
Os EUA apoiam, como sempre sem sombra de críticas, o seu aliado Israel. Este continua a fazer por impossibilitar qualquer negociação nos próximos tempos.

Os EUA apoiam, como sempre sem sombra de críticas, o seu aliado Israel. Este continua a fazer por impossibilitar qualquer negociação nos próximos tempos.
“continua apenas” a impossibilitar?
eu diria mais. Se analizarmos o historial do state building na região, cada visita visita oficial é sinal de que vai haver um agravamento da situação, com mais uma qualquer operação de força para aniquilar mais umas quantas doses de inimigos e reforçar o estatuto de dominação sionista. Será desta que se vão ao Irão?
Luís,
Heuristics: Luís, porque é que os Israelitas estão a tentar “impossibilitar qualquer negociação”? Um exercício de imaginação: o que é que eles, Israelitas, estão a tentar fazer? Como interpretas tu este “mistério envolto num enigma”? LOL
E porque é que os EUA apoiam…apesar de…?? Já agora.
Mas não leste o link, sobre a aprovação de mais construções? Que te parece que tal visa provocar? Distensão?
Mas quais negociações? Enquanto os palestinianos não reconhecerem o direito de Israel a existir (coisa que ainda não o fazem) e ao direito de Israel existir como os israelitas quiserem (isto é, como estado judaico), a hipótese de as negociações chegarem a bom termo é impossível. Enquanto isso, os israelitas não estão muito preocupados com um eventual estado palestiniano que até reconhecem que terá de existir. Mas para isso, terá de haver paz. E uma paz duradoura, não uma paz efémera. E já se viu que não há ninguém com a coragem de fazer a paz. O último que o tentou foi Sadat e viu-se o que lhe aconteceu. Mas se os árabes em geral e os palestinianos em particular não querem a paz, então não se queixem das consequências, ou seja, guerra. Foi esse o caminho que escolheram ao votar no Hamas. Escolheram a guerra, agora aguentem-se. Irão continuar ocupados, sem país, a ver os seus filhos a serem manipulados e convencidos a suicidarem-se em nome de nada, só para que os fanáticos não percam a face. A continuarem assim, nem daqui a um milhão de anos.
Ah, e os americanos já condenaram a política de construções. Para que conste.
sim, já sabia das construções ilegais…não é nada de novo.
então achas que o objectivo de Israel é o de tentar impossibilitar as negociações. pronto, ok, tomemos isto como premissa. agora eu pergunto: porquê? porque é que os Israelitas parecem querer impossibilitar as negociações? pergunta simples que me suscita interesse.
A solução “dois estados” está morta e era uma fraude. Designava um só estado com uns exíguos bantustões para a maioria não-judia, on de habitariam não-cidadaõs para que a minoria racista-apartheidesca (o “povo eleito”, HEIL) pudesse fingir que é uma democracia…
Devolver aos ocupados palestinianos menos de 20% do que lhes fora roubado a partir de 1948 não pode ser uma solução justa e aceitável.
Só o será o One man, one vote, one land com um governo democrático e multicultural chefiado (presumivelmente) pelos “terroristas” do HAMAS. Tal como foi o “terrorista” Mandela que pôs termo ao apartheid sul-africano, o modelo dos sionistas… como o “progresssista” Ezequiel…
Zeke,
Tu leste: é o próprio Biden quem denuncia esta autorização como uma sabotagem às conversações. E não me parece que sejam “os israelitas” a querê-lo; mas a política interna israelita inclui muitas complexidades. Como o facto de a vizinhança em Jerusalém Oriental ser ultra-ortodoxa, eleitorado que talvez convenha manter feliz; como a imagem de dureza do governo passar bem sem conversações, que são sempre criticadas pelos falcões como cedências, como a presença influente de muitos colonos nos vários níveis da administração, etc., etc.
