Resistência Islâmica – rescaldo de um debate

Ao longo da última semana lancei um conjunto de posts que pretendiam levantar a questão da resistência islâmica. O facto de serem posts com poucas coisas escritas, entre o provocatório e o iconográfico, permitiu que o debate entre os comentaristas ganhasse relevância. Era a intenção e viu as suas melhores expectativas ultrapassadas. Num único tema e ao longo de sete entradas foram feitos mais de trezentos comentários o que dá expressão e actualidade ao tema. Infelizmente a quantidade dos comentários não é sinónimo de grande eloquência. Mesmo em comentaristas que costumamos ver menos presos a dogmas e preconceitos ouvimos dizer expressões como capitulação ao islamo-fascismo, paralelos entre a resistência islâmica e a Al-Qaeda e mistificações de todas as espécies e feitios relativamente aos povos muçulmanos. Boa parte desses comentários parecem tirados do tempo da guerra entre os povos ibéricos e os povos magrebinos, da albarda de um qualquer cruzado devoto.

Passemos então à desmistificação:

Sempre se defenderam povos e movimentos independentemente dos seus perfis religiosos.

De Marter Luther King a Malcom X, do Dalai Lama ao Nelson Mandela, do Ximenes Belo ao Obama, dos indígenas da América do Sul às lideranças da África livre, dos Sem Terra a praticamente todas as sublevações populares.

Todos os que defendem estes povos e estes movimentos não invocaram o carácter retrógrado que os seus credos advogam para ficar à margem. Nem assim poderia ser. Alguém imagina que ao aterrar num acampamento de Sem Terra os gurus do ateísmo fossem pregar contra nosso senhor Jesus Cristo? Proibir o culto em nome da laicidade do processo? Retirar o véu ou proibir a carecada reaccionária do Dalai Lama e dos seus discípulos? Contestar a razão de Exército Republicano Irlandês por causa da Reforma ou da Contra-Reforma ou o independentismo tchetcheno pela sua devoção a Alá?

Em abono da verdade, toda e qualquer religião é em si retrógrada pelo que elevar isso a princípio teórico (não me alinho com religiosos) é uma masmorra táctica inultrapassável. Todos eles professaram as mais diferentes crenças e todos eles mereceram o apoio táctico da esquerda laica e socialista na defesa da sua auto-determinação e independência.

Não pode haver uma superioridade moral de umas religiões relativamente a outras. De resto, a haver uma hierarquia de sangue derramado, a religião católica apostólica romana é seguramente aquela que já enterrou mais cadáveres.

Há uma diferença entre as direcções de resistência islâmica entroncadas em movimentos sociais sólidos, e a Al-Qaeda, que ainda está para se perceber o que é.

Ser contra a NATO e contra as guerras do império e não defender a vitória do que os lhe oferecem resistência é uma posição niilista e inconsequente que em último caso legitima a intervenção da NATO em nome de todos nós. É urgente defender a retirada de Portugal da NATO e é urgente que os nossos impostos deixem de servir para matar no Iraque, no Afeganistão, na Somália, no Médio Oriente e na Palestina. (No próximo mês de Novembro estarão em Portugal para alargar a todos os países o âmbito do seu conceito estratégico.)

Deve ser considerado um acto de resistência todo e qualquer acto contra as tropas invasoras ou contra os mercenários que se colocam à sua disposição. Seja a vítima islâmica ou balsâmica. A defesa de que a vítima se professe livremente sem exploração colonial é uma resolução mais do que aceitável. É legítima e desejável. O ataque contra civis é um acto de cobardia e não ficaria espantado se a maior parte deles fossem instigados pelas forças secretas da entente colonial.

