Quem há uns meses se enxofrava com a participação de assessores de Cavaco na feitura do programa do PSD deve agora achar normalíssimo que o Estado empenhe recursos a alimentar blogues medíocres. E vice-versa.
Quem aplaudiu a publicação de um mail de um jornal por um seu concorrente, inflama-se agora com a incompreensível divulgação de correspondência do Simplex. E vice-versa, claro.
Quem recentemente entrou em campanha para expurgar dos arquivos do 5Dias os seus textos hoje estranha que alguém se retire a posteriori de um blogue francamente mau como o Simplex. «Tudo se apaga, nada se tranforma», é a dúbia moral du jour. E certíssima, aliás.
Há uns tempos, uns queixavam-se de mordaças, perseguições; agora, a vitimização mudou de casa. Sem que tenha começado a fazer grande sentido por isso, claro.
Cá por mim, estão bem uns para os outros. Parecem separados apenas por ciclos de alternância democrática e não por convicções nem por programas éticos. O que é hoje ignomínia amanhã será business as usual. O esgoto que de momento os enoja cedo passará a fino champagne. Entretanto, lá continuam com o cantochão do costume: “mas vocês não fizeram melhor quando lá estiveram”. E têm toda a razão.
PS: Aguardo ainda notícias dos que garantiam ter partido pão com o tal Abrantes, que já não sabemos se é gente, assinatura apócrifa, petit nom de assessor ou pseudónimo colectivo de algum ministério.





Na mouche!
Quem queira comentar, no blogue que refere, o longo texto sobre “fim do individualismo e totalitarismo disfarçado”, depara-se com o seguinte pequeno aviso : “O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts”. E aí sim, podemos aprender algo realmente algo sobre “perigo totalitário.”
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