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	<title>Comentários em: Ardinas do Governo</title>
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		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117893</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 16:32:53 +0000</pubDate>
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		<description>Miguel, se a praxe se enfrentar ao RJIES achas bem ou mal? Marchas ou não com eles como marchaste contra as propinas?

Quanto ao Tea Party é mais inofensivo e menos danoso para a esquerda do que caçar com o Alegre. Depois trocamos informes de como correu a caçada pelo governo e de quão bons eram os scones da liberdade... 

Estou pura e simplesmente nas tintas para a proxima liderança do PSD. Rigorosamente cagando no assunto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel, se a praxe se enfrentar ao RJIES achas bem ou mal? Marchas ou não com eles como marchaste contra as propinas?</p>
<p>Quanto ao Tea Party é mais inofensivo e menos danoso para a esquerda do que caçar com o Alegre. Depois trocamos informes de como correu a caçada pelo governo e de quão bons eram os scones da liberdade&#8230; </p>
<p>Estou pura e simplesmente nas tintas para a proxima liderança do PSD. Rigorosamente cagando no assunto.</p>
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		<title>Por: cinco dias &#187; Da palermice&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117868</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; Da palermice&#8230;</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:00:44 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Um golo é um golo, 80 metros são oitenta metros, um frango é um frango, um Rui Patricio é um Rui Patrício e uma manifestação junta por natureza pessoas com interesses antagónicos em defesa de algo em comum. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Um golo é um golo, 80 metros são oitenta metros, um frango é um frango, um Rui Patricio é um Rui Patrício e uma manifestação junta por natureza pessoas com interesses antagónicos em defesa de algo em comum. [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Miguel Cardina</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117831</link>
		<dc:creator>Miguel Cardina</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:54:55 +0000</pubDate>
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		<description>Renato, 

Já percebi que te colocas no domínio da convergência táctica. O que digo é que estão a falar de coisas diferentes recorrendo às mesmas palavras. O que não deixa de ser extraordinário para uma esquerda cuja linhagem sempre teve a preocupação avisada de discutir ponto por ponto cada programa mínimo. É estranho que quem sempre teve o cuidado da &quot;suspeita&quot;, de ler nas entrelinhas, venha agora reclamar-se da literalidade do manifesto. É que me parece efectivamente - como diz o Viana em cima - que não estão a defender a mesma coisa.

Quanto ao exemplo que colocas: sim, claro que estive em manifestações com tipos trajados e adeptos ferrenhos da praxe. É óbvio que se pode lutar na defesa do &quot;ensino público, de qualidade e para todos&quot; com eles. O que eu já não faria - como soube recentemente que foi feito - é invocar a &quot;liberdade de praxar&quot; para atacar o RJIES. Percebes a analogia? 

Mas voltemos ao Tea Party. Acho efectivamente que se deve &quot;aferir o impacto de uma dada iniciativa a partir do carácter antagónico dos seus promotores&quot;. Porque não há causa sem efeito. Estarás lá com os apoiantes de Santana, o da central de informações, Ferreira Leite, a que quer suspender a democracia, Rangel e Passos Coelho, as figuras impolutas que se proporão refundar o PSD e pôr o país na ordem, para apelar ao Presidente, o chefe do Fernando Lima e que daqui a nada estará numa disputa eleitoral, para que tome a coisa nas mãos até que a fénix laranja surja renascida.

