Paz Sim, Nato Não!

Paz Sim Nato Não

APELO

Afirmamos que a NATO é uma aliança militar agressiva, e expressamos a nossa oposição à realização da cimeira da NATO em Portugal e aos seus objectivos belicistas.

Reclamamos das autoridades portuguesas o cumprimento das determinações da Carta das Nações Unidas e da Constituição da República Portuguesa, em respeito pelo direito internacional, e pela soberania e igualdade dos povos.

Reclamamos o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional, e a retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO.

Exigimos o desarmamento, o fim das armas nucleares e de destruição maciça, e a dissolução da NATO.

Apelamos a todos os cidadãos defensores da paz, a aderirem a esta campanha subscrevendo este Apelo.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) anunciou a realização de uma cimeira, no final deste ano, em Portugal, onde prevê, entre outros aspectos, adoptar um «novo» conceito estratégico.

Preocupadas com os objectivos e significado desta cimeira, um conjunto de organizações mobilizou-se para demonstrar o seu repúdio pela realização deste evento no nosso país desenvolvendo uma Campanha denominada «Paz Sim! NATO Não!», da qual o Conselho Português para a Paz e Cooperação faz parte.

O CPPC, enquanto membro da campanha, convida todos os seus aderentes a subscreverem e divulgarem o apelo, que junto enviamos, como forma de apoio para que os nossos objectivos comuns fiquem mais próximo de serem alcançados.

Para efectivar a subscrição deste apelo, por favor responder: por e-mail para o endereço tp.obactennull@zapohlesnoc ou por contacto telefónico para os números 213863575 ou 213863375.

Com as nossas saudações fraternais,

O Presidente da Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação,

Rui Namorado Rosa

About André Levy

Sou bolseiro de pós-doutoramento em Biologia Evolutiva na Unidade de Investigação em Eco-Etologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa
Este artigo foi publicado em André Levy, Imperialismo & Guerra and tagged , , . Bookmark the permalink.

43 Responses to Paz Sim, Nato Não!

  1. Luis Rainha says:

    Ihhh o CPPC! Tinha ideia de que isso tinha acabado há anos…

  2. paulo says:

    pensava que essa organização de fachada do pcp ja estava morta

    grendes festaloras á beira tejo

  3. André Levy says:

    Caro Paulo e Luís Rainha, o vosso sectarismo é um pouco patético – desculpem a força da linguagem. O CPPC tem mantido actividade contínua, tendo contribuído só nos últimos anos nas manifestações pela paz no Líbano e na Faixa de Gaza, e estando activamente a trabalhar na solidariedade com o povo Saaráui, pela soberania e independência nacional, do Saará Ocidental, incluindo enviado várias delegações que têm ajudado na construção de uma escola numa vila Saaráui. Portanto as vossas impressões sobre o CPPC estar morto são demonstração de desatenção, falta de curiosidade ou sectarismo (ou todos estes factores interligados). Igualmente sectário é descrever o CPPC como “organização de fachada do PCP”. Esse é o comentário cliché de anti-comunistas que descartam qualquer organização onde estejam presentes comunistas. Faz lembrar o pensamento racista e anti-semita de que basta um ancestral negro ou judeu (“uma gota de sangue negro ou judeu”) para um indivíduo ser considerado da raça negra ou semita e desprovida dos mesmos direitos.
    O CPPC (como o MDM, a CGTP e outros sindicatos e comissões de trabalhadores, só para mencionar alguns) são frentes unitárias onde os comunistas trabalham lado a lado com independentes e membros de outros partidos, com a preocupação de alargar o mais amplamente frentes de luta. Não entender o espírito de frente unitárias, que contam com a colaboração de comunistas, é não compreender, por exemplo, os movimentos democráticos durante o fascismo português, onde os militantes do PCP tiveram um papel activo, mas contou com largos outros sectores da sociedade. É preciso que uma organização seja purgada de militantes do PCP para merecer a vossa atenção e respeito?

