Quando o filho do advogado de Sócrates e um deputado indicado pelo Sócrates aplaudem um ataque de Garcia Pereira ao Ministério Público, estamos num momento mágico em que as divergência ideológicas são alteradas pelo mais puro interesse.
Nota: estou completamente de acordo com Garcia Pereira que 5 anos é muito tempo. O único aspecto que é interessante é que o caso está nas mãos dos magistrados do DCIAP há cerca de um ano e há cinco anos sob a investigação enérgica da inspectora Alice.




Se eu fosse apreciador de Tim Burton (já fui, mas cada vez sou menos), diria Alice no País das Maravilhas. (Ou melhor, “num mundo em queda”, desejavelmente; mas até lá chegarmos… vamos ter de comer com muitos tims burtons.)
Os filhos da puta não podem foder?
Eu também reparei nisso, Nuno. Mas pai e filho não era suposto serem de direita? Parece que o PS se tornou muito apelativo, cabem lá todos.
Na semana passada foi Marinho Pinto, esta semana é Garcia Pereira, vais ver que para a semana o Galamba vai invocar o precioso testemunho de Octávio Machado em favor da tese do complot do poder judicial contra Sócrates (é a intelligentsia que se arranja).
Apetecia-me, apetece-me dizer que têm olhos e não vêem, têm ouvidos e não ouvem…
Ataque de G.Pereira ao MP? Ou crítica a uma instituição que funciona mal?
Nem de propósito, aí vem A.Figueira (admirai-vos, irmãos, em 3 linhas só com 2 estrangeirismos), a pôr a par M.Pinto, como quem diz ataque ao poder judicial…
Mais uma vez, ataque? Ou crítica a uma instituição que não funciona?
Mas que país da treta é este em que não se podem criticar as instituições, nem os seus agentes incompetentes, sem escandalizar os Antónios (e os Nunos, que aliás afinal até concordam com G.Pereira…).
Seria, por último, curioso ver se o Nuno discorda de algo (e porquê)
do que disse G.Pereira.
Abc para o Nuno (hugs para o António).
Sans rancune, claro…
Eu concordo, em teoria, com quase tudo o que disse Garcia Pereira. E concordo, na prática, com quase tudo o que jornalistas, sindicatos das magistraturas, funcionários judiciais, e, se calhar, também magistrados, andam a fazer. Porque, de dois males, escolho o menor. E porque toda esta confusão tem vindo a escrever direito por linhas tortas. Já é alguma coisa.
Caro a.m.,
Não concordo com quase nada do que diz Garcia Pereira. A proposta de acabar com a independência dos magistrados e os colocar às ordens de um comissário político que decide quais são os processos que são convenientes e quais vão para o fim da pilha, não resolve nada. Tenho esperança nas palavras de Octávio Machado, pior é difícil.
O máximo… É vê-los de braço dado, os Proença de Carvalho, o Garcia Pereira e o João Galamba.
A abjecção pode sempre ser maior do que a gente imagina.
Amigo Nuno, fale de MP, não de magistrados, mas falando de MP não pode falar de independência, que é atributo de juízes, não do MP, estrutura hierarquizada…
A questão, como vê, é mais complicada do que parece.
De todo modo, faz sentido propor mudanças quando o ‘status quo’ não satisfaz (e o nosso é escandalosamente deficiente).