O fundamentalista Oliveira (última chamada sobre um conhecido “case study”)
6 de Fevereiro de 2010 por Carlos Vidal
(complicações há muitas)
1.
Não sei como nem porque o fundamentalista Daniel Oliveira “trabalha” e “pensa” (“pensa”?, “escreve”? Aquilo chama-se escrever? Sim? Que nome tem então?). Mas sei uma outra coisa: aqui no 5dias anda a ocupar tempo e espaço a mais. Mas, note-se, eu apenas posso falar por mim, não pelos meus colegas que o têm muito bem desmistificado (se assim se pode dizer). E como é por mim que falo, acho decididamente impossível voltar a tão primário e doentio caso de fundamentalismo religioso paroquial.
2.
Se este governo, pelos dados e excelentes investigações jornalísticas recentes e em curso (já conhecidas e em aprofundamento, portanto), cair já ou esta semana (no máximo, o que aconteceria em qualquer país da Europa, e não apenas), deverá gerar uma queda conjunta: não pode desaparecer o governo e manter-se em funções o PGR e o presidente do Supremo. Se todos esses actores desaparecerem agora de cena (impossível em Itália, logo também em Portugal, suponho, veremos), seria curioso ver o fundamentalista Oliveira a vociferar solitariamente no deserto a favor das “intimidades” e “direitos civis”. Eu iria rir-me a bandeiras despregadas com tal paisagem.
Entretanto, há dados novos no “arrastão”, um dos lugares infrequentáveis da blogosfera: Daniel Oliveira escreveu agora um “texto” que desmente um outro anterior (coerentemente!! favorável aos “direitos civis”). Inaceitável, pá!
3.
Seria até mesmo delirante ver o estranho fundamentalista Oliveira ser, como direi?, aprisionado por defender a “lei”, “ordem” e “legalidade” mais do que todas elas permitem e a própria sociedade aceita. Ou seja, pode-se ser preso (devia-se ser preso) por se violar a lei, tanto quanto por defendê-la mais do que o aceitável como “legal”.
4.
Será, por fim, curioso ver que nem para o PS o fundamentalista serve. Não creio que o governo se sita bem tendo (e teve-o muitas vezes) esta personagem como seu defensor-mor. E não apenas por ser especialista em dizer e desdizer. Acho que agora que tenta saltar do barco já não deve ir a tempo. Espero eu.
(5.
Enfim, mais importante ainda, são 18h e qualquer coisa. Só agora reganhei estômago para ir comprar jornais. Problema meu, eu sei.)

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