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O despacho do juiz de Aveiro que o PGR não teve dúvidas em esconder

7 de Fevereiro de 2010 por Tiago Mota Saraiva

Sucede que do teor das conversações interceptadas aos alvos Paulo Penedos e Armando Vara resultam fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social, nomeadamente o afastamento da jornalista Manuela Moura Guedes, da TVI, o afastamento do marido desta e o controlo da comunicação do grupo TVI, bem como a aquisição do jornal Público com o mesmo objectivo e, por último, mas apenas em consequência das necessidades de negócio, a aquisição do grupo Cofina, proprietário do Correio da Manhã.
João Marques Vidal
Aveiro, 23/06/2009

Comentários

Comentário de ruy
Data: 7 de Fevereiro de 2010, 18:26

Não se compreende o silêncio dos partidos face à gravidade institucional que a publicação dos despachos do procurador João Marques Vidal e juiz de Instrução António Costa Gomes depois das investigações conduzidas pelo inspector da polícia judiciária Teófilo Santiago, sobre o manifesto “indício” de crime de atentado ao estado de direito praticado pelo primeiro-ministro José Sócrates.
Um dos fundamentos da Democracia – a liberdade de expressão – é posto em causa da forma mais torpe e descarada e, perante “indícios” tão claros, os partidos políticos balbuciam a medo palavras de circunstância como se de uma banalidade se tratasse.

De três órgãos institucionais, a Polícia Judiciária, a Magistratura do Ministério Público e Juízes, elementos de carreira de há muitos anos, foram unânimes, com as provas obtidas em investigação, em declarar a existência de crime. O procurador geral da república, de nomeação politica e temporária, decide interromper o decurso normal da Justiça, uma vez que é uma natural obrigação da procuradoria geral da republica instaurar, sempre, mas sempre, um inquérito de averiguações desde que haja um mínimo de indícios criminais. Por incompetência, por compadrio politico ou por qualquer outro motivo tão aberrante quanto aqueles, o procurador geral da republica obstruiu de modo deliberado e inequívoco o prosseguimento da Justiça.

Comentário de carlos graça
Data: 7 de Fevereiro de 2010, 21:03

Os Portugueses a serem tratados como tolos

Comentário de Intrigado
Data: 7 de Fevereiro de 2010, 21:16

Toda a blogosfera socretina está a linkar um post de Filipe Nunes Vicente no “Mar Salgado”.
Por que será?

Comentário de ah
Data: 8 de Fevereiro de 2010, 1:18

Os professores viraram peritos em organizar manifestações contra “este” estado de “coisas”.

Recordo-me que eu própria e um outro professor organizámos uma. Sem qualquer estrutura de apoio e contando com o veemente desacordo das estruturas sindicais.
Divulgação? pelos meios “artesanais”.

Tudo Muito simples.

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