A defesa da vitória da resistência islâmica não pressupõe a defesa do seu programa político. Muitos defenderam a vitória de Moscovo e de Washington sobre Berlim sem serem nem fervorosos estalinistas nem adeptos da economia de mercado. Estavam contra Hitler e isso era tudo o que bastava. Ainda assim e como foi dito ao longo do debate a maioria das forças islâmicas defende uma democracia representativa. Da mesma forma podemos defender a ocupação de terras ao lado de um sem terra e ainda assim pregar contra os evangélicos ou a igreja universal do reino de deus que é entre os camponeses quem mais crentes granjeiam. Estamos portanto a falar de unidade táctica militar num conflito onde é claro para todos quem é a vítima e quem é o agressor. Fazer unidade com a vitima não é professar todos os seus desejos nem calar toda e qualquer crítica que seja justa de se fazer.

Do Líbano à Palestina podem ser dadas lições de democracia quer aos EUA quer a Israel. A maior ameaça à paz mundial é o imperialismo e os seus exércitos. Nenhum movimento ou país islâmico tem qualquer intenção de entrar por qualquer outro país adentro a exportar (impor) o seu modelo político, social, económico ou religioso e explorar os seus recursos naturais. Os aliados da entente ocidental fazem tudo isso por quase todo o planeta.

Não devemos por isso cair na ratoeira da islamofobia. Será sempre esse o argumento para a carnificina. A defesa da auto-determinação dos povos implica isso mesmo: que se respeitem as suas determinações e a sua forma de ser livre. Uma vez ocupado, tudo o resto é secundário, pelo que os meus preconceitos estarão sempre depois da minha solidariedade.

Podemos e devemos sonhar com vista à obtenção de uma melhor resistência. Mas enquanto não temos outra não podemos ficar agarrados apenas à esperança. Porque para os povos sob o jugo colonial enquanto não houver justiça não haverá paz e a guerra será sempre melhor do que a paz dos cemitérios.

[Roteiro de um debate]

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92 respostas a Resistência Islâmica – rescaldo de um debate

  1. Renato Teixeira diz:

    Ezequiel,
    sondagem é a facilidade com que se ganha uma guerra ou a dificuldade com que se perde outra. Consegue por certo ver a diferença entre o Kuwait e o Afeganistão e o Iraque ou o Vietename. Sondagens, como já disse, são o número galopante de soldados dentro de caixas de pinho a voltarem calados para os EUA. O resto é tanga que cada um pode citar em função da sua agenda. Caixas de pinho são caixas de pinho.

    Outro facto indesmentível é os Talibans terem sido uma produção da máquina de guerra americana. Aqui se aplica o ditado: quem semeia talibans colhe caixas de pinho.

    Leitor costumeiro, boa intervenção.

    Sem sombra de dúvida que os alegados terroristas de hoje foram em grande parte produzidos pelo ocidente e eram grandes democratas enquanto faziam terrorismo em seu nome. Mudam-se os tempos mudam-se as vontades… já dizia o cantor-poeta.

    De facto o problema surge depois, mas como reconhece não era esse o tema proposto.

    Podemos partir de um exemplo concreto para pensar esse depois. Na revolução iraniana, onde a esquerda laica e comunista desempenhou um papel importante toda a unidade com os sectores laicos foi feita para derrubar o Xá. Defenderia essa unidade novamente porque entendo que um povo está melhor sob o tirano que escolhe do que sob o tirano que se impõe ou é imposto pelo império. No depois acredito que não há grandes receitas, e como disse é tempo de acabar com todas as unidades e cada um dar a batalha para convencer a maioria do seu programa e projecto político.

    Outro exemplo. O 25 de Abril de 1974 aqui na tuga. Todos os sectores anti-fascistas tiveram que fazer unidade para derrotar o fascismo. Quando deveria ter começado a separação de águas? Na constituinte? No PREC? No 25 de Novembro? Ora aqui está um bom debate para os próximos meses.
    Saudações.

