Dizem assim: Não estão reunidas as condições – e, Deus querendo, nunca hão-de estar: há sempre uma imperfeição no plano, uma rugosidade na superfície, uma bastardia qualquer que deita tudo a perder.
São generosos no querer: radicalidade, exigência, rigor, auto-determinação, autonomia, libertação – mas porque a vida nunca é tão perfeita como o plano (é a vida!), os amanhãs que cantam transformam-se em dias de S. Nunca à tarde.
Neste combate contra o real, nesta denúncia apaixonada das suas asperezas, parece que todos os pretextos servem, os paralelos mais absurdos, as desculpas mais delirantes: o Miguel Serras Pereira escreve mais abaixo que “há na ‘lógica’ e na ‘dinâmica’ desta movimentação [o manifesto “Todos pela liberdade de expressão!”] qualquer coisa que evoca em termos ‘estranhamente inquietantes’ a doutrina da social-democracia definida “social-fascismo” como inimigo principal do período entre as duas guerras” e o Ricardo Alves (palma de ouro, desculpa Miguel) comenta sobre o mesmo assunto que “o que estamos a assistir é ao reforço do poder dos grupos económicos sobre a política [porque] nunca um empresário que afastasse um jornalista por este o criticar mereceria uma manifestação”. O manifesto é pois da inspiração de José Estaline e de Ricardo Salgado: sim, Miguel, respondendo à tua pergunta, sinto-me esclarecido.
Infelizmente, eu não possuo o requinte teórico nem a visão de longo alcance dos cátaros da política: confesso, sou um impuro: aceito como ponto de partida a realidade como ela é e não como eu gostaria que ela fosse (para que um dia ela possa ser como eu gostaria que ela fosse e não continue a ser sempre como é), não me importo de ir a jogo, de meter as mãos na massa, de ousar lutar e ousar vencer (e também perder): se a liberdade de expressão está em perigo – e ainda há quem duvide? – é preciso defrontar esse perigo, e ponto.




“(…)aceito como ponto de partida a realidade como ela é e não como eu gostaria que ela fosse(…)”
O problema, António Figueira, é que na realidade quer o manifesto quer a manifestação não têm como intenção a defesa da liberdade de expressão. Essa é que é a realidade que gostaria que fosse. A realidade nem sempre é o que parece, certo? Obviamente que este tipo de conversa acaba sempre no eu-digo-que-sim, e tu dizes-que-não, pois tudo assenta em diferentes percepções duma dada situação. O que convém não perder é o cepticismo sobre as nossas próprias percepções da realidade. Podemos estar errados. E se estivermos errados?… No caso concreto em apreço, pouco mal virá ao mundo. Noutras situações, já poderá não ser assim. O cepticismo não é uma desculpa para a inacção, mas um convite à acção inteligente e flexível.
Fixe. Enviem-me convites para essas acções que eu prometo levá-los em consideração. Mesmo que vocês me pareçam algo bizarros.
Quanto ao resto, no mundo dualista a que o António alude, isso da “liberdade de expressão” talvez tenha um sentido uno, objectivo e indiscutível; a mim, dá-me ideia que esta manif tem como objectivo protestar contra a impunidade e o descaro com que a matilha de Sócrates tem interferido com os media que alimentam em grande parte a nossa esfera pública. A tal liberdade não se limita a isso mas também passa por aí.
Tão simples como isso, Luís: vitória do empirismo no-nonsense sobre o foguetório teórico.
O A. Figueira com a sua super-dose de humor e dialéctica quer confundir a malta, jogando com codícia na tecla da invariante ideologia-real-alienação, fixação subtil da tese do ” fim das ideologias “… Só que as ” motivações de conduta ” deslegitimizam os famosos ” grupos estatutários ” que favorecem a glacialização do conceito ” concreto-universal ” de Hegel , a rendição de classe pela hegemonia dos seus corporatismos dominantes. Tudo vai correr pelo melhor…Niet
Porra, fui desmascarado. T’es trop fort, Niet!
