No semanário Sol de hoje são publicadas duas notícias sobre a Parque Escolar que, assim que estiverem online, colocarei aqui. Na primeira “Arquitectos contra a Parque Escolar” apresentam-se vários factos e algumas declarações minhas que estão em conformidade com o que tenho vindo a denunciar aqui no 5dias.
No que diz respeito à segunda notícia intitulada “Bolo mal dividido” solicitei que fosse publicada a seguinte nota:
Exmos. Srs.
No que diz respeito à notícia intitulada “Bolo mal dividido”, publicada no Sol “Economia & Negócios” de dia 5 de Março, são-me atribuídas declarações e, sobretudo, acusações a colegas de profissão que não fiz e que solicito que sejam corrigidas.
Se é certo que, nas longas conversas que tive com o jornalista, constatei uma extraordinária presença de docentes universitários da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e do Departamento de Arquitectura do Instituto Superior Técnico nos gabinetes de arquitectura escolhidos, no texto, são-me atribuídas declarações sobre “amizades” que desconheço.
Em todas as declarações públicas que tenho feito sobre esta matéria tenho sempre tentado não fulanizar a questão, até porque considero que o principal problema não está no adjudicatário mas sim na entidade adjudicante, Parque Escolar, que escolhe os gabinetes que convida sem critérios claros e públicos. Conforme já declarei inúmeras vezes, parece-me que a questão central que move esta petição se prende com a exigência que o Estado, neste caso a Parque Escolar, passe a decidir contratar mediante projectos concretos (através de concursos públicos abertos), e não, designando empresas por livre arbítrio de um ou outro conselho de administração.
Só assim ultrapassaremos o clima de desconfiança instalado e garantiremos que o interesse público seja salvaguardado. Só assim serão escolhidos os melhores projectos.
Tiago Mota Saraiva



