Jogos florais
9 de Fevereiro de 2010 por Luis RainhaPortugal foi tomado de assalto por um bando que já dispensa a discrição e até a vergonha. Sabemos agora, sem margem para dúvidas, que usam o poder do Estado para silenciar quem os possa incomodar em tempo de eleições. Contam com a prestimosa ajuda de bancos, PTs, fundos de investimento. E parecem contar com a camuflagem infalível que alguns amigos bem colocados podem estender, arquivando, proibindo, destruindo provas.
Deste panorama de madeirização da nossa vida política poderemos num instante passar à mexicanização; a corja pode bem eternizar-se logo depois de instituir o silêncio respeitoso nos media, o medo nos adversários e a subserviência na medíocre classe empresarial que temos.
Face a isto, há que pense que a ocasião é perfeita para remarcar fronteiras, para evitar misturas, para cálculos grotescos que começam por inflacionar desmesuradamente a influência da blogosfera e acabam em alucinações sobre a “gravidade “ de se usar “a rua” sem ser para “objectivos correctos”.
Se malta desta se visse no Titanic, iria ao fundo a discutir se os botes deveriam ser ocupados por ordem alfabética ou divididos por simpatias políticas.

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