Num país livre

Espanta-me, mais uma vez, ler tudo isto num jornal supostamente moderado, no Público. Depois, senhores da SONAE, que deixam que o seu dinheiro dê voz a radicais, não se queixem, nos momentos da verdade, que o país está enviesado, entregue à extrema esquerda, e que encontram resistência na mentalidade dos portugueses para promover a mudança.

Portugal dificilmente vai deixar de ser um país anémico, enquanto nos jornais moderados e, pasme-se, nos económicos, houver espaço para quem detesta as regras mais básicas do funcionamento dos mercados, e clama por aquilo que o mata.

Rodrigo Adão da Fonseca, um democrata que não gosta de Sócrates e se preocupa com a liberdade

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

8 respostas a Num país livre

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Percebi, todos os gajos que não são favoráveis ao Sócrates: são contra a liberdade de expressão e apoiaram aquele texto. Brilhante.

  2. António Figueira diz:

    Ok, Ricardo, acho que já percebi: enquanto em Itália o capital e o trabalho não tiverem a mesma voz na comunicação social, não vale a pena protestar contra os abusos do Berlusconi.

  3. Luis Rainha diz:

    Episódio grotesco, bem conhecido e agora muito glosado. Mas vê lá que eu já insultei muitos dos subscritores e, mesmo assim, eles até conseguem estar ao pé de mim – e sem tapar o nariz.
    Também nunca terias votado no Humberto Delgado, certo?
    Por fim, o boneco é giro: talvez andem por aí uns esquerdistas que se arrependam agora de fazer de berloques decorativos exóticos em grandes grupos de comunicação social…

  4. Ricardo Noronha diz:

    Também estás a ficar muito enigmático Luis: “talvez andem por aí uns esquerdistas que se arrependam agora de fazer de berloques decorativos exóticos em grandes grupos de comunicação social…”
    Conheces algum?

  5. miguel serras pereira diz:

    Maré alta, camarada Ricardo – maré alta.
    Acabo de publicar um comentário na caixa do teu post anterior, em que cito uma prosa do Paulo Tunhas que, em meu entender, resume melhor do que muitas outras o programa político publicamente declarado de boa parte dos promotores da petição/manifestação. Recomendo a leitura a tod@s.

    Abraço

    miguel

  6. miguelserraspereira diz:

    ERRATA: para o escrito do Paulo Tunhas que cito no comentário anterior, ver a caixa do post, não do Ricardo Noronha, mas do António Figueira, “Os Cátaros da Política”.

    msp

  7. A. Trigueiro diz:

    Quanto à petição e à manifestação, parece-me que estão esgotados os argumentos dos que querem combater o socratismo, mas ao mesmo tempo não se revêm nas políticas de direita, sejam quem forem os seus intérpretes.

    A não ser que alarguemos um bocadito o objecto da discussão:

    – A quem aproveita uma situação de amálgama na qual só existe o campo dos seguidores do sócrates e os que o querem derrotar ?

    Nesta altura do campeonato, nem é de excluir que ainda este ano, algures entre Março e Julho, se venham a realizar eleições.

    Com um CDS sem problemas de liderança e com uma agenda marcada, a coexistir com um PSD um bocadinho à deriva, o mais provável é que se apresentem coligados.

    Assim, essas prováveis eleições serão disputadas num quadro de forte bi-polarização.

    PCP e Bloco têm portanto de apresentar alternativas quer ao socratismo quer á direita, sob pena de ficarem “entalados” entre estes dois campos, com a consequente perda de influência.

  8. Pingback: cinco dias » Lógica dicotómica

Os comentários estão fechados.