Antonio Figueira,
Tu escreves: “se a liberdade de expressão está em perigo – e ainda há quem duvide? – é preciso defrontar esse perigo, e ponto”.
Mas o ponto é que, como já respondi noutra caixa de comentários: “os objectivos da “Manifestação da Liberdade” não são a defesa da liberdade de expressão (o Viana explicou-o muito bem há dias, num comentário ao post do Zé Neves), nem a democratização do regime. […] [Abrem caminho à] ideia da “suspensão da democracia” para pôr ordem na casa.
Sim, não se pergunta a quem adere a uma manifestação ou a uma acção de luta quais os seus antecedentes políticos – dão-se-lhe as boas-vindas. Mas convém que só vamos a manifestações que expressem uma vontade política que seja a nossa, e que lutemos por um dado objectivo ao lado dos que o querem também, e não daqueles que o negam”.
msp
antónio, “não estão reunidas as condições” é uma frase que é mais frequente ouvir por outras bandas do que aquelas a que te queres aqui atirar…
Contextualiza, Zé, acho que és suficientemente inteligente para isso. Abraço, AF
(Essa da palma de ouro merece explicação, António.)
Eu gostaria é que me explicassem onde é que a dita manifestação, com o seu enfase na «liberdade de expressão» (que não está em perigo absoluto), contribui para evitar que a comunicação social continue a ser dominada por dois ou três grupos económicos que são quem efectivamente determina a agenda mediática. Era só isso. O resto são pipocas.
Ricardo,
O que está em causa é uma determinada actuação governamental em relação à comunicação social, não é (agora) o papel dos grupos económicos (que de resto o mesmo governo serve com razoável competência) na mesma comunicação social, nem nada mais: tudo isso, para usar a tua imagem pitoresca, aqui e agora, são pipocas – e vir falar neste momento do papel dos grupos económicos merece a palma de ouro nas tentativas de fuga à questão – ou melhor, merecia, antes de a Isabel Moreira se ter lembrado da Madeira (azar, ficas em segundo).
Cumps, AF.
Apelar “aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados”, sendo que esses órgãos são enumerados como sendo “o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial”, e alertar para “um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições” insinua uma vontade de “suspensão da democracia”??
Isso é muita perspicácia para ler entre as linhas. Desisto.
“Insinua uma vontade de ‘suspensão da democracia’”?! T’es vraiment trop fort pour moi, Miguel – e isto não é uma insinuação, é uma declaração.
” Se tens compreensão e um coração, não reveles senão um deles. Os dois serão malditos, se os revelares ao mesmo tempo “, Hölderlin citado no ” Wishful thinking ” de Adorno. A luta continua.Niet
Miguel,
Acho que o problema é que não leste o texto com atenção. O comunicado é um texto de consenso entre várias pessoas diferentes. Esceve o que diz e não os antecedentes que querem à viva força ler.
Pedir que alguém peça responsabilidades políticas e judiciais a Sócrates é suspender a democracia? Parece que, para alguns, não estar a favor de Sócrates é suspender a democracia. Voltamos, portanto, ao argumento que a Irene Pimentel exprimia com a sua bela parábola dos comunistas terem levado Hitler ao poder. Um fartote.
Luis Rainha, como afirmei num comentário colocado num post recente do Renato Teixeira, neste momento uma acção inteligente, talvez decisiva para influenciar a narrativa do que se passa no país, seria uma manifestação nacional ao nível, ou maior, das que ocorreram em Outubro de 2007, Junho de 2008 e Março de 2009, convocada por todas as organizações de Esquerda, CDU, BE, CGTP e outros sindicatos. Seria aliás muito mais importante tal manifestação unitária do que uma greve da função pública, que pode ser devisiva num altura de percepção de crise económico-financeira no país.
Assim de repente, parece-me bem. Lá estarei.