  2. ezequiel diz:

    Renato,

    Os Talibans (ou melhor, os Mujahedin, dado que nem todos os Mujahediin eram Pashtuns) foram uma consequência inevitável da invasão Soviética do Afeganistão. OS Americanos, Sauditas e o ISI (Interdepartmental Security Services, do Paquistão) APOIARAM-NOS, sem qq dúvida. Por razões distintas, claro. Há um excelente ensaio sobre este assunto escrito pelo insuspeito (sim, INSUSPEITO) Olivier Roy.

    Eles não foram uma “criação da máquina de guerra Americana.” Foram apoiados pelos Yanks, é verdade. Impressionante: vocês atribuem poderes divinos aos Yanks: eles criam movimentos sociais em culturas que desconhecem com um clikar do mouse.

    Não seja tolo, Renato.

  3. xatoo diz:

    belo naco de prosa MST, nem queria acreditar

    “…o Martelo do Ateísmo e das Utopias Assassinas, a que se entrega como se estivesse ansioso de receber como paga as virgens ultra-mundanas prometidas aos mártires ou carrascos do Crescente”

    vou guardar in memorian da convivência fraterna das três (?) religiões monoteistas no Al-Andalus, capital Toledo.
    Historicamente cheira-me só a duas porque a 3ª tem vindo a ser desenhada desde tempos recentes, desde o bispo Arius até à Germânia e depois a caminho da terra prometida com bombas de napalm – esta versão de deus ainda está fresquinha, embora não virgem, a puta.
    Valha-nos o conhecimento de Al-Mutamid sobra poesia da vida, para acreditarmos que algum dia a verdade será reposta, contra a imbecilidade reinante

    lastimosas saudações, não te cures, não…
    x

  4. Eduardo diz:

    Em Hebron, o exército israelita ou IDF, prendeu duas crianças (uma de 12 e outra de 7 anos) por apedrejarem os soldados.
    No Iraque, os direitos das crianças são sistematicamente violados pelas tropas norte-americanas. Um em cada oito crianças no Iraque morre antes de completar os 5 anos de idade.
    Na Cisjordânia, o IDF fez 39 raids contra as populações palestinianas e 28 prisões (só no dia de hoje).
    São apenas algumas informações extra quanto ao dia de hoje.
    As mesmas violações, mortes, torturas continuam dia após dia no Médio Oriente.

  5. Renato Teixeira diz:

    Ezequiel podemos começar e acabar cada troca de argumentos com um tolo para cá e um tolo para lá. Como temos amor reciproco nesse caso não me parece que nenhum de nós vá deixar mal o outro…

    Assim sendo, e voltando à polémica, esquece que o apoio dos EUA não é como o meu e o seu, que se fica por palavras. Os EUA quando apoiam, treinam, armam, corrompem, exploram, e determinam evidentemente cada virgula de quem controlam. No dia em que saem da linha justa perdem o apoio e ponto final. Assim foi com os Talibãs, com Saddam Hussein e com a generalidade dos lacaios que usaram para controlar esta ou aquela região do globo.

    Xatoo, de facto um primor essa citação. Vou citar de novo e boldizar para que nenhum leitor tenha a desfeita de a perder:

    “…o Martelo do Ateísmo e das Utopias Assassinas, a que se entrega como se estivesse ansioso de receber como paga as virgens ultra-mundanas prometidas aos mártires ou carrascos do Crescente”

    é caso para dizer:

    assim se vê… assim se vê…. assim se vê de que lado estão vocês! 🙂

  6. Renato Teixeira diz:

    Eduardo essa é que é essa. É assim hoje e todos, todos, todos os dias do ano. E ainda há quem não veja nisto um lastro de holocausto! Assassinos!

  7. Salah al Din diz:

    As ilusões dos sionistas… No Iraque a coboiada preparava-se para ficar 100 anos….Uma embaixada-fortaleza faraónica, a maior do mundo. Quatro grandes bases militares de dimensões inabituais… Só que o Governo Iraquiano exigiu que todos os cruzados fizessem as malas até 2011.