E olha bem para a decisão do ministério da defesa de permitir a construção de 112 casas em Beitar Illit, antes congeladas num acordo com o aval dos EUA. Se isso não é uma provocação directa, que inapelavelmente vai aumentar tensões e dificultar qualquer encontro bilateral, o que poderá ser? Esta também é uma pergunta simples, como vês.
Luís,
quando escrevi “Israelitas” queria dizer estado Israelita. desculpas pela imprecisão.
ok, então a continuação das construções ilegais tem como objectivo (na tua opinião) manter os “influentes” ortodoxos (do Shaas) satisfeitos assim como assegurar a integridade da coligação governamental (convém lembrar que o Ministério do Interior, a entidade que propõe a construção de colonatos, está nas mãos do Shas, dos ultra-ortodoxos)…
concordo contigo.
mas peço-te que leias isto com o devido cuidado:
“Olmert had offered Abbas an Israeli withdrawal from 94 percent of the West Bank, and Israeli territory in exchange for the remaining 6 percent. In addition, Israel would symbolically accept 5,000 Palestinian refugees and enable international governance for the holy sites in the Old City.” (isto em troca do reconhecimento do direito de existência do estado Israelita) O que é que está a ser negociado aqui? território por reconhecimento?
continuando: esta controversa decisão (colonatos ilegais) deve-se apenas à necessidade imperativa de acalmar os ultra-ortodoxos do Shas, membros da coligação liderada pelo Likud??
Não me parece. Repara: a construção de colonatos é uma “pasta” do ministério do interior (nas mãos do Shas, como disse) mas, como notaste e muito bem, foi o ministério da defesa que aprovou a decisão de construir mais colonatos….ou seja, trata-se essencialmente de uma decisão da “defesa”. qual é a mensagem que eles – ministério da defesa – estão a tentar transmitir aos Palestinianos e ao resto do mundo? acho que podemos especular.
a mensagem parece-me simples: enquanto não negociares, enquanto não reconheceres o estado de Israel…perdes território…introduzes um tik tak cujo objectivo é o de FORÇAR a Fatah e o Hamas a negociar (enquanto acalmam o Shas)
O colapso da coligação na conjuntura actual (dossier Irão, a crescente militarização do Hezbollah, debaixo das ventas da força de preservação da paz a norte etc) seria, para o Likud e muitos Israelitas, algo indesejável.
esta interpretação parece-te plausível?
repara: o facto de Biden afirmar que se trata de uma decisão indefensável demonstra – a meu ver – que eles, EUA e Israel, pretendem usar estes colonatos como moeda de troca nas negociações de território-por-reconhecimento.
lê isto, s.f.f:
http://haaretz.com/hasen/spages/1155460.html
“Netanyahu told Biden during their meeting in Jerusalem earlier in the day that he had had no prior knowledge of the decision to authorize the additional construction, and added that the program had been drafted three years ago and only received initial authorization that day. It could take several months, Netanyahu assured him, before the program is granted final approval.”
Yeshai, do Shas, tentou sabotar o Likud. repara como Netanyahu deixa a coisa em aberto (it could take several months…) ele, PM Netanyahu, não diz que as construções são legitimas (nem o poderia fazer).
fala-se aqui do “Ministério do Interior” como se fosse um qualquer organismo à imagem de um Estado europeu onde não vigorasse o estado de excepção. Mas as licenças de construção para judeus (e de demolição coerciva para árabes) são efectivamente passadas pelo Comando Militar do qual o tal “ministério” depende. Israel é um Estado que vive em regime de excepção continuada desde a sua fundação em 1948, sendo desde aí governado ininterrupta e ditatorialmente por uma aliança entre militaristas e partidos religiosos.
Tenho para aqui guardado um video em que é o próprio Shimon Peres que explica isso. Mas há mais!… (aproveitando a hegemonia dos organismos financeiros que dominam os EUA com a emissão de dinheiro ficticio, a politica de expansão dos colonatos já se alargou à compra de terras no estrangeiro – os limites da “terra prometida” é o Mundo.
