Informação para o Pedro Marques Lopes

“Espantosamente, levantou–se um coro de indignação contra a procuradora Cândida Almeida por ela ter admitido a possibilidade de se fazerem escutas a magistrados do Ministério Público. Numa altura em que parece que a única forma de investigação é fazer escutas, só se dermos por certo que os senhores e as senhoras do Ministério Público são seres especiais, que estão acima de qualquer suspeita e foram escolhidos pela sua incapacidade genética de praticar crimes, é que se pode criticar as declarações da responsável do DCIAP”.

É preciso esclarecer o Pedro Marques Lopes que os magistrados podem ser escutados. Sempre puderam ser escutados. Não são, ao contrário do primeiro-ministro Sócrates, cidadãos diferentes do resto dos portugueses nessa matéria.
O que acontece até aqui, em Portugal, só podia haver escutas telefónicas para crimes com uma moldura penal superior a três anos. Ora, o crime de violação do segredo de justiça tem, até agora, uma pena inferior a esses três anos. Para o Pedro Marques Lopes perceber: um cosmonauta, uma virgem, um taberneiro, um jornalista,um magistrado, um taxista e o Pedro Marques Lopes não podiam ser escutados por violação do segredo de justiça. Se, como a senhora Cândida Almeida propõe, o crime da violação do segredo de justiça for agravado no nosso Código Penal para uma pena superior a três anos de cadeia, todos podemos ser escutados.
Com essa medida cheia de sentido de oportunidade, os jornalistas que investigam notícias de corrupção podem estar sob escuta, sob ordens da doutora Cândida Almeida, para não incomodarem o labor abnegado de sua excelência.
Do mal o menos, até é possível que a srª. directora do DCIAP saiba, com antecedência pelas escutas, quais são os próximos passos da investigação do Freeport, deixando assim de anunciar todas as semanas que a investigação terminou e que o sr. primeiro-ministro não será arguido.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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7 Responses to Informação para o Pedro Marques Lopes

  1. Diogo says:

    Admiro muito a doutora Cândida Almeida. E, sempre que posso, escuto-a na televisão. Vê-la é que é mais penoso.

  2. Luis Rainha says:

    na mouche!

  3. António Figueira says:

    Eu ouvi que a TSF, sempre prestável, vai criar um novo programa de “análise política” com o Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva, chamado “Bloco Central”; o nome não me parece nada mal escolhido e os convidados, em caso de indisponibilidade momentânea, poderão sempre ser substituídos, sem prejuízo dos ouvintes, pelo Pedro Silva Pereira e pelo Augusto Santos Silva.

  4. Mr Y says:

    Muito bem, Mr Nuno!

  5. lourdes féria says:

    O Marques Lopes não é aquele clone do Daniel Oliveira? Riem imenso, são demasiado histriónicos para o meu gosto.

  6. Paulo Ribeiro says:

    O Ramos gostava de estar no lugar do Lopes, não? Enfim, para isso é preciso saber do que fala, coisa que manifestamente o Ramos não sabe. Olhe, adorava ouvi-lo no RCP, muito mesmo. E posso garantir, que só à minha conta, vexa, foi apodado de tudo quanto de mais fofo existe à face da terra. Depois era ver-me calmo e mudo como os meninos.
    Conclusão, o Ramos é catárquico, mas não o suficiente para ir p’ra TV botar discurso. Cada macaco no seu galho, e o teu é piquinino.

  7. Nuno Ramos de Almeida says:

    Paulo Ribeiro,
    Sei que é complicado você comentar um post. Implicava conseguir ler, entender. Sobre mim, falha o alvo: trabalho em televisão, se quisesse, podia aparecer todos os dias. Voltando à questão, os comentadores são pagos. Entre o Eixo do Mal, o DN e a TSF, o Pedro Marques Lopes é muito bem pago. O mínimo que se exige é que saiba do que fala. A menos que você me esteja a dizer que não é por isso que determinados comentadores são contratados. Acho que é injusto com o PML, ele não gostaria de saber que você só gosta dele pq acha que ele apoia o Sócrates e está-se nas tintas que ele erre sobre o que fala, desde que seja para defender o sr. presidente do conselho.

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