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	<title>Comentários em: As amigas são para as ocasiões</title>
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		<title>Por: LM r</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181358</link>
		<dc:creator>LM r</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 10:15:32 +0000</pubDate>
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		<description>1: engano.
2: engano.
3: engano.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>1: engano.<br />
2: engano.<br />
3: engano.</p>
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		<title>Por: Dóris Graça Dias</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181289</link>
		<dc:creator>Dóris Graça Dias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 22:49:08 +0000</pubDate>
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		<description>Luís:
«Seria energia mal dirigida»... quer dizer que às vezes acha que o insulto é energia bem dirigida?
Pronto. Do que me diz, já percebi. O Luís não é da área da literatura, nem da criação, qualquer que seja ela. Enquanto confundir conceitos, não perceberá o que escrevi e continuará a esgrimir os mesmos argumentos.
Quanto a editores e directores, não me parece bem que fale do que não sabe. A realidade é mais vasta do que aquilo que a nossa vista alcança. O Salazar é que dizia: «Em política o que parece é», e isto vale para qualquer coisa - não subscrevo. Já lhe tinha dito isto antes: o Luís não conhece nem um pedacinho da história. E não lha vou contar porque não vale a pena; e porque é muito feia e eu só gosto de histórias bonitinhas como as que constavam dos livros de leitura da 4ª classe do regime fascista. E viva o lápis azul!
Mais, se o livro é de MST, quer que falasse de quem?; do António Nobre - que era um poseur e um poeta de superior grandeza? ou da Margarida Rebelo Pinto - que acha que tem mundo e só escreve não-literatura?
Abraço
Dóris</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís:<br />
«Seria energia mal dirigida»&#8230; quer dizer que às vezes acha que o insulto é energia bem dirigida?<br />
Pronto. Do que me diz, já percebi. O Luís não é da área da literatura, nem da criação, qualquer que seja ela. Enquanto confundir conceitos, não perceberá o que escrevi e continuará a esgrimir os mesmos argumentos.<br />
Quanto a editores e directores, não me parece bem que fale do que não sabe. A realidade é mais vasta do que aquilo que a nossa vista alcança. O Salazar é que dizia: «Em política o que parece é», e isto vale para qualquer coisa &#8211; não subscrevo. Já lhe tinha dito isto antes: o Luís não conhece nem um pedacinho da história. E não lha vou contar porque não vale a pena; e porque é muito feia e eu só gosto de histórias bonitinhas como as que constavam dos livros de leitura da 4ª classe do regime fascista. E viva o lápis azul!<br />
Mais, se o livro é de MST, quer que falasse de quem?; do António Nobre &#8211; que era um poseur e um poeta de superior grandeza? ou da Margarida Rebelo Pinto &#8211; que acha que tem mundo e só escreve não-literatura?<br />
Abraço<br />
Dóris</p>
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		<title>Por: LM r</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181243</link>
		<dc:creator>LM r</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 16:34:37 +0000</pubDate>
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		<description>Não a estou atentar ofender, até porque já percebi que seria energia mal dirigida.
Facto: se diz que alguém não &quot;tem mundo&quot;, está a caracterizar a pessoa, não o escrevinhador, o cidadão ou o colecionador de selos.
Facto: nem tudo é para atirar aos leitores, como ração a bichos. Os editores e os directores têm um papel a cumprir. Neste caso, mesmo com o senão dos compadrios em torno de MST, julgo que o fizeram bem.
Facto: em &quot;Para escrever um romance há que ser um ‘flâneur’ e não um ‘poseur’&quot; está uma crítica a MST, aparecendo o romance apenas como um pretexto para atacar alguém que acha ser um &quot;poseur&quot;.
Facto: não me exaltei. Até achei isto tudo bastante divertido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não a estou atentar ofender, até porque já percebi que seria energia mal dirigida.<br />
Facto: se diz que alguém não &#8220;tem mundo&#8221;, está a caracterizar a pessoa, não o escrevinhador, o cidadão ou o colecionador de selos.<br />
Facto: nem tudo é para atirar aos leitores, como ração a bichos. Os editores e os directores têm um papel a cumprir. Neste caso, mesmo com o senão dos compadrios em torno de MST, julgo que o fizeram bem.<br />
Facto: em &#8220;Para escrever um romance há que ser um ‘flâneur’ e não um ‘poseur’&#8221; está uma crítica a MST, aparecendo o romance apenas como um pretexto para atacar alguém que acha ser um &#8220;poseur&#8221;.<br />
Facto: não me exaltei. Até achei isto tudo bastante divertido.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Dóris Graça Dias</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181219</link>
		<dc:creator>Dóris Graça Dias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 13:53:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-181219</guid>
		<description>Caro Luís:
Por que razão insiste em (tentar) ser ofensivo?
Lamento que não conheça teoria da literatura e por isso não esteja familiarizado com certos conceitos e confunda autor com cidadão - consegue fazer a destrinça? (Vê, também sei ser mazinha.) Quanto &quot;ao mundo&quot;, tal frase aplica-se a todo e qualquer escrevinhador, diminuindo o escrivinhador e não o cidadão.
Relativamente à fatwa... enquanto intenção, por acaso até li. Mal fora que tivesse poderes para a concretizar; juro que o morderia ferozmente! Não considero os leitores estúpidos (como um certo editor de um certo jornal chegou a afirmar); não deveriam ser os leitores a dizer se lhes interessava ou não a minha crítica já que, a seu ver, me alcandorei ao palanque de tal actividade? Às minhas perguntas não me responde o Luís.
&quot;Escusada polémica&quot;, diz o Luís que concorda com o que o jornal fez (sem saber tão-pouco o que se passou nos bastidores). E quem não concorda, não tem direito a polemizar? (Ai, ai, está-lhe a faltar aí um pouquinho mais de democracia e civismo.) Por acaso até tenho pena que se tenha deixado de polemizar quanto a questões culturais, artísticas e literárias.
