Porque não internamos compulsivamente o “arrastão oliveira” num lugar como as Doroteias?

Vejamos o que, desta feita, muito feriu a sensibilidade ética, democrática, a probidade e verticalidade do cidadão sr. Oliveira: uma capa, APENAS UMA CAPA DESTA VEZ !!! com uma expressão antiga, cómica e inócua da gíria política portuguesa (“cassete”):

Vejamos o que eu proponho como leitura para o cidadão sr. Oliveira:

“Educar bem as crianças
é transformar o
Mundo e conduzi-lo
à verdadeira vida”

Paula Frassinetti

Isto é apenas para concluir que eu prefiro a genuinidade das Irmãs, a sua sinceridade sem hipocrisia. Precisamente por isso: porque na frase da Irmã não há traços de hipocrisia (e quem lê o que escrevo sobre arte e religião sabe que falo sem ironias).

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29 respostas a Porque não internamos compulsivamente o “arrastão oliveira” num lugar como as Doroteias?

  1. The Studio diz:

    Eu ouvi a impagável entrevista a José Sócrates e foi exactamente o que eu pensei: A repetição da cassete. Com uma palava, “cassete”, o jornalista conseguiu descrever na perfeição a entrevista. Genial. Claro que isso ofendeu a susceptibilidade do “boy” Oliveira. Aposto que esse post ainda vai ter um link no jugular “Daniel Oliveira mais uma vez brilhante no Arrastão”.

  2. Carlos Vidal diz:

    O sr. oliveira é o melhor blogger para os/as jugulentas.
    Há muito, aquilo não dá mais.

    E eu, que vi a entrevista, não conheço melhor palavra para titular um texto sobre ela do que “cassete”. Nada que se compare.

  3. Por mais que me revoltem todos os engodos do “engenheiro” Sócrates, só posso concordar com o Daniel Oliveira. “Cassete” é, dê lá por onde der, pejorativo. E isso não é, de facto, jornalismo (é tipo “jornalismo” à Manuela Moura Guedes). O que dirias se uma análise deste tipo fosse feita a uma figura com a qual te identificasses? Não criticarias este título?

  4. Deixo aqui um link a um post do 5 Dias (post que eu linkei, dando toda a razão ao protesto):

    http://5dias.net/2008/11/11/ha-coisas-fantasticas-nao-ha-3/

    Para quem não link o post:

    “Numa notícia sobre o segundo volume das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal, apresentadas ontem por Jerónimo de Sousa, com escritos de 1947 a 1964, contendo alguns inéditos documentos e cartas da prisão, o jornalista (o editor?) acaba assim a prosa supostamente noticiosa: “Com este segundo volume, tornaram-se ontem públicos mais uns metros de fita da célebre “cassete” de Cunhal”. Independendentemente de se habilitarem a várias cartinhas para o provedor do leitor, alguém tem de explicar aos jornalistas do DN que uma coisa é escrever colunas de opinião e outra escrever notícias. A distinção parece não ser muito frequente por aquelas bandas.”

    O Nuno, que escreveu estas linhas, estava carregado de razão. Espero que seja ele a dar-se ao trabalho de lhe explicar, que a mim vai-me faltando a paciência.

  5. Carlos Vidal diz:

    The Studio e outros,

    eu nem tinha reparado na coisa.
    Mas a merda do post do “arrastão” já teve a menção elogiosa devida no Jugular.
    Aquilo é instantâneo.

  6. Carlos Vidal diz:

    O sr. oliveira vem aqui pedir por tudo ajuda ao Nuno.

    Não sabe o que dizer, peça antes ajuda ao jugular.

    Além disso, o seu exemplo, é absurdo. Porque me dá razão. A expressão é inócua e popular.
    No caso do livro de Cunhal, o emprego é estúpido, até porque o pseudo-jornalista não leu o livro, e antes disso opinou. Indefensável.

    Sobre a entrevista de Sócrates, todos (infelizmente) a ouvimos.
    E o termo popular é pertinente.
    Isto não é a tropa do sr. do “arrastão”.

  7. E aqui fica o meu post elogioso (instantâneo?) ao post que o Nuno então escreveu:

    http://arrastao.org/sem-categoria/jornalismo-de-referencia-2/

  8. Não preciso de pedir ajuda ao Nuno. Ele já deu, com o post que lhe citei. Só tenho esperança que aprenda qualquer coisa com os jornalistas que fazem este blogue consigo. Acredito na força do colectivo.

