tenho o primeiro número!

20 anos depois apetece-me dar-te os parabéns. Ao Público.
Comprei o primeiro número, que guardo religiosamente no bau das coisas muito importantes na casa materna.
Durante algumas fazes li religiosamente -diariamente – o jornal. Em outras fases tive uma relação mais distante. Por vezes ressentida…
Há momentos especiais: os primeiros números que encantavam o jovem estudante do secundário; o “mil folhas” de que tenho saudades e guardo quase a colecção completa; uma crónica do Pacheco Pereira sobre Génova 2001 que li, recebida por fax em Itália, ainda no rescaldo desse grande momento de luta; as saudosas colunas de opinião de Miguel Vale de Almeida, Teresa Beleza entre muitos outr@s escribas; ou mais recentemente o interessante trabalho sobre homossexualidade no tempo de Salazar assinado por São José Almeida.
Os momentos são muitos: textos, fotos… pessoas. Muitas pessoas interessantes que estiveram ou estão ligad@s a este projecto. Estas 20 anos são também para esses um abraço que aqui vai: Vicente Jorge Silva, Jorge Wemans, Isabel Coutinho, São José Almeida, Ana Sá Lopes, Sofia Branco e Paulo M Madeira são alguns de muitos que nos ultimos 20 anos fizeram aquele que ainda é o meu jornal…

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16 Responses to tenho o primeiro número!

  1. Paulinho says:

    Sim o Vicente Jorge Silve, principalmente quando nos chamou Geração Rasca né? Sinceramente…

  2. Paulo Jorge Vieira says:

    sim… principalmente quando nos chamou geração rasca! gostar de um jornal não é necessariamente rever me em tudo o que publica! pelo contrário é apesar das contrariedades gostar de ler o mesmo… e por isso o Público continua a ser o meu jornal!

  3. Paulinho says:

    Está tudo dito…para a próxima pode ser que te convidem para fazer promoção ao teu jornal num video…

  4. mesquita says:

    Ultima hora!

    Todos os Posts que alertem para o facto de o João Miranda e o Paulo Tunhas andarem a viver à custa do estado nos últimos 25 anos, são religiosamente vetados.Grandes liberais.

  5. xatoo says:

    há fazes e fazes…
    lá que leias está bem. Não se pode criticar sem ler. Agora fazer a apologia duma espelunca destas é que não. Quer dizer, este não seria propriamente o sitio mais apropriado, uma vez que vimos aqui para fugir da estupidicação do “noticiário” mainstream
    Há outras fontes para lá do mundo zé manel fernandes&compª

  6. Paulo Jorge Vieira says:

    pois xatoo… também há um Público para alem do José Manuel Fernandes…

  7. leitor costumeiro e assíduo do Público says:

    Olá.
    É sem duvida o melhor jornal do nosso pobre país, a informação é realmente uma preocupação. Era de José Manuel Fernandes terá acabado, mas também espero que ninguém visse no que escrevia como uma sagrada escritura. Se isso acontecia, é pena, mais uma prova da literacia que nos domina…
    Acima de tudo a riqueza do Público acenta na quantidade e variedade da informação e de opiniões, quanto à qualidade e validade das mesmas, é como tudo o resto na vida, só nos podem mostrar as portas(Qd há honestidade intelectual) somos nós os responsáveis pelo resto do caminho. De resto quem o lê já selecciona bem o que quer e não quer ler…

  8. Também comprei o nº1 e foi o meu diário durante anos. Ainda hoje é o melhor. Tenho saudades do “Ponto”, anos 80 e do Já! ( excelente).

  9. p. s. d. da boa fé says:

    Além de excelente jornal de nível internacional, o Público é um pedaço de literatura escrito em muito bom purtuguês.

  10. Manuel Monteiro says:

    Nem sei o que vos diga…mas lá o tenho que ler; não vejo melhor.Mas ao ver as patifarias que fazem aos jovens jornalistas que para lá estagiar até fico todo arrepiado. Depois, não me esqueço que o jornal é sustentado devido aos lucros saidos dos ordenados miseráveis que os funcionários do Continente recebem…
    Hoje li o Público com mais gosto: era à borla…
    Manuel Monteiro

  11. Paulo Ribeiro says:

    Mas quem é este gajo? Escreve aqui à muito tempo? Bom, quanto ao jornal, à falta de papel higiénico…

  12. xatoo says:

    valha-nos a santa ingenuidade
    a era zé manel fernandes acabou? então que é que ele faz como o principal consultor com uma página inteira todas as semanas?. E quem escreve/debita opinião nos dias restantes? Pacheco Pereira, o general Loureiro emissário das guerras imperiais para os Media, a arqui-sionista Esther Mucnick, Helena Matos, o Lomba e o tenrinho do Rui Tavares, o avatar soarista do regime Vasco Pulido Valente; além de cantos reservados para toda a panóplia de spin-doctors de instituições estrangeiras cujas ideias submetem o país a uma submissão sub-humana
    fusca-se, ou os comentadores aqui são todos “enviados especiais” da Sonae ou não sei o que será preciso fazer para perceberem a génese do PEC (o Problema Económico em Curso) – o mais certo é que a maioria dos frequentadores não tenham absolutamente qualquer problema. E em caso de tal “normalidade” quem se insurge contra o actual estado de coisas é que passa por “anormal”

  13. O Wemans é aquele sujeito que, como director da RTP-2, aqui há tempos impôs a própria presença num programa do Clube dos Jornalistas para defender a “honra” deste Governo em matéria de comunicação social…
    Excelente dado para o “curriculum”, não?

  14. Niet says:

    Mr. xatoo: Bom texto, o das 19.13, apesar da sua reconhecida catalinária anti-sionista.E o zé Manel não vai para o inner circle de JM Barroso em Bruxelas? As coisas em Portugal custam muito a acontecer. Mesmo na área das iniciativas empresariais privadas…De realçar, no entanto, que a experiência do Público projectou o Jornalismo português no contexto Europeu. Nem o Libération conseguiu ” prolongar ” um periodo inovador como o realizado com os ” milhões ” da Sonae; e o principal accionista do Público já lá está há duas décadas. Enquanto que a composição do capital do Libé, hoje na posse de um herdeiro dos Rothschild, na sua mais expressiva fatia, mudou de ” mãos ” dramáticamente várias vezes no mesmo espaço de tempo.E não se esqueçam que, o estilo Serge July,fundador e também modernizador da fórmula Libé hoje enterrada, foi o modelo quase único seguido à risca pela equipa de Vicente Jorge Silva…O zé manel andava a fazer agora por fim a apologia do Wall Street Journal, depois de ter adaptado a fórmula do Times ao Público com a reformulação de há três anos anos, a que introduziu o Caderno 2. Agora um conselho: mal de quem se só lê os jornis portugueses! Niet

  15. Corvo Verde says:

    20 anos e o debate da Liberdade de Expressão
    Um dia após a Greve Geral da Administração Pública: página 14, Foto anódina a ocupar 3/5 da página, texto “equidistante” entre os “números” do Governo e os dados dos Sindicato. Tom geral: inevitabilidade da coisa…
    Da liberdade de quem falam quando se fala de liberdade de expressão…?

  16. Pingback: cinco dias » … e eu guardarei o último!

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