Mas o que lamento mesmo é que se exalte tanto ao ponto de escrever frases algo incompreensíveis como: &quot;Nada há nesta frase de opinião sobre um livro.&quot;
Não se leve tão a sério que eu também não (me levo a sério, leia-se).
Um pouco mais de bom-humor e verá que perceberá certas ironias.
Um abraço
Dóris</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Luís:<br />
Por que razão insiste em (tentar) ser ofensivo?<br />
Lamento que não conheça teoria da literatura e por isso não esteja familiarizado com certos conceitos e confunda autor com cidadão &#8211; consegue fazer a destrinça? (Vê, também sei ser mazinha.) Quanto &#8220;ao mundo&#8221;, tal frase aplica-se a todo e qualquer escrevinhador, diminuindo o escrivinhador e não o cidadão.<br />
Relativamente à fatwa&#8230; enquanto intenção, por acaso até li. Mal fora que tivesse poderes para a concretizar; juro que o morderia ferozmente! Não considero os leitores estúpidos (como um certo editor de um certo jornal chegou a afirmar); não deveriam ser os leitores a dizer se lhes interessava ou não a minha crítica já que, a seu ver, me alcandorei ao palanque de tal actividade? Às minhas perguntas não me responde o Luís.<br />
&#8220;Escusada polémica&#8221;, diz o Luís que concorda com o que o jornal fez (sem saber tão-pouco o que se passou nos bastidores). E quem não concorda, não tem direito a polemizar? (Ai, ai, está-lhe a faltar aí um pouquinho mais de democracia e civismo.) Por acaso até tenho pena que se tenha deixado de polemizar quanto a questões culturais, artísticas e literárias.<br />
Mas o que lamento mesmo é que se exalte tanto ao ponto de escrever frases algo incompreensíveis como: &#8220;Nada há nesta frase de opinião sobre um livro.&#8221;<br />
Não se leve tão a sério que eu também não (me levo a sério, leia-se).<br />
Um pouco mais de bom-humor e verá que perceberá certas ironias.<br />
Um abraço<br />
Dóris</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis R</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181114</link>
		<dc:creator>Luis R</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 20:29:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-181114</guid>
		<description>Pergunta porque &quot;considera legítimo ter opinião e não me permite a mim tê-la.?&quot; Mas ninguém lhe tira a legitimidade. Não leu aqui uma fatwa a declarar o seu silenciamento. Por mim, é livre de escrever o que entender e desejo-lhe muitos anos mais no activo.
Quanto ao tema deste post, garante: &quot;não faço juízos de valor sobre as suas pessoas&quot;. Mas afinal, o que é &quot;Para escrever um romance há que ser um &#039;flâneur&#039; e não um &#039;poseur&#039;&quot; se não um juízo de valor sobre a pessoa, ainda por cima sem qualquer fundamentação à vista? Nada há nesta frase de opinião sobre um livro.
Eu embirro com o MST, com as tais promiscuidades que sempre o protegeram e com as coisadas que ele escreve. Mas nunca me lembraria, nem num blogue, quanto mais se alcandorado ao palanque de crítico literário, de escrever algo como &quot;Quanto mundo é preciso percorrer, aprender, ter para escrever um romance&quot;, querendo obviamente diminuir o homem por detrás do livro.
Mau livro, má crítica, escusada polémica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pergunta porque &#8220;considera legítimo ter opinião e não me permite a mim tê-la.?&#8221; Mas ninguém lhe tira a legitimidade. Não leu aqui uma fatwa a declarar o seu silenciamento. Por mim, é livre de escrever o que entender e desejo-lhe muitos anos mais no activo.<br />
Quanto ao tema deste post, garante: &#8220;não faço juízos de valor sobre as suas pessoas&#8221;. Mas afinal, o que é &#8220;Para escrever um romance há que ser um &#8216;flâneur&#8217; e não um &#8216;poseur&#8217;&#8221; se não um juízo de valor sobre a pessoa, ainda por cima sem qualquer fundamentação à vista? Nada há nesta frase de opinião sobre um livro.<br />
Eu embirro com o MST, com as tais promiscuidades que sempre o protegeram e com as coisadas que ele escreve. Mas nunca me lembraria, nem num blogue, quanto mais se alcandorado ao palanque de crítico literário, de escrever algo como &#8220;Quanto mundo é preciso percorrer, aprender, ter para escrever um romance&#8221;, querendo obviamente diminuir o homem por detrás do livro.<br />
Mau livro, má crítica, escusada polémica.</p>
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	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181099</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 18:12:51 +0000</pubDate>
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		<description>De nada Dóris. Isto já tinha sido há tanto tempo que tiveram que me chamar a atenção para o seu comentário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De nada Dóris. Isto já tinha sido há tanto tempo que tiveram que me chamar a atenção para o seu comentário.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Dóris Graça Dias</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-181078</link>
		<dc:creator>Dóris Graça Dias</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 14:31:32 +0000</pubDate>
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		<description>Caros Luís Rainha (LR) e Ricardo Noronha (RN):
Só agora dei com esta v. troca de ideias sobre o meu &quot;affaire&quot; crítico.
Agradeço, claro, a RN, a defesa que faz, não propriamente de mim, mas da crítica que elaborei. (Crítica, sim, LR; como crítica é tudo o que o LR diz sobre mim e o texto que escrevi.) Agradeço, pelas razões aduzidas por si, RN, e pelo facto de estar sempre subjacente à sua análise a fundamental admissão da minha legitimidade crítica, tanto como DGD, quanto como pessoa. Entendeu perfeitamente a aproximação que tentei fazer àquele objecto e a tudo o que o rodeia. Se ele se refere a um nome, MST, é porque tem autoria, logo só a essa autoria poderia eu referir-me - não tem nada de pessoal, como se chegou a dizer, tem até muito de público (pelas razões que o RN expõe). Como a minha opinião global sobre aquele objecto foi a de que não estava diante de literatura (aceito perfeitamente a posição de Osvaldo Silvestre; eventualmente, para mim, «má literatura» será sinónimo de «não literatura»), não fiz uma aproximação teórico-literária pura e dura (nem podia pelas razões que abaixo evoco). Assumi que não valia a pena levar o assunto a sério; era dar-lhe uma importância que não possui. Aliás, diga-se que a crítica de divulgação (a que se publica em jornais generalistas) não dispõe de todo o espaço &quot;do mundo&quot; nem se dirige a um público especializado, desejoso de análises ensaísticas, mas sim a alguém que, identificando-se com o crítico (ou não) se serve dele como referência - isto em tese, na realidade não sei bem se se passa assim (ainda que, felizmente, ao longo dos anos tenha tido muitos feed-backs positivos quanto à minha prestação e um ou outro negativo e muuuuitos negativos sobre este meu texto e muuuuuitos positivos). Isto já é mais para LR, para o esclarecer sobre a minha relação com a crítica literária na comunicação.
E, ainda, LR, lhe diria do meu espanto de, na época em que a crítica (não) saiu, exercer eu esta actividade há já 17 anos (agora são 20 - como o tempo passa) e pela primeira vez lhe conhecer uma avaliação do meu trabalho (ou será que me escapou alguma outra referência?). E que avaliação! Legítima, como todas, por isso lhe estranho o «ar zangado», a «altivez» (para não dizer outra coisa) com que se me refere («essa senhora» - ai que susto! - estou a brincar, ainda que o meu sentido de humor não combine com o seu - coisa perfeitamente legítima - que não conheço). A questão é mesmo esta: porque é que considera legítimo ter opinião e não me permite a mim tê-la.? Diz uma coisa curiosa: «[...] apesar de embirrar solenemente com o Sousa Tavares.» O LR embirra com o MST? Ora, há uma coisa que nunca me ouvirá dizer: que embirro solenemente com um autor (seja ele de não-literatura ou de literatura). Não me interessa nada como são na intimidade, não faço juízos de valor sobre as suas pessoas. Ou como são para o exterior - a menos que esse exterior esteja ligado à questão da escrita e de tudo o que a envolve exteriormente. Vergílio Ferreira era aparentemente muito antipático (foi comigo quando me lhe dirigi como jornalista) mas um dos melhores romancistas do século XX; posteriormente, jamais me ressenti, ao lê-lo, de me ter tratado uma vez «mal»; aliás, depois desse episódio, cheguei a fazer uma crítica sobre uma sua obra, que ele amorosamente agradeceu enviando-me um postal (poderia evocar outros episódios, engraçados se calhar mais para mim do que para os outros, mas nenhum deles em que um escritor criticado negativamente por mim se desse ao trabalho de se zangar comigo; e veja que disse escritor - o que quer dizer que, reconhecendo-o como tal, ainda assim me não transmite alegrias literárias - este &quot;conceito&quot; é generalista, mas não irei evocar aqui as nuances que pode comportar). Digo-lhe mais, LR, evito conhecer os escritores, ainda que seja inevitável conhecer alguns, para me manter livre nas minhas apreciações, que são só minhas e que partilho com quem me queira ler. Porque a crítica é partilha.
E como se vê por esta v. troca de posições, há quem não concorde comigo e há quem concorde: será que o LR não admite a legitimidade destes últimos? Recordo-me de uma opinião de um leitor do jornal, quanto a esta questão: afirmava ele que gostava muito dos livros de MST, mas que achava perfeitamente legítimo que eu tivesse opinião contrária e a expusesse à minha maneira, sendo que no caso não a achava destituida de conteúdo - nada de mais cordial, respeitoso e democrático.
E mais lhe pergunto, LR: qual a sua opinião sobre o marketing literário? sobre o mercado do livro? sobre a promiscuidade dos órgãos de comunicação ao publicitarem os autores que para eles trabalham? Sobretudo a TV, até a RTP faz isso. Se houvesse uma cultura de divulgação da literatura nesses órgãos a coisa até passava despercebida, poder-se-ia até dizer que, ao não falar delas, as pessoas eram prejudicadas por trabalharem nesses órgãos (de facto, Portugal é muito pequeno); mas teria que haver distanciamento crítico e seriedade.
E, lamento dizer-lhe, LR, não admito que ninguém ponha em causa a minha seriedade, no caso, de crítica. Por isso também, LR, não aceitei alterar uma linha do que tinha escrito quando o editor do Actual  (passadas três semanas sobre a suspensão da publicação do texto e a insistências minhas para esclarecer essa mesma suspensão) me pediu para dar «um jeito» ao texto; por isso, LR, quando a questão, passado mais um mês, se tornou pública, participei ao novo editor do Actual que deixava de colaborar com o jornal.
Este assunto dá pano para mangas, mas fico por aqui. Nem sei se voltarão aqui e se me lerão. Mas cá fica.
Mais uma vez obrigada a Ricardo Noronha pela afinidade e defesa de opinião.
Dóris Graça Dias</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Luís Rainha (LR) e Ricardo Noronha (RN):<br />
Só agora dei com esta v. troca de ideias sobre o meu &#8220;affaire&#8221; crítico.<br />
Agradeço, claro, a RN, a defesa que faz, não propriamente de mim, mas da crítica que elaborei. (Crítica, sim, LR; como crítica é tudo o que o LR diz sobre mim e o texto que escrevi.) Agradeço, pelas razões aduzidas por si, RN, e pelo facto de estar sempre subjacente à sua análise a fundamental admissão da minha legitimidade crítica, tanto como DGD, quanto como pessoa. Entendeu perfeitamente a aproximação que tentei fazer àquele objecto e a tudo o que o rodeia. Se ele se refere a um nome, MST, é porque tem autoria, logo só a essa autoria poderia eu referir-me &#8211; não tem nada de pessoal, como se chegou a dizer, tem até muito de público (pelas razões que o RN expõe). Como a minha opinião global sobre aquele objecto foi a de que não estava diante de literatura (aceito perfeitamente a posição de Osvaldo Silvestre; eventualmente, para mim, «má literatura» será sinónimo de «não literatura»), não fiz uma aproximação teórico-literária pura e dura (nem podia pelas razões que abaixo evoco). Assumi que não valia a pena levar o assunto a sério; era dar-lhe uma importância que não possui. Aliás, diga-se que a crítica de divulgação (a que se publica em jornais generalistas) não dispõe de todo o espaço &#8220;do mundo&#8221; nem se dirige a um público especializado, desejoso de análises ensaísticas, mas sim a alguém que, identificando-se com o crítico (ou não) se serve dele como referência &#8211; isto em tese, na realidade não sei bem se se passa assim (ainda que, felizmente, ao longo dos anos tenha tido muitos feed-backs positivos quanto à minha prestação e um ou outro negativo e muuuuitos negativos sobre este meu texto e muuuuuitos positivos). Isto já é mais para LR, para o esclarecer sobre a minha relação com a crítica literária na comunicação.<br />
E, ainda, LR, lhe diria do meu espanto de, na época em que a crítica (não) saiu, exercer eu esta actividade há já 17 anos (agora são 20 &#8211; como o tempo passa) e pela primeira vez lhe conhecer uma avaliação do meu trabalho (ou será que me escapou alguma outra referência?). E que avaliação! Legítima, como todas, por isso lhe estranho o «ar zangado», a «altivez» (para não dizer outra coisa) com que se me refere («essa senhora» &#8211; ai que susto! &#8211; estou a brincar, ainda que o meu sentido de humor não combine com o seu &#8211; coisa perfeitamente legítima &#8211; que não conheço). A questão é mesmo esta: porque é que considera legítimo ter opinião e não me permite a mim tê-la.? Diz uma coisa curiosa: «[...] apesar de embirrar solenemente com o Sousa Tavares.» O LR embirra com o MST? Ora, há uma coisa que nunca me ouvirá dizer: que embirro solenemente com um autor (seja ele de não-literatura ou de literatura). Não me interessa nada como são na intimidade, não faço juízos de valor sobre as suas pessoas. Ou como são para o exterior &#8211; a menos que esse exterior esteja ligado à questão da escrita e de tudo o que a envolve exteriormente. Vergílio Ferreira era aparentemente muito antipático (foi comigo quando me lhe dirigi como jornalista) mas um dos melhores romancistas do século XX; posteriormente, jamais me ressenti, ao lê-lo, de me ter tratado uma vez «mal»; aliás, depois desse episódio, cheguei a fazer uma crítica sobre uma sua obra, que ele amorosamente agradeceu enviando-me um postal (poderia evocar outros episódios, engraçados se calhar mais para mim do que para os outros, mas nenhum deles em que um escritor criticado negativamente por mim se desse ao trabalho de se zangar comigo; e veja que disse escritor &#8211; o que quer dizer que, reconhecendo-o como tal, ainda assim me não transmite alegrias literárias &#8211; este &#8220;conceito&#8221; é generalista, mas não irei evocar aqui as nuances que pode comportar). Digo-lhe mais, LR, evito conhecer os escritores, ainda que seja inevitável conhecer alguns, para me manter livre nas minhas apreciações, que são só minhas e que partilho com quem me queira ler. Porque a crítica é partilha.<br />
E como se vê por esta v. troca de posições, há quem não concorde comigo e há quem concorde: será que o LR não admite a legitimidade destes últimos? Recordo-me de uma opinião de um leitor do jornal, quanto a esta questão: afirmava ele que gostava muito dos livros de MST, mas que achava perfeitamente legítimo que eu tivesse opinião contrária e a expusesse à minha maneira, sendo que no caso não a achava destituida de conteúdo &#8211; nada de mais cordial, respeitoso e democrático.<br />
E mais lhe pergunto, LR: qual a sua opinião sobre o marketing literário? sobre o mercado do livro? sobre a promiscuidade dos órgãos de comunicação ao publicitarem os autores que para eles trabalham? Sobretudo a TV, até a RTP faz isso. Se houvesse uma cultura de divulgação da literatura nesses órgãos a coisa até passava despercebida, poder-se-ia até dizer que, ao não falar delas, as pessoas eram prejudicadas por trabalharem nesses órgãos (de facto, Portugal é muito pequeno); mas teria que haver distanciamento crítico e seriedade.<br />
E, lamento dizer-lhe, LR, não admito que ninguém ponha em causa a minha seriedade, no caso, de crítica. Por isso também, LR, não aceitei alterar uma linha do que tinha escrito quando o editor do Actual  (passadas três semanas sobre a suspensão da publicação do texto e a insistências minhas para esclarecer essa mesma suspensão) me pediu para dar «um jeito» ao texto; por isso, LR, quando a questão, passado mais um mês, se tornou pública, participei ao novo editor do Actual que deixava de colaborar com o jornal.<br />
Este assunto dá pano para mangas, mas fico por aqui. Nem sei se voltarão aqui e se me lerão. Mas cá fica.<br />
Mais uma vez obrigada a Ricardo Noronha pela afinidade e defesa de opinião.<br />
Dóris Graça Dias</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117512</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 18:45:37 +0000</pubDate>
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		<description>Mas precisamente, se se trata de um objecto literário com um tão óbvio prolongamento/enquadramento mediático, as entrevistas e declarações acerca do livro não podem estar completamente ausentes de um juízo crítico sobre o mesmo.
«Perder-se» é um pouco infeliz, mas de qualquer forma parece-me válido  criticar a pretensão com que todo e qualquer jornalista mediano se dedica à escrita de romances que são apenas uma colecção de lugares comuns e de citações disfarçadas. 
Repara que qualquer um pode dar uma margarida rebelo pinto qualquer, mas depois não deve ficar especialmente incomodado quando alguém o diz em voz alta. Há uma definição canónica da literatura que se arrisca a ser pedante, elitista e conservadora (no pior sentido da palavra)? Há. Mas neste caso esse risco é bem corrido.
De qualquer das formas coloca-se a questão de saber se um director de jornal deve assumir como tarefa recusar ou aprovar todo e cada texto. Se assim é, então a recusa do artigo de Crespo também pode ser defendida como uma questão de higiene.
Da parte que me toca considero apenas que os directores do JN e do Expresso e do DN e do SOl e do Público estão, todos eles, pouco à vontade para falar do assunto em causa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas precisamente, se se trata de um objecto literário com um tão óbvio prolongamento/enquadramento mediático, as entrevistas e declarações acerca do livro não podem estar completamente ausentes de um juízo crítico sobre o mesmo.<br />
«Perder-se» é um pouco infeliz, mas de qualquer forma parece-me válido  criticar a pretensão com que todo e qualquer jornalista mediano se dedica à escrita de romances que são apenas uma colecção de lugares comuns e de citações disfarçadas.<br />
Repara que qualquer um pode dar uma margarida rebelo pinto qualquer, mas depois não deve ficar especialmente incomodado quando alguém o diz em voz alta. Há uma definição canónica da literatura que se arrisca a ser pedante, elitista e conservadora (no pior sentido da palavra)? Há. Mas neste caso esse risco é bem corrido.<br />
De qualquer das formas coloca-se a questão de saber se um director de jornal deve assumir como tarefa recusar ou aprovar todo e cada texto. Se assim é, então a recusa do artigo de Crespo também pode ser defendida como uma questão de higiene.<br />
Da parte que me toca considero apenas que os directores do JN e do Expresso e do DN e do SOl e do Público estão, todos eles, pouco à vontade para falar do assunto em causa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117484</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 16:48:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117484</guid>
		<description>Pronto, concordamos em discordar :-)
Mas olha que essa &quot;inversão de valores&quot; é fabulosa: como disse o Sales, inversão mesmo é usar declarações a posteriori do autor para desqualificar a obra.
E aquilo do &quot;se quer escrever um romance, nada como reflectir sobre o que é a literatura, ler muito, e bem, que é como quem diz: perder-se&quot; é absolutamente ridículo, irrelevante e tonto. Continuo na minha, que aliás anunciei logo na altura: eu também nunca aprovaria aquele texto. E isso parece-me mas uma questão de higiene do que de censura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto, concordamos em discordar <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
Mas olha que essa &#8220;inversão de valores&#8221; é fabulosa: como disse o Sales, inversão mesmo é usar declarações a posteriori do autor para desqualificar a obra.<br />
E aquilo do &#8220;se quer escrever um romance, nada como reflectir sobre o que é a literatura, ler muito, e bem, que é como quem diz: perder-se&#8221; é absolutamente ridículo, irrelevante e tonto. Continuo na minha, que aliás anunciei logo na altura: eu também nunca aprovaria aquele texto. E isso parece-me mas uma questão de higiene do que de censura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117481</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 16:31:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117481</guid>
		<description>Não consigo responder melhor aos teus argumentos do que o fez Osvaldo Silvestre, na ligação acima:
&quot;MST é, literariamente, uma criatura da promoção, como sabe todo aquele que já quase chocou com a sua versão em cartão à entrada de uma livraria. A sua legitimidade é a dos números – de páginas, de tiragem, de vendas, de lucros -, pelo que se compreende a avareza com que dispõe deles para uso de terceiros, sobretudo se críticos. De certa forma, a situação de MST dá a ver a impossibilidade de a crítica defrontar obras que, antes de existirem enquanto tais, são ocorrências singulares de um sistema de comunicação de massas e de circulação do capital. Esclareço que não acho que os romances de MST não sejam literatura. São-no, de facto – mas são má literatura (e péssima gramática, já agora). E não o são por serem arte de massas, já que esse é também o estatuto de um J. G. Ballard, seguramente um dos maiores escritores da actualidade. &quot;
Simplesmente, e esta é a única ressalva relativamente a isto, eu não acho a crítica de Dóris Graça Dias despropositada. É curioso que a pesquisar no google encontrei uma apreciação do Pedro Sales (http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/480589.html) semelhante à tua (http://5dias.net/2008/02/05/ruim-defunto-pessima-cera/). 
Dizer que ela é movida pelo rancor  parece-me semelhante ao tipo de argumentos que os defensores de Sócrates e de Pedro Passos Coelho costumam utilizar. Pouco me interessa o seu rancor se os seus argumentos fazem sentido. E estes fazem:
&quot;Criar personagens não se basta por um acumular de lugares comuns, somando diferenças ilustrativas de tipos; há que não ser anacrónico na linguagem, nas exigências existenciais, nos enquadramentos territoriais. Se se pretende descrever uma mulher, convém olhar bem para elas, sob pena de se ser apenas grosseiro, quando se pretendia ser airoso. [...]
Tudo o que MST disser sobre a sua própria escrita, o seu romance histórico é gratuito. Que o escreveu a pedido de muitas famílias, que passou três anos muito duros, quase dois a documentar-se e um fechado em casa a escrever, sem viajar: nada disto interessa a um leitor; nada disto interessa à literatura. É exactamente esta inversão de valores que faz de Rio das Flores uma obra menor, tão igual a um qualquer exercício de menino de escola semi-deitado de lado sobre o papel, trincando a língua num esforço de saliva e olhos estrábicos confluindo no bico da caneta. &quot;Bela Redacção!&quot;: diz o professor, relativizando o esforço e a idade do garoto.
Mas MST não é um garoto e se quer usar o seu nome, devia exigir mais de si do que a simplicidade de uma obra pretensamente bem engendrada. Em literatura isso não existe. Se pretende fixar história, nada como perder três, seis, doze anos a estudar uma época, para a registar - em 100 páginas; se quer escrever um romance, nada como reflectir sobre o que é a literatura, ler muito, e bem, que é como quem diz: perder-se. E se nunca se conseguir encontrar para escrever, ninguém lho levará a mal!&quot;
Continuo a achar que Fernanda Câncio tem razão quando desconfia do apreço de Henrique Monteiro pela liberdade de informação. Mesmo se é movida pelo rancor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não consigo responder melhor aos teus argumentos do que o fez Osvaldo Silvestre, na ligação acima:<br />
&#8220;MST é, literariamente, uma criatura da promoção, como sabe todo aquele que já quase chocou com a sua versão em cartão à entrada de uma livraria. A sua legitimidade é a dos números – de páginas, de tiragem, de vendas, de lucros -, pelo que se compreende a avareza com que dispõe deles para uso de terceiros, sobretudo se críticos. De certa forma, a situação de MST dá a ver a impossibilidade de a crítica defrontar obras que, antes de existirem enquanto tais, são ocorrências singulares de um sistema de comunicação de massas e de circulação do capital. Esclareço que não acho que os romances de MST não sejam literatura. São-no, de facto – mas são má literatura (e péssima gramática, já agora). E não o são por serem arte de massas, já que esse é também o estatuto de um J. G. Ballard, seguramente um dos maiores escritores da actualidade. &#8221;<br />
Simplesmente, e esta é a única ressalva relativamente a isto, eu não acho a crítica de Dóris Graça Dias despropositada. É curioso que a pesquisar no google encontrei uma apreciação do Pedro Sales (<a href="http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/480589.html" rel="nofollow">http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/480589.html</a>) semelhante à tua (<a href="http://5dias.net/2008/02/05/ruim-defunto-pessima-cera/" rel="nofollow">http://5dias.net/2008/02/05/ruim-defunto-pessima-cera/</a>).<br />
Dizer que ela é movida pelo rancor  parece-me semelhante ao tipo de argumentos que os defensores de Sócrates e de Pedro Passos Coelho costumam utilizar. Pouco me interessa o seu rancor se os seus argumentos fazem sentido. E estes fazem:<br />
&#8220;Criar personagens não se basta por um acumular de lugares comuns, somando diferenças ilustrativas de tipos; há que não ser anacrónico na linguagem, nas exigências existenciais, nos enquadramentos territoriais. Se se pretende descrever uma mulher, convém olhar bem para elas, sob pena de se ser apenas grosseiro, quando se pretendia ser airoso. [...]<br />
Tudo o que MST disser sobre a sua própria escrita, o seu romance histórico é gratuito. Que o escreveu a pedido de muitas famílias, que passou três anos muito duros, quase dois a documentar-se e um fechado em casa a escrever, sem viajar: nada disto interessa a um leitor; nada disto interessa à literatura. É exactamente esta inversão de valores que faz de Rio das Flores uma obra menor, tão igual a um qualquer exercício de menino de escola semi-deitado de lado sobre o papel, trincando a língua num esforço de saliva e olhos estrábicos confluindo no bico da caneta. &#8220;Bela Redacção!&#8221;: diz o professor, relativizando o esforço e a idade do garoto.<br />
Mas MST não é um garoto e se quer usar o seu nome, devia exigir mais de si do que a simplicidade de uma obra pretensamente bem engendrada. Em literatura isso não existe. Se pretende fixar história, nada como perder três, seis, doze anos a estudar uma época, para a registar &#8211; em 100 páginas; se quer escrever um romance, nada como reflectir sobre o que é a literatura, ler muito, e bem, que é como quem diz: perder-se. E se nunca se conseguir encontrar para escrever, ninguém lho levará a mal!&#8221;<br />
Continuo a achar que Fernanda Câncio tem razão quando desconfia do apreço de Henrique Monteiro pela liberdade de informação. Mesmo se é movida pelo rancor.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117369</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 19:20:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117369</guid>
		<description>E a parte do «é uma morna descrição de gestos pouco cinematográficos, um descritivo meio jornalístico» também merecia o quê? Publicação ou o exílio no caixote do lixo?
Logo na altura, expliquei bem como via a coisa: «nunca me passaria pela ideia publicar, nem sequer num blogue, um naco de prosa como a “Redacção” da professora Dóris; tresanda a inveja, frustração e vontade de dar nas vistas.» Que agora um &lt;em&gt;fait divers&lt;/em&gt; destes seja usado como caução para relativizar a bacorada do&lt;em&gt; JN&lt;/em&gt;, enfim...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E a parte do «é uma morna descrição de gestos pouco cinematográficos, um descritivo meio jornalístico» também merecia o quê? Publicação ou o exílio no caixote do lixo?<br />
Logo na altura, expliquei bem como via a coisa: «nunca me passaria pela ideia publicar, nem sequer num blogue, um naco de prosa como a “Redacção” da professora Dóris; tresanda a inveja, frustração e vontade de dar nas vistas.» Que agora um <em>fait divers</em> destes seja usado como caução para relativizar a bacorada do<em> JN</em>, enfim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117368</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 19:18:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117368</guid>
		<description>&quot;Crítica&quot; já tenho aas minhas dúvidas. &quot;Literária&quot; e que não estou mesmo a ver como. A literatura é um campo para tudo; não há porteiros a determinar quem entra ou não, muito menos alguém que dá provas de nem saber escrever com um mínimo de compostura. 
Essa &quot;degradação geral da actividade da crítica&quot; explica sim a publicação de qualquer prosa dessa senhora. 
Repito o que escrevi na altura: aquilo era um longo e mal-amanhado insulto, escrito sem acerto, estilo ou sequer graça. Eu nunca teria permitido que tal porcaria surgisse numa secção de crítica literária dependente do meu voto.
Sentenciar que &quot;É exactamente esta inversão de valores que faz de Rio das Flores uma obra menor&quot; revela toda a mediocridade, a imbecilidade da nota crítica: o romance não era mau por ser mau, mas sim porque a vida de MST não seguira os trâmites que a tal senhora para ela prescrevia. Não sei se se consegue ser mais bronco do que isto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Crítica&#8221; já tenho aas minhas dúvidas. &#8220;Literária&#8221; e que não estou mesmo a ver como. A literatura é um campo para tudo; não há porteiros a determinar quem entra ou não, muito menos alguém que dá provas de nem saber escrever com um mínimo de compostura.<br />
Essa &#8220;degradação geral da actividade da crítica&#8221; explica sim a publicação de qualquer prosa dessa senhora.<br />
Repito o que escrevi na altura: aquilo era um longo e mal-amanhado insulto, escrito sem acerto, estilo ou sequer graça. Eu nunca teria permitido que tal porcaria surgisse numa secção de crítica literária dependente do meu voto.<br />
Sentenciar que &#8220;É exactamente esta inversão de valores que faz de Rio das Flores uma obra menor&#8221; revela toda a mediocridade, a imbecilidade da nota crítica: o romance não era mau por ser mau, mas sim porque a vida de MST não seguira os trâmites que a tal senhora para ela prescrevia. Não sei se se consegue ser mais bronco do que isto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117363</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 18:14:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117363</guid>
		<description>&quot;Aquele asco em forma de prosa&quot; era uma crítica literária perfeitamente legítima. As observações de Graça Dias eram, aliás, bastante certeiras: a literatura não é um campo para a consagração intelectual de jornalistas conhecidos, mas uma actividade que tem as suas exigências. A não ser que se queira ser um romancista medíocre e se esteja disponível para aceitar esse juízo por parte da crítica.  Sousa Tavares veio ocupar um lugar no interior do campo literário que é, segundo Dóris Graça Dias, completamente incompreensível a não ser no quadro de uma degradação geral da actividade da crítica. Henrique Monteiro veio dar-lhe toda a razão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Aquele asco em forma de prosa&#8221; era uma crítica literária perfeitamente legítima. As observações de Graça Dias eram, aliás, bastante certeiras: a literatura não é um campo para a consagração intelectual de jornalistas conhecidos, mas uma actividade que tem as suas exigências. A não ser que se queira ser um romancista medíocre e se esteja disponível para aceitar esse juízo por parte da crítica.  Sousa Tavares veio ocupar um lugar no interior do campo literário que é, segundo Dóris Graça Dias, completamente incompreensível a não ser no quadro de uma degradação geral da actividade da crítica. Henrique Monteiro veio dar-lhe toda a razão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117330</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 12:58:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117330</guid>
		<description>Discordo. Se eu fosse director de um qualquer jornal, nunca deixaria aquele asco em forma de prosa sair, mesmo sendo a propósito de uma criatura que abomino.
Comparar um caso destes com um outro em que uma crónica é vetada porque... não tem contraditório, ou lá o que foi, não pega. E o JN ter-se-á escusado a publicar o mail do Público, que era bastante mais esconso do que uma historieta, com testemunhas, sobre um almoço?
Quanto a isso dos privilégio do MST, consta que já era prática antiga em todos os jornais qu ele agracia com a sua proa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo. Se eu fosse director de um qualquer jornal, nunca deixaria aquele asco em forma de prosa sair, mesmo sendo a propósito de uma criatura que abomino.<br />
Comparar um caso destes com um outro em que uma crónica é vetada porque&#8230; não tem contraditório, ou lá o que foi, não pega. E o JN ter-se-á escusado a publicar o mail do Público, que era bastante mais esconso do que uma historieta, com testemunhas, sobre um almoço?<br />
Quanto a isso dos privilégio do MST, consta que já era prática antiga em todos os jornais qu ele agracia com a sua proa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117266</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 19:38:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117266</guid>
		<description>Discordo bastante da tua interpretação do affaire Doris Graça Dias. Henrique Monteiro e o Expresso saíram bastante chamuscados dessa história em que o papel da crítica se viu comprometida pelos imperativos comerciais ligados à gestão da imagem de Sousa Tavares. Parece-me que na altura Osvaldo Silvestre tratou o acontecimento em termos que permanecem inatacáveis: &quot;Do ponto de vista deontológico, ter-se permitido que MST lesse o texto antes da sua putativa publicação é mesmo algo que dispensa comentário.&quot;
 http://olamtagv.wordpress.com/2008/02/13/codigos-de-ma-conduta/
Nesse sentido, a Fernanda Câncio aponta com justiça a sonsice do director do Expresso. Que neste caso em concreto o director do JN tenha seguido  precisamente o mesmo caminho não retira validade a essa apreciação. 
O mesmo se diga relativamente ao caso do artigo do joão bonifácio sobre o beleneses, passado no «Público». De uma maneira geral, sempre que intuem prejuízos comerciais, os directores de jornais portugueses optam por não incomodar este ou aquele interesse, mesmo se em prejuízo da função  que deveria desempenhar o jornalismo ou a crítica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo bastante da tua interpretação do affaire Doris Graça Dias. Henrique Monteiro e o Expresso saíram bastante chamuscados dessa história em que o papel da crítica se viu comprometida pelos imperativos comerciais ligados à gestão da imagem de Sousa Tavares. Parece-me que na altura Osvaldo Silvestre tratou o acontecimento em termos que permanecem inatacáveis: &#8220;Do ponto de vista deontológico, ter-se permitido que MST lesse o texto antes da sua putativa publicação é mesmo algo que dispensa comentário.&#8221;<br />
 <a href="http://olamtagv.wordpress.com/2008/02/13/codigos-de-ma-conduta/" rel="nofollow">http://olamtagv.wordpress.com/2008/02/13/codigos-de-ma-conduta/</a><br />
Nesse sentido, a Fernanda Câncio aponta com justiça a sonsice do director do Expresso. Que neste caso em concreto o director do JN tenha seguido  precisamente o mesmo caminho não retira validade a essa apreciação.<br />
O mesmo se diga relativamente ao caso do artigo do joão bonifácio sobre o beleneses, passado no «Público». De uma maneira geral, sempre que intuem prejuízos comerciais, os directores de jornais portugueses optam por não incomodar este ou aquele interesse, mesmo se em prejuízo da função  que deveria desempenhar o jornalismo ou a crítica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117224</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 01:09:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117224</guid>
		<description>Ana e David,

O homem, neste momento, sente-se capaz de tudo. Se já escapou incólume a tudo, incluindo a demolição do Jornal das sextas da TVI, porque haveria agora de mudar de estratégia?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ana e David,</p>
<p>O homem, neste momento, sente-se capaz de tudo. Se já escapou incólume a tudo, incluindo a demolição do Jornal das sextas da TVI, porque haveria agora de mudar de estratégia?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ana cristina leonardo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117222</link>
		<dc:creator>ana cristina leonardo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 00:53:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117222</guid>
		<description>David
custa-me a crer que Sócrates fosse tão tolo que se exprimisse da forma relatada em alta voz no restaurante 

é o problema dos espertos: graças a deus a arrogância acaba (quase) sempre por lixá-los</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>David<br />
custa-me a crer que Sócrates fosse tão tolo que se exprimisse da forma relatada em alta voz no restaurante </p>
<p>é o problema dos espertos: graças a deus a arrogância acaba (quase) sempre por lixá-los</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: David</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117202</link>
		<dc:creator>David</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:27:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117202</guid>
		<description>Luís e Nuno,
Em todo este &quot;caso Crespo&quot; só tenho uma dúvida: se as coisas se terão de facto passado assim -- custa-me a crer que Sócrates fosse tão tolo que se exprimisse da forma relatada em alta voz no restaurante -- ou se houve alguma &quot;criatividade&quot; por parte de Crespo. De resto, Sócrates faz apenas parte de uma já longa estratégia de controlo, ou tentativa de controlo, de órgãos de comunicação social por parte do PS, que vem desde o 25 de Abril, com Mário Soares como secretário-geral. As coisas nunca mudaram. Sempre que teve oportunidade, o PS tratou de colocar os seus homens de mão em jornais, rádios e televisões, &quot;solucionando&quot; os jornalistas que não lhe eram afectos com lugares na &quot;prateleira&quot;. E, já agora, também o PSD. Só que agora talvez esteja menos hábil... e o próprio Sócrates, com as suas &quot;queixas&quot;, justifica todas as suspeições.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís e Nuno,<br />
Em todo este &#8220;caso Crespo&#8221; só tenho uma dúvida: se as coisas se terão de facto passado assim &#8212; custa-me a crer que Sócrates fosse tão tolo que se exprimisse da forma relatada em alta voz no restaurante &#8212; ou se houve alguma &#8220;criatividade&#8221; por parte de Crespo. De resto, Sócrates faz apenas parte de uma já longa estratégia de controlo, ou tentativa de controlo, de órgãos de comunicação social por parte do PS, que vem desde o 25 de Abril, com Mário Soares como secretário-geral. As coisas nunca mudaram. Sempre que teve oportunidade, o PS tratou de colocar os seus homens de mão em jornais, rádios e televisões, &#8220;solucionando&#8221; os jornalistas que não lhe eram afectos com lugares na &#8220;prateleira&#8221;. E, já agora, também o PSD. Só que agora talvez esteja menos hábil&#8230; e o próprio Sócrates, com as suas &#8220;queixas&#8221;, justifica todas as suspeições.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117194</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 17:23:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117194</guid>
		<description>David,
Lendo as memórias do arquitecto Saraiva, o Joaquim Vieira foi &quot;armadilhado&quot; por este, e não por nenhuma pressão política. Durante o tempo que o Balsemão foi primeiro-ministro o Expresso manteve uma certa independência. Agora, experimente dizer mal do accionista e dos seus sócios, em qualquer órgão de comunicação social português, e vai ver o que lhe acontece. É uma situação intolerável, mas que só existe pq termos toda a comunicação social nas mãos dos grandes grupos e tornou-se impossível existirem grupos de jornalistas independentes do poder económico com meios de comunicação. Mas, o facto de o capitalismo ser injusto, não nos deve fazer cumplices de manobras do primeiro-ministro para &quot;solucionar&quot; jornalistas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>David,<br />
Lendo as memórias do arquitecto Saraiva, o Joaquim Vieira foi &#8220;armadilhado&#8221; por este, e não por nenhuma pressão política. Durante o tempo que o Balsemão foi primeiro-ministro o Expresso manteve uma certa independência. Agora, experimente dizer mal do accionista e dos seus sócios, em qualquer órgão de comunicação social português, e vai ver o que lhe acontece. É uma situação intolerável, mas que só existe pq termos toda a comunicação social nas mãos dos grandes grupos e tornou-se impossível existirem grupos de jornalistas independentes do poder económico com meios de comunicação. Mas, o facto de o capitalismo ser injusto, não nos deve fazer cumplices de manobras do primeiro-ministro para &#8220;solucionar&#8221; jornalistas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117180</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 16:03:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117180</guid>
		<description>David,
Falo, singelamente, do único caso sobre o qual escrevi na altura. Aqui não me podem acusar de dar a volta à coisa, pois logo no momento defendi a eliminação daquela porcaria, apesar de embirrar solenemente com o Sousa Tavares.
Quanto aos casos Viera e Carreira Bom, julgo lembrar-me de bastante alarido em torno de ambos – se FC tem ideia oposta, um de nós está com a memória avariada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>David,<br />
Falo, singelamente, do único caso sobre o qual escrevi na altura. Aqui não me podem acusar de dar a volta à coisa, pois logo no momento defendi a eliminação daquela porcaria, apesar de embirrar solenemente com o Sousa Tavares.<br />
Quanto aos casos Viera e Carreira Bom, julgo lembrar-me de bastante alarido em torno de ambos – se FC tem ideia oposta, um de nós está com a memória avariada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: David</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117177</link>
		<dc:creator>David</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 15:44:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30990#comment-117177</guid>
		<description>Será que, para Luís Rainha, os amigos também são para as ocasiões? Dos três casos que Fernanda Câncio cita, você só fala de um, talvez o mais &quot;justificável&quot;. E João Carreira Bom e Joaquim Vieira?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Será que, para Luís Rainha, os amigos também são para as ocasiões? Dos três casos que Fernanda Câncio cita, você só fala de um, talvez o mais &#8220;justificável&#8221;. E João Carreira Bom e Joaquim Vieira?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Justiniano</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/as-amigas-sao-para-as-ocasioes/comment-page-1/#comment-117170</link>
		<dc:creator>Justiniano</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 15:11:29 +0000</pubDate>
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		<description>Excelente Rainha!</description>
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