Além de que os efeitos difusos disso servirão sempre para alimentar um populismo anti-políticos que a direita naturalmente cavalga e que em nada contribuirá para discutir numa perspectiva de esquerda estes assuntos. Assim a modos de aproximação impressiva, é ler o que se escreve na caixa de comentários da iniciativa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renato, </p>
<p>Já percebi que te colocas no domínio da convergência táctica. O que digo é que estão a falar de coisas diferentes recorrendo às mesmas palavras. O que não deixa de ser extraordinário para uma esquerda cuja linhagem sempre teve a preocupação avisada de discutir ponto por ponto cada programa mínimo. É estranho que quem sempre teve o cuidado da &#8220;suspeita&#8221;, de ler nas entrelinhas, venha agora reclamar-se da literalidade do manifesto. É que me parece efectivamente &#8211; como diz o Viana em cima &#8211; que não estão a defender a mesma coisa.</p>
<p>Quanto ao exemplo que colocas: sim, claro que estive em manifestações com tipos trajados e adeptos ferrenhos da praxe. É óbvio que se pode lutar na defesa do &#8220;ensino público, de qualidade e para todos&#8221; com eles. O que eu já não faria &#8211; como soube recentemente que foi feito &#8211; é invocar a &#8220;liberdade de praxar&#8221; para atacar o RJIES. Percebes a analogia? </p>
<p>Mas voltemos ao Tea Party. Acho efectivamente que se deve &#8220;aferir o impacto de uma dada iniciativa a partir do carácter antagónico dos seus promotores&#8221;. Porque não há causa sem efeito. Estarás lá com os apoiantes de Santana, o da central de informações, Ferreira Leite, a que quer suspender a democracia, Rangel e Passos Coelho, as figuras impolutas que se proporão refundar o PSD e pôr o país na ordem, para apelar ao Presidente, o chefe do Fernando Lima e que daqui a nada estará numa disputa eleitoral, para que tome a coisa nas mãos até que a fénix laranja surja renascida.</p>
<p>Além de que os efeitos difusos disso servirão sempre para alimentar um populismo anti-políticos que a direita naturalmente cavalga e que em nada contribuirá para discutir numa perspectiva de esquerda estes assuntos. Assim a modos de aproximação impressiva, é ler o que se escreve na caixa de comentários da iniciativa&#8230;</p>
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		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117830</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:53:31 +0000</pubDate>
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		<description>Renato, há limites para a parvoíce. 
Nunca defendi a unidade com essa gente toda de que falas. Nunca aceitei que fossem eles a definir a plataforma política das manifestações. Da mesma maneira, não votei em nenhum desses partidos (em rigor, não votei em nenhum partido) e, se bem entendi a nebulosa do penúltimo parágrafo, parece-me uma boa altura para te dizer que não apoio, apoiei ou apoiarei qualquer candidato presidencial, nem tenciono votar. 
Finalmente, não levantei qualquer dúvida, muito menos uma que tu pudesses «esclarecer». Não há qualquer contradição entre o teu livro e esta manifestação. Mas é preciso dizer que te vais manifestar com pessoas que tudo fizeram e fazem para que o jornalismo seja como é, fértil em mentiras e desinformação. Não sei sei cheiram mal da boca, mas espero sinceramente que não fiques tão perto deles/as que fiques a saber.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renato, há limites para a parvoíce.<br />
Nunca defendi a unidade com essa gente toda de que falas. Nunca aceitei que fossem eles a definir a plataforma política das manifestações. Da mesma maneira, não votei em nenhum desses partidos (em rigor, não votei em nenhum partido) e, se bem entendi a nebulosa do penúltimo parágrafo, parece-me uma boa altura para te dizer que não apoio, apoiei ou apoiarei qualquer candidato presidencial, nem tenciono votar.<br />
Finalmente, não levantei qualquer dúvida, muito menos uma que tu pudesses «esclarecer». Não há qualquer contradição entre o teu livro e esta manifestação. Mas é preciso dizer que te vais manifestar com pessoas que tudo fizeram e fazem para que o jornalismo seja como é, fértil em mentiras e desinformação. Não sei sei cheiram mal da boca, mas espero sinceramente que não fiques tão perto deles/as que fiques a saber.</p>
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	<item>
		<title>Por: A. Trigueiro</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117824</link>
		<dc:creator>A. Trigueiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:42:58 +0000</pubDate>
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		<description>Há certamente milhares de exemplos em que gente de direita, de esquerda  ou assim-assim, estiveram juntos em lutas nas quais tinham um interesse comum.

Assim continuará a ser e ainda bem.

Só que no caso da manif. de 5ª,  a pretexto da luta contra o socratismo, misturam-se alhos com bugalhos.