  4. subcarvalho says:

    Caro André,
    interessante a perspectiva de sectarismo, que não nos cansamos de apregoar, quando ela se repercute em colectivos, associações e/ou plataformas de que fazemos parte.
    O CPPC é, também ele, sectarista. Em Setembro de 2009 foi criada uma plataforma, PAGAN – plataforma anti-guerra anti-nato http://antinatoportugal.wordpress.com , subscritora e aderente do movimento internacional “no to war, no to nato”. Na altura da sua constituição foram convidados vários movimentos, colectivos e associações, entre os quais o CPPC, para se criar uma grande plataforma de entendimento capaz de lutar por objectivos comuns, desde a retirada das tropas portuguesas do Afeganistão, até à extinção, pura e simples, da NATO.
    O CPPC não se dignou, sequer, a responder aos apelos, que foram vários.
    Isto é o quê, senão sectarismo? É que, na PAGAN, há vários elementos anarquistas, tal como outros tantos esquerdistas…
    Fica aqui o registo para reflexão!!

  5. Luis Rainha says:

    André,
    O meu comentário terá sido patético; mas a tua resposta, desculpa lá, foi apenas pateta. Só me admirei pela actividade de uma organização que conheci bem (e até ajudei, com bastante trabalho à borla), mas a que perdi o rasto – claro que vou vendo a barraquinha na Festa e um ou dois estandartes de quando em vez. Actividades a sério, com impacto e relevância, não tenho dado por elas – erro meu, por certo. Isto corresponde à tua definição de “sectarismo”? Tem dó.
    Quanto a isso do “comentário cliché de anti-comunistas que descartam qualquer organização onde estejam presentes comunistas”, acho que não estás a revelar tudo (como bem sabes): a sede do CPPC pertence ao PCP e este tem lá funcionários seus a tempo inteiro, mantendo um controlo férreo sobre tudo o que o CPPC faz ou não faz. Isso nada tem a ver com “alargar” coisa alguma; e invocar a luta contra o fascismo a propósito de uma organização – ela sim sectária – que só se “alarga” a malta de inteira confiança é um pseudo-argumento grotesco.
    O CPPC é um organismo dependente do PCP. Qual o problema em admitir isto? Não será por tal que o deixo ou não de respeitar.

  6. LGF Lizard says:

    Gostava de ver uma organização que “defende a paz” a criticar todos os que fazem a guerra. No entanto, só critica os do lado oposto do campo ideológico. Nunca criticaram a URSS, a China, a Coreia do Norte…
    Enfim, nada de novo. Uma organização que se diz “defensora da paz” não pode ser comunista ou dominada por comunistas. Tem sim de ser pacifista. E criticar todos os que fazem a guerra. Sejam eles de esquerda ou de direita. Mas talvez pedir isenção ao CPPC seja pedir demais…

  7. Luis says:

    E o de agora é pateta e patético, Luís Rainha. Pois indirectamente acaba por confessar não ter participado nas últimas manifestações e concentrações organizadas pelo CPPC.

  8. Luis says:

    Em que é que URSS (que se desintegrou vai para 20 anos), a China e a Coreia do Norte são um perigo para a paz? Tire as palas…

  9. xatoo says:

    calma
    o Rainha “até ajudou, com bastante trabalho à borla” mas depois cansou-se e agora já deve ser pago para andar a apagar instituições. Só pode…

  10. paulo says:

    andré não sei que idade tem, mas já há mais de 20 anos, nos meus tempos pcp andava eu na cppc tambem conhecida por cccp
    o pcp tem tendencia criar organizações frentistas e unitárias para se esconder
    oprincipal responsavel pela ausência de um movimento ecologista em portugal e´o pcp que ao criar os verdes, onde tambem andei, não passava de uma organização de filhos de tipos do pcp

  11. Luis says:

    O PCP tem uma grande tradição para influenciar a criação de organizações unitárias e esta é uma boa tradição pois neste caso da paz ajuda a agregar muita gente de várias tendências políticas e muitos democratas sem partido. Quanto aos Verdes foram fundados como os restantes partidos, pela vontade de 5.000 cidadãos portugueses. E parece que os filhos de comunistas têm exactamente os mesmos direitos dos filhos dos restantes portugueses, nem mais, nem menos direitos. Se alguns contribuiram com a sua assinatura para a fundação dos Verdes é um direito a que deitaram mão. Ou preferia o Paulo que os Verdes tivessem sido fundados por filhos de militantes doutros partidos?

