Após Grande “Manifestação da Liberdade” no Continente Jardim Propõe Governo de Salvação Nacional

Alberto João Jardim acaba de apelar a uma coligação PSD-CDS-PCP-BE que forme um governo de salvação nacional (cf.  http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1494799 ).

Fazendo-se eco das propostas de destacadas vozes bloguístico-políticas da esquerda continental, que reclamaram a unidade com a direita contra Sócrates, ignora-se até ao momento se Jardim estaria disposto a aceitar a inclusão dos Verdes no projectado governo.

Igualmente não houve qualquer reacção oficial do blogger Carlos Vidal à proposta unitária do líder madeirense, mas diversos elementos da redacção do 5 dias pensam que, de acordo com os seus mais recentes posts, Carlos Vidal nunca aceitaria a inclusão do “BE de Anacleto” na coligação,  embora talvez admitisse a inclusão a título individual de bloquistas “não oliveiristas” no eventual governo.

(Ver também o comentário de Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória, O PREC do dr. Jardim )

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15 Responses to Após Grande “Manifestação da Liberdade” no Continente Jardim Propõe Governo de Salvação Nacional

  1. Helder diz:

    Eu bem que falei na questão das vacinas, aquando da manif.

  2. joão viegas diz:

    Bem visto.

    Bom, aqui entre nos, ha que renconhecer que o vosso colega Vidal tem desenvolvido um trabalho extraordinario para atingir os pincaros onde evoluem os Albertos Joões !

    Como dizia a campanha do impagavel Sarkozy “juntos tudo é possivel”…

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  4. Boa, Miguel: imperdoável que AJJ não tenha referido os Verdes. Indispensáveis para ficarem com o Ambiente!

  5. miguelserraspereira diz:

    Sim, Joana – ou com a Defesa, nunca se sabe. Mas, a propósito, já apuraste mais alguma coisa sobre a pré-composição do putativo governo de “compromisso histórico”, que apagará, nos termos do líder madeirense, os “fantasmas” da esquerda sobre a direita, e vice-versa, cujos ricochetes tanto têm afectado o Professor Cavaco? Bom, isto, no pressuposto de que este é suficientemente salvador para presidir à almejada frente…

    Abç

    miguel

  6. Luis Rainha diz:

    Assim de repente, este membro pensa é que já chega.

  7. Luis Rainha diz:

    Fui ver o tal recomendado post da JL e pareceu-me bastante básico. Há ali algum subtexto (muito bem) escondido?

  8. rafael diz:

    Caro Miguel

    Parece-me pouco sério (talvez uma provocaçao daquelas que se fazem pela blogsfera essencialmente dirigida aos seus camaradas de espaço virtual) associar alguma esquerda a uma convergência com a direita portuguesa. Por num determinado momento, pessoas em nome individual partilharem de uma palavra de ordem com sectores que lhes sao contrarios, seja por taticismo, ignorancia, ingenuidade ou apenas por principio puro e duro, nao quer dizer que convirjam tambem nos objectivos de medio-longo prazo, enfim, na perspectiva que têm da governancia e da governabilidade.

    De resto, estas polemicas, parece-me a mim, estao bastante circunscritas ao espaço virtual, ao voluntarismo pessoal e, em nenhum momento, se vislumbrou uma qualquer sequer remota aproximaçao entre esquerda e direita (sem o PS). Mas isso sou eu a pensar…

  9. miguelserraspereira diz:

    Caro Rafael,
    espero que tenha razão, e que as manobras em curso de recomposição à direita do “bloco central”, ou da construção de um “bloco de direita” central, que muscule o regime e o berlusconize ou, já agora, “sarkozyze”, venham a falhar.
    Quanto ao meu post, ironiza simplesmente com algumas vozes que, à esquerda, dentro e fora deste blogue, entenderam associar-se à recente “Manifestação da Liberdade”, assim cometendo o que considerei, por razões que tenho vindo a repetir em posts e caixas de comentários deste e outros blogues, um erro político sério.

    Cordialmente

    msp

  10. miguel serras pereira diz:

    Luís Rainha,
    sobre os subentendidos do post da Joana, talvez o melhor seja perguntar-lhe a ela, no Brumas.
    Quanto ao já chega, depende dos eventuais subentendidos do teu “já chega”.

  11. Niet diz:

    Direitos e deveres da Autonomia- Os marxistas defensores do centralismo da AIT tentaram perpetuar o Conselho Geral( controlado por Marx-Engels-Lafarge), contra a descentralização e o federalismo dos grupos aderentes defendidos com unhas e dentes pelos blanquistas e os partidários de Bakounine., unidos na Aliança para a Democracia Socialista. Tudo se passou no histórico Congresso de Haia,de 2 a 7 de Setembro 1872. Dessa memorável maratona política, o comentário de um antigo communard: “Camaradas, o Comité Central e a Comuna concederam ao proletariado parisiense uma dolorosa mas fecunda experiência. Com efeito, sofreram em conjunto o que há de mais desastroso no que se refere à autonomia individual e grupal, quando o grupo e o indivíduo se debatem hoje entre a tradição centralista- que está na moela dos ossos do homem moderno – e a concepção da Autonomia – que é catalogada como um estado de abstracção, de teoria pura. Todavia, camaradas, a Autonomia é o princípio salvador da sociedade moderna. Com a condição expressa e absoluta que o seu exercicio contemple a consciência dos direitos e dos deveres por norma reguladora. Caso contrário, este exercício de Autonomia só ocasionará confusão e ruína, quando os militantes , que não possuem a consciência dos seus direitos e deveres quando tiverem que lutar contra os inimigos disciplinados pela autoridade. (…) A Autonomia só pode oferecer garantias sociais e políticas baseada na noção dos direitos e deveres. Gostamos mais do nada do que do centralismo. M. Bakounine. OC.III.Apendice X. Congresso de La Haye.Págs.323/370. Niet

  12. Luis Rainha diz:

    Miguel,
    Isso de ir lá, dispenso, que aquilo parece-me bastante fraquito.
    Os meus subentendidos explicam-se de uma penada: a manif já passou, é escusado continuarmos com provocações e picardias internas, como esta coisada a propósito do Jardim.

  13. Niet diz:

    Errata: Para evitar questiúnculas menores:1) é Lafargue, Paul ;

    2) apagar o quando na linha 12, ” que não possuem a

    consciência dos seus direitos e deveres, tiverem…

    O que eu gosto é da tese: Gos tamos mais do nada

    do que do centralismo !”. Salut. Niet

  14. Justiniano diz:

    Caríssimo MSP –
    Parece-me que AJJ apenas disse que, e neste tocante rendo-lhe elogios, fora dele a responsabilidade e já teria avançado com uma moção de censura. Parece-me evidente que este Governo é merecedor de uma. Parece-me também que AJJ é o único que se está borrifando para o tacticismo e tem da realidade uma percepção de premencia que não vejo em mais lado nenhum. Apenas observo receio, apego a uma pretensa estabilidade da instabilidade…sobretudo conforto com o resultado das últimas eleições, do BE ao CDS.

  15. Preferiria de longe uma jantarada com Alberto João Jardim, ou AJJ, num lugar de preferência alugado por uma espécie de Pinto da Costa lá do sítio, do que um lanche ou chá com Joana Lopes entre as brumas da memória. Tenho dito. (Volto breve.)
    Saudações alternantes.
    CV

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