O Bloco conquistou Londres e Washington

Helena Matos aplaude a tese de João Miranda: a ideia de sujeitar o poder nas agências de notação financeira a alguma espécie de vigilância tem uma só forma de se concretizar. À comunista, claro, através de um «Observatório da mesma agência quiçã supervisionado pelo Professor Boaventura ou na impossibilidade deste acumular outro Observatório que leva milhões para observar as consequências catastróficas da aplicação daquilo que ele mesmo sugere e ensina, creio que esta agência seria um local adequado para se colocar Vítor Constâncio» (sic).
Ou nós ou o Dilúvio. Ou o laissez-faire que tão boas provas deu no passado recente, ou a chegada do estalinismo mais empedernido. Não há espaço neste mundo para bom-senso nem moderação; ele acaba mal se saia dos limites da fé liberal.
Vale-nos que o vírus do bloquismo já infectou Washington e Londres, pelo menos. A britânica Financial Services Authority e a americana Securities and Exchange Commission mancomunaram-se para complicar a vida aos emissores de ratings. Mas bem podemos esperar sentados que a ponderação venha a contaminar o solo da Mirandéria.

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