  12. Luis Rainha says:

    xatoo,
    Não; por acaso cortei laços com aquilo depois de uma pequena purga que por lá houve. E não me dedico a apagar coisa alguma.

  13. fantasma vermelho says:

    A PAGAN continua a enviar convites ao CPPC. Aliás, já se tentou de tudo para que haja alguma unidade. Sem sucesso. Essa organização, não participa em plataformas onde haja militantes de esquerda que não sejam do PCP. Mas claro, os outros é que são sectários.

  14. Natália Santos says:

    Mas há alguma aliança militar que não seja agressiva ? São os que fazem parte daquele grupo contra os outros, ou não é assim ?

  15. Chessplayer says:

    eu (que não sou novo) que ainda!! não tomei a opção ser de esquerda ou de direita, divirto-me á brava neste blog de esq.
    se fosse possível assinava por baixo os comentários do Luis Rainha.

  16. Abilio Rosa says:

    Pacifismo bacoco não!

    Não me importava nada que Portugal tivesse um bom arsenal nuclear.

    Senter-me-ia mais seguro!

  17. Levy says:

    Onde é que estava esse CPPC no tempo do Pacto de Varsóvia? Nessa altura não me lembro de os ver a clamar pela paz. E porque não um manifesto com o seguinte títulos:

    “Paz sim, Coreia do Norte não!”

    E o movimento ZLAN, ainda existe? “Paz sim, Irão Nuclear não!” dava um belo slogan.

    Por que é que não se assumem como sendo do PCP? Devem julgar as pessoas umas tolas que não vos percebem. O André julga que alguém o leva a sério? Julga que pode ser credível. quando defende a “paz” apenas nos casos em que isso é politicamente vantajoso para as posições do PCP?

    Poupem-nos.

  18. Libertario says:

    Não estando por vezes de acordo com algumas tomadas de posição de Rui Namorado Rosa. Assino a petição sem qualquer hesitação, visto tratar-se de alguém que sempre fez uso da verdade e da coerência na defesa dos seus pontos de vista.
    Nem abandonou o barco, como fizeram as ratazanas julgando que se ia afundar.

  19. Libertario says:

    Comentário de LGF Lizard

    Gostava de ver uma organização que “defende a paz” a criticar todos os que fazem a guerra. No entanto, só critica os do lado oposto do campo ideológico. Nunca criticaram a URSS, a China, a Coreia do Norte.

    Lizard.
    Tente com um esforçozito dizer o que os “malandros” dos Chineses fazem que o imperialismo Americano e os seus vassalos não têm feito pior?
    Acabei de ler a história da China desde os princípios do século XIX (guerra do ópio) até à actualidade.
    Ninguém de bom senso pode tolerar os horrores que a invasão das oito potencias provocou numa cultura milenar.
    Ainda os nossos remotos antepassados subiam à copa das arvores para pernoitar , já os Chineses conheciam a escrita.
    Entretanto nas primeiras décadas do século XIX os países Ocidentais enquanto se digladiavam no seu terreiro, uniam-se em cruzadas para colonizar a China e escravizar o povo.
    (massacraram, roubaram, destruíram a seu belo prazer) para os EUA por volta de 1860 foram enviados mais de 10 000 Coolis como escravos para trabalhar na construção dos caminhos de ferro.

    À burguesia capitalista, nada lhe interessa a defesa dos direitos humanos, porque não é isso que está em causa, se existem outras situações muito mais dramáticas, e tolera-as com toda a suavidade.
    A grande dor consiste apenas na falta de poder politico da burguesia Chinesa. Porque de poder económico já dispõem imenso. Mas é severamente controlado pelos órgãos dirigentes, quando não por vezes punido sempre que ultrapassam os limites estabelecidos.

