Deputado do PS responsabiliza sindicatos pelo desemprego

“O Sr. João Galamba (PS): – a razão pela qual Portugal tem a precariedade e o desemprego que tem é em grande parte devido às estruturas sindicais, reaccionárias e de posições…
(Risos do BE e do PCP)
O Sr. João Oliveira (PCP): — Parece o CDS a falar!
O Sr. João Galamba (PS): —… que sacrificam trabalhadores”

Retirado daqui

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6 Responses to Deputado do PS responsabiliza sindicatos pelo desemprego

  1. Carlos Vidal says:

    O que é importante sublinhar é que há dezenas de “independentes” dessa coisa “PS” a pensarem assim. Ou melhor, a pensarem assim pensam quase todos os dirigentes e muitos militantes da coisa. Mas a expressá-lo de forma tão despudorada só alguns independentes, entre eles o tal galamba, mais uns quantos – talvez não por acaso quase todos sublinhando-se “independentes”. Ou seja, parece que a coisa manda assim umas “feras” à frente para experimentar terreno, depois actua institucionalmente, oficialmente. “Testas de ferro” é o nome dos galambas de serviço. Sempre os houve.

  2. xatoo says:

    o Galamba nem sequer deve saber que menos de 20 por cento dos trabalhadores portugueses são sindicalizados…

  3. Leitor costumeiro says:

    A culpa é sempre dos outros. Como ignóbeis que são não vêem o quão repugnante e ignorante é a classe política em Portugal, ela sim responsável por isto que hoje somos. Fiquei muito ofendido, reaccionário eu!? Só resta mandar esses grds Mário Soares para o Cavaco Silva que os carregue…

  4. Há uma ampla literatura liberal que critica os sindicatos, e a intervenção do estado no mercado de trabalho, considerando-os nefastos para os trabalhadores que pretendem defender. Veja-se por exemplo “The politics of unemployment” do Hans Sennholz, ou toda a literatura sobre a questão no Instituto Ludwig von Mises. O que é que vocês respondem a essas ideias, se é que estão minimamente a par delas?

    Estou a ser obviamente meio sarcástico convosco, mas também meio sério. Quais são os argumentos económicos, os autores, os livros, sobre os quais se baseiam para defender a intervenção do estado no mercado de trabalho?

    Por exemplo, o que respondem àqueles que pensam que o salário mínimo impede os trabalhadores menos produtivos de arranjar trabalho, por obrigar o patrão a pagar ao trabalhador mais do que ele lhe rende?

    O que respondem àqueles que acham que a ideia lógica, para qualquer adepto do salário mínimo, é defender o seu aumento brutal e imediato, como forma de melhorar o nível de vida dos trabalhadores, e que a actual reluctância em fazê-lo ilustra bem o conhecimento implícito, por parte dos adeptos desta medida, dos seus efeitos nefastos? Será que haverá alguma coisa de mau num salário mínimo de 200€ por hora?

    O que acham da afirmação que as cargas patronais acabam por se repercutir negativamente no salário do empregado, visto que fazem diminuir a procura pelo seu trabalho (por exemplo, se um empregado rende 800€ ao patrão, só lhe vai dar 600€ limpos, caso tenha que dar 200€ de imposto ao estado – não vai dar-lhes 800 Euros, e pagar mais 200 € ao estado, mantendo-se milagrosamente a fazer percas de forma indefinida)?

    O que acham daqueles que dizem que o subsídio de desemprego subsidia… o desemprego? E daqueles que dizem que para um trabalhador que ganha 1000€ no mercado de trabalho, um subsídio de desemprego de 800€ desincentiva fortemente a procura de trabalho, visto que o desempregado, se recomeçar a trabalhar, só ganhará mais 200€ pelo seu trabalho dum mês inteiro, e que pode não considerar este pequeno rendimento como suficiente para compensar o lazer perdido? O que dizem daqueles que afirmam que isto não defende os trabalhadores, mas pelo contrário os desempregados à custa dos trabalhadores?