Rainha (tartamudo!?). É evidente, ainda não percebeste!?
O plano é o seguinte:
A malta da direita organiza uma manif. e reza para que a malta de esquerda não ponha lá os pés, a manif. redunda num fracasso de meia dúzia de tipos enganados(isto porque toda a gente sabe que a malta de direita abomina manifs.) Ocorre que este sinal de fraqueza, da malta da rua, resulta num pobre apelo aos restantes órgão de soberania, que se manterão impávidos e serenos, em má fé, mancomunados que estão com os militares para que ponham ordem na casa. Esta é a melhor deixa.
Vai daí aproxima-se o golpe, correm boatos de uma tal esquadra a marear para cá dos açores em apoio aos golpistas.
Presumo, Viana, é que não vás, se por acaso o PP ou o PSD aderirem à coisa…
Parece que os autonomistas aqui da praça são mais partidaristas do que se julga.
Nuno,
já te disse e repito: não ponho em dúvida que tu e outros queiram realmente defender a liberdade de expressão. O meu problema é que penso que escolhem politicamente a manifestação/petição errada.
Não faço ideia se o Paulo Tunhas apoia ou não a manifestação. Mas dá voz hoje nas colunas de opinião do “i” ao que muitos dos promotores que identificam politicamente a manifestação têm repetido menos sucintamente – ao seu programa político em matéria de liberdades:
“É que, com o adensar da crise, virá também a rua forte e feia. E vai ser preciso, para que sobre alguma ordem, o mínimo de respeito pelo Estado. Um respeito que, com eles [Sócrates, Pinto Monteiro, Noronha do Nascimento] nos lugares que ocupam, visivelmente não pode existir”.
Ora, não sendo uma iniciativa de uma associação, partido, conjunto de organizações conhecidas, e não sendo também uma iniciativa anónima, a identidade política da plataforma da petição/manifestação é-lhe conferida pelos seus “promotores”, e entre estes os que têm publicamente defendido o reforço da ordem que permita o funcionamento da economia que nos governa ocupam a vanguarda. Mas, ainda que eles e os como tu partissem a coisa a meias, a plataforma seria aberrante. Sabes por que razões, tenho-as publicado aqui a toda a hora, e dispenso-me de as repetir.
Dito isto, espero poder participar ao teu lado em lutas pela liberdade de expressão que vão um pouco mais longe do que contestar as irregularidades, segundo os princípios absolutamente oligárquicos e mercantis que a ela actualmente presidem, da partilha dos grandes meios de comunicação.
Abç
miguel
Miguel,
Vamos ver se nos entendemos. A manif tem um texto. É este o texto que as pessoas acordaram. As pessoas que nela participam têm as suas próprias ideias. O teu argumento não colhe, era como alguém de direita argumentasse a um moderado que não devia ir à manifestação porque eu sou de extrema-esquerda.
Como tal, o artigo do Tunhasm que ignoro se apoia ou vai à manifestação, é a opinião dele.
Sobre a citação do texto do Tunhas, acho que ele tem razão. A independência da justiça exige que se esclareça o papel suspeito de Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento neste caso.
António Figueira,
eu não fujo à questão. Tenho escrito no meu blogue que prefiro que Sócrates se demita ou que o PS corra com ele.
Acontece que, como sugere o Viana, a contestação aos acontecimentos não se pode esgotar nesta manifestação. Até porque a plataforma em que assenta tem os seus perigos. Inclui todos aqueles q
António Figueira,
eu não fujo à questão. Tenho escrito no meu blogue que prefiro que Sócrates se demita ou que o PS corra com ele.
Acontece que, como sugere o Viana, a contestação aos acontecimentos não se pode esgotar nesta manifestação. Até porque a plataforma em que assenta tem os seus perigos. Porque inclui todos aqueles que nunca manifestaram o menor incómodo por as TVI´s, as SIC´s e outros media excluirem ou sub-representarem a esquerda em que este blogue se revê. Como é sublinhado por um texto d´O Insurgente que anda por aí nest blogue, alguns dos participantes até acham que a esquerda «radical» tem espaço a mais nos media. E portanto isto não tem nada que ver com a liberdade de expressão.
Nuno,
1. Deixando de parte o texto que eu não leio como tu, vais a uma manifestação sem saber quem a organiza nem com que fins?
2. Achas que o Paulo Tunhas tem razão – em quê? Não, nas conclusões sobre a rua, espero bem.
3. Também espero que não penses nem digas que o meu objectivo é defender o Sócrates & Cia.
Luís Rainha, seria excelente que o PSD e CDS aderissem a uma manifestação nacional contra o orçamento para 2010, e a situação económico-social do país, em que o manifesto fosse escrito e formatado pela Esquerda. Seria excelente, apesar de impossível. Não há nada melhor em política do que ter um adversário que se deixa percepcionar como sendo apoiante das nossas políticas, da nossa ideologia. Melhor só quando o “adversário” implementa essas políticas (e o neo-liberalismo conseguiu isso mesmo com a social-democracia). Estaria na manif com certeza. O problema não é quem está numa manifestação, é a mensagem que se pretende passar com tal manifestação. O problema não está em quem assina um manifesto, está no que diz e não diz o manifesto.
Pois é Viana. Mas há quem não tenha essa abertura: o MSP, por exemplo, garante que «convém que só vamos a manifestações que expressem uma vontade política que seja a nossa, e que lutemos por um dado objectivo ao lado dos que o querem também, e não daqueles que o negam».
Luís Rainha,
eu subscrevo o comentário do Viana:”O problema não é quem está numa manifestação, é a mensagem que se pretende passar com tal manifestação. O problema não está em quem assina um manifesto, está no que diz e não diz o manifesto”.
Quanto ao que escrevi foi: “Sim, não se pergunta a quem adere a uma manifestação ou a uma acção de luta quais os seus antecedentes políticos – dão-se-lhe as boas-vindas. Mas convém que só vamos a manifestações que expressem uma vontade política que seja a nossa, e que lutemos por um dado objectivo ao lado dos que o querem também, e não daqueles que o negam”.
A “vontade política” que te levou a entender mal significa, no contexto, “o propósito político” concreto de uma manifestação ou de uma luta. E o “objectivo” é o “objectivo” em jogo no momento.
Dito isto, a “defesa da liberdade de expressão” do Apelo é inconsequente e inconsistente. O mínimo seria dizer, por exemplo, que Sócrates tentou controlar a imprensa ATRAVÉS DO PODER ECONÓMICO e num QUADRO DE CONCENTRAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL NAS MÃOS DOS GRANDES GRUPOS ECONÓMICOS, QUE ASSIM EXERCEM UM PODER POLÍTICO NÃO DECLARADO E DEMOCRATICAMENTE ILEGÍTIMO. Não vou multiplicar os exemplos. Acrescento tão-só que a identidade política dos promotores de uma manifestação, pois não estamos diante de um levantamento anónimo e espontâneo, deve pesar seriamente na decisão que tomamos de a integrar ou não. Sobre isso, já me expliquei repetidamente (por exemplo, nas últimas respostas ao Nuno nas caixas de comentários deste e de outros posts, como o do Ricardo Noronha).
msp
Miguel,
A discussão pressupõe ler o outro. Tu escreves o texto defende a “suspensão da democracia”. Eu mostro-te o texto e digo que apelar ao parlamento, à justiça e ao PR não é suspender a democracia. Não há sobre isso duas verdades. A tua leitura não existe no texto.
Sobre o texto do Tunhas, limitei-me a dizer que acho que Sócrates, Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento têm culpas neste caso e devem ser responsabilizados. Tu achas que este PGR tem tido uma actuação acima de qualquer suspeita?
Quem comparou a nossa ida à manif, à política estalinista, foste tu. Eu nunca disse que tu eras da CIA. Quem usou o mesmo paralelismo fraudolento, que diz que os comunistas do KPD foram responsáveis pela subida ao poder de Hitler e erigiram os sociais democratas em inimigo principal, da Irene Pimentel, para nos acusar de cumplicidade com a direita, foste tu.
Acho que uma coisa é dizer que o KPD não agiu correctamente outra coisa é falsificar a história e pelo caminho esquecer alguns factos que não se enquadram na reinvenção. Por exemplo, quem assassinou a Rosa do Luxemburgo? Não foi a extrema-direita com a cumplicidade dos sociais-democratas? Era bom não santificar os sociais-democratas e pretender que o qualificativo de social-fascista não tem um enquadramento histórico, por muito errado que possa ser.
Mais uma vez, eu não te acusei de seres da CIA nem tal coisa me passou pela cabeça. Nem acho que tenhas sido responsável pela bárbara agressão da dona Urraca.
Eu concordo com o que o Miguel Serras Pereira diz, muito em particularmente no último comentário. E acrescento: não há que tomar partido numa luta pelo controlo da comunicação social entre o governo e grupos económicos que nunca se caracterizaram pelo pluralismo ou pela isenção. Seria diferente se a liberdade de expressão estivesse em causa, que não está. E se há que protestar contra Sócrates, que se faça de outra forma.
Nuno,
tanto comentário cruzado obriga-me a repetir muitas coisas em diversas caixas e nem sempre da melhor maneira.
1. Já critiquei o texto do Apelo numa caixa de comentários ou duas. Por exemplo e desculpa o “corta e cola”: “Dito isto, a “defesa da liberdade de expressão” do Apelo é inconsequente e inconsistente. O mínimo seria dizer, por exemplo, que Sócrates tentou controlar a imprensa ATRAVÉS DO PODER ECONÓMICO e num QUADRO DE CONCENTRAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL NAS MÃOS DOS GRANDES GRUPOS ECONÓMICOS, QUE ASSIM EXERCEM UM PODER POLÍTICO NÃO DECLARADO E DEMOCRATICAMENTE ILEGÍTIMO. Não vou multiplicar os exemplos. Acrescento tão-só que a identidade política dos promotores de uma manifestação, pois não estamos diante de um levantamento anónimo e espontâneo, deve pesar seriamente na decisão que tomamos de a integrar ou não. Sobre isso, já me expliquei repetidamente (por exemplo, nas últimas respostas ao Nuno nas caixas de comentários deste e de outros posts, como o do Ricardo Noronha)”.
2. Não disseste que eu era da CIA e eu não disse que eras do KGB, nem te acusei de estalinismo. O post sobre a situação na Alemanha não dizia que os comunistas queriam Hitler no poder. Disse que a sua política do “social-fascismo” como inimigo principal foi desastrosa. Claro que, sobretudo na fase imediatamente posterior ao fim da Grande Guerra, a política do SPD foi igualmente estúpida, contra-revolucionária e, sob muitos aspectos, cúmplice da reacção mais brutal. Mas os que se mantiveram fiéis a Rosa e à sua crítica do leninismo (e de Trotski) não embarcaram na plataforma do “social-fascismo”.
3. Não tenho uma opinião mais positiva do que a tua acerca deste governo. O Paulo Tunhas, também não. Mas a pergunta é dupla: a) que “porquês” nos levam a combatê-lo; b) como e com que “para quês” o combateremos?
4. Tenho grande admiração pelo que conheço (infelizmente não muito) do teu trabalho e aprecio a maneira como tens discutido comigo e com outros sem ataques ad hominem nem mesquinhez clerical. E suponho que tenho em comum contigo algumas convicções políticas de fundo que não devemos esquecer no ardor da discussão, e que devemos lembrar também aos que, envolvidos nesta discussão, as partilham connosco. Pode ser?
Abç
msp
Miguel,
Certamente que podes contar comigo para todas as discussões e para muitas concordâncias.