    O Nuno deu outro argumento: há uma diferença entre opinião e notícia: “Independendentemente de se habilitarem a várias cartinhas para o provedor do leitor, alguém tem de explicar aos jornalistas do DN que uma coisa é escrever colunas de opinião e outra escrever notícias. A distinção parece não ser muito frequente por aquelas bandas.”

    Ops1, foi exactamente o que eu disse sobre este caso, a propósito da mesma expressão.

  9. PortelaMenos1 diz:

    nem o Avante!, nos seus períodos mais controversos, se arriscaria um título tão rasca, pelo simples facto que faria o próprio jogo de Sócrates. Pelo contráro, a rapaziada do 5Dias masturba-se a ler DO!

  10. Helder diz:

    Cassete, e das maradas

  11. Pingback: A extrema-esquerda caviar em defesa do regime que a alimenta « O Insurgente

  12. Mr Y diz:

    concordo com o daniel oliveira: cassete já não se usa. DVD sócrates ficava melhor 🙂

  13. Aniceto Azevedo diz:

    Os comentários que o sr. Oliveira aqui despejou têm o mérito de confirmar e de reforçar tudo o que o Carlos Vidal tem dito sobre a mediacrata personagem. Mostrar a todos, a todo o momento, que é betinho, bonzinho e parvinho.
    Às vezes me espanto, outras me envergonho…

  14. Renato Teixeira diz:

    O post é bom Carlos Vidal e até dá para fazer jornalismo buraco de fechadura.

    Um tal de Sérgio, disse para aí numa tasca fina, que outro tal de Daniel vai aos encontros do 31 da Armada…

    Quer-se dizer… não posso gritar com eles contra Sócrates mas posso beber com eles num encontro político. (sim… porque encontros com aquela gente têm sempre uma dimensão política…) Nós que o digamos… nós que o digamos.

    Sobre o tema, acho o título fraquinho. Também gosto mais de DVD Sócrates. Acho até que convencemos o Daniel Oliveira com outro melhor, cumprindo todos os critérios jornalístico de fidelidade à verdade: “Sócrates repete-se nas ideias e nas mentiras”. Corcorda?

    O Jornalismo “buraco de fechadura” aqui:
    “7 Sergio H. Coimbra 23 Fev 2010 às 13:55

    Caro Daniel Oliveira,

    Fomos apresentados brevemente durante o último encontro do 31 da Armada, por isso lhe escrevo assim, directamente.

    O título não é dos mais felizes, concordo. Quanto à crítica de misturar jornalismo com opinião, já a ouço desde que trabalhei em “O Independente”. Podemos almoçar um dia deste à volta do assunto, trocar as suas experiências jornalísticas com as minhas, obviamente de áreas distintas – sendo certo que, para mim (e fico agora com dúvidas se partilha esta ideia) a liberdade de expressão, em todas as suas formas e feitios, foi a maior das “conquistas do 25A”. Na minha terra, quando alguém ultrapassa a legalidade, os tribunais são o lugar certo para apresentar queixas.

    E esta sua crítica – expressa que está num blog que mistura fotografias de assassinos do KKK com manifestantes pacíficos que apenas prentendem um referendo sobre o casamento entre homosexuais – não deve obviamente ser levada a sério.

    Nota: Ninguém chamou “Cassette” ao primeiro-ministro; apenas se pretendeu dar a ideia que ele se repete.

    Cumprimentos

    Daniel Oliveira Reply:
    Fevereiro 23rd, 2010 at 15:42

    Sérgio, como aqui já foi dito, não há jornalismo neste blogue. É tudo opinião. Logo, a comparação não pode ser feita.
    Abraços
    Daniel”

  15. Carlos Vidal diz:

    Magnífico.

    Comovente.

    Grande abraço.
    (Boas dicas e informações.)
    CV

  16. Eu bebo copos com gajos de direita, Renato. Sem qualquer problema. O senhor manifesta-se com eles. E é aí que eu faço escolhas. Está a ver a diferença, não está? Não, claro que não. E olhe que estive grande parte do tempo em boa companhia. Tente lá saber com quem?

    Olhe, Carlos Vidal, já teve o aplauso do Insurgente. Instantâneo. Devia repetir outra manif com estes amigos do Pinochet. Eles gostam de si. E eu até acho que, no seu caso, se trata de uma aliança natural. Pode bem continuar depois de Sócrates. Não se estragavam duas famílias.

    Já perguntou ao Nuno o que é isso do jornalismo e da opinião? Ele explica-lhe o que queria dizer no post que aqui deixei. Com paciência, ele explica-lhe.

