da arregimentação popular ritualizada).
Por isso, são os que têm do socialismo, da democracia, da luta contra o capitalismo, etc. as concepções que Carlos Vidal exprime e apontam como alternativa regimes como o cubano ou como os da defunta União Soviética, que facilitam a sua aprovação, enfraquecem a sua contestação, comprometem as condições da luta. E, na presente encruzilhada da nossa apagada e vil tristeza, são eles que ajudam a perpetuar as condições de reprodução do regime.
miguel serras pereira
Miami
tenho algures guardadas fotografias de um “monumento” em recuerdo y honor ao antigo presidente amigo dos americanos Fulgêncio Batista que se encontra erigido no centro do bairro conhecido na gíria como “Little Habana”.
De notar que, cá pelo sul, por estas bandas luxuosas da beach e skyscrapers de Miami a turba hispânica nem sonha em pôr lá as sandálias: dá para imaginar que não possa sequer pagar ali uma “cuba livre”, ou não?
Mas é claro que digo isso mesmo, Miguel Serras Pereira.
Qual é a dúvida?
Claro, claríisimo para mim, os que não querem começar uma conversa em torno do respeito, reflexão e pensamento crítico sobre a União Soviética e Cuba são os piores reaccionários. Os que se entretêm com petições e petiçõezecas e vídeos do Quim Barreiros sobre Cu-ba são os piores.
Piores do que Paulo Rangel e Sócrates. De longe.
E é claro, sim, que Cuba e a URSS são o princípio de uma conversa sobre emancipações e alternativas.
Fui clarificador?
(Para muitos, creio que sim.)
E agora, Miguel Serras Pereira, se me dás licença, ainda tenho de escrever algo (não para hoje, creio) sobre a esplendorosa família e dinastia “Agujetas” e delirar com a sua música, mais nobre que as coisas nobres: ética do canto acima da ética da vida!
Ouvir, ouvir sempre, “Agujetas el Viejo”, e Dolores “Agujeta” (acompanhada pelo Paco).
É assim a vida.
Embora numa formulação cuja lógica deixa a desejar, o Carlos Vidal, superando-se uma vez mais a si próprio (como, segundo o Renato Teixeira, é useiro e vezeiro em fazer), reconhece que “Cuba e a URSS são o princípio de uma conversa sobre emancipações e alternativas”.
Aqui fica um excerto de um artigo de Antonio Muñoz Molina, recentemente publicado por El País, que mostra bem como regimes como o cubano e o da ex-União Soviética são o contrário do fim da exploração do homem pelo homem e da extensão da democracia, através da repolitização e republicanização da actividade económica, ao conjunto da esfera pública, a que devemos reservar o nome de socialismo.
“[Quando] André Gide voltou a França [da sua segunda visita à URSS a convite das autoridades do Kremlin] e se atreveu a contar o que vira, o que não pudera nem quisera ignorar, a pobreza atroz, a desigualdade restabelecida em benefício dos hierarcas do partido comunista, a desoladora uniformidade de um país em que o medo apagava as vozes e baixava as cabeças […] a partir de então converteu-se em objecto dos piores insultos, entre os quais nunca faltavam as referências grosseiras à sua homossexualidade, a qual seria uma prova suplementar do seu decadentismo. […]
Agora um dissidente cubano morreu depois de uma longa greve da fome e os papéis voltaram a repetir-se. A uns coube a tarefa de calar, de modo que não houve informação sobre a greve da fome de Orlando Zapata, que reclamava o direito à dignidade pondo em jogo a única coisa que resta a alguém frente a uma tirania, a sua vida. E a outros […] coube o exercício da calúnia. Também Margarete Buber-Neumann foi caluniada por intelectuais europeus de consciência limpa quando depois de sobreviver aos campos de Estaline e aos campos de Hitler escreveu um livro de memórias cheio de lucidez e de coragem explicando a inumanidade idêntica das suas tiranias. […] Eu pensava que ser de esquerda era ser a favor da igualdade justiceira dos seres humanos, do direito de cada um a viver soberanamente a sua vida. Não imaginava que duraria tanto o costume estalinista de injuriar os perseguidos e os assassinados”.
Ver El País de 13.03. 2010 – ou
http://www.elpais.com/articulo/portada/costumbre/infamia/elpepuculbab/20100313elpbabpor_4/Tes
msp
O trabalho argumentativo e a discussão assim, Miguel Serras Pereira, fica deveras empobrecido.
É que eu também posso convocar diversas citações em sentido contrário à de Molina.
E de autoridades muito superiores. Até de Cristo.
Pingback: cinco dias » Fucking crisis
MSP, quando escrevia nesta tasca fazia fintas bem melhores. Citar-me para fazer dizer o contrário do que eu disse não é lá muito fraterno da sua parte… Síndrome Ronaldo pós-Manchester United? Perdeu o jeito?
Renato Teixeira,
devo ter perdido o jeito, porque julguei que o tinha citado literalmente. Se me escapou a nuance crítica – era isso? -, peço desculpa. Se não era, não sei que faça. É que estou sem saber o que queria você dizer com a superação (conceito hegelo-marxista complicado, é verdade…)
Diga lá, homem, o que tem a dizer. Se tem…
msp
Nada, nada… vou estudar Hegel e aprender a jogar à bola. Boa música e boas vias de facto.
Renato Teixeira,
obrigado, seja como for. Bons 5dias e outras jornadas para ti.
Até mais ver. Salud y libertad
msp
msp
o homem que virou partido?
msp
msp
msp
msp
só falta o ‘vota’ antes
p. s. d. da boa fé
partido, não – coligação, assembleia, colectivo.
msp
Tudo coisas inteiras portanto…
msp é um pouco paradoxal para nome de colectivo, mas seja…
psd
Ora, Renato, isso é só uma simulação, fico à espera da finta…
Psd
olhe que o seu também está longe de ser unívoco
msp
ora cá está a sempre eterna dúvida, angústia e etc e tal como fórmula dissimulada de diálogo. Cuba como belo ideal também não está mal, é um granda fenómeno do espírito.