    Que remédio, vão ter que partir. O Iraque não precisa de protectores e se precisasse tem ao lado o Irão…centenas de biliões e cinco mil GI’S bos bodybags, vinte ou trinta mil mutilados depois o Império dá-se conta que a os iraquianos são uns ingratos… It’s an injustice, oh yes it is…

    E nem sequer um contratozinho de petróleo. Nada, tudo para chineses, russos, franceses e até brasileiros. Dos americanos só querem distãncia.

    No Afeganistão, idem, idem. Até o fantoche Karzai ousa distanciar-se. E a resistência hoje é muito mais que os talibans, é o Hekmatiar e outros senhores da guerra, a própria polícia espia para a resistência e faz atentados à noite por conta desta. Onde estão os amigos dos americanos ? Só o nazi-sionista Ezequiel os vê….

  8. Salah al Din diz:

    Como os afegãos amam os americanos… é enternecedor…

  9. O “aqui” chama-se Portugal! Não se chama “tuga”. Ou estamos sempre prontos a rejubilar com os “nacionalismos” dos “movimentos de libertação” e a denegrir o nosso próprio país e povo colonizados pela UE e USA?

  10. Vaz diz:

    O islamismo tem a ver com o corão, maomé e allah.

    E segundo essas fontes, há nelas argumentos para que os muçulmanos de forma alegre e voluntária, entreguem tudo o que têm e vierem a ter aos judeus, mas aos judeus sionistas, mas ao sionistas puros.

    maomé disse para respeitarem os judeus sionistas e disse que o allah original e verdadeiro era o judeu.

    maomé disse, está dito, palavra de allah!

    Quem disser o contrário está a insultar maomé.

  11. Eduardo diz:

    Para contribuir ainda mais um pouco para o enriquecimento deste debate, venho aqui traduzir alguns dos factos dados pela escritora e poeta Layla Anwar sobre a Al-Qaeda.
    A escritora começa por questionar se a Al-Qaeda existe como organização.
    Depois, apercebe-se que sempre que os E.U.A. e os seus estados fantoche são pressionados, a culpa é da Al-Qaeda.
    No Iraque, a Al-Qaeda serviu como pretexto para a invasão. Os ingleses e os americanos ligaram Saddam Hussein à Al-Qaeda.
    Sempre que existiu resistência no Iraque, esta era derivada da Al-Qaeda.
    Os académicos, cientistas e médicos assassinados no Iraque em 2003, foram oficialmente acusados de serem vítimas da Al-Qaeda (notar que destas mortes, existem as suspeitas de franco-atiradores ou “snipers” serem membros da Mossad, CIA ou empresas mercenárias americanas, como a Blackwater. Layla Anwar compromete igualmente o governo iraniano nestas mortes).
    A Al-Qaeda foi também a desculpa para as vítimas das bombas suicídas nos lugares públicos, raptos e eliminação de ex-membros do governo de Saddam.
    Também serviu de pretexto para o contrabando de armas, lavagem de dinheiro e explosivos para matar inocentes.
    A escritora chega à conclusão que a Al-Qaeda, como organização, não existe. É apenas um pretexto ou desculpa usada por Israel, os E.U.A., o Reino Unido e o Irão (notar que o Irão controla o governo de Maliki que é Xiita. Alguns dos massacres cometidos contra populações sunitas, foram da autoria de uma brigada iraniana chamada “Qudr”).
    Finalmente, outro exemplo é dado no Paquistão, em que o povo paquistanês já acusou a “Blackwater”, conhecida no Iraque como “Xe”, de estar por detrás dos atentados ocorridos em lugares públicos. Assim que estes atentados ocorreram, a imprensa americana e inglesa divulgou os atentados, como sendo da autoria de grupos Talibã ou Al-Qaeda.
    No Iémen, a revolta dos Houthis, resultou num comunicado difundido pela mesma imprensa britânica ou americana de que este grupo estaria a trabalhar junto com a Al-Qaeda.
    Onde existe um regime secular muçulmano e um grupo de intelectuais e elites, nascidos da luta contra o colonialismo e imperialismo, como o Iémen, o Sudão, o Iraque, o Paquistão… os americanos irão encontrar uma conexão com a Al-Qaeda.
    Por isso, questionem sempre este nome, quando o ouvirem na televisão ou lerem num jornal… o nome para algo que não existe.