    A falta de conhecimento sobre qual o destino que a China pretende seguir leva que os seus inimigos tirem conclusões erradas, incluindo muitos supostos bem intencionados de certas “esquerdas”.
    Os dirigentes Chineses compreenderam que não tinham qualquer hipótese em sair do subdesenvolvimento em que se encontravam sem aumentar a produção, para isso tinham toda a necessidade em modernizar-se . Ora isso é totalmente impossível em qualquer país sem se abrir ao exterior .
    E é um facto sobejamente conhecido que o capitalismo não dá ponto sem nó. Portanto aproveitou sem hesitar a abundante mão de obra barata que tinha lhe colocaram à disposição, investindo maciçamente.
    E a situação foi no sentido precisamente que os dirigentes Chineses tinham previamente delineado.
    A China hoje é um país desenvolvido, com tecnologias próprias avançadas.
    Graças à grandiosa NEP que está em marcha, a China já é o maior exportador mundial e o seu PIB já atinge 2/3 do Americano. E todos sabemos que 70% da industria Americana esta concentrada na produção de armamento.
    Qual o resultado? A China em 20 anos ultrapassou as maiores economias sem ter necessidade de mudar de Hino ou de Bandeira.
    Desejamos , que as forças progressistas não percam o controle da situação.

    Porque há por aí muita gente que se diz de esquerda no entanto estão sempre prontos em ajudar a vanguarda do imperialismo a arrombar as Portas da Zúngaria.
    É a ultima fronteira que o capitalismo tem dificuldade em transpor. Para fragmentar a China tal como fez com a União Soviética, e assim estender a sua hegemonia a nível global.
    A NATO não está na Ásia Central por amor aos povos desses países.

    Lizard; esqueça a URSS porque já não existe. Deve preocupar-se com o que se passa na Rússia. Sabe qual o desastre social e económico em que a Rússia mergulhou nos últimos 20 anos ? Peter Kénez que de comunista nada tem, diz que a queda da URSS foi o maior descalabro que jamais existiu em tempo de paz. Porque razão desenterrar o cadáver da URSS? Os necróbios só vivem na imundície dos cadáveres.

    A Coreia do Norte é um lobo sediado no covil que não assusta ninguém. Só que o imperialismo está ansioso por chegar à fronteira da China, depois desencadeia estas campanhas alarmistas e alarmantes que fazem eco nos seus simpatizantes.

  20. Luis says:

    “Não me importava nada que Portugal tivesse um bom arsenal nuclear” ??? Não entendo, acho que o que o mundo tem não chega?

  21. OLP says:

    È realmente a China tem vindo a evoluir economicamente, outra vez, na sua longa história, mas agora com um capitalismo atroz, explorador e escravizante que faz da primeira revolução industrial uns meninos de coro.
    Suportada sim por um regime ditatorial, criminoso, responsável no passado por dezenas senão centenas de milhões de mortos, onde hoje prospera gente que faz palácios de Versalhes (literalmente) junto de uma turba que ganha 15 euros/mês.
    China cujo imperialismo é doce, não fora os esquecidos do sul do Sudão dois milhôes de mortos mais os 600 mil do Darfur e respectivos refugiados extraindo suas riquezas por suporte de
    um regime assassino. China, essa grande luz, grande apoiante do grande e iluminado Mugabe que passou do país excedentário de produtos agrícolas para aquilo que é hoje e me escuso de classificar.China, essa luz ao fundo do túnel que enquanto financiava e armava a libertação dos povos e os seus direitos á independencia, ocupava e colonizava o Tibete. Essa grande China que constroi estadios de futebol em Angola recorrendo à sua própria mão de obra semi-escrava (prisioneiros). A mesma grande China onde dois terços da pena de morte é aplicada (em numero a nível mundial).
    Não precisou nem precisa mudar de bandeira e menos de regime.
    È o regime ideal para a exploração do homem pelo homem.

  22. Luis Rainha says:

    “Por que é que não se assumem como sendo do PCP? Devem julgar as pessoas umas tolas que não vos percebem.”
    Não, mas fico a saber que há gente que se finge de tola para aparentar não perceber.

