Embrulhem lagartos! (e tantos que conheço…)
7 de Fevereiro de 2010 por Renato Teixeira
Sou da Académica desde que nasci o que não é lá grande virtude. Ainda para mais numa cidade em que o clube dos estudantes sempre se afirmou contra o clube dos futricas. A verdade é que a coisa ficou, e na vida o futebol bem pode ser um campo onde a ideologia, e com ela a luta de classes, bem pode ficar fora de jogo.
Ao longo dos tempos a velha briosa tem vindo a perder a mística, é certo. Profissionalizou-se, deixou que um bando de gatunos tomasse conta dela, perdeu fôlego nas camadas de formação e afastou-se durante demasiados anos de qualquer conquista. Ao longo dos trinta anos que já levo apenas pude testemunhar duas ou três subidas de divisão e um título da pouco meritória liga de honra. Nem uma porra de uma ida à Uefa… Nada!
Enquanto militei na coisa, assisti a cerca de uma centena de jogos. Do terço que vi fora de portas apenas uma vitória. Apenas uma… mas uma vitória de monta: três secos em pleno estádio da luz.
Onde a blogosfera vê bons jogadores aqui e aqui. Eu vejo aqui. E ainda bem que o Sporting preferiu o plano B e contratou o Carvalhal para substituir 0 Bento. Que o meio milhão que poupou no plano A lhes faça bom proveito que este André Villas-Boas está muitíssimo bem em Coimbra.
A merda é o sistema… esse que dá penalties ao Benfica nos últimos minutos sempre que este não chega ao fim com meia dúzia de golos marcados e a equipa adversária com menos um ou dois jogadores. (Parabéns Vitória de Setúbal!).
O que vale são estas pequenas vitórias (umas mais morais que outras). As do brio e do amor à camisola contra o dopping financeiro e o que aprendemos das escutas. Com estas vitórias podemos vibrar e delirar… e acreditar, nem que seja por breves minutos, que a bola é mesmo redonda.

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