  12. ezequiel diz:

    Eduardo,

    É a própria AQ que reclama a autoria dos actos hediondos de terrorismo contra civis Muçulmanos e outros no Iraque, no Paquistão e no Afeganistão etc.

    Recomendo que leia o Leaderless Jihad, de Marc Sageman.

    Salah al din,

    Não é difícil perceber porque é que eles gostam mais dos Americanos do que dos Talibans.

    http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/6451841.stm

    http://www.bbc.co.uk/pressoffice/pressreleases/stories/2009/02_february/09/afghanistan.shtml

  13. Renato Teixeira diz:

    Eduardo.
    Hesito em assumir as suas convicções sobre a Al Qaeda. Percebo a tentação. Esta alegada organização (que não movimento como polemizei com o Luis Rainha) é quem mais tem conspirado contra o campo dos colonos islâmicos.
    Uma coisa é certa. Ninguém acredita que esta organização esteja enraizada como a propaganda vende e todos vêm que não há vivalma a dar a o corpo ao manifesto (cara ou voz) em seu nome. Porque não haveria de haver se todo o “terrorismo” fez questão de o fazer?
    São demasiadas as questões e demasiado gritantes as ausências de respostas para simplesmente acreditarmos que alguém com o mínimo de interesse pela causa dos povos islâmicos possa estar por trás da Al Quaeda.

    Mas é um tema, como muitos outros, em que tenho mais dúvidas que certezas… Receio que tenhamos ainda que esperar ainda um bom par de anos para ver quem se esconde detrás da cortina de fumo…

  14. miguel serras pereira diz:

    O site de Saladino contém muitas coisas interessantes: saliento dois exemplos -uma entrevista em vídeo com o anti-sionista Le Pen, e algumas interogações críticas sobre as conexões entre o divórcio, como meio de enfraquecer o Ocidente, e o sionismo. Claro que só cito estes dois casos por espírito sectário e decadente, porque, de facto, aquelas páginas em linha transbordam de contributos anti-imperialistas de primeira apanha e de piedosas denúncias do ateísmo.

    msp

  15. Renato Teixeira diz:

    De facto Salah al Din… à primeira vista fraquinho, fraquinho.

  16. Salah al Din diz:

    MSP, eu queria ver era sondagens sobre o numero dos afegãos que querem que os cruzados continuem no Afeganistão. Nem 20%…

    Agora que a situação está melhor (tal como no Iraque) isso já se sabe: os americanos estão já vencidos, anunciam uma retirada próxima e o governo fantoche já anuncia querer falar e partilhar o poder com a resistência. Claro que está melhor, porque os terroristas da NATO foram vencidos…

    Renato, eu adoro o Dieudonné e os seus sketches antisionistas. Faz a ligação entre os negros e os palestinianos.

    Mas este site é um dos melhores:

    http://www.informationclearinghouse.info/

  17. Renato Teixeira diz:

    Bem melhor.

  18. Victor diz:

    No islam, nem sequer allah pode existir.
    No islam, nem sequer allah não pode ter o mínimo sinal de vida.
    Quando algo existe ou tem vida, poor infima que seja, esse algo é fonte de informação.
    Informação é o conteúido de mensagens.
    maomé disse que no islam, não haveria nem mais mensageiros nem mais mensagens de allah.
    E que no islam nem sequer admitia a existência do espírito do Divino.