Quando encontrar, hoje ou amanhã, publico o video. Como disse, é o próprio Peres, o anfitrião do judeu Joe Biden que o diz pelas suas próprias palavras…
Zeke,
Não me parece que estas construções sejam reversíveis, face à opinião pública israelita. Imaginas que, depois das tais negociações, essa “moeda” possa ser arrasada por buldozers? Não me parece.
Quanto à razão de ser destas decisõs neste momento, estou inclinado a concordar com a ideia de alguns colunistas em Israel: é mais uma afirmação de hubris, de independência arrogante face ao aliado americano.
Os nazi-sionistas, impossibilitando as negociações (mesmo a colaboracionista OLP afirmou que sem congelamento prévio de TODAS as construções e de colonatos ou de novas casas não haveria negociações) com esta decisão provocatória (é a famosa arrogância sionista, Chutzpah) querem sobretudo frisar o seguinte:
É que nunca farão a paz (aceitam simbolicamente 5000 refugiados em iSSrael, e os outros 5 milhões ? o Direito ao retorno reconhecido pela ONU é inegociável) e vai ser preciso aniquilá-los até ao último bunker, como aconteceu em Berlim aos nazis. Os mujahedin de todo o mundo preparam o assalto final… Não perdem pela demora…
O camarada Salah al Din gosta de atirar poeira para os olhos da malta. Pode enganar o camarada Renato, mas não engana mais ninguém.
Desde quando o Hamas defende uma democracia? O Hamas defende a supremacia islâmica, tendo os outros simples direitos de “dhimmis”. Se isso é uma democracia, vou ali e já venho. Aliás, basta ver o tratamento que o Hamas dispensa à Fatah para se perceber como seriam tratados todos os não-membros do Hamas.
Segundo, a solução de dois estados é uma das soluções aceitáveis. Ou a solução três estados. Ou o simples regresso ao antebellum de 1967. A solução de um estado pura e simplesmente não é exequível.
Terceiro, e os refugiados judeus?
However, there is another Nakba: the Jewish Nakba. During those same years [the 1940's], there was a long line of slaughters, of pogroms, of property confiscation and of deportations against Jews in Islamic countries. This chapter of history has been left in the shadows. The Jewish Nakba was worse than the Palestinian Nakba. The only difference is that the Jews did not turn that Nakba into their founding ethos. To the contrary.
“Os mujahedin de todo o mundo preparam o assalto final”.Eles que venham. Há chumbo quente para todos. Mais uma fanfarronice.
Os árabes estão-se nas tintas para os palestinianos. Se quisessem mesmo saber deles, dariam-lhes direitos (em vez de os tratar abaixo de cão). Aliás, não seria nada de mais, se tivermos em conta que os lideres árabes são os grandes responsáveis pelo êxodo palestiniano:
Former Prime Minister of Syria Khalid al-Azm recalled in his memoirs, “We brought disaster upon one million Arab refugees, by inviting them and bringing pressure to bear upon them to leave their land, their homes, their work and their industry.”[139] Abu Iyad made similar observations in his own memoirs.[140]
After the war, a few Arab leaders tried to present the Palestinian exodus as a victory by claiming to have planned it. Iraqi Prime Minister Nouri Said was later quoted as saying: “We will smash the country with our guns and obliterate every place the Jews shelter in. The Arabs should conduct their wives and children to safe areas until the fighting has died down.”[141]
Contemporary Jordanian politician Anwar Nusseibeh believed that the fault for the exodus and military loss was with the Arab commanders: “the commanders of the local army thought in terms of the revolt against the British in the 1930s. The rebels had often retreated to the mountains …. But the Jews were fighting for complete domination, so the fighters had erred in withdrawing from the villages instead of defending them […].”[142]
The Arab National Committee of Haifa, the Arab leadership in Haifa in 1948, wrote and delivered a report on the flight of roughly 60,000 Arabs from Haifa. The report said, “[T]he removal of the Arab inhabitants from the town was voluntary and carried out at our request.”[143]
