
É uma tarefa difícil. Recolhemos restos de DNA e refazemos vidas antigas. O nosso trabalho é recriar todas as existências que viviam na terra. Ficamos com aquelas que eram boas. Fazemos um julgamento pelas memórias da vida levada. Uma espécie de “juizo final”, segundo um registo muito antigo que descobrimos numa escavação. A maior dificuldade deste juízo é que as coisas não foram sempre absolutas. “Matar” pode significar “assassinar” ou “resistir”. O contexto define o julgamento e condiciona a respectiva sentença. O que torna a nossa profissão muito complicada, até porque sabemos tão pouco do passado. Decidimos com os poucos registos que temos. Embora nem sempre isso seja mau: a nossa rapidez de decisão baseia-se muitas vezes na nossa ignorância. O processo nunca é final, as coisas permanecem num limbo onde é sempre possível voltar a julgar ou reenviar as vidas recriadas de volta à sala do purgatório (outra estranha expressão que retirámos de uma pedra).




Parece-me que o Nuno Ramos de Almeida anda a ler demasiadas coisas sobre o ponto Ómega.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=18045
Ainda dizem que o Staline matou milhões…Bull shits!