  17. Pingback: Arrastão: A aliança natural

  18. Renato Teixeira diz:

    Eu também bebo copos com gajos de direita, mas não vou a encontros de, como os acusa no seu novo post (http://arrastao.org/sem-categoria/a-alianca-natural/) adeptos de pinochet.

    Mas percebo o seu ponto de vista, contra Sócrates não. Nos copos e nos encontros políticos, sim. Tá certo.

    Quando voltar lá avise-me…

    Quanto a adivinhas não vou conceder. Repito. Consigo, não brinco. Não alinho no segurem-me que eu vou lá. Se é para ir, vou, caso contrário estou calado.

  19. Foi com o 31 da Armada, não com o Insurgente. Com a extrema-direita nem copos.

    Foi com malta aqui do 5 Dias. E gostei. Era bar aberto. Pago por eles. É o que eu chamo redistribuição da riqueza. Manifs, não, sorry. Já no tempo da Vera Lagoa não passava o 1 de Dezembro na Avenida da Liberdade. Olhe, esquisitices minhas.

  20. Renato Teixeira diz:

    Guronsans… Daniel Oliveira… Guronsans.
    Agora é que você me lixou. E eu a pensar que por aqui era só puros e duros…
    Mas isso do 31 da Armada… que direita é?
    Não é no Insurgente que escreve um democrata do CDS? Aquele que roubou o pelouro da juventude ao BE na AR… que tem nome de muesli Chic? Sabe? Não sei das quantas Seufert… Não tem muita pinta de careca…

  21. tenho muito respeito e consideração pelas Doroteias.

  22. Carlos Vidal diz:

    O almajecta falou com correcção: respeito por quem o merece.

    Quanto ao resto, falando com gravidade, no dia em que um Jugulento ou uma Jugulenta disser(em): “excelente post do C. Vidal”, a propósito seja do que for, eu reescreveria o escrito, negaria o que disse, olhar-me-ia ao espelho para me certificar de certas coisas e seus andamentos.

    Mais a sério, a mim, que blogues que o sr. oliveira não inclui na sua “santa aliança” achem interesse nalguma coisa que eu escrevo, isso – como se sabe – apraz-me. Se for por uma boa causa, ainda melhor: diverte-me, dá-me prazer.

    E qual é aqui a boa causa?
    Simples, muito simples: parece que alguma direita partilha comigo a abominação ao “significante vazio” (uau, é isso mesmo).
    E o sr. oliveira, quanto ao “significante vazio” bate records blogosféricos.
    Passar bem.
    CV

  23. Carlos Vidal diz:

    E uma outra questão (sabida).

    O sr. oliveira decidiu importunar-me com a figura de José Estaline.
    Não me importuna por aí, até porque eu estou longe de desconsiderar a figura em causa.
    Oh, horror dos horrores. Também aqui escrevi (algures) que considero a Revolução Cultural chinesa uma das mais entusiasmantes experiências emancipatórias do final do século XX. Por aqui o sr. oliveira não pegou.
    Porquê? Não me diga que aceita tal ideia.
    Se sim, terei de rever a minha opinião sobre o evento.
    Mau, mau.

  24. Ricardo Noronha diz:

    Não tens partilhado connosco, com a regularidade desejável, o teu entusiasmo pela experiência emancipatória da revolução cultural chinesa, Carlos. Qual foi, exactamente, a tua parte favorita?

  25. O nosso Vidal Sassoon contra o “significante vazio” tem tantas figuras tão pouco recomendáveis que não desconsidera que é dificil ir a todas. Fica para a próxima.
    Mas fica prometido que se um dia o encontrar de joelhos, à porta da sua escola, com um placard ao pescoço a confessar os seus pecados e desvios eu vou lá dar o meu calduço.

  26. Carlos Vidal diz:

    Ricardo Noronha

    A Revolução Cultural foi uma entusiasmante – para quem a viveu (eu estava mais ou menos por nascer) – iniciativa do que no ocidente se chama sociedade civil.
    O que irrompeu nessa altura na China, irrompeu à margem do partido: foi uma festa emancipatória de soldados e estudantes, nada proveniente do partido. Notável! Só por complexos e ignorância se oculta isto: a Revolução Cultural é um movimento totalmente contrário ao aburguesamento do partido.

    Ricardo, entretanto, vai criar um novo forum de “discussão”: vamos, vai, trabalha (que eu tenho muito que fazer hoje).

  27. Carlos Vidal diz:

    sr. oliveira, eu não tenho escola, sou o português sem mestre.

  28. lição após lição seguirei a tradução e a porno antropo-deputação.
    Fui claro?

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