  23. Salah al Din says:

    A Nato deve transformar-se com Forças armadas europeias, expulsando os EUA (e o anexo Canadá). Primeira missão: libertar Gaza do cerco nazi-sionista e enviar para Haia os dirigentes nazi-sionistas…

  24. Luis says:

    Além da demonização da China, demoniza ainda o Sudão, Zimbabwe, Tibete, Angola. Foi por esquecimento que não mencionou Coreia do Norte, Irão, Somália, Cuba e Venezuela, certo? Porventura não tinha à mão a agenda dos inimigos oficiais – dos USA, claro -, daí o esquecimento…

  25. LGF Lizard says:

    Caro Libertário,

    Onde viu o CPPC protestar contra a invasão da Hungria (1956), Checoslováquia (1968), Afeganistão (1979), Tibete (1959), Coreia do Sul (1950), Cambodja (1979)? Ou será que estas invasões são permitidas porque são dos tipos que estão do mesmo lado ideológico?
    E a Tchechénia (1994 e 2000)? Porque razão não dizem nada? Ou o Darfur? E a guerra Irão-Iraque?
    Porque será que só reclamam quando estão envolvidos americanos ou israelitas? E quando não estão americanos ou israelitas, o CPPC fica caladinho que nem um rato?
    A isto, eu chamo de pacifistas hipócritas. Ou melhor, comunistas travestidos de pacifistas.
    A paz é para todos. E todos os que fazem a guerra devem ser criticados. Sejam eles quem forem.

  26. Luis says:

    Se se tivesse dado ao trabalho de saber alguma coisinha do CPPC teria encontrado no seu site que “O Conselho Português para a Paz e Cooperação – CPPC – formalizou a sua constituição a 24 de Abril de 1976, tendo desenvolvido abertamente a sua actividade logo após o 25 de Abril de 1974. É herdeiro e fiel aos princípios que norteiam o movimento da Paz em Portugal desde os primeiros tempos da sua existência, no início da década de 50.  
    Enquanto movimento de opinião pública nacional, o CPPC procura interpretar as aspirações dos portugueses empenhados na luta pela paz, pelo respeito dos direitos humanos e dos povos, pelo desenvolvimento e o desanuviamento, tem tido ao longo dos anos, um papel primordial em importantes realizações nacionais e internacionais.”

    Logo teria visto que tendo nascido em 1976, nada o CPPC poderia ter feito sobre os acontecimentos ocorridos antes da sua fundação, nomeadamente na Hungria, Checoslováquia, Tibete, Coreia e Cambodja. Resta o Afeganistão, aonde a URSS acabou por ir em socorro de um aliado, o legítimo governo do país, depois de insistentes pedidos, fustigada que estava a ser a população afegã pelos mujaheeden, organizados, financiados, treinados, armados e municiados pela CIA, Paquistão e Arábia Saudita. Quanto à Chechénia e Darfur (conflitos internos da Rússia e Sudão) e quanto à guerra Irão-Iraque, certamente que não esperaria que o CPPC se envolvesse tomando o partido de qualquer das partes, certo? Mas denunciou quem organizou, financiou, treinou, armou e municiou (no caso da guerra Irão-Iraque até as duas partes).

    Compreende-se que o que o chateia é a denúncia do CPPC das guerras e conflitos encorajados pelos norte-americanos e israelitas e da NATO. Está no seu direito. Mas pressente-se a sua frustração no facto de em todos os conflitos estarem envolvidos USA, NATO e Israel. É mesmo uma grande chatice mas certo, certo é que em todos os conflitos um dos três, ou até todos eles, estão ou estiveram mesmo envolvidos. E disso só tem que os culpar. Ao CPPC compete denunciar.

  27. Luis Rainha says:

    E o Tibete, amiguinho, saberás tu do pé de vento que correu o PCP porque no CPPC se lembraram de incluir esta região num mapa-mundo dos conflitos que foi afixado numa Festa? Pois é; aí as denúncias ficaram no saco. Bando de hipócritas sectários.

  28. OLP says:

    Demonização da China?
    Esqueci?
    Não esqueci nada. A sua preocupação é que demonstra com o quê que vc está preocupado. Mais…demonstra que independentemente de qualquer análise que se faça sobre quem for, se esse representar “ameaça ou inimigo” dos usa, vc apadrinha independentemente de tudo.
    Pelos vistos quem tem demónios é vc.
    Ou não é uma ditadura que mata e que agora adoptou o capitalismo na suas formas mais arcaicas e exploradoras?
    Será que não invadiu e colonizou o Tibete?
    Não é o quase único apoiante do Zimbábué? Do Sudão?
    Demónios são seus.

  29. Abilio Rosa says:

    Oh camarada Salah al Din:

    A NATO, formada por forças europeias, devia era ir libertar o povo líbio, o povo egípcio, o povo saudita e o povo sudanês das ditaduras e monarquias corruptas a que estão sujeitas.

