O Público também destaca a notícia que o escritório de Aguiar Branco foi contratado pela Parque Escolar para uma assessoria jurídica no campo da contratação, que havíamos revelado no Domingo.
Em primeiro lugar é absolutamente extraordinária a quantidade de escritórios de advogados que a Parque Escolar já contratou para tratar das suas formas de contratação, apenas para que os respectivos dirigentes consigam perpetuar o seu livre arbítrio saltitando de lei em lei. Só por si, mais um caso de polícia.
Por outro lado as justificações de Botelho Gomes (porta-voz do escritório de Aguiar Branco) são um desafio à inteligência. Dizer que não foi Aguiar Branco a negociar o contrato e que não existe qualquer tipo de incompatibilidade quando se sabe que o deputado terá de votar na Assembleia da República questões relativas à forma de contratação desta empresa, é mandar poeira para os olhos da opinião pública.
* a frase não é minha mas tenho a certeza que quem a utilizou não se incomodará que faça uso dela neste post.




A incompatibilidade é facilmente ultrapassada: o incompatível falta e faz-se subsituir por suplente todo compatível.
Caro Octávio, ao que pude apurar, para esta situação específica e por mais incrível que isso possa parecer, o deputado Aguiar Branco não fica em situação de incompatibilidade.
Eu de facto concordo em absoluto com o titulo deste Post, e de facto, é extraordinário isto, e o facto de o candidato Aguiar Branco aceitar e portanto implicitamente rubricar esta situação, e isto dias após a Dra. Ferreira Leite ter proferido um discurso onde acusava o aumento dos ajustes directos do Estado e a diminuição galopante dos concursos públicos.
Acrescento que não tenho nem sou militante de nenhum partido, e combateria esta escandalosa situação de mau, ou pelo menos, pouco transparente uso dos dinheiros públicos, dos portugueses, fosse o PS, o PSD, ou outro partido qualquer que estivesse a des.governar o país.