  19. Renato Teixeira diz:

    Que grande confusão senhor Vitor… É de política que se está a falar por estas bandas. Política.

  20. Justiniano diz:

    Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine…

  21. Samuel diz:

    Sugiro que a próxima série de “colagens” tenha por título “Como deixar de pensar em 5 dias”

  22. Renato Teixeira diz:

    Samuel… essa passou-me ao lado. Quer explicar?

  23. Samuel diz:

    – Q.E.D

  24. Renato Teixeira diz:

    Esclarecido.

  25. xatoo diz:

    Ut nobis parcas, te rogamus, audi nos
    dai-me um Audi para eu deixar de andar a pé

  26. ViT diz:

    “Que grande confusão senhor Vitor… É de política que se está a falar por estas bandas. Política…”

    Sr. Renato Teixeira
    Por muitas boas intenções que o Sr. tenha, porque as deve ter, se é islamismo é mesmo politica.
    O islão não separa o religioso do politico.

  27. Eduardo diz:

    Assim, porque o debate é, sem dúvida, interessante e porque faltam apenas 21 comentários para chegarmos aos 100, gostaria de contribuir com mais uma informação dada por Layla Anwar, do seu blog “An Arab Woman Blues”.
    Eis uma ideia das milícias armadas que controlam o Iraque:
    Jaysh Al-Mahdi (ligados a Muqtad Al-Sadr, conhecidos por “rapazes do berbequim, pois eram conhecidos por torturar e matar os presos sunitas ou ex-partido de Saddam com esta ferramenta).
    Maghawer, ligado ao ministério do interior.
    A milícia do ministério da defesa.
    A milícia do partido Dawa.
    A milícia do partido Fadhila.
    As milícias BADR que pertencem a Hakeem SCII.
    A milícia de Chalabi.
    A milícia dos curdos ou, também, “peshmergas” – cerca de 150.000 membros (Muitos treinados por Israel. Atenção, que hoje dizer-se partidário da causa curda é muito diferente do tempo de Saddam Hussein. A Grã-Bretanha também fornece apoio à causa curda e até utiliza a Sky News para esse fim, sempre que há uma manifestação contra a guerra, como no caso do Iraq Enquiry).
    Outras milícias contratadas por serviços privados, como também as forças especiais do Irão.
    Finalmente e para acabar, tenho uma pergunta para o xatoo: porque é que a comunicação social e o pentágono não falam em células da Al-Qaeda no Irão?
    Saúde a todos

  28. Renato Teixeira diz:

    O Islão talvez não separe Vitor mas o seu comentário seguramente o faz.

  29. Renato Teixeira diz:

    Eduardo,
    a par do Salah al Din, e independente deste ou daquele desacordo, os senhores são claramente os comentaristas mais bem documentados. Boa parte da qualidade deste debate (que nem sempre foi uma constante) deve-se à vossa participação. Os outros, mesmo os que colaboraram dando expressão ao estereotipo e ao preconceito tiveram um papel positivo uma vez que esses sentimentos são de facto predominantes no dito cidadão comum.

    Um balanço terá que ser feito desta semana de debate. Há demasiado ruído quando descemos à terra e percebemos quem de facto está a impor derrotas ao império. Se este debate contribuiu, ainda que de forma superficial, para a clarificação de alguns pontos, já terá valido a pena.

    Não foi um debate que começou aqui, nem seguramente é um debate que termine aqui. Infelizmente, se vontade dos escribas faltar, a realidade não tardará em dar noticias pejadas de sangue derramado, que vão continuar a não deixar ninguém indiferente.

    O meu obrigado a todos (sem excepção) os que tomaram parte neste debate.

