Este é o meu último post. Uma parte dos blogues políticos persegue uma identidade bastante definida. Outros adoptam estratégias multiculturais. Tem sido o caso do 5dias. O meu interesse por políticas multiculturais é o seguinte. Trata-se apenas e só de conseguir reunir condições mais favoráveis a que impere a confusão. E durante muito tempo a confusão foi rainha e senhora deste blogue. Ainda bem. Entretanto, os desentendimentos que temos tido perderam, no último mês e meio, uma boa parte da sua politicidade. E o que perderam em politicidade foram ganhando em autoridade. Neste filme, o que é menos relevante é saber quem são os bons e quem são os maus. Quando há uma separação, o historiador político mais convencional pergunta quem foi, quem foi mesmo, que teve a culpa, a culpa definitiva e verdadeira, e enche a boca com traição, génio, fé, carisma e outros pormenores. Mas o historiador das estruturas, por mais ou menos estruturalista que seja, jamais subirá a esse nível. E eu, que não sou um adepto do historiador das estruturas, menos serei do historiador político convencional.
Entretanto, o mais importante neste post de despedida é escrever isto: quero brindar a todos e todas que aqui me acolheram, sem excepção, mas em particular ao Nuno Ramos de Almeida, amigo de razões e camarada do coração, pelo menos desde o longínquo ano de 1848. Deixo um abraço especial, também, ao Luís Rainha, ao Tiago Saraiva e ao António Figueira, os postadores mais habituais, que continuarei a seguir com toda a atenção. Ao Renato Teixeira deixo também uma saudação, certo de que poderei contar com ele para assinalar todos os meus desvios, as minhas traições, os meus pecados. Do Ricardo Noronha, por afazeres vários, de que não nos conseguimos livrar, não vale a pena despedir-me. O Miguel Serras Pereira já foi, mas pode ser que o encontre por aí… Quanto aos leitores e comentaristas, particularmente estes últimos, não há razão para grandes despedidas. Pode bem dar-se o caso de nos reencontrarmos brevemente noutra tasca. Haja vinho, haja pão. Por ora, deixo-vos com o Carlos Vidal. Boa noite e boa sorte.




Transparente…
Digo o mesmo que em relação ao Miguel Serras Pereira. Os seus posts eram uma das razões de eu vir aqui ao 5 dias… que agora fica (ainda) mais pobre, pelo menos na minha perspectiva.
Se encontrar outra tasca, faça com que a malta saiba.
Felicidades.
lá se vai mais um autor sobre o paradigma reformista de raiz danieliana; isto é, sobre o pensamento abstracto. O que era sempre salutar, tendo em vista comparar a teoria (ou a sua ausência) com a realidade. É uma pena que desistam, e esta minha comichão no intelecto é tão válida para o MSP como p/ ZéNeves. Bem hajam
Todos os impérios tiveram um fim, mesmo o carolíngio.
Mas era uma casa a sério a que vocês tinham, algo escandalosa e infrequentável, como a do Marceneiro, mas uma casa. Sisudos e a viver em apartamentos separados é que ninguém vos quer ver.
Caríssimo Zé Neves
Não sendo, eu, propriamente destes lados da política tenho aqui vindo regularmente porque entendo haver inteligencia, equivocada, por vezes, mas todavia inteligente ou inteligível.
Tenho apreciado ler e comunicar com alguns de vós, aí, onde incluo o Zé Neves.
Mas devo, honestamente, confessar que aqui me habituei a vir, especialmente, pelo Carlos Vidal, personagem único (como seremos todos evidente…) e de singular densidade e genialidade (mesmo discordando é incontornável).
Digo isto, simplesmente, para dizer que esta vossa aparente dissenção não me interessa para nada, é-me indiferente, e continuarei, certamente, a le-lo, a si, lá onde quiser ser lido como continuarei a acompanhar a “escrita” do Vidal.
Um bem haja e até breve (s.D.q)
Pois é caro Zé Neves.
“lá se vai mais um autor sobre o paradigma reformista de raiz danieliana” e fica o paradigma reformista de raiz vidaliana que nem sabe o que é que se deve reformar ou mesmo revolucionar.
Espero reencontrar alguns dos blogers que recentemente saíram daqui (alguns diriam desertaram, mas não acredito nisso) noutros lugares.
Aposto que vais a correr para o “Blasfémias”.
“Ao Renato Teixeira deixo também uma saudação, certo de que poderei contar com ele para assinalar todos os meus desvios, as minhas traições, os meus pecados.”
Terei lido bem? Terei escrito bem? A minha tarefa tem sido corrigir a linha do Daniel Oliveira… agora a tua?!? Onde foi isso? Naquela simpática troca de ideias vagas sobre o eduquês? Acho que estás a ser algo rancoroso…
Ainda assim lamento a tua saída que me parece precipitada e motivada mais por valores clubisticos do que por grandes ordens de razão.
Até à vista.
Porque será que as saídas do Zé Neves e do Miguel Serras Pereira me soam a uma tentativa de isolamento (será ajuste de contas?) do Carlos Vidal?
força força CAMARADA CARLOS…
caro zé neves,
expropriando as palavras do Justiniano, acrescento o seguinte:
uma das vantagens do 5dias é a densidade de inteligência por metro quadrado de blog. Chega-se aqui, e sem links ou quejandos, cai-se no meio de debates de escacha pessegueiro, cujas subtilezas muitas vezes me escapam, mas que não deixam de ser fascinantes. A vossa dispersão é um transtorno para os vossos leitores e uma machadada violenta na blogoesfera, não justificável por causa de meia dúzia de palavras mais contundentes trocadas no calor da refrega. Enfim, vocês lá sabem, mas que é uma pena, é!
Calorosos cumprimentos.
Não quero ser irónico,até porque lia com atenção e interesse, os post´s das pessoas queagora, anunciam saída.Mas apetece-me dizer que são ratos a abandonar o navio
o 5 dias anda sempre em processos de ruptura mas tem uma constante capacidade de reconstrução
vou sucessivamente lamentando muitas das saídas mas que nunca deixei de cá vir lá isso é verdade
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O Zé Neves faz falta como todos os outros (3), e de cisão em cisão o 5 Dias empobrece! Não havia necessidade, bem, não sabemos de tudo!…
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