    A seguir libertar Gaza e impôr a Israel um diktat!

  30. João Torgal says:

    Mantenho o que disse em comentários a posts anteriores: o Mundo não se divide, ao contrário do que aqui parece, entre pró-americanos e anti-americanos. É possível criticar a política militar da NATO, os perversos e cínicos interesses económicos e imperialistas da política americana (embora se deva valorizar o esforço da administração Obama em mudar essa imagem) ou a ocupação judaica do território palestiniano, ao mesmo tempo que se denuncia os regimes, ultra-conservadores, autoritários, ditatoriais ou teofascistas de países como a China, a Coreia do Norte, o Irão ou Angola.

    Quanto ao sectarismo das estruturas próximas do PC, discutir o óbvio é pura perda de tempo.

  31. Libertario says:

    Comentário de Luis Rainha
    Data: 3 de Março de 2010, 11:20
    “Por que é que não se assumem como sendo do PCP? Devem julgar as pessoas umas tolas que não vos percebem.”
    Não, mas fico a saber que há gente que se finge de tola para aparentar não perceber.

    Luís Rainho.
    Não se trata da falta de assunção. É somente não recorrer ao embuste para sonegar objectivos obscuros em nome da luta de classes e dos valores da esquerda.
    Sim; sou anarquista assumido. Sabe porque optei por este caminho? Tenho pressa que as coisas mudem.
    Ao contrario de muitos farsantes supostamente de esquerda, considero que de momento o PCP não é o meu inimigo mais próximo.
    O inimigo principal a abater é a burguesia capitalista e aqueles que de forma encapotada lhe dão cobertura. O PCP no contexto actual é a única força politica com meios e vontade de enfrentar o aparelho burguês instalado.
    Consciente dessa situação jamais me colocarei ao lado dos meus inimigos de classe, para combater aqueles que de alguma forma podem ser úteis num certo percurso da jornada. Digo o PCP como outra qualquer outra força progressista.
    Não é esse o comportamento dos gafanhotos do BE que por aqui saltitam. Parece que elegeram como alvo todas as forças à sua esquerda.

    Trata-se no mínimo de comportamentos ideologicamente bastante preconceituosos difíceis de entender?

  32. Luis says:

    “Será que não invadiu e colonizou o Tibete?” ???? Mas se o Tibete está desde há mais de 700 anos integrado na China por um casamento real, é capaz de me explicar de que invasão e colonização está a falar?

  33. Luis says:

    “Quanto ao sectarismo das estruturas próximas do PC” ??? Alguém que não PCP esteve alguma vez impedido de colaborar com o CPPC por causa disso? Onde está então o sectarismo?

  34. Luis says:

    Corrija-me se estou errado, Luis Rainha, há Festa do Avante desde 1975, certo? E desde essa altura se alguém se lembrou de pôr o Tibete “num mapa-mundo dos conflitos”, no mínimo revelou ignorância. É capaz de me explicar em que conflito esteve, desde essa altura a China (ou a sua região do Tibete) envolvida?

  35. Libertario says:

    Para o Lizard e outros que afinam por o mesmo tom.
    Apraz-me imenso a vossa reacção ao trabalho do CPPC. Ficava preocupado se partissem elogios a este organismo por parte de elementos conectados e visivelmente identificados com a burguesia parasitária.
    Obrigado.

    Sobre o essencial da discussão além de não terem respondido a nada sobre as questões que coloquei embrenharam-se em mais contradições.

    Vou deixar aqui mais três questões, desta vez agradecia que houvesse um pouco de coragem e honestidade nas respostas.

    Ponto 1.— Quais são os países que é permitido ser invadidos, e quem tem legalidade para invadir?
    A Hungria foi em 1956, ainda hoje os sacrossantos e piedosos defensores da liberdade e da democracia não se calaram.
    Mas a Guatemala foi invadida em 1954 de forma mais brutal, provocou um maior numero de vitimas, para derrubar o Presidente Jacob Arbenz legitimamente eleito pelo povo num escrutínio efectuado 7meses antes, onde na tomada de posse estiveram presentes figuras de alto nível do governo dos EUA.

