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Arrastão arrastado

7 de Março de 2010 por Renato Teixeira

Gosto sempre de pagar o amor na mesma moeda.

Há umas semanas, a propósito da saída de alguns escribas aqui do 5Dias, o Daniel Oliveira declamava: “não dançarei sobre o cadáver de um dos melhores blogues de esquerda portugueses.” Pois eu, daqui, poupo-o a tirar conclusões de tão precoce dissidência mas não prescindo de dar um pezinho de dança. Espero que o próprio seja tão lesto a fazer o diagnóstico do seu pedaço, como foi lesto em fazer o diagnóstico de outros.

A recente saída do Rui Bebiano, que diz tratar-se “de uma escolha pessoal que nada tem a ver com imaginárias discordâncias políticas ou relações pessoais supostamente inconciliáveis”, deixa-me a perguntar como será interpretada pelo controleiro daquela tasca.

Fico particularmente curioso por saber porque é que alguém afirma parar de escrever no Arrastão por concluir “que nesta altura me é de todo impossível manter o ritmo de escrita e a atenção aos leitores”, mas simultaneamente afirma que permanecerá “activo n’ A Terceira Noite e nos Caminhos da Memória”

Comentários

Comentário de Niet
Data: 7 de Março de 2010, 22:43

Caro Renato Teixeira: A questão, em si, tem valor simbólico. Só que eu anunciei pelo fim da manhã o sentido da tentativa ” censória ” de Daniel Oliveira sobre um despretensioso texto meu, que tinha ocorrido no passado dia 3 do corrente. Intrigado com o ” congelamento “da publicação, recordei os lamirés do C. Vidal sobre a convergência crescente de D.O. com os animadores do Jugular, e num golpe de ” honra ” e-mailei ao Rui Bebiano a pedir a suspensão da publicação, na sexta-feira à tardinha. Qual não é o meu espanto, quando ontem assisti a uma larga e envolvente manobra dilatória do sr. Daniel Oliveira, lavando as mãos e mostrando-se admirado/confundido com a minha sincera e justificada desmistificação. Ele não é parvo nenhum, convenhamos…Niet

Comentário de Daniel Oliveira
Data: 7 de Março de 2010, 22:53

A razão foi o ritmo de postagem no Arrastão. E saída foi, garanto-lhe, a coisa mais pacífica do mundo. Foi o caso aqui?

Comentário de xatoo
Data: 7 de Março de 2010, 23:06

o Rui Bebiano estava a ser vítima de bulliyng psicológico. Só podia!
No minimo só teria a perder da mistura com potenciais legisladores sobre os padrões de comportamento do indivíduo e sua inclusão em “massas suspeitas”. Arrastão e-Escolinha. Quem não se aliar “à parte que é boa do PS”, leva!
Infrequentável.

Comentário de Niet
Data: 7 de Março de 2010, 23:26

Assinalo o não-comments da minha desmistificação da tentativa censória de D. Oliveira. Se bem que ele se contorcionou imenso e pensou alijar responsabilidades. De mão penada, claro!Quais serão os
próximos capítulos de um kitch politiqueiro fora de moda e auto-flagelatório? Niet

Comentário de Renato Teixeira
Data: 7 de Março de 2010, 23:35

Daniel Oliveira…foi pacifica? A sério? Assim sem partir pedra nem dar asso a clarificações? A lutas fratricidas derivadas do esquerdismo e da pureza ideológica de uns sobre os outros? Nem todos estavam viciados na vitória?
A fazer valer o diagnóstico do Niet (em particular a resposta que lhe dá) leva-me a acreditar que quem tem pacifistas como o senhor não precisa de guerrilheiros. Ai não precisa não.

Comentário de Niet
Data: 7 de Março de 2010, 23:43

Caro R. Teixeira: A manobra travada e denunciada anuncia um hábil jogador com que me defrontei. O pior é que escolheu a pior e mais contraditória das vias para levar a bom porto a sua enorme ambição: o secretismo, o hierarquismo, o compadrio beato e a manipulação desastrada. Vícios fatais, a médio prazo. Niet

Comentário de manuelmgaio
Data: 8 de Março de 2010, 3:30

Quem cospe para o ar …

Comentário de Renato Teixeira
Data: 8 de Março de 2010, 3:58

… não fica seco.

Comentário de Salah al Din
Data: 8 de Março de 2010, 13:19

Bebiano era um nazi-sionista e neoconeiro infiltrado no Arrastão. O energúmeno chamava repetidamente “islamofascistas” aos resistentes islâmicos…

Admito que começava a cheirar mal e teve que ser solucionado…

Comentário de Manuel Monteiro
Data: 8 de Março de 2010, 15:15

Sinceramente, gostava mais de ver discutir ideias do que estas tricas pessoais…
Manuel Monteiro

Comentário de Niet
Data: 8 de Março de 2010, 19:03

Mr. Manuel Monteiro: As tricas pessoais no espaço público têm um grande valor político. Fico à espera das suas ideias e conceitos para a Esquerda radical, marxista ou não. Niet

Comentário de Manuel Monteiro
Data: 8 de Março de 2010, 19:57

Meu caro Niet
Depende do debate público que se faça dessas tricas: Quem é o Rui Bebiano? Que posição, teórica e prática, ocupa ele na luta de classes? Que aproveita ele do seu passado radical?
Agora saber se continua ou não naquele palanque de vaidades que é o Arrastão não contribui em nada para a minha felicidade.
Quanto à minha contribuição teórica para a equerda radical (sempre marxista!): olhe, não sou um téorico, vou dando o que posso e sei, mas às vezes fico mesmo fodido com certos intelectuais que têm muito paleio,mas que são incapazes de levantar o cu do sofá para irem para a rua lutar…mas depois passa-me…
Então, camarada: longa vida aos nossos frutuosos debates!
Com amizade
Manuel Monteiro

Comentário de Salah al Din
Data: 8 de Março de 2010, 22:23

Pode um progressista ser islamofóbico, buhista e pró-sionista-apartheidesco ?

É que anda aí muito esquerdalho tipo Bebiano…

Por isso, ser de esquerda ou direita para mim não significa nada. Depende das posições concretas assumidas em relação a certos assuntos essenciais..

Comentário de Renato Teixeira
Data: 8 de Março de 2010, 23:38

Salah al Din, a ideia do post não era fazer juízos de valor sobre o escriba, mas um paralelo entre as duas situações. Ainda assim, e porque dissertou sobre isso, devo dizer que o tenho como uma pessoa mais séria do que a sua análise.

Manuel Monteiro, o DO fez uma análise absolutamente exorbitante sobre as últimas saídas do 5dias. Já via tudo nelas: esquerdismo, depuração ideológica, enfim… e ainda se dava ao despudor de fazer perfis dos escribas que ficaram. Foi das intervenções mais lamentáveis que lhe conheci. Como não podia deixar de ser, apenas pretendi que sua excelência percebesse há cisões e cisões, e sobre as que não conhecemos mais vale um silêncio do que várias asneiras. Abraço.

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