    O que acham daqueles que dizem que os sindicatos só têm legitimidade para negociar por aqueles que se submetem livremente à sua autoridade, e não por sectores inteiros (ou seja, que a negociação colectiva, compulsiva, é ilegítima)? Que uma tal “representação” é totalmente inaceitável, em qualquer sector de actividade que seja?

    O que acham daqueles que dizem que o facto da maioria das pessoas ganhar mais do que o salário mínimo indica claramente que a ideia segundo a qual, no mercado livre, os salários tendem inexorávelmente para níveis de subsistência, é falsa, e que pelo contrário, os salários tendem a igualar a produtividade do factor de produção, neste caso, o trabalho do empregado?

    O que acham de historiadores que indicam que o século XIX, longe de ser um mau período para as massas (como afirma o consenso histórico), foi uma era de aumento não só das condições de trabalho, como ainda por cima dum aumento brutal da população (o que teria sido impossível se os trabalhadores realmente estivessem à beira da morte)? Veja-se “Capitalism and the historians”, editado pelo FA Hayek.

    O que acham daqueles que dizem que os sindicatos são violentos (directamente, ou através de leis sindicais aplicadas pelo estado em benefício dos sindicatos) não só contra os patrões, mas também contra trabalhadores não-sindicados que, por não poderem concorrenciar os trabalhadores sindicados, são forçados a ir trabalhar para outros sectores menos rentáveis, onde fazem baixar os salários abaixo do que seria de outro modo? Que isto não é uma defesa dos trabalhadores, mas antes um privilégio para alguns trabalhadores à custa dos restantes?

    O que acham daqueles que afirmam que o apartheid, na Àfrica do Sul, foi em parte promovido por sindicatos de brancos desejosos de combater a concorrência dos trabalhadores pretos? Veja-se the Economics of The Colour Bar, do William Hutt, ele próprio um branco tendo vivido na Àfrica do Sul.

    O que acham daqueles que afirmam que os sindicatos são os principáveis responsáveis de medidas prejudiciais aos estrangeiros (fecho de fronteiras, por exemplo), para defenderem os seus salários, em detrimento de empregadores e consumidores nacionais?

    O que acham daqueles que dizem que as relações, numa sociedade livre, devem ser mutuamente voluntárias, e que por isso a lei não deve forçar trabalhadores sobre os patrões? Ou que não deve forçar determinados tipos de contratos (por exemplo, contratos de longo prazo)?

    O que acham daqueles que dizem que o patrão não pode, mesmo que queira, oferecer segurança de rendimentos aos seus empregados, visto que ele próprio não a tem, já que os consumidores da sua empresa não têm qualquer obrigação de continuar a patrociná-lo pelas suas compras?

    O que acham daqueles que dizem que o desaparecimento dos patrões seria negativo para os trabalhadores, visto que teriam que esperar meses e anos para receber o pagamento do seu trabalho vendido ao consumidor final, enquanto que de outro modo são pagos regularmente, e é o patrão que assume o tempo de espera do investimento até à venda final, assim como o risco desta venda falhar?

    O que acham daqueles que dizem que os patrões, involuntáriamente, beneficiam os empregados, de duas formas: 1) ao procurar o seu trabalho, no mercado, o que tende a fazer aumentar os salários; e 2) ao pôr no mercado, pelo seu investimento, pela formação de capital, uma maior abundância de produtos e serviços, o que implica que cada unidade de moeda – nomeadamente dos trabalhadores – tende a ter maior poder de compra do que de outro modo?

    São estas as perguntas às quais os liberais gostavam de encontrar uma resposta inteligente, por parte dos defensores do status quo intervencionista (ou duma maior intervenção ainda). Porque habitualmente, só se vê denúncias de medidas liberais, sem realmente se ouvir uma explicação para os seus alegados malefícios.

    E eis um pouco de pensamento liberal, para acabar em beleza:
    http://www.lewrockwell.com/rothbard/rothbard124.html

  5. Manuel Ramalho says:

    Mais parece que estes “socialistas” estão a racionalizar ao nível do “nacional-socialismo”!

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