“Brotherly advice was given to the Arabs of Palestine to leave their land, homes and property and to stay temporarily in neighboring, brotherly states, lest the guns of the invading Arab armies mow them down,” wrote Habab Issa of Al-Hoda, the leading newspaper for Lebanese Maronites in the United States.[144] A Muslim weekly newspaper in Beirut similarly reported, “Who brought the Palestinians to Lebanon as refugees, suffering now from the malign attitude of newspapers and communal leaders […]? The Arab States [sp], and Lebanon amongst them, did it!”[145]
Mahmoud Abbas, at the time Prime Minister of the Palestinian Authority, would later recall: “The Arab armies entered Palestine to protect the Palestinians from the Zionist tyranny but, instead, they abandoned them, forced them to emigrate and to leave their homeland, and threw them into prisons similar to the ghettos in which the Jews used to live.”[146]
Jamal Husseini, the brother of Palestinian military and religious leader Hajj Amin Husseini, wrote to the Syrian UN representative, “The regular [Arab] aremies did not enable the [Arab] inhabitants of [Palestine] to defend themselves, but merely facilitated their escape from Palestine.”[147] Palestinian military leader Emile Ghoury expressed similar views. Furthermore, Palestinian Arab protesters in the West Bank took to the streets on the occasion of “the first anniversary of Israel’s establishment” to place blame on “the Arab states for the creation of the refugee problem.
O camarada Lagartixa é aldrabão como todos os sionistas. O Hamas é democrático porque reconhece o direito de voto a toda a gente (muçulmanos, cristãos e judeus) e respeita resultados eleitorais de eleições limpas (ver 2006). O que nem Abbas nem a entidade sionista-apartheidesca fazem. Portanto, é exactamente ao contrário do que aldrabão Lagartixa refere. Ponto final.
Quanto ao facto de ser islamista, é a sua opção e a de centenas de milhões de muçulmanos que em nada afecta o seu carácter democrático. Alguém nega que os partidos democrata-cristãos são democráticos ?
A solução one state, one man, one vote é a ÚNICA possível e legal. Se os racistas sionistas (sobreviventes ao novo julgamento de Nuremberga que decapitará grande parte deles) não aceitarem a democracia, vão ter que ir a nadar até à Europa. Ou a fazer tijolo na terra alheia que profanaram com o seu asqueroso regime de apartheid.
Na Palestina, nazis não obrigado. Refugiados judeus europeus (não semitas) tem há muito casa: é na Europa. Que vão ser ladrões de terras para outro lado.
O aldrabão Lagartixa torna a mentir com quantos dentes tem ao falar em Nakba judía nos países árabes: NUNCA houve pogroms anti-judeus nos países árabes em 1400 anos de islão. Houve sim em TODOS os países europeus da Rússia a Portugal, que portanto RECEBEM e ñão podem dar lições de moral na matéria. Era para os páises islâmicos que os judeus fugiam da Inquisição… Começo a ficar cansado de ensinar estupidos sionistas…
O que houve a partir de 1948 foi um criminoso aliciamento pelos sionistas para os árabes judeus irem viver para iSSrael onde eram só 500.000 (é a chamada Alya, que ainda prossegue, mesmo na Europa). Ninguém os expulsou, antes procurou dissuadir de partir, porque eram árabes (alguns residentes há 3.000 anos nos seus países) que empobreciam o país com a sua partida e iriam participar numa aventura criminosa, a aventura sionista.
A Nakba sionista (limpeza étnica de 75% da população da Palestina) é um crime contra a Humanidade imprescritível.
E quem a apoia é um porco nazi criminoso de guerra merecedor de execução imediata em caso de guerra generalizada.
sim, Xatoo, acertaste!!
não é um ministério do interior à imagem de um estado europeu
é o ministério do interior do estado de Israel.
Sim, Ezequiel, acertaste. Não é um ministério do interior à imagem de um estado europeu, é o ministério do interior do estado de Israel, mais conhecido por entidade nazi-sionista, ditadura abjecta condenada ao anquilamento. O fim das ratazanas sionistas será muito triste….