  30. Eduardo diz:

    Caro Renato,
    Devo dar-lhe os parabéns pela forma como interveio e como dirigiu este debate entre os seus diversos intervenientes.
    Gostaria de propor para os seus futuros textos, uma reflexão sobre o actual exército americano (a desigualdade verificada entre as patentes militares) ou a diferença entre a ficção (cinema) e a realidade, pois estamos na véspera de mais uma cerimónia dos óscares.
    São apenas ideias para debates, nada mais.
    Estarei atento aos seus próximos “posts”.
    Envio-lhe, desde já, os meus agradecimento e uma saudação fraterna.

  31. Renato Teixeira diz:

    Ficam as sugestões. A ver vamos… a ver vamos.
    Abraço fraterno.

  32. Salah al Din diz:

    Bem, acho que o debate acabou como a guerra do Líbano: com uma abada sobre os sionistas. Quando levantarem cabelo por aqui, dá-se-lhes a segunda dose…

    Parabéns pela inciativa, Renato.

  33. Luis Rainha diz:

    Bem; tendo em vista que as IDF tiveram cerca de 120 mortos e 630 feridos, não foi por certo um passeio. Mas, se tivermos em atenção as baixas do outro lado, “abada” talvez também não seja um bom termo…

  34. Salah al Din diz:

    O Hezbolah teve 90 mortos. Dada a desproporção de armas e de efectivos (3.000 contra 30.000), e o facto de ter sido uma guerra convencional de defesa de território, em que os sionistas não conquistaram em 33 dias nenhuma das aldeias fronteiriças, foi de facto uma extraordinária vitória que destruiu a força de dissuasão das SS Tsahal. O fim destas está próximo…

    Há fotos dos regimentos blindados que sofreram elevadas baixas a chorarem convulsivamente após a retirada e o conhecimento do número de baixas.

    Os 1400 mortos libaneses civis em bombardeamentos de zonas residenciais desarmadas não foram guerra, mas crimes de guerra. Na guerra, na frente da fronteira, entre militares, as amélias sionistas foram claramente batidas.

    E as baixas civis en nada afectaram a moral libanesa. Se for preciso morrerem milhões para acabar com os nazi-sionistas, haverá voluntários mais que suficientes.

    Há fotos dos regimentos blindados que sofreram elevadas baixas a chorarem convulsivamente após a retirada e o conhecimento do número de baixas.

    Acresce que até ao cessar fogo o Hezbollah martelou com centenas de Katiuchas o norte de iSSrael, apesar dos esforços da aviação sionista. Hoje os misseis do Hezbolah são dez vezes mais e podem atingir todo o território ocupado excepto Eilat…

    O Hezbolah está no Governo libanês, e está solidamente entricheirado ao longo da fronteira sul contando com a solidariedade incondicional de milhões de pasdaran iranianos em caso de guerra aberta.

    Vitória Divina…

  35. LGF Lizard diz:

    Oh Salah al Din, se o que tu dizes fosse verdade, nunca o idiota do líder do Hezbollah teria dito que se soubesse que a reacção israelita seria assim, nunca teria executado a operação que culminou no ataque fronteiriço que despoletou a guerra.
    O número de mortos do Hezbollah terão sido para mais de 600, enquanto que Israel perdeu 121 homens. O que dá uma relação de 5 para 1.
    As pesadas baixas sofridas pelo Hezbollah e a destruição imposta às infra-estruturas do Hezbollah convenceram o movimento terrorista libanês a não voltar a fazer a mesma brincadeira outra vez. Tal viu-se em 2009, na operação Chumbo Fundido, o o Hezbollah nada fez para ajudar os seus “irmãos” palestinianos. Quem tem medo….
    E depois da Mossad ter limpo o sarampo ao Imad Mughniyah, o Nasrallah está mais preocupado em sobreviver do que em atacar Israel. A Mossad não dorme…

  36. Renato Teixeira diz:

    Essa é que é essa… a Mossad não dorme. Mas que levaram porrada no Líbabo, levaram.

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  39. Iohann diz:

    Viva a resistência Islâmica. A última fronteira.

  40. Iohann diz:

    viva a resistência. É necessário resistir para não perder.

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