    Checoslováquia 1968 idem, idem e a mesma choradeira.
    Em 1963 o governo do Presidente Juan Bosch da Republica Dominicana da mesma forma democraticamente eleito pelo povo foi destituído do poder com a ajuda de 42 000 soldados dos EUA, onde foram massacrados mais alguns milhares de opositores entre eles o coronel Francisco Camaano depois de uma luta épica.
    Isto para já não mencionar outras invasões anteriores e posteriores a estas, sempre com saldos sangrentos de centenas ou milhares de mortos.

    Deduzindo das opiniões aqui manifestadas, existem invasões boas e invasões más., justificadas e injustificadas.
    Eduardo Galeano tem muitas respostas para esta temática.

    Lizard ; aqui já não se trata do silencio de ratinhos. Trata-se de cãezinhos cobardolas que metem o rabinho entre as pernas e pisgam-se sorrateiramente sem coragem para enfrentarem a força da verdade.

    Ponto 2.— Sobre a ocupação do Tibete e de outras regiões que fazem parte da China, a ladainha não é diferente.
    Muitos séculos antes de Colombo ter aportado à ilha Hispaniola já o Tibete fazia parte do Império Chinês. Incluindo ainda um vasto território a Ocidente dos Montes Pamir.
    Na perspectiva dos legalistas defensores dos direitos legítimos dos povos à auto-determinação, trata-se de mais uma ocupação criminosa, não é?
    Todos os povos sem excepção têm o direito de livremente decidir os seus destinos.
    Porque razão os “moralistas” hegemónicos do capitalismo fazem deste assunto uma questão de vida ou de morte? Porventura não existem outras situações com tanta ou mais urgência para resolver?
    A resposta é simples! As pretensões de fragmentar a China devem começar pelos pontos mais delicados. Ora o Tibete e o Xinjiang, são considerados a barriga mole da China segundo a opinião do proto-nazi Polaco/Americano Brzezinski.
    Será que os Porto Riquenhos não têm igualmente direito à auto-determinação ou os povos do Alasca, da Nova Caledónia?
    A cultura desses povos tem sido preservada em pouco mais de um século de ocupação?
    A resposta é afirmativamente não! Ora a China tem mais de 50 etnias, os hábitos a cultura e os costumes dessas etnias minoritárias têm sido respeitados ao longo de séculos de comunhão.
    E nos EUA a cultura e as línguas indígenas mereceram o mesmo respeito?
    Cito propositadamente os EUA, sabendo que são eles os cães de fila destas campanhas de envenenamento e de incentivo á rebelião.

    São questões que deixam muitas duvidas a alguém minimamente informado.
    Só podem resumir-se apenas; ao uso da má fé, grande alienação aos “feitos” do império, ou enorme ignorância de história. Leiam Marc Bloch pode ser-lhe útil na compreensão dessa disciplina.

    Ponto 3.—Quanto à sobre-exploração dos trabalhadores Chineses aqui lamentada por as mesmas alminhas caridosas, gostava de saber se os trabalhadores de outros países podem ser escravizados de forma mais violenta e com menos direitos?
    Nunca os Chineses ao longo da sua história tiveram quem se preocupa-se tanto por eles como a fastidiosa -burguesia actual.
    Tenham ao menos uma réstia de dignidade. Porque para defenderem os vossos interesses de classe privilegiada, não têm necessidade nenhuma em recorrer ao jargão fraudulento do apoio aos explorados e oprimidos. Quando vocês mesmos com os vossos hábitos consumistas fazem parte da mesma alcateia de exploradores e opressores.

  36. Luis Rainha says:

    Luis,
    Você tem o meu nome mas tem algo que eu não tenho: um jeito enorme para se armar em burro. Que tem a antiguidade da Festa a ver com isto? E imagine você que até Cuba estava no mapa, enquanto nação sob um bloqueio imperialista – não era apenas de guerras de que se falava. Por fim, se não se lembra de conflitos no Tibete, é porque tem 2 anos ou menos; o que explicaria muita coisa, aliás.

  37. Luis says:

    Fala, fala, Luis Rainha, mas o certo é que não consegue indicar um conflito que justifique ter posto num “mapa-mundo dos conflitos”, quer a China, quer qualquer das suas regiões, Tibete incluído.

    Quanto à colocação de Cuba, está mais do que justificada porque está desde há 50 anos sujeita ao mais absurdo e longo bloqueio – o que só por si é uma declaração de guerra e lhe trouxe (e continua a trazer) imensos danos económicos, financeiros e sociais -, como até foi vítima dum desembarque armado e imensas operações encobertas com ataques terroristas que provocaram vítimas mortais, ataques com agentes químicos e biológicos e mais de 600 atentados contra a vida do seu líder Fidel de Castro.

  38. Luis says:

    Então Luis Rainha, perdeu o pio?

  39. Luis Rainha says:

    Você existe mesmo ou é apenas um software para balbuciar idiotices sem nexo? Acha mesmo que não há conflitos no Tibete nem noutras paragens da China? E que será isto então:
    «China’s large ethnic minorities in the west of the country, in Tibetan-populated areas and the predominantly Muslim province of the Xinjiang Uighur Autonomous Region, continued to suffer systematic discrimination. Both areas witnessed some of the worst unrest of recent years in 2008. Protests by Tibetan monks on 10 March and subsequent protests by more monks urged a halt to government imposed political education campaigns and easing of restrictions on religious practice. Violence erupted as lay Tibetans joined the protests, expressing long-term grievances including perceived exclusion from the benefits of economic development and the weakening of Tibetan culture and ethnic identity through government policies. Some of the protesters attacked Han migrants and their businesses in Lhasa but protests continued largely peacefully throughout Tibetan areas. Chinese authorities ultimately reported that 21 people had been killed by violent protesters and that more than 1,000 individuals detained in the protests had been released, and overseas Tibetan organizations reported that more than 100 Tibetans had been killed, and estimated that at least several hundred remained in detention at the end of the year. Exact numbers were difficult to determine because the authorities denied access to media and independent monitors.»

    Mais mentiras imperialistas, desta feita propaladas pela Amnesty International?

  40. miguel says:

    A noção de conflito é regulada pelo direito internacional. Quando os dois “luises” (o Rainha e o simplesmente Luis) falam em conflitos apenas o segundo está a tratar a questão sob o ponto de vista do direito internacional (DI). Se numa determinada festa (do Avante?) surge um mapa-mundi dos conflitos julgo crer que só podem ser os conflitos enquadrados no DI (conflitos armados). Se neste contexto aparecem a China e o Tibete, é um facto que à luz do DI tal está errado. Outra coisa será abordar “conflitos” de acordo com a AI (não é por acaso que no texto da AI transcrito pelo Luis Rainha, surja apenas a palavra protestos e nunca a palavra conflito; e mesmo que tivesse aparecido essa palavra seria utilizada não no contexto do DI, mas por um abuso de linguagem). Veja-se a lista dos conflitos e das missões da ONU nos diversos países desde 1960 e constata-se que a China e o Tibete surgem… 0 vezes!)

    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_United_Nations_peacekeeping_missions

    No meio disto tudo só não percebo é porque é que em vez de se estar a discutir ideias, opiniões, concepções, com maior ou menor rigor, se recorre ao insulto. Falta de argumentos?

  41. Luis says:

    Parece que quem meteu o pé na poça foi mesmo o Luis Rainha porque esses distúrbios provocados pelos seguidores do Dalai ocorreram há dois anos e eu não acredito que tenha feito essa gracinha do mapa-mundo dos conflitos da Festa do Avante no ano passado ou no anterior, certo Luís Rainha? Como sabe, distúrbios e violências, são fáceis de engendrar, há sempre uns mercenários que a troco duns dólares se prestam a isso.

  42. André Levy says:

    Independentemente de haver ou não conflito na região do Tibete, relembro que o próprio Dalai Lama não apela à independência do Tibete, mas sim a uma maior e efectiva autonomia.

  43. Luis Rainha says:

    Burro e ignorante. As palavras “Kham” e “Amdo” nada lhe dizem, aposto. No entanto, já na década de 50 houve ali conflitos, distúrbios ou o que lhe queira chamar.
    Quanto a isso da independência, em nada obscurece a questão: para o PC, é impensável assinalar como problemática tal área geográfica. O capitalismo-centralista chinês ainda deve ser uma ideologia irmã, presumo.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>