
Como contratar no Norte, no Centro e no Sul do país parece ser substancialmente diferente, a Parque Escolar vai distribuindo 75.000,00€ pelos escritórios de advogados em que pontificam cardeais da direita portuguesa. Para o Norte contratou o líder do grupo parlamentar e candidato a presidente do PSD. Para o Centro contratou o escritório MLGTS, uma verdadeira AD da advocacia & filhos. A Sul ainda está por publicar quem obteve este “incentivo”.
No que toca a contratar advogados já se percebeu que a Parque Escolar é uma mãos largas a dividir para continuar a reinar.




não será este o ajuste, http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=133953 ? e dado que o sul é sempre beneficiado, o valor aumenta para 120.000,00€, para esta empresa, http://www.gpasa.pt …
realmente contratar no norte, centro ou sul do país não deveria ser substancialmente diferente; não fosse a contratação baseada nos intervinientes no contrato ao invés do objecto do contrato…
Se fossem do PS ou do PCP o escândalo era o mesmo. Quando será que adoptamos sistemas transparentes de contratar com dinheiros públicos…? Não é preciso reinventar a roda, caramba, um simples concurso público pode ser perfeitamente reduzido ao seu essencial e funcionar na perfeição desde que mantenha a transparência e possa ser escrutinado.
E quantos juristas e advogados trabalham em ou para ministérios? Com os rios de dinheiro que se gastam não se pode mesmo fazer melhor com equipas próprias e dedicadas…?
Caro tripamoura, estamos de acordo, fosse o partido que fosse.
Contudo, consegue-se constatar que as sociedades de advogados são joint venture de gente do chamado “arco governativo”.
É natural, sem transparência, regras ou escrutínio, contratam quem conhecem ou lhes traz vantagem de alguma espécie. Acontece o mesmo em qualquer empresa ou junta de freguesia. O impulso e mecanismo da corrupção são evidentes entre gente mal formada e incapaz de entender o prejuízo que representa para o país inteiro cada vez que olhamos para o lado, fechamos os olhos ou pensamos “deixa estar, os outros também fazem”.
Mas claro que concordo que num país em que não haja vontade para fazer vigorar regras justas e transparentes ou as fazer cumprir, quanto mais rotatividade de partidos no poder melhor – criam-se menos vícios.
cumps,