A liberdade dos que pretendem derrotar o socratismo mas que tambem não desejam a continuação das políticas de direita, sejam quais forem os seus intérpretes, não é certamente a liberdade dos que  querem exactamente a continuação e o aprofundamento dessas políticas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há certamente milhares de exemplos em que gente de direita, de esquerda  ou assim-assim, estiveram juntos em lutas nas quais tinham um interesse comum.</p>
<p>Assim continuará a ser e ainda bem.</p>
<p>Só que no caso da manif. de 5ª,  a pretexto da luta contra o socratismo, misturam-se alhos com bugalhos.</p>
<p>A liberdade dos que pretendem derrotar o socratismo mas que tambem não desejam a continuação das políticas de direita, sejam quais forem os seus intérpretes, não é certamente a liberdade dos que  querem exactamente a continuação e o aprofundamento dessas políticas.</p>
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	<item>
		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117814</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 11:53:05 +0000</pubDate>
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		<description>Idi na Hui, um garrafão e a bela da perdiz… O Alegre está e estará caladinho sobre tudo o que venha do Governo. Alguma vez se viu um pedinte blasfemar o doador?

Viana, o que a manifestação vai defender está escrito, não é o Miguel que afirma ou deixa de afirmar. Onde é que vê abstracção nisto que diz: “A causa que efectivamente está em jogo é a queda de Sócrates.”?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Idi na Hui, um garrafão e a bela da perdiz… O Alegre está e estará caladinho sobre tudo o que venha do Governo. Alguma vez se viu um pedinte blasfemar o doador?</p>
<p>Viana, o que a manifestação vai defender está escrito, não é o Miguel que afirma ou deixa de afirmar. Onde é que vê abstracção nisto que diz: “A causa que efectivamente está em jogo é a queda de Sócrates.”?</p>
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	<item>
		<title>Por: viana</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117805</link>
		<dc:creator>viana</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 11:09:54 +0000</pubDate>
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		<description>Como o Miguel Cardina afirma, a causa que se defende no manifesto e se vai defender na manifestação não é efectivamente a liberdade de expressão, pois o entendimento que têm Direita e Esquerda desta é demasiado distinto. Como seria de esperar, pois não estamos a falar de algo concreto, como o direito à IVG ou ao ensino gratuito, mas sim a algo abstracto, ideológico, cuja concretização depende de existência dum certo enquadramento político, económico e social. Que para Esquerda e Direita é radicalmente diferente. A causa que efectivamente está em jogo é a queda de Sócrates. No entanto, neste caso, mais relevante do que a causa que está por detrás destas movimentações, são as consequências. Por vezes, as consequências de nos batermos por uma causa são, no essencial, óbvias, directas. É o que acontece quando se defende o direito à IVG e a um ensino gratuito. Neste caso não é assim. A Direita, com o manifesto que escreveu e a manifestação planeada, não tem como intenção principal defender uma causa, nem sequer a queda de Sócrates, que já sabe ser inevitável. Parece-me que a razão principal destas movimentações são antes defender que a queda de Sócrates deverá ter uma consequência muito específica: austeridade. Estas movimentações à Direita pretendem assegurar que a consequência da queda de Sócrates é um governo austero, baseado na autoridade da força e na tecnocracia, &quot;ausente de contaminação política&quot;, que diminua o envolvimento Estatal na economia e sociedade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como o Miguel Cardina afirma, a causa que se defende no manifesto e se vai defender na manifestação não é efectivamente a liberdade de expressão, pois o entendimento que têm Direita e Esquerda desta é demasiado distinto. Como seria de esperar, pois não estamos a falar de algo concreto, como o direito à IVG ou ao ensino gratuito, mas sim a algo abstracto, ideológico, cuja concretização depende de existência dum certo enquadramento político, económico e social. Que para Esquerda e Direita é radicalmente diferente. A causa que efectivamente está em jogo é a queda de Sócrates. No entanto, neste caso, mais relevante do que a causa que está por detrás destas movimentações, são as consequências. Por vezes, as consequências de nos batermos por uma causa são, no essencial, óbvias, directas. É o que acontece quando se defende o direito à IVG e a um ensino gratuito. Neste caso não é assim. A Direita, com o manifesto que escreveu e a manifestação planeada, não tem como intenção principal defender uma causa, nem sequer a queda de Sócrates, que já sabe ser inevitável. Parece-me que a razão principal destas movimentações são antes defender que a queda de Sócrates deverá ter uma consequência muito específica: austeridade. Estas movimentações à Direita pretendem assegurar que a consequência da queda de Sócrates é um governo austero, baseado na autoridade da força e na tecnocracia, &#8220;ausente de contaminação política&#8221;, que diminua o envolvimento Estatal na economia e sociedade.</p>
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	<item>
		<title>Por: 'Idi na Hui'</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117797</link>
		<dc:creator>'Idi na Hui'</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 09:12:42 +0000</pubDate>
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		<description>O P&#039;S&#039; partido de esquerda vota na austeridade para a arraia-miúda,pq não tinham nada que se endividarem,apesar dos cantos de sereia dos banksters sobre a bondade do crédito(q toda , a gente deve saber q os créditos são para colmatar a perda do poder de compra da ralé q sustenta a corja da elite merdosa e corrupta q desgoverna a coisa pública e,que se governa!) e,deixa os suprasumos do mercado &#039;livre&#039; os gamblers (jogadores) da bolsa sem pagarem um tusto, de braço dado com a direita mais empedernida,mais ordinária .E o ASlegre o que tem a dizer?nada!Venha mais um garrafão....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O P&#8217;S&#8217; partido de esquerda vota na austeridade para a arraia-miúda,pq não tinham nada que se endividarem,apesar dos cantos de sereia dos banksters sobre a bondade do crédito(q toda , a gente deve saber q os créditos são para colmatar a perda do poder de compra da ralé q sustenta a corja da elite merdosa e corrupta q desgoverna a coisa pública e,que se governa!) e,deixa os suprasumos do mercado &#8216;livre&#8217; os gamblers (jogadores) da bolsa sem pagarem um tusto, de braço dado com a direita mais empedernida,mais ordinária .E o ASlegre o que tem a dizer?nada!Venha mais um garrafão&#8230;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117784</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 02:26:35 +0000</pubDate>
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		<description>Miguel, tens mais do que permissão, farei o mesmo.
Devo de resto confessar que o teu post foi aquele que, a par do texto do Ricardo Noronha, mais motivou esta resposta.

Entendo que no post respondo a boa parte do teu comentário. Fazes um resumo do debate mais do que dar respostas.

Do que acrescentas apenas duas ou três considerações:

1º- Dizes que não lembras de malta de direita mas acredita que isso só pode ser da idade. Eram aos quilos. Mais caladinhos no teu tempo que no meu, mas eram aos montes. Para evitar uma conversa desagradável com fulanizações sugiro que vejas o site da JSD. Hoje, ainda estão mais barulhentos. Pergunta à malta aí da juventude do BE-Coimbra. Por certo te darão um inform mais actualizado.

2º- Ouvi-te vezes sem conta combater a praxe. Os interesses dos praxistas são por isso, em grande escala, antagónicos aos teus. Não vais marchar com eles contra as propinas? Ou vais dizer-me que não te lembras de muita gente a afirmar-se claramente pela praxe?

3º- Porque teimas em aferir o impacto de uma dada iniciativa a partir do carácter antagónicos dos seus promotores?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel, tens mais do que permissão, farei o mesmo.<br />
Devo de resto confessar que o teu post foi aquele que, a par do texto do Ricardo Noronha, mais motivou esta resposta.</p>
<p>Entendo que no post respondo a boa parte do teu comentário. Fazes um resumo do debate mais do que dar respostas.</p>
<p>Do que acrescentas apenas duas ou três considerações:</p>
<p>1º- Dizes que não lembras de malta de direita mas acredita que isso só pode ser da idade. Eram aos quilos. Mais caladinhos no teu tempo que no meu, mas eram aos montes. Para evitar uma conversa desagradável com fulanizações sugiro que vejas o site da JSD. Hoje, ainda estão mais barulhentos. Pergunta à malta aí da juventude do BE-Coimbra. Por certo te darão um inform mais actualizado.</p>
<p>2º- Ouvi-te vezes sem conta combater a praxe. Os interesses dos praxistas são por isso, em grande escala, antagónicos aos teus. Não vais marchar com eles contra as propinas? Ou vais dizer-me que não te lembras de muita gente a afirmar-se claramente pela praxe?</p>
<p>3º- Porque teimas em aferir o impacto de uma dada iniciativa a partir do carácter antagónicos dos seus promotores?</p>
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	<item>
		<title>Por: Miguel Cardina</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/ardinas-do-governo/comment-page-1/#comment-117780</link>
		<dc:creator>Miguel Cardina</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 01:15:45 +0000</pubDate>
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		<description>Renato,

(permite-me que adapte aqui um comentário que deixei lá no Minoria Relativa em resposta a um outro teu, e que me parece entroncar na discussão)

Análise concreta da situação concreta. Por acaso não me lembro de muita gente a afirmar-se claramente de direita lá pelas lutas estudantis, mas é possível. Se lutaria lado a lado com eles por causas que acreditasse? Claro!

Confesso-me surpreendido com a ingenuidade de alguma esquerda que é capaz de gastar horas a falar da dialéctica entre a táctica e a estratégia, a elocubrar imensamente sobre princípios, traições e desvios, a recusar dar um passo à frente sob pena de dar logo de seguida dois atrás e... à primeira casca de banana colocada pela direita vai logo testar a resistência do solo.

É que podem assinar o mesmo manifesto, irem todos de branco e gritarem a mesmo palavra &quot;liberdade&quot;. Mas a tua será radicalmente diferente da de quem te estará lá a acompanhar. A esse respeito concordo em pleno com o que já foi dito aqui no 5 Dias pelo Ricardo Noronha e pelo Miguel Serras Pereira. 

Acho que ninguém verdadeiramente está preocupado em discutir a liberdade, os seus limites, o jornalismo que temos e a relação entre o poder político e a comunicação social. É simplesmente uma coligação anti-Sócrates. Nada a opor, parece-me um objectivo meritório. Só acho é que vais muito mal acompanhado. E os efeitos da coisa acho que se inclinam mais para alimentar o papel de Cavaco como garante da liberdade (Cavaco!) e, em última análise, apelar a um populismo autoritário (alguém que venha pôr isto na ordem) do que em ampliar a democracia e a liberdade.

Tens mesmo a certeza de que as mesmas palavras querem dizer as mesmas coisas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renato,</p>
<p>(permite-me que adapte aqui um comentário que deixei lá no Minoria Relativa em resposta a um outro teu, e que me parece entroncar na discussão)</p>
<p>Análise concreta da situação concreta. Por acaso não me lembro de muita gente a afirmar-se claramente de direita lá pelas lutas estudantis, mas é possível. Se lutaria lado a lado com eles por causas que acreditasse? Claro!</p>
<p>Confesso-me surpreendido com a ingenuidade de alguma esquerda que é capaz de gastar horas a falar da dialéctica entre a táctica e a estratégia, a elocubrar imensamente sobre princípios, traições e desvios, a recusar dar um passo à frente sob pena de dar logo de seguida dois atrás e&#8230; à primeira casca de banana colocada pela direita vai logo testar a resistência do solo.</p>
<p>É que podem assinar o mesmo manifesto, irem todos de branco e gritarem a mesmo palavra &#8220;liberdade&#8221;. Mas a tua será radicalmente diferente da de quem te estará lá a acompanhar. A esse respeito concordo em pleno com o que já foi dito aqui no 5 Dias pelo Ricardo Noronha e pelo Miguel Serras Pereira. </p>
<p>Acho que ninguém verdadeiramente está preocupado em discutir a liberdade, os seus limites, o jornalismo que temos e a relação entre o poder político e a comunicação social. É simplesmente uma coligação anti-Sócrates. Nada a opor, parece-me um objectivo meritório. Só acho é que vais muito mal acompanhado. E os efeitos da coisa acho que se inclinam mais para alimentar o papel de Cavaco como garante da liberdade (Cavaco!) e, em última análise, apelar a um populismo autoritário (alguém que venha pôr isto na ordem) do que em ampliar a democracia e a liberdade.</p>
<p>Tens mesmo a certeza de que as mesmas palavras querem